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  • Flávio Dino divulga relatório com milhares de ameaças contra ministros do STF

    Flávio Dino divulga relatório com milhares de ameaças contra ministros do STF

    Brasil | Justiça | Supremo Tribunal Federal

    Flávio Dino divulga relatório com milhares de ameaças contra ministros do STF

    Ministro publicou registros de mensagens com ameaças de agressão e assassinato e afirmou que intimidações não modificarão sua atuação na Corte.

    Por | NinjaFSA | 9 de outubro de 2026

    © Rosinei Coutinho/STF .
    Entenda a notícia em poucos pontos
    • Flávio Dino publicou registros de ameaças contra ministros do STF em seu perfil no Instagram.
    • Segundo o ministro, relatório de segurança registra milhares de mensagens violentas.
    • Dino afirmou que não mudará suas decisões em razão das intimidações.
    • O histórico de ameaças contra membros do tribunal já motivou investigações anteriores.

    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nesta sexta-feira (9) trechos de um relatório de segurança da Corte que reúne milhares de mensagens publicadas na internet com ameaças de agressão e assassinato contra integrantes do tribunal. Os registros foram compartilhados em seu perfil no Instagram, acompanhados de uma manifestação em defesa da independência judicial.

    As mensagens divulgadas incluem ameaças dirigidas ao próprio Dino e a outros ministros, entre eles Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.

    O ministro afirmou que as intimidações são graves, mas declarou que não alterará suas decisões profissionais por causa de ameaças pessoais.

    Relatório de segurança do STF

    Milhares de mensagens violentas

    O material foi apresentado por Flávio Dino e inclui publicações com ameaças de agressão e morte. O número exato de autores identificados não foi informado na reportagem consultada.

    O que aparece no relatório?

    Segundo a Agência Brasil, o conteúdo divulgado pelo ministro apresenta mensagens publicadas nas redes sociais com ameaças a magistrados e referências a ataques contra a sede do tribunal.

    Parte das publicações menciona nominalmente integrantes da Corte e propõe violência física como reação a decisões judiciais.

    Em pelo menos um dos registros, a identificação do responsável foi ocultada por uma tarja preta na imagem publicada.

    O conteúdo do relatório chama atenção pela quantidade de ameaças apontadas. Contudo, a divulgação dos trechos não esclarece quantas pessoas diferentes seriam responsáveis pelas publicações.

    Dino afirma que não mudará sua atuação

    Ao compartilhar os registros, Flávio Dino afirmou que discordâncias sobre decisões judiciais devem ser apresentadas pelos meios institucionais, como recursos aos órgãos competentes do Judiciário.

    O ministro também relacionou a circulação de informações falsas ao ambiente de hostilidade dirigido a integrantes da Corte.

    “Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões.”

    Flávio Dino, em publicação no Instagram em 9 de outubro.

    Dino ressaltou que sua trajetória de décadas no serviço público não será alterada pela pressão de mensagens violentas.

    Na manifestação, ele argumentou que o funcionamento do Judiciário ficaria comprometido caso magistrados deixassem de decidir processos por medo de represálias.

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    Debate sobre liberdade de expressão

    A divulgação do relatório também envolve a distinção entre manifestações críticas e ameaças contra autoridades.

    A liberdade de expressão protege a possibilidade de questionar decisões do STF, discordar de ministros e participar do debate sobre o funcionamento das instituições.

    Ameaças concretas de morte ou agressão, por outro lado, podem configurar crimes, a depender das circunstâncias e das provas reunidas.

    Crítica ou ameaça: qual é a diferença?

    Crítica: discordar de uma decisão, questionar sua fundamentação ou defender mudanças na legislação ou no tribunal.

    Ameaça: anunciar a intenção de praticar violência contra alguém, em condições que possam configurar o crime previsto na legislação.

    Apuração: a responsabilidade criminal precisa ser individualizada, com exame da autoria, do conteúdo e do contexto.

    Ameaças ao STF são investigadas desde 2019

    O problema de ameaças a integrantes do Supremo não começou nesta semana. Desde 2019, o tribunal registra episódios de intimidação envolvendo ministros e seus familiares.

    Naquele ano, o então presidente do STF, Dias Toffoli, determinou a abertura de uma investigação sobre ataques e ameaças dirigidos à Corte.

    O procedimento tornou-se conhecido como Inquérito das Fake News e permanece em andamento, segundo a Agência Brasil.

    A nova divulgação ocorre em um contexto de forte polarização política, mas o relatório apresentado não estabelece, por si só, a vinculação de todas as ameaças a um partido, candidatura ou grupo específico.

    O relatório já gerou prisões?

    A reportagem consultada não informa que a divulgação dos trechos tenha resultado imediatamente em prisões ou em decisões judiciais específicas contra autores das mensagens.

    Para eventual responsabilização, será necessário identificar os responsáveis, reunir provas e observar os procedimentos legais.

    O relatório de segurança pode subsidiar medidas de proteção institucional e apurações, mas não substitui uma investigação criminal individualizada.

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    Segurança de magistrados e instituições

    A proteção de autoridades responsáveis por decisões judiciais faz parte da segurança institucional, especialmente diante de ameaças concretas.

    Ao mesmo tempo, questionamentos públicos, recursos judiciais e debates sobre as decisões do STF continuam sendo instrumentos legítimos de participação democrática.

    A divulgação feita por Dino recoloca em discussão como identificar e conter ameaças de violência sem confundir esse tipo de conduta com divergências políticas ou críticas institucionais.

    Fonte principal: Agência Brasil, reportagem de Felipe Pontes, publicada em 9 de outubro de 2026, às 10h50.
    Ler reportagem original .
    Nota editorial: a existência das ameaças relatadas não atribui responsabilidade coletiva a apoiadores de partidos ou grupos políticos.
  • Moraes determina inclusão de Eduardo Bolsonaro no banco nacional de mandados de prisão

    Moraes determina inclusão de Eduardo Bolsonaro no banco nacional de mandados de prisão

    Política | Justiça | STF

    Moraes determina inclusão de Eduardo Bolsonaro no banco nacional de mandados de prisão

    Ex-deputado foi condenado a quatro anos e dois meses por coação no curso do processo. Ordem consta como pendente de cumprimento; Eduardo está nos Estados Unidos.

    Por Amanda Almeida | NinjaFSA | 9 de outubro de 2026

    Montagem com o ministro Alexandre de Moraes e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro
    Ministro Alexandre de Moraes determinou a execução da pena de Eduardo Bolsonaro. Imagem: reprodução/g1.
    Entenda a decisão em poucos pontos
    • Moraes determinou a expedição do mandado em 8 de outubro de 2026.
    • Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses, em regime semiaberto.
    • O mandado já aparece no sistema nacional, mas permanece pendente de cumprimento.
    • A decisão também determina o cancelamento dos passaportes brasileiros do ex-deputado.

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão do mandado de prisão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP). A decisão foi proferida na quinta-feira (8), após o encerramento definitivo do processo em que Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo.

    Nesta sexta-feira (9), o registro já constava no sistema nacional com a indicação de mandado pendente de cumprimento. O ex-parlamentar, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está nos Estados Unidos, onde vive desde 2025.

    A ordem judicial dá início à fase de execução da pena. Ela não significa, porém, que Eduardo tenha sido preso ou que o mandado brasileiro possa ser automaticamente executado em território norte-americano.

    Situação do mandado

    Expedido e pendente de cumprimento

    A determinação do STF está registrada no banco nacional. Até a apuração desta reportagem, não havia confirmação de prisão.

    4 anos e 2 meses Pena de reclusão aplicada pelo STF
    Semiaberto Regime inicial de cumprimento
    3 de outubro Data do trânsito em julgado
    8 de outubro Data da ordem de execução da pena

    Por que Moraes determinou a prisão?

    A ordem foi emitida após o STF considerar definitiva a condenação de Eduardo Bolsonaro na Ação Penal nº 2.782. O trânsito em julgado ocorreu em 3 de outubro e foi certificado pela Secretaria Judiciária do Supremo no dia 5.

    O trânsito em julgado significa que se esgotaram as possibilidades de recurso naquele processo, permitindo o início da execução da condenação criminal.

    Com a conclusão dessa etapa, Moraes determinou a expedição do mandado de prisão, sua inclusão no banco nacional e a emissão da guia de recolhimento.

    Qual foi o crime atribuído a Eduardo?

    Eduardo foi condenado por coação no curso do processo, crime que envolve o uso de violência ou grave ameaça com o objetivo de favorecer interesse próprio ou de terceiros em procedimento judicial.

    Segundo a conclusão do STF, o então deputado utilizou sua posição política e seus contatos com autoridades estrangeiras para buscar sanções contra integrantes de instituições brasileiras, incluindo ministros do Supremo e representantes da Procuradoria-Geral da República.

    Para os ministros, as ações buscavam pressionar autoridades envolvidas no julgamento relacionado à tentativa de golpe de Estado e beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do condenado.

    A decisão menciona manifestações públicas, entrevistas, transmissões ao vivo e contatos políticos realizados durante a permanência de Eduardo nos Estados Unidos.

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    O que acontece com o nome no banco de mandados?

    O Banco Nacional de Monitoramento de Prisões reúne informações sobre ordens judiciais relacionadas à privação de liberdade e medidas penais.

    Ao incluir o mandado no sistema, o Judiciário registra formalmente a existência de uma ordem de prisão que ainda precisa ser cumprida.

    Isso permite que autoridades competentes consultem a situação judicial da pessoa procurada, seguindo os procedimentos legais.

    Estar no BNMP significa estar preso?

    Não. O registro confirma a existência de um mandado judicial, mas o status “pendente de cumprimento” informa que a prisão ainda não foi efetivada.

    Eduardo permanece nos Estados Unidos. Qualquer iniciativa de cumprimento da ordem naquele país dependerá dos mecanismos legais aplicáveis.

    Passaportes cancelados e perda de cargo

    Além da prisão, Alexandre de Moraes determinou o cancelamento de todos os passaportes brasileiros emitidos em nome de Eduardo Bolsonaro.

    A decisão também ordenou providências administrativas relacionadas à perda definitiva do cargo de escrivão da Polícia Federal, ocupado anteriormente pelo ex-deputado.

    O ministro determinou ainda o envio de documentação para cobrança da multa prevista na condenação.

    Eduardo teve seus direitos políticos suspensos em razão da condenação criminal definitiva, enquanto persistirem seus efeitos.

    Eduardo pode ser preso nos Estados Unidos?

    Como Eduardo Bolsonaro vive em território norte-americano, o cumprimento da ordem não depende apenas das autoridades brasileiras.

    Uma eventual extradição exigiria procedimentos de cooperação entre os dois países, sujeitos a tratados, legislação aplicável e decisões das autoridades dos Estados Unidos.

    Também seria necessário avaliar a natureza do crime e as regras que disciplinam a extradição.

    Por isso, a expedição do mandado no Brasil não significa que uma detenção em solo norte-americano ocorrerá imediatamente.

    Como Eduardo Bolsonaro reagiu?

    Em manifestação divulgada após a decisão, Eduardo Bolsonaro criticou a ordem judicial e a classificou como “arbitrária, inoportuna e inócua”.

    O ex-deputado afirmou que considera a condenação parte de uma perseguição política e sustentou que os Estados Unidos não cumprirão automaticamente a decisão brasileira.

    Seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, também criticou a decisão de Moraes e questionou a atuação do ministro.

    As declarações refletem o posicionamento dos integrantes da família Bolsonaro. A condenação de Eduardo, por sua vez, é definitiva na Justiça brasileira.

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    Decisão ocorre durante o segundo turno

    A medida foi tomada a pouco mais de duas semanas do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.

    A disputa eleitoral envolve Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    A coincidência com o calendário eleitoral gerou manifestações políticas, mas a decisão judicial foi fundamentada no encerramento do processo criminal e na execução da pena definitiva.

    O próximo desdobramento dependerá das providências adotadas pelas autoridades responsáveis pelo mandado e de eventuais pedidos de cooperação internacional.

  • Ministério da Justiça pede à PF investigação sobre ameaças contra deputada eleita Ana Elisa

    Ministério da Justiça pede à PF investigação sobre ameaças contra deputada eleita Ana Elisa

    Política | Justiça e Segurança

    Ministério da Justiça pede à PF investigação sobre ameaças contra deputada eleita Ana Elisa

    Parlamentar eleita pelo PT em Minas Gerais relata ameaças de morte e violência sexual. Governo federal pede identificação dos responsáveis e providências junto às plataformas X e Meta.

    Por | NinjaFSA | 9 de outubro de 2026

    Montagem com Ana Elisa e Nikolas Ferreira em meio à repercussão de publicações nas redes sociais
    Ana Elisa relatou ameaças após episódios de repercussão política nas redes. Montagem: Reprodução/O Globo.
    Entenda a notícia em poucos pontos
    • Ministério da Justiça solicitou à PF a abertura de inquérito para apurar ameaças contra Ana Elisa.
    • Deputada eleita relatou mensagens de morte e violência sexual, além de ataques racistas e machistas.
    • Ofício também pede providências junto ao X e à Meta para identificar os responsáveis.
    • Pedido de investigação foi confirmado, mas a abertura do inquérito ainda não havia sido informada.

    O Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitou nesta sexta-feira (9) à Polícia Federal (PF) a abertura de um inquérito para investigar ameaças de morte e violência sexual contra Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), deputada federal eleita por Minas Gerais. A medida foi tomada após a jovem de 21 anos relatar uma sequência de ataques nas redes sociais, em meio à sua participação no debate político do segundo turno presidencial.

    O pedido foi encaminhado ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, por meio de um ofício assinado pela secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila Santana de Carvalho.

    Além da apuração das ameaças, o ministério solicitou providências relacionadas às plataformas digitais, com o objetivo de interromper a circulação de mensagens violentas e auxiliar na identificação de seus autores.

    Ministério da Justiça e Segurança Pública

    Pedido formal à Polícia Federal

    O ofício solicita a abertura de investigação sobre possíveis crimes de ameaça praticados pela internet contra uma mulher em razão de sua atuação política.

    O documento também pede medidas junto às plataformas X e Meta.

    Ana Elisa relata ameaças frequentes e teme pela própria segurança

    Segundo o relato apresentado no documento do Ministério da Justiça, Ana Elisa afirmou que estava recebendo ameaças em ritmo intenso. Em determinado momento, as mensagens chegariam à frequência de uma a cada dois minutos.

    Entre os conteúdos denunciados estão ameaças de morte, ameaças de estupro e mensagens com teor racista e misógino.

    Em reportagem publicada na quinta-feira (8), a Agência Brasil informou que a deputada eleita já havia procurado a Polícia Civil de Minas Gerais para denunciar as intimidações.

    A parlamentar relatou ainda que informações pessoais, como endereço e telefone, foram expostas na internet. Diante dos episódios, o partido providenciou segurança para acompanhá-la.

    Ana Elisa também decidiu retirar temporariamente seu perfil da plataforma X, antigo Twitter.

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    Governo pede identificação dos autores e medidas das plataformas

    No pedido encaminhado à Polícia Federal, a Secretaria Nacional de Acesso à Justiça afirma que o conteúdo das mensagens denunciadas apresenta características de violência contra a mulher em razão de sua atuação política.

    O ministério considera necessário investigar os possíveis responsáveis, apurar a origem dos ataques e avaliar a eventual prática de crimes previstos na legislação brasileira.

    A solicitação também inclui providências junto ao X e à Meta, empresa responsável por plataformas como Instagram e Facebook.

    A intenção é obter cooperação para identificar os autores e impedir a continuidade de publicações que contenham ameaças.

    1. INVESTIGAÇÃO

    Pedido de abertura de inquérito na Polícia Federal.

    2. IDENTIFICAÇÃO

    Apuração da origem e da autoria das ameaças denunciadas.

    3. PLATAFORMAS

    Solicitação de medidas ao X e à Meta para conter ataques.

    O pedido administrativo, entretanto, não deve ser confundido com uma investigação já concluída. Até a divulgação das reportagens, não havia confirmação pública de que a PF tivesse formalizado a abertura do inquérito.

    Polêmica envolvendo publicações antigas antecedeu nova onda de ataques

    Nos últimos dias, Ana Elisa esteve no centro de uma controvérsia nas redes sociais após a circulação de capturas de tela atribuídas a publicações antigas de seu perfil.

    Uma delas apresentava uma mensagem que sugeria o fechamento de igrejas. A deputada eleita negou ser autora do conteúdo e questionou sua divulgação pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

    A troca de manifestações entre os parlamentares ampliou a repercussão do episódio.

    Segundo a equipe de Ana Elisa, os ataques se intensificaram em meio à circulação das publicações e à sua participação na campanha presidencial.

    Não há, contudo, comprovação de que Nikolas Ferreira tenha feito as ameaças ou participado de sua organização. A identificação dos autores é justamente um dos objetivos da investigação solicitada.

    Crítica política não é a mesma coisa que ameaça

    Críticas e divergências: manifestações contrárias a posições políticas fazem parte do debate público, dentro dos limites da lei.

    Ameaças de morte ou estupro: podem constituir crimes e exigem apuração pelas autoridades.

    Autoria: a responsabilização depende da identificação de quem praticou os atos e dos elementos reunidos na investigação.

    Quem é Ana Elisa, deputada eleita por Minas Gerais?

    Aos 21 anos, Ana Elisa Santos Silva foi eleita deputada federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições de 4 de outubro.

    Ela recebeu 524.219 votos, uma das maiores votações para a Câmara dos Deputados em Minas Gerais neste ano.

    Antes da eleição, ganhou projeção como influenciadora digital, abordando temas como racismo, educação, juventude e política.

    A deputada eleita esteve em Brasília nesta semana e passou a colaborar com a comunicação digital da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    A participação no segundo turno ampliou sua presença no debate político nacional, ao mesmo tempo em que vieram a público os relatos de ameaças.

    O que acontece após o pedido do Ministério da Justiça?

    O ofício enviado pelo ministério solicita que a Polícia Federal avalie as medidas cabíveis, incluindo a instauração de inquérito.

    Caso haja abertura de investigação, os agentes poderão buscar informações sobre os perfis envolvidos, examinar mensagens e requisitar dados conforme os procedimentos legais.

    A eventual responsabilização dos envolvidos dependerá das provas obtidas e das decisões das autoridades competentes.

    Até o momento, o que está confirmado é o encaminhamento do pedido pelo Ministério da Justiça. Não há conclusão pública sobre a autoria das ameaças.

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    Caso reacende discussão sobre violência política digital

    O episódio envolvendo Ana Elisa traz novamente ao debate o problema das ameaças dirigidas a mulheres que participam da vida política.

    Além de críticas e divergências sobre propostas e posicionamentos, a exposição nas redes pode vir acompanhada de ataques que ultrapassam os limites da liberdade de expressão.

    A resposta institucional busca verificar os fatos relatados e identificar possíveis responsáveis, sem antecipar conclusões sobre pessoas específicas.

    O caso permanece sujeito a atualizações, especialmente sobre a eventual abertura de inquérito pela Polícia Federal e as providências adotadas pelas plataformas digitais.

  • Governo zera impostos federais da gasolina e amplia subsídios a 16 dias da eleição; pacote custa R$ 5,2 bilhões

    Governo zera impostos federais da gasolina e amplia subsídios a 16 dias da eleição; pacote custa R$ 5,2 bilhões

    Economia | Combustíveis

    Governo zera impostos federais da gasolina e amplia subsídios a 16 dias da eleição; pacote custa R$ 5,2 bilhões

    Medidas anunciadas pelo governo Lula terão duração inicial de 30 dias e contemplam gasolina, etanol e diesel. Entenda o impacto nos preços e nas contas públicas.

    Por Amanda Almeida | NinjaFSA | 9 de outubro de 2026

    Imagem ilustrativa sobre preços dos combustíveis e abastecimento de veículos
    Governo federal anunciou mudanças na tributação e nos subsídios dos combustíveis para os próximos 30 dias.
    Entenda a notícia em poucos pontos
    • Governo zera tributos federais sobre a gasolina, elevando a desoneração total para R$ 0,89 por litro.
    • Etanol mantém isenção de R$ 0,19 por litro e terá maior subvenção destinada aos produtores.
    • Diesel importado receberá subsídio adicional de R$ 1,40 por litro.
    • O pacote custará R$ 5,2 bilhões em 30 dias, segundo o governo.
    Custo estimado R$ 5,2 bi Impacto fiscal em 30 dias
    Gasolina R$ 0,89 Desoneração federal total por litro

    O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (9), em Brasília, um novo pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis, com custo estimado de R$ 5,2 bilhões em 30 dias. O anúncio ocorre a 16 dias do segundo turno presidencial e inclui o zeramento dos tributos federais da gasolina, a renovação de incentivos ao etanol e uma subvenção adicional ao diesel importado.

    A justificativa apresentada pela equipe econômica é reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo sobre os consumidores brasileiros. As medidas foram detalhadas pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

    O pacote amplia benefícios que já estavam em vigor. Com a decisão, o governo eleva os valores de desoneração de alguns combustíveis e estabelece novas condições para os próximos 30 dias.

    Gasolina terá impostos federais zerados

    A principal mudança envolve a gasolina. A desoneração tributária federal, que anteriormente representava R$ 0,63 por litro, será ampliada para R$ 0,89 por litro.

    Na prática, o novo decreto zera a cobrança dos tributos federais PIS/Pasep, Cofins e Cide sobre a gasolina nas operações abrangidas pela medida.

    Isso não significa, porém, que o preço da gasolina cairá automaticamente R$ 0,89 nas bombas. Parte dessa desoneração já existia, de modo que o alívio tributário adicional anunciado agora equivale a R$ 0,26 por litro.

    O preço final ao motorista depende também das distribuidoras, dos postos, dos custos de transporte e de outros tributos que continuam incidindo sobre o combustível.

    Entenda a diferença

    Antes: redução federal de R$ 0,63 por litro de gasolina.

    Agora: redução total de R$ 0,89 por litro, zerando os tributos federais abrangidos.

    Benefício adicional: R$ 0,26 por litro em relação ao modelo anterior.

    Na bomba: não há garantia de redução integral e imediata.

    Etanol terá incentivo renovado e ampliado

    O governo também decidiu manter a desoneração de R$ 0,19 por litro do etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível em veículos.

    Além disso, a subvenção destinada a produtores e cooperativas será ampliada de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro.

    O objetivo anunciado é preservar a competitividade do etanol em relação à gasolina, evitando que a oscilação dos preços internacionais prejudique o consumo do biocombustível.

    Segundo os cálculos apresentados pelo governo, a ampliação desse apoio aos produtores terá custo aproximado de R$ 800 milhões durante o período de 30 dias.

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    Diesel importado receberá novo subsídio

    Outra medida do pacote é a criação de uma subvenção adicional de R$ 1,40 por litro para o diesel rodoviário importado.

    O incentivo será destinado a importadores que cumprirem as condições definidas pelo governo, buscando reduzir o impacto da alta internacional e contribuir para a manutenção do abastecimento.

    Segundo a equipe econômica, o benefício adicional terá custo aproximado de R$ 1,6 bilhão nos próximos 30 dias.

    A medida busca atender um setor sensível às oscilações do preço do petróleo. O diesel é essencial ao transporte de cargas e, por consequência, influencia custos logísticos de alimentos, mercadorias e serviços.

    Veja os valores do novo pacote

    Medida Valor O que representa
    Gasolina R$ 0,89/litro Desoneração federal total.
    Etanol hidratado R$ 0,19/litro Desoneração mantida.
    Produção de etanol R$ 0,43/litro Nova subvenção aos produtores.
    Diesel importado R$ 1,40/litro Subsídio adicional.
    Pacote completo R$ 5,2 bilhões Custo estimado para 30 dias.

    De onde sairão os R$ 5,2 bilhões?

    Segundo Bruno Moretti, a equipe econômica pretende utilizar receitas extraordinárias obtidas com a valorização do petróleo para compensar a renúncia fiscal e os gastos adicionais.

    O ministro argumentou que, como o Brasil também exporta petróleo, a elevação dos preços internacionais pode aumentar determinadas receitas públicas.

    O governo estima que R$ 3,6 bilhões do novo pacote sejam destinados às medidas para gasolina e etanol, enquanto R$ 1,6 bilhão corresponda ao incentivo adicional ao diesel importado.

    Apesar da previsão de compensação, a medida representa utilização de recursos públicos e renúncia de arrecadação. Seu impacto deverá ser acompanhado nas avaliações fiscais.

    “Nós estamos consumindo recursos da população, recursos de tributos pagos pela população, para proteger o povo brasileiro.”

    Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, durante anúncio do pacote.

    Anúncio ocorre a 16 dias do segundo turno

    As mudanças foram anunciadas em meio à campanha presidencial de 2026, faltando 16 dias para o segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para 25 de outubro.

    O calendário chama atenção porque o preço dos combustíveis afeta diretamente o orçamento dos brasileiros e costuma ter relevância no debate eleitoral.

    O governo afirma que a decisão está relacionada à alta internacional do petróleo e à necessidade de preservar o abastecimento, negando motivação eleitoral.

    A proximidade da votação, por si só, não comprova que as medidas tenham sido adotadas com finalidade eleitoral irregular.

    Preço nos postos vai cair?

    A redução da carga tributária diminui um componente do custo dos combustíveis, mas não determina sozinha o preço que o consumidor paga.

    O valor nas bombas depende de fatores como preço praticado por refinarias e importadores, distribuição, transporte, mistura de biocombustíveis, tributação estadual e margens comerciais.

    Por isso, o motorista não deve considerar os valores da desoneração como descontos automáticos por litro no posto de combustível.

    O governo informou que pretende ampliar o acompanhamento dos preços para verificar se os benefícios fiscais e subsídios estão sendo repassados aos consumidores.

    E em Feira de Santana?

    Motoristas de Feira de Santana também poderão ser afetados pelas mudanças nacionais, mas o valor efetivo de eventual redução dependerá dos preços cobrados por distribuidoras e postos.

    Não há, neste anúncio, uma tabela específica de preços para a cidade. Portanto, não é possível afirmar quanto a gasolina ou o etanol custarão nos postos do município.

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    Medidas têm duração inicial de 30 dias

    O pacote anunciado pelo governo federal terá vigência inicial de 30 dias. A continuidade dos benefícios dependerá de uma nova avaliação das condições internacionais do petróleo e da disponibilidade de recursos públicos.

    Enquanto isso, a expectativa do Executivo é amortecer parte da pressão sobre os preços dos combustíveis e evitar que os custos internacionais sejam integralmente transferidos ao mercado brasileiro.

    A evolução dos preços nas bombas será um dos principais indicadores para avaliar o efeito prático das medidas.

  • PT aposta na estratégia do ‘medo’, já usada contra rivais no passado, para tentar virar votos e pressionar Flávio

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    Política | Eleições 2026

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    Campanha de Lula intensifica alertas sobre programas sociais no segundo turno; Justiça Eleitoral determina retirada de vídeos e Belle Daltro repercute a disputa nas redes sociais.

    Por Amanda Almeida | NinjaFSA | 9 de outubro de 2026

    Presidente Lula durante agenda política no período das eleições presidenciais de 2026
    Campanha de Lula amplia críticas às propostas de Flávio Bolsonaro no segundo turno. Imagem: Reprodução/Valor Econômico.
    Entenda a notícia em poucos pontos
    • Campanha de Lula passou a destacar possíveis riscos a políticas sociais em eventual governo de Flávio Bolsonaro.
    • A estratégia é comparada pela imprensa a abordagens utilizadas em eleições anteriores.
    • O TSE determinou a remoção de publicações específicas de Lula e Janja por falta de fundamentação para certas alegações.
    • A influenciadora baiana Belle Daltro declarou apoio a Lula e criticou eleitores do candidato do PL.

    A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou nesta sexta-feira (9) o discurso sobre possíveis consequências sociais de uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário no segundo turno presidencial de 25 de outubro. A comunicação petista passou a associar propostas econômicas do candidato do PL a riscos para programas sociais, aposentadorias e políticas públicas, numa tentativa de conquistar eleitores indecisos e reduzir a diferença registrada no primeiro turno.

    A abordagem foi descrita por reportagens de O Globo, Folha de S.Paulo e outros veículos como uma retomada da chamada estratégia do medo, expressão utilizada para caracterizar propagandas que enfatizam consequências negativas de uma eventual vitória do adversário.

    A associação é uma interpretação da estratégia eleitoral. Para os aliados do presidente, a comunicação busca alertar a população sobre diferenças entre projetos de governo. Já representantes da candidatura de Flávio Bolsonaro consideram parte dessas mensagens enganosa e afirmam que o senador não pretende extinguir os benefícios mencionados.

    Campanha petista reforça alertas sobre programas sociais

    Entre as peças divulgadas no início do segundo turno, a campanha de Lula abordou o futuro de iniciativas como Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida, Pé-de-Meia e Auxílio Gás.

    As publicações associaram a intenção de reduzir gastos públicos, defendida por integrantes do campo político de Flávio Bolsonaro, à possibilidade de diminuição de recursos destinados a programas sociais.

    A campanha também retomou decisões do governo Jair Bolsonaro e episódios da pandemia de Covid-19 para criticar o projeto político representado pelo senador do PL.

    Do ponto de vista eleitoral, o objetivo relatado por integrantes do PT à imprensa é ampliar a rejeição ao adversário, mobilizar eleitores que não compareceram ao primeiro turno e alcançar pessoas que ainda não definiram o voto.

    TSE determina retirada de vídeos de Lula e Janja

    A disputa sobre o conteúdo das propagandas chegou à Justiça Eleitoral nesta sexta-feira (9).

    Ministros do Tribunal Superior Eleitoral determinaram a remoção de vídeos publicados por Lula e pela primeira-dama Janja Lula da Silva que apresentavam como consequências certas de uma vitória de Flávio Bolsonaro a redução ou extinção de benefícios sociais.

    Em uma das decisões, o ministro André Mendonça considerou que faltava sustentação factual mínima para determinadas afirmações.

    Segundo a decisão, o programa de governo registrado pelo candidato do PL prevê a manutenção de programas sociais, o que contradiz a apresentação de seu encerramento como fato definido.

    Em outro processo, o ministro Kassio Nunes Marques também determinou a remoção de uma publicação de Janja contendo alegações consideradas descontextualizadas ou sem base factual suficiente.

    O que significa a decisão da Justiça Eleitoral?

    Críticas políticas: continuam permitidas durante a campanha eleitoral.

    Alegações factuais: precisam ter fundamento verificável, especialmente quando atribuídas diretamente a um candidato.

    Remoção de propaganda: a decisão alcança os conteúdos específicos analisados e não representa uma proibição geral de discutir políticas públicas.

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    Estratégia retoma discussões de eleições anteriores

    O uso de mensagens sobre riscos relacionados ao adversário não é exclusivo das eleições de 2026. Ao longo de campanhas presidenciais anteriores, diferentes partidos recorreram a comparações que enfatizavam possíveis perdas econômicas, sociais e institucionais.

    No caso do PT, a comunicação frequentemente contrasta políticas de seus governos com propostas e resultados de administrações de adversários.

    Em 2026, a campanha tenta explorar a associação política entre Flávio Bolsonaro e seu pai, Jair Bolsonaro, especialmente em temas relacionados à pandemia, ao acesso a armas e à manutenção de políticas sociais.

    Flávio, por sua vez, procura apresentar sua candidatura como uma alternativa ao governo atual, destacando temas como custo de vida, endividamento e segurança pública. Aliados do PL também publicam críticas ao histórico do PT e à gestão Lula.

    Belle Daltro declara apoio a Lula e repercute disputa na Bahia

    A mobilização do segundo turno também ganhou espaço nos perfis de influenciadores digitais baianos. Entre os nomes que entraram publicamente no debate está Belle Daltro, que declarou apoio à reeleição de Lula.

    Em vídeos gravados durante uma viagem a Miami, nos Estados Unidos, a influenciadora criticou seguidores que manifestaram intenção de votar em Flávio Bolsonaro.

    Nas publicações, Belle abordou questões econômicas, recordou a pandemia e explicou os motivos de seu posicionamento político.

    A influenciadora também rebateu críticas recebidas após as gravações e afirmou não temer perder seguidores por declarar publicamente seu voto.

    As manifestações repercutiram entre apoiadores dos dois candidatos, incluindo outras páginas de conteúdo político.

    Embora suas críticas ao candidato do PL estejam documentadas, não há confirmação de que Belle participe formalmente da organização da propaganda eleitoral do PT. Também não há elementos suficientes para classificar sua atuação como prática comprovada de intimidação ou terror psicológico.

    Belle Daltro e o debate nas redes

    Posicionamento: a influenciadora declarou apoio a Lula no segundo turno.

    Conteúdo: vídeos com críticas ao voto em Flávio Bolsonaro e comentários sobre política e economia.

    Repercussão: recebeu apoios e críticas nas plataformas digitais.

    Limite da apuração: não foi comprovada participação em campanha coordenada de desinformação ou intimidação.

    Consultar publicação sobre o posicionamento de Belle Daltro

    Influenciadores ganham espaço na comunicação eleitoral

    A participação de influenciadores no segundo turno vai além dos perfis oficiais das candidaturas. Pessoas com audiências próprias publicam avaliações políticas, defendem seus candidatos e questionam declarações dos adversários.

    Na Bahia, onde Lula recebeu ampla votação no primeiro turno, a mobilização nas redes complementa a atuação de lideranças políticas como o governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT).

    Jerônimo tem defendido uma comunicação que associe temas como democracia e soberania às necessidades cotidianas da população, incluindo alimentação, educação e moradia.

    Não foi possível confirmar, até esta publicação, outros influenciadores baianos específicos que estejam utilizando a mesma abordagem atribuída à campanha petista. Por isso, nomes não verificados foram omitidos.

    Qual é a diferença entre alertar e espalhar informações falsas?

    A legislação eleitoral permite que candidatos comparem propostas, questionem a trajetória dos adversários e apresentem argumentos sobre possíveis consequências de diferentes programas de governo.

    O problema surge quando uma hipótese é apresentada como fato comprovado sem sustentação suficiente ou quando informações são manipuladas para induzir o eleitor ao erro.

    Dizer que determinada medida econômica poderia afetar um programa social é diferente de afirmar categoricamente que um candidato encerrará esse benefício, especialmente quando seu plano oficial indica posição contrária.

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    Campanhas intensificam disputa até 25 de outubro

    O segundo turno presidencial está marcado para 25 de outubro. Até lá, Lula e Flávio Bolsonaro continuarão disputando o apoio de eleitores que votaram em outros candidatos, se abstiveram ou ainda não definiram sua escolha.

    O debate sobre políticas sociais deve permanecer entre os temas de campanha. Para avaliar as diferentes afirmações, os eleitores podem consultar os programas oficiais registrados no TSE e as decisões da Justiça Eleitoral.

  • Estudantes são acusados de listar colegas como “estupráveis” em escola de Feira de Santana

    Estudantes são acusados de listar colegas como “estupráveis” em escola de Feira de Santana

    Feira de Santana | Educação

    Colégio de Feira de Santana apura denúncia de lista de meninas consideradas “estupráveis”

    Relatos também apontam que estudantes teriam usado máscaras de homens envolvidos em crimes contra mulheres durante um trote. Colégio Anísio Teixeira afirma que acompanha os casos e adota providências.

    Por Amanda Almeida | NinjaFSA | 9 de outubro de 2026

    Entenda a notícia em poucos pontos
    • Estudantes do Colégio Anísio Teixeira, em Feira de Santana, foram alvo de denúncias divulgadas nas redes sociais.
    • Um dos relatos aponta que alunos do 9º ano teriam elaborado uma lista com nomes de meninas classificadas como “estupráveis”.
    • Outro episódio envolve um suposto trote com máscaras de homens associados a crimes contra mulheres.
    • A escola informou que acompanha as situações e adota medidas pedagógicas, preservando a identidade dos adolescentes.

    O Colégio Anísio Teixeira (CAT), em Feira de Santana, informou que está acompanhando denúncias envolvendo estudantes da instituição, divulgadas nas redes sociais entre quinta-feira (8) e sexta-feira (9). Os relatos apontam que alunos teriam feito referências a criminosos durante um trote e elaborado uma lista com nomes de meninas classificadas como “estupráveis”. A direção afirma que adotou providências pedagógicas, respeitando a legislação de proteção a crianças e adolescentes.

    A denúncia ganhou repercussão após uma publicação nas redes sociais relatar dois episódios considerados graves por membros da comunidade escolar. O primeiro envolve uma atividade descrita como trote. O segundo menciona a suposta elaboração de uma lista com nomes de estudantes do sexo feminino.

    Os relatos foram divulgados pelo Blog do Velame e repercutidos por outros veículos de comunicação de Feira de Santana e da Bahia. Até o momento, não há confirmação pública de todos os detalhes apresentados na denúncia.

    Estudantes teriam usado máscaras de homens envolvidos em crimes

    Segundo a publicação que originou a denúncia, cinco estudantes teriam participado de um trote utilizando máscaras com imagens de homens associados a casos de violência contra mulheres.

    Entre os personagens mencionados estão o ex-jogador Daniel Alves, Lázaro Barbosa e o ex-goleiro Bruno, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio.

    O relato também atribui aos alunos comentários que tratavam a violência sexual e o assassinato de mulheres como motivo de brincadeira. Essas falas foram descritas na denúncia publicada nas redes sociais.

    Embora os episódios tenham provocado reações públicas, ainda não foram divulgadas conclusões oficiais que individualizem as condutas dos estudantes mencionados.

    Lista teria exposto meninas de diferentes turmas

    O segundo episódio relatado envolve estudantes do 9º ano, que supostamente elaboraram uma lista com nomes de meninas da própria instituição.

    Segundo a denúncia, as alunas foram classificadas pelo grupo utilizando a expressão “estupráveis”, em referência à violência sexual.

    O documento teria sido colocado na parede de uma sala de aula, expondo nomes de estudantes de diferentes turmas. Conforme reportagem do Correio, a lista teria sido posteriormente retirada por representantes da instituição.

    A existência e as circunstâncias completas do documento ainda precisam ser esclarecidas. O conteúdo da suposta lista não será reproduzido para preservar a identidade e a segurança das meninas.

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    Colégio Anísio Teixeira divulga nota de esclarecimento

    Após a repercussão, o Colégio Anísio Teixeira divulgou uma nota pública afirmando que acompanha as situações mencionadas nas redes sociais e está adotando medidas consideradas cabíveis.

    Segundo a instituição, os casos estão sendo tratados com responsabilidade, acolhimento e respeito à legislação vigente.

    “Reafirmamos nosso compromisso com um ambiente escolar seguro, respeitoso, livre de violência, discriminação e constrangimento.”

    Colégio Anísio Teixeira, em nota de esclarecimento.

    O colégio informou que as situações levadas ao conhecimento da direção estão sendo acompanhadas por meio de medidas pedagógicas previstas na legislação, no regimento escolar e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

    A instituição também ressaltou que o envolvimento de menores de idade exige cautela na divulgação de informações, para preservar a privacidade e os direitos de todos os estudantes envolvidos.

    Nota de esclarecimento do Colégio Anísio Teixeira sobre denúncias envolvendo estudantes em Feira de Santana
    Nota divulgada pelo Colégio Anísio Teixeira após as denúncias. Reprodução: Blog do Velame.

    Apesar de confirmar o acompanhamento das situações denunciadas, a escola não especificou publicamente quais providências foram adotadas em cada caso.

    Também não foram divulgadas informações sobre eventuais medidas disciplinares, nem sobre o resultado das apurações internas.

    Denúncia levanta preocupação sobre a segurança das alunas

    A repercussão alcançou estudantes, familiares e integrantes da comunidade escolar, especialmente pelo conteúdo de violência sexual mencionado nos relatos.

    Um estudante que divulgou a denúncia afirmou sentir insegurança diante da possibilidade de colegas tratarem episódios de violência contra mulheres como brincadeira.

    Além do impacto causado pela linguagem utilizada, a eventual exposição nominal de meninas em uma lista dessa natureza pode provocar constrangimento, medo e sofrimento emocional.

    Situações de ameaça, intimidação ou violência envolvendo estudantes exigem atenção individualizada, acolhimento e avaliação por profissionais responsáveis, respeitando os direitos das pessoas envolvidas.

    O que prevê a proteção de crianças e adolescentes?

    Estatuto da Criança e do Adolescente: estabelece proteção contra violência, discriminação, constrangimento e tratamento degradante.

    Ambiente escolar: instituições de ensino devem adotar medidas de prevenção e proteção diante de situações que ameacem a integridade dos estudantes.

    Privacidade: a identidade de menores envolvidos em denúncias deve ser preservada.

    Encaminhamento: situações de suspeita de violência ou ameaça podem exigir comunicação à rede de proteção e às autoridades competentes.

    Há investigação policial sobre o caso?

    Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação pública de investigação policial específica relacionada aos episódios denunciados no colégio.

    Também não foram divulgadas informações oficiais que comprovem a participação individual de cada estudante nas condutas descritas.

    Por envolver adolescentes, eventuais procedimentos devem observar as normas de proteção estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

    A apuração dos fatos e o acolhimento das meninas mencionadas na denúncia são etapas distintas, mas igualmente relevantes. A proteção das possíveis vítimas não depende da divulgação pública de seus nomes.

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    Escola afirma que continuará acompanhando os episódios

    No encerramento da nota, o Colégio Anísio Teixeira reafirmou o compromisso com a proteção dos estudantes e a promoção de respeito dentro da comunidade escolar.

    Permanecem pendentes informações sobre os resultados das apurações internas e os encaminhamentos adotados pela instituição.

    O NinjaFSA continuará acompanhando eventuais manifestações oficiais sobre o caso, preservando a identidade dos adolescentes envolvidos.

    Fontes: Blog do Velame, Correio, Acorda Cidade, Folha do Estado e nota pública do Colégio Anísio Teixeira.
    Data: 9 de outubro de 2026.
    Nota editorial: os episódios são apresentados como denúncias. A instituição confirmou o acompanhamento das situações, mas não divulgou conclusões individuais sobre os envolvidos.
    Consultar reportagem do Blog do Velame.
  • Que dia é o segundo turno das eleições 2026? Veja data, candidatos, propostas e pesquisas

    Que dia é o segundo turno das eleições 2026? Veja data, candidatos, propostas e pesquisas

    Que dia é o segundo turno das eleições 2026? Veja data, candidatos, propostas e pesquisas

    Lula e Flávio Bolsonaro disputam a Presidência em 25 de outubro. Confira horários de votação, apoios políticos, propostas de governo e os números das pesquisas eleitorais.

    Por | NinjaFSA | 9 de outubro de 2026

    Flávio Bolsonaro e Lula, candidatos à Presidência no segundo turno de 2026
    Flávio Bolsonaro e Lula disputam a Presidência da República no segundo turno. Foto: Reprodução/Agência Brasil.
    MARQUE NO CALENDÁRIO
    25
    OUTUBRO
    2026

    Domingo • Das 8h às 17h
    Horário oficial de Brasília.

    Resumo: o que você precisa saber
    • O segundo turno será domingo, 25 de outubro.
    • Lula (PT), número 13, disputa com Flávio Bolsonaro (PL), número 22.
    • O horário de votação será das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
    • A última pesquisa AtlasIntel/Bloomberg consultada aponta 52,8% para Flávio e 47,2% para Lula nos votos válidos.

    O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 será realizado no domingo, 25 de outubro, em todo o Brasil. Os eleitores escolherão entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que avançaram após nenhum dos candidatos obter mais da metade dos votos válidos na primeira votação, realizada em 4 de outubro.

    Conforme o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as urnas estarão abertas das 8h às 17h pelo horário de Brasília. O segundo turno também poderá definir governadores nas unidades da Federação onde a eleição estadual não tenha sido encerrada no primeiro turno.

    Quem são os candidatos à Presidência?

    13

    Lula

    Luiz Inácio Lula da Silva

    Partido: PT

    Coligação: Brasil Pronto pra Mais

    Vice: Geraldo Alckmin (PSB)

    1º turno: 45,16% dos votos válidos.

    Total: 53.870.724 votos.

    22

    Flávio Bolsonaro

    Flávio Bolsonaro

    Partido: PL

    Registro no TSE: Partido Liberal

    1º turno: 47,03% dos votos válidos.

    Total: 56.103.033 votos.

    Os partidos que anunciaram apoio no segundo turno não integram automaticamente a chapa registrada.

    Lula disputa a reeleição presidencial, enquanto Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro, concorre pelo PL. Os nomes, números e planos das candidaturas estão disponíveis para consulta no TSE.

    Quais são as propostas de cada candidato?

    Os programas de governo apresentados à Justiça Eleitoral reúnem compromissos sobre economia, saúde, educação, segurança e políticas sociais. A comparação abaixo resume algumas das diretrizes divulgadas pelas campanhas.

    Tema Lula (PT) Flávio (PL)
    Economia Valorização do salário mínimo, investimentos públicos e desenvolvimento industrial. Redução de despesas administrativas, reestruturação fiscal e incentivo ao investimento privado.
    Trabalho Proposta de jornada de 40 horas semanais sem redução salarial e proteção a trabalhadores de aplicativos. Incentivo à empregabilidade, desburocratização empresarial e revisão de estruturas administrativas.
    Segurança Proposta de Ministério da Segurança e reforço de ações coordenadas com estados e municípios. Enfrentamento de facções, ampliação da estrutura prisional e propostas de endurecimento penal.
    Saúde Ampliação do Mais Médicos, da Farmácia Popular e de atendimentos especializados. Expansão da telessaúde, digitalização do SUS e reajustes na tabela de serviços.
    Educação Ensino integral, conectividade escolar e ampliação do ensino técnico. Alfabetização pelo método fônico, escolas cívico-militares e expansão do ensino técnico.
    Programas sociais Ampliação do Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e políticas de combate à fome. Manutenção de programas sociais, combate a fraudes e incentivo à entrada dos beneficiários no trabalho.

    Onde consultar os planos completos?

    O TSE disponibiliza os documentos oficiais das duas candidaturas, incluindo propostas por assunto.

    Consultar propostas oficiais no TSE

    Quais partidos e lideranças apoiam cada um?

    Após o primeiro turno, legendas e lideranças anunciaram posicionamentos sobre a disputa presidencial. É importante diferenciar os partidos integrantes das chapas originais daqueles que passaram a apoiar um dos candidatos na segunda etapa.

    Apoios de Lula

    Base da chapa: PT e PSB, além dos integrantes da coligação Brasil Pronto pra Mais.

    Apoios posteriores noticiados: UP, PCB e PSTU.

    A campanha também conta com lideranças petistas e aliados estaduais, incluindo Jerônimo Rodrigues, na Bahia.

    Apoios de Flávio

    Partido: PL.

    Adesões no 2º turno: União Brasil, PP, Podemos, Republicanos e Novo.

    Apoios individuais: Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Augusto Cury e ACM Neto.

    A composição dos apoios pode mudar até a votação. Partidos como PSDB, MDB e PSD adotaram posições que permitem manifestações individuais de seus integrantes, sem uma orientação nacional única de voto.

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    O que dizem as últimas pesquisas eleitorais?

    A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada na sexta-feira (9), indica Flávio Bolsonaro com 52,8% e Lula com 47,2% das intenções de voto válidas no segundo turno.

    AtlasIntel/Bloomberg — votos válidos

    Flávio Bolsonaro (PL) 52,8%
    Lula (PT) 47,2%

    Coleta: 3 a 8 de outubro de 2026. Amostra: 5.026 entrevistados. Margem de erro informada: ±1 ponto percentual. Confiança: 95%. Registro TSE: BR-03663/2026.

    No Datafolha divulgado em 8 de outubro, Flávio aparece com 52% dos votos válidos, enquanto Lula registra 48%. A margem de erro é de dois pontos, configurando empate técnico nesse levantamento.

    Já a pesquisa PoderData/Aya indica 53% para Flávio Bolsonaro e 47% para Lula nos votos válidos.

    Pesquisa não é resultado eleitoral

    As pesquisas retratam as respostas dos entrevistados em determinados períodos. Os números podem variar conforme a data, o método e a margem de erro.

    O resultado oficial da eleição depende exclusivamente dos votos apurados pela Justiça Eleitoral.

    Dúvidas frequentes sobre o segundo turno

    Qual é a data do segundo turno?

    Domingo, 25 de outubro de 2026, conforme o calendário eleitoral do TSE.

    Qual é o horário da votação?

    Das 8h às 17h, seguindo o horário oficial de Brasília.

    Quem disputa a Presidência?

    Lula (PT), número 13, e Flávio Bolsonaro (PL), número 22.

    Preciso votar novamente?

    Sim. O segundo turno é uma nova votação. Eleitores com obrigação de votar devem comparecer ou justificar a ausência, conforme as regras da Justiça Eleitoral.

    Posso votar se faltei ao primeiro turno?

    Sim. A ausência no primeiro turno não impede o eleitor regular de votar no segundo. A justificativa da ausência anterior é uma obrigação separada.

    Como consultar meu local de votação?

    Pelo aplicativo e-Título ou pelos serviços oficiais do TSE. Consulte com antecedência para verificar a seção eleitoral.

    Quando começa a apuração?

    A divulgação dos resultados ocorre após o encerramento da votação, conforme os procedimentos da Justiça Eleitoral.

    Os eleitores podem consultar informações oficiais sobre candidaturas, local de votação e regras eleitorais no portal do TSE .

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    O que acontece depois da votação?

    Com o encerramento do segundo turno, a Justiça Eleitoral realizará a apuração e a totalização dos votos válidos.

    Será eleito presidente o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos nessa segunda votação. Votos brancos e nulos não entram no cálculo da maioria.

    O NinjaFSA acompanhará a votação, os resultados oficiais e os desdobramentos da eleição presidencial de 2026.

  • Lula reúne jovens influenciadores eleitos, e aliados de Flávio organizam reação nas redes

    Lula reúne jovens influenciadores eleitos, e aliados de Flávio organizam reação nas redes

    Política | Eleições 2026

    Lula reúne jovens influenciadores eleitos, e aliados de Flávio organizam reação nas redes

    Campanhas presidenciais reforçam a atuação no Instagram, WhatsApp e outras plataformas para ampliar o alcance de conteúdos durante o segundo turno.

    Por Amanda Almeida | NinjaFSA | 9 de outubro de 2026

    Montagem com Flávio Bolsonaro e Lula, candidatos à Presidência no segundo turno de 2026
    Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) reforçam mobilização de aliados nas redes sociais para o segundo turno. Reprodução: g1.
    Entenda a notícia em poucos pontos
    • Lula reuniu jovens parlamentares eleitos para ampliar a comunicação digital de sua campanha.
    • Aliados de Flávio Bolsonaro organizaram ações de compartilhamento e respostas nas plataformas digitais.
    • Grupos de WhatsApp e perfis no Instagram passaram a integrar as estratégias de mobilização eleitoral.
    • Infográfico do g1 compara seguidores e votos recebidos por oito influenciadores e políticos.

    As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) intensificaram nesta semana a mobilização de influenciadores, parlamentares e apoiadores nas redes sociais para o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro. Em Brasília, Lula reuniu jovens eleitos para discutir sua comunicação digital, enquanto aliados de Flávio organizaram ações de resposta e compartilhamento de conteúdos nas plataformas.

    A movimentação mostra a importância atribuída ao ambiente digital pelas duas candidaturas. Além dos programas eleitorais no rádio e na televisão, as campanhas utilizam vídeos curtos, publicações no Instagram e canais de WhatsApp para alcançar eleitores e divulgar suas mensagens.

    Uma reportagem publicada pelo g1 nesta sexta-feira (9) descreve a organização de grupos digitais ligados aos dois candidatos. As iniciativas reúnem políticos, influenciadores e militantes que já mantêm comunidades próprias de seguidores na internet.

    Lula reúne parlamentares jovens e aposta em novos formatos

    Na quarta-feira (7), o presidente recebeu em Brasília parlamentares recém-eleitos e figuras públicas com presença nas plataformas digitais. A reunião fez parte das discussões sobre a comunicação da campanha petista para o segundo turno.

    Entre os nomes relacionados à mobilização estão Ana Elisa (PT-MG), Erika Hilton (PSOL-SP), Jones Manoel (PSOL-PE) e André Janones (Rede-MG), políticos que utilizam as redes para divulgar posicionamentos, propostas e conteúdos de campanha.

    A campanha de Lula também passou a investir em gravações no formato de selfie, com vídeos produzidos diretamente para plataformas digitais. A intenção declarada dos organizadores é tornar a comunicação mais próxima dos formatos consumidos por diferentes públicos.

    Segundo reportagem do UOL, Lula criticou a organização da campanha no primeiro turno durante reunião com integrantes de seu grupo político. A avaliação abriu espaço para mudanças na atuação digital da candidatura.

    Aliados de Flávio Bolsonaro também ampliam mobilização

    Do outro lado da disputa, aliados de Flávio Bolsonaro trabalham para ampliar a circulação de vídeos, declarações e publicações relacionados à candidatura.

    Entre as figuras públicas alinhadas ao senador estão Nikolas Ferreira (PL-MG), Gustavo Gayer (PL-GO), Guilherme Derrite (PP-SP) e o influenciador Pablo Marçal.

    Esses nomes possuem diferentes trajetórias políticas e públicos nas redes sociais. Parte deles reúne milhões de seguidores, o que permite que conteúdos alcancem grandes audiências sem depender exclusivamente dos perfis oficiais da campanha.

    A atuação inclui o compartilhamento de mensagens favoráveis a Flávio, respostas a críticas de adversários e mobilização de apoiadores em comunidades digitais.

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    Infográfico compara seguidores e votos recebidos por aliados

    Um levantamento apresentado pelo g1, com dados do Instagram e do Tribunal Superior Eleitoral, compara o número de seguidores de oito figuras públicas ligadas aos dois campos políticos e a quantidade de votos obtidos nas eleições de 2026.

    No grupo relacionado a Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira aparece com 22,8 milhões de seguidores e cerca de 3,3 milhões de votos. Pablo Marçal reúne aproximadamente 14 milhões de seguidores, mas não recebeu votos na eleição, pois sua candidatura foi indeferida.

    Gustavo Gayer aparece com 3,2 milhões de seguidores e aproximadamente 1,5 milhão de votos. Guilherme Derrite reúne 1,9 milhão de seguidores e registra cerca de 13,2 milhões de votos no levantamento.

    Entre os aliados de Lula, Erika Hilton aparece com 5,4 milhões de seguidores e aproximadamente 1,5 milhão de votos. André Janones reúne 3,4 milhões de seguidores e obteve cerca de 78,7 mil votos.

    Ana Elisa registra 3,2 milhões de seguidores e aproximadamente 524 mil votos, enquanto Jones Manoel soma 2,2 milhões de seguidores e 249 mil votos, de acordo com o infográfico.

    Infográfico do g1 compara seguidores no Instagram e votos de oito aliados políticos de Lula e Flávio Bolsonaro
    Infográfico do g1 compara os números de seguidores no Instagram e votos recebidos nas eleições de 2026. Dados: Instagram e TSE. Elaboração: g1, 8 de outubro de 2026.

    Seguidores não são o mesmo que votos

    Seguidores: representam o público que acompanha determinado perfil no Instagram. Podem incluir pessoas de outros estados, menores de idade e usuários que não são eleitores.

    Votos: representam a votação oficial recebida por um candidato em determinada eleição.

    Comparação: a diferença entre os indicadores não mede diretamente a capacidade de influenciar uma eleição.

    Os dados de seguidores correspondem ao levantamento apresentado em 8 de outubro de 2026 e podem mudar ao longo do tempo.

    WhatsApp se torna ferramenta de organização das campanhas

    Além dos perfis públicos, grupos e canais de WhatsApp passaram a concentrar parte das atividades de mobilização das duas candidaturas.

    Entre os apoiadores de Lula, uma das iniciativas recebeu o nome de “Exército do Lula”. No campo de Flávio Bolsonaro, surgiu a mobilização chamada “Tropa do Flávio”.

    Os canais servem para distribuir materiais, compartilhar agendas, divulgar publicações e incentivar a circulação de conteúdos eleitorais.

    A organização em comunidades permite que apoiadores recebam mensagens diretamente no celular e as redistribuam em conversas privadas ou em outras redes.

    Flávio cresce em seguidores, enquanto Lula amplia publicações

    Um levantamento da agência de dados Bites, divulgado pela CNN Brasil, também indica diferenças na atividade digital dos candidatos após o primeiro turno.

    Entre 4 e 8 de outubro, Flávio Bolsonaro ganhou aproximadamente 1,74 milhão de seguidores, enquanto Lula somou cerca de 958 mil, segundo os indicadores agregados apresentados pela reportagem.

    No mesmo intervalo, as contas monitoradas de Lula publicaram 127 vezes, contra 26 publicações dos perfis de Flávio.

    O levantamento também registrou aproximadamente 21 milhões de interações nos conteúdos de Lula e 9,2 milhões nos de Flávio.

    Os resultados mostram diferenças entre crescimento de audiência, frequência de publicações e interações. Esses indicadores, porém, não permitem determinar quantos votos uma campanha conquistou por meio da internet.

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    Disputa digital continua até o segundo turno

    Com a votação marcada para 25 de outubro, Lula e Flávio Bolsonaro mantêm estratégias de comunicação voltadas a diferentes públicos.

    A mobilização nas plataformas complementa as atividades presenciais, a propaganda eleitoral e as entrevistas concedidas pelos candidatos.

    Ao mesmo tempo, o aumento do volume de conteúdo reforça a importância da verificação das informações compartilhadas, especialmente de vídeos editados, publicações sem fonte e alegações sobre adversários.

    A próxima etapa da campanha mostrará como os dois grupos continuarão organizando suas iniciativas digitais. O alcance das publicações é mensurável pelas plataformas, mas o resultado eleitoral será definido pelos votos depositados nas urnas.

    Fontes: g1, CNN Brasil, Folha de S.Paulo, RedeTV! e UOL.
    Dados do infográfico: Instagram e Tribunal Superior Eleitoral, conforme levantamento do g1, de 8 de outubro de 2026.
    Referência principal: Reportagem original do g1.
  • PF identifica negócios de Vorcaro com filha de Otto Alencar e aliado de Jaques Wagner

    PF identifica negócios de Vorcaro com filha de Otto Alencar e aliado de Jaques Wagner

    Política | Bahia | Banco Master

    PF identifica negócios de Vorcaro com filha de Otto Alencar e aliado de Jaques Wagner

    Conversas obtidas pela Polícia Federal revelam financiamento à startup Ecoari e tratativas sobre obras de arte; B3 comunicou movimentações consideradas incompatíveis com o porte da empresa.

    Por Amanda Almeida | NinjaFSA | 9 de outubro de 2026

    Imagem da cobertura sobre Daniel Vorcaro e as relações comerciais investigadas pela Polícia Federal
    Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro revelam negociações com pessoas próximas a lideranças políticas baianas. Reprodução.
    Entenda a notícia em poucos pontos
    • Daniel Vorcaro negociou financiamento para a startup Ecoari, administrada por Isadora Alencar, filha do senador Otto.
    • A B3 comunicou ao Coaf valores superiores a R$ 9 milhões em ativos da empresa no Banco Master durante 2024.
    • Guilherme Sodré, aliado de Jaques Wagner, conversou com Vorcaro sobre obras de arte e encaminhou o contato do senador.
    • Isadora afirma que o empréstimo foi legal; Otto e Wagner negam envolvimento em irregularidades ou negócios atribuídos a eles.

    Mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, revelam negócios com pessoas próximas aos senadores baianos Otto Alencar (PSD) e Jaques Wagner (PT). Segundo reportagem publicada nesta sexta-feira (9) pela Folha de S.Paulo, as conversas incluem financiamento a uma startup de reciclagem pertencente à filha de Otto e negociações de obras de arte com um aliado de Wagner.

    Os contatos ocorreram principalmente em 2024, antes da operação policial que levou à prisão de Vorcaro em novembro de 2025. Parte da documentação também aponta movimentações financeiras comunicadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

    As mensagens ajudam a reconstruir a rede de relacionamentos empresariais do ex-banqueiro, mas não demonstram, por si só, participação dos senadores nas operações ou prática de crimes pelas pessoas mencionadas.

    Filha de Otto Alencar negociou financiamento para startup

    Uma das frentes identificadas envolve Isadora Alencar, filha de Otto Alencar, e a Ecoari, empresa de Salvador voltada à reciclagem. A startup utiliza um modelo de incentivo financeiro para estimular o descarte de resíduos em locais específicos.

    As conversas analisadas pela Folha mostram que Isadora procurou Vorcaro em setembro de 2024 para discutir uma possível operação de investimento e aquisição relacionada à empresa.

    Segundo a reportagem, o contato teria sido facilitado por uma pessoa identificada como Ciro, possivelmente o advogado Ciro Soares, próximo à família Alencar. A empresária chegou a agendar uma reunião com o então banqueiro.

    Dias depois, ela comunicou a abertura de uma conta no Banco Master e, posteriormente, a assinatura de contrato e a liberação de recursos pela instituição.

    Captura de conversa entre Daniel Vorcaro e Isadora Alencar sobre contatos e reuniões
    Reprodução de conversa atribuída a Daniel Vorcaro e Isadora Alencar, divulgada pela Folha de S.Paulo.

    Em outro momento, Isadora consultou Vorcaro sobre como aplicar parte do dinheiro recebido. O ex-banqueiro sugeriu conversar com um integrante de sua equipe e indicou uma aplicação em CDB com liquidez, para permitir acesso aos recursos quando necessário.

    A empresária afirmou à Folha que o negócio de aquisição discutido anteriormente não chegou a ser concluído. Já o empréstimo bancário, segundo ela, ocorreu regularmente.

    “A mencionada movimentação financeira diz respeito a um empréstimo regular.”

    Isadora Alencar, em manifestação divulgada pela Folha de S.Paulo.

    Isadora acrescentou que as conversas tiveram natureza profissional e que a Ecoari atua conforme princípios de legalidade, transparência e governança empresarial.

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    B3 alertou Coaf sobre valores custodiados no Banco Master

    O relacionamento financeiro entre a Ecoari e o Banco Master chamou atenção em registros analisados pela reportagem.

    Documentos obtidos pela Folha indicam que a B3, responsável por infraestrutura do mercado financeiro brasileiro, realizou três comunicações ao Coaf sobre valores mantidos pela startup sob custódia do banco.

    Em outubro e novembro de 2024, os registros apontavam mais de R$ 9 milhões em ativos. A avaliação apresentada nos documentos indicava que o montante não era compatível com o porte e o patrimônio estimado da pessoa jurídica.

    Em setembro de 2025, houve outro alerta, desta vez relativo a aproximadamente R$ 2,8 milhões. O registro ocorreu depois de o Banco Central barrar a tentativa de aquisição do Master pelo Banco de Brasília (BRB).

    Os números da operação

    Mais de R$ 9 milhões: ativos custodiados no Banco Master em outubro e novembro de 2024, segundo alertas comunicados ao Coaf.

    R$ 2,8 milhões: valor registrado em nova comunicação realizada em setembro de 2025.

    Três comunicações: número de alertas da B3 mencionados na documentação obtida pela Folha.

    Importante: valores sob custódia não equivalem necessariamente a recursos desviados, e as comunicações não comprovam irregularidades criminais.

    O Coaf recebe e analisa comunicações de operações consideradas atípicas ou suspeitas. Esses registros podem subsidiar investigações, mas não representam uma condenação nem uma conclusão definitiva sobre a origem do dinheiro.

    Aliado de Jaques Wagner negociou obras de arte com Vorcaro

    Outra parte das mensagens envolve Guilherme Sodré, conhecido como Guiga. Ele é descrito pela Polícia Federal como uma pessoa de confiança e um articulador próximo do senador Jaques Wagner.

    Guiga também mantém uma relação familiar indireta com o parlamentar: é pai de Eduardo Sodré, secretário de Meio Ambiente da Bahia e enteado de Wagner.

    De acordo com os diálogos divulgados, Guiga apresentou a Vorcaro informações sobre obras de artistas brasileiros reconhecidos, entre eles Candido Portinari e Alberto da Veiga Guignard.

    As tratativas mencionam obras como Casamento na Roça, de Portinari, e Ouro Preto, de Guignard. Também aparecem convites para visitas a galerias e encontros relacionados ao mercado de arte.

    Segundo a Folha, em agosto de 2024, Guiga encaminhou a Vorcaro o número de telefone de Jaques Wagner após uma conversa telefônica.

    O envio do contato é um elemento identificado nas mensagens, mas não confirma que uma reunião tenha ocorrido ou que o senador tenha participado dos negócios discutidos entre terceiros.

    Wagner nega intermediação e relação comercial

    Em entrevista à rádio Piatã FM, nesta sexta-feira (9), Jaques Wagner negou ter intermediado a compra de obras de arte por meio de Guiga ou participado das negociações atribuídas ao ex-controlador do Banco Master.

    O senador reconheceu a amizade de longa data com Guilherme Sodré, que remonta ao período em que atuava no movimento sindical, mas rejeitou qualquer relação comercial com o caso.

    A defesa de Wagner também informou à Folha que o parlamentar não participou das conversas sobre o envio de seu telefone e desconhece o contexto em que o contato foi compartilhado.

    Segundo seus representantes, Wagner não atuou para favorecer os interesses do Banco Master. O senador afirmou anteriormente que teve apenas contatos pontuais com Vorcaro.

    Otto Alencar também nega encontro com ex-banqueiro

    O senador Otto Alencar, pai de Isadora, declarou anteriormente ao jornal O Globo que não havia se encontrado com Vorcaro.

    A reportagem da Folha procurou Otto e Guiga para manifestações adicionais, mas não obteve novas respostas deles até a publicação.

    A declaração de Isadora sobre a regularidade do empréstimo e a negativa de Otto são informações distintas: as conversas documentam tratativas comerciais da empresária, sem estabelecer participação do senador na contratação.

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    Negociações integram apurações sobre o Banco Master

    As mensagens foram obtidas no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master e à atuação de Daniel Vorcaro.

    A Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, passou a examinar suspeitas envolvendo operações financeiras e relações empresariais mantidas pelo antigo controlador da instituição.

    Os novos documentos revelados pela imprensa mostram que essa rede de contatos também alcançava empresários e pessoas próximas a lideranças políticas da Bahia.

    Ainda assim, é necessário separar os negócios efetivamente documentados de hipóteses de irregularidade. A realização de um empréstimo, a negociação de uma pintura ou a troca de contatos, isoladamente, não constituem prova de crime.

    A avaliação sobre a legalidade das operações dependerá do exame dos contratos, da origem dos recursos e dos demais elementos reunidos pelas autoridades, com direito de manifestação e defesa das pessoas envolvidas.

    Fontes: Folha de S.Paulo, reportagem de José Marques e João Gabriel, publicada em 9 de outubro de 2026; Bahia Notícias, BNews e entrevista de Jaques Wagner à rádio Piatã FM.
    Nota editorial: dados sobre movimentações atípicas não representam comprovação de atividade criminosa.
    Consultar reportagem original da Folha.
  • Ana Elisa nega post sobre fechamento de igrejas após repercussão nas redes

    Ana Elisa nega post sobre fechamento de igrejas após repercussão nas redes

    Política | Eleições 2026

    Ana Elisa nega post sobre fechamento de igrejas após repercussão nas redes

    Deputada federal eleita por Minas Gerais contesta autoria de mensagem atribuída a seu perfil em 2022; circulação de publicações antigas provoca embate com Nikolas Ferreira.

    Por Amanda Almeida | NinjaFSA | 9 de outubro de 2026

    Ana Elisa Santos Silva, deputada federal eleita pelo PT de Minas Gerais
    Ana Elisa Santos Silva foi eleita deputada federal por Minas Gerais em 2026. Foto: Reprodução/Estadão.
    Entenda a notícia em poucos pontos
    • Publicação atribuída a Ana Elisa, datada de 2022, voltou a circular com uma mensagem sobre fechamento de igrejas.
    • A deputada eleita negou ter escrito a mensagem, cuja autenticidade não foi confirmada.
    • Nikolas Ferreira compartilhou a publicação contestada e recebeu críticas de Ana Elisa.
    • A conta da parlamentar no X ficou indisponível; ela relatou ameaças de morte e violência sexual.

    A deputada federal eleita por Minas Gerais, Ana Elisa Santos Silva (PT), negou nesta quinta-feira (8) ter publicado uma mensagem de 2022 que sugeria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o fechamento de igrejas. A captura de tela voltou a circular nas redes sociais após sua eleição no último domingo (4), provocando críticas e um confronto público com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

    O conteúdo, apresentado como uma postagem feita no X, antigo Twitter, em 2 de outubro de 2022, foi compartilhado por diferentes perfis. A mensagem traz uma crítica ofensiva a religiosos e uma referência à possibilidade de Lula fechar igrejas.

    Entretanto, a publicação original não foi localizada para verificação independente. A parlamentar afirmou que não escreveu a mensagem e questionou a divulgação da imagem por adversários políticos.

    O que diz a publicação contestada?

    O print atribuído a Ana Elisa apresenta um pedido dirigido a Lula para fechar igrejas, acompanhado de críticas a pessoas religiosas.

    Embora a imagem tenha alcançado grande circulação, não há confirmação independente de que a mensagem tenha sido publicada no perfil da deputada eleita.

    “Esse tweet aí, você sabe que não saiu [do dela].”

    Ana Elisa, em resposta a Nikolas Ferreira, conforme reportagem do Estado de Minas.

    A deputada também afirmou que pretende tomar providências jurídicas contra a divulgação do conteúdo contestado. Segundo o Estado de Minas, ela mencionou a possibilidade de acionar a Justiça Eleitoral contra o parlamentar e outros responsáveis pela divulgação.

    Montagem de capturas de tela com publicações antigas atribuídas ao perfil de Ana Elisa no X
    Capturas de tela com mensagens atribuídas ao antigo perfil de Ana Elisa. A autenticidade de todas as publicações não foi verificada de forma independente. Reprodução/X.

    Outras publicações antigas também ganharam repercussão

    Além da mensagem sobre igrejas, usuários passaram a compartilhar outras capturas atribuídas ao perfil de Ana Elisa, abordando religião, aborto, política e a atuação de representantes religiosos nas plataformas digitais.

    Uma das mensagens repercutidas, também mencionada pelo BNews, contém uma crítica ao uso de redes sociais por padres católicos. Nela, a autora defende que o Vaticano restrinja a presença de sacerdotes nessas plataformas.

    Outros registros divulgados nas redes abordam direitos reprodutivos e posicionamentos de representantes políticos ligados a diferentes grupos religiosos.

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    A circulação desse material ampliou o debate sobre posicionamentos defendidos por figuras públicas antes de assumirem cargos eletivos.

    No entanto, é necessário distinguir mensagens com autoria confirmada de capturas isoladas que podem ter sido editadas, retiradas de contexto ou atribuídas incorretamente a uma pessoa.

    Nikolas Ferreira e Ana Elisa trocaram críticas

    O deputado federal Nikolas Ferreira, também eleito por Minas Gerais, esteve entre os perfis que divulgaram a publicação contestada.

    Ana Elisa respondeu publicamente e acusou o parlamentar de compartilhar conteúdo que, segundo ela, não foi produzido por seu perfil.

    Em sua manifestação, a petista também citou outra publicação controversa, atribuída ao próprio Nikolas Ferreira, sobre a Virgem Maria. O deputado, por sua vez, nega a autoria daquela mensagem.

    O episódio passou a envolver acusações recíprocas sobre autenticidade de publicações antigas e sobre a responsabilidade de políticos na divulgação de conteúdo nas redes sociais.

    Quem é Ana Elisa?

    Nome: Ana Elisa Santos Silva.

    Idade: 21 anos.

    Partido: Partido dos Trabalhadores (PT).

    Estado: Minas Gerais.

    Votação em 2026: 524.219 votos.

    Resultado: segunda candidata a deputada federal mais votada em Minas Gerais.

    Natural de Divinópolis, Ana Elisa ganhou projeção como influenciadora digital antes de sua primeira candidatura à Câmara dos Deputados.

    Em suas redes, passou a abordar temas como racismo, educação, direitos sociais e participação política da juventude.

    Após o primeiro turno presidencial, a deputada eleita também passou a colaborar com iniciativas de comunicação da campanha de reeleição de Lula.

    Perfil no X ficou indisponível

    Em meio à repercussão, o perfil de Ana Elisa na plataforma X ficou indisponível. A situação foi registrada em capturas compartilhadas por usuários da rede.

    Captura de tela mostra indisponibilidade de perfil atribuído a Ana Elisa na plataforma X
    Registro da indisponibilidade da conta atribuída a Ana Elisa no X. Reprodução/X.

    De acordo com o BNews, a parlamentar relatou ter recebido ameaças de morte e violência sexual e afirmou ter denunciado os episódios à polícia.

    A informação sobre as ameaças é relevante para compreender o contexto em que a conta deixou de estar acessível. A indisponibilidade do perfil, entretanto, não comprova a autenticidade das mensagens que circulam em capturas de tela.

    Vídeo mostra buscas em perfil atribuído à deputada

    Outro material divulgado apresenta uma gravação de tela com pesquisas realizadas na plataforma X, incluindo o termo “Xandão”, apelido utilizado em referências ao ministro Alexandre de Moraes.

    Vídeo | Registros de busca no X

    Vídeo fornecido à redação com registros de navegação no X. A gravação, isoladamente, não autentica todas as mensagens atribuídas ao perfil.

    Vídeos de navegação podem oferecer elementos adicionais sobre a existência de publicações, mas sua força como prova depende da identificação da origem, da integridade da gravação e da possibilidade de conferir os registros originais.

    Repercussão levanta debate sobre conteúdos antigos

    A controvérsia envolvendo Ana Elisa ocorre poucos dias após sua eleição e em meio à mobilização política para o segundo turno presidencial.

    O episódio mostra como publicações antigas, sejam autênticas ou contestadas, podem voltar ao centro do debate público quando seus supostos autores conquistam maior visibilidade.

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    No caso da mensagem sobre fechamento de igrejas, permanece uma distinção central: o conteúdo circulou nas redes, mas Ana Elisa negou ter sido sua autora.

    A eventual confirmação da origem da postagem dependerá de registros verificáveis da plataforma ou de outros elementos técnicos capazes de demonstrar sua autenticidade.