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  • Governo anuncia perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas de MEIs e Pix de até R$ 5 mil

    Governo anuncia perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas de MEIs e Pix de até R$ 5 mil

    Economia | Brasil | Empreendedorismo

    Governo anuncia perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas de MEIs e Pix de até R$ 5 mil

    Pacote anunciado por Lula pode beneficiar 3,6 milhões de microempreendedores e prevê aumento do limite de faturamento. Perdão ainda depende do Congresso.

    Por NINJAFSA | 13 de outubro de 2026

    Imagem de divulgação da cobertura do pacote federal para microempreendedores individuais
    Governo federal anunciou medidas para microempreendedores individuais. Foto: Agência Brasil.
    Entenda a notícia em poucos pontos
    • Governo propõe perdoar R$ 12,6 bilhões em dívidas federais de cerca de 3,6 milhões de MEIs.
    • Novo Desenrola prevê negociação de aproximadamente R$ 6 bilhões em dívidas bancárias.
    • Pix MEI poderá oferecer até R$ 5 mil para investimentos nos pequenos negócios.
    • Teto de faturamento poderá chegar a R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
    • Parte das medidas depende de aprovação e regulamentação.
    R$ 12,6 bi Dívidas federais incluídas na proposta
    3,6 milhões MEIs potencialmente beneficiados
    R$ 5 mil Valor máximo previsto no Pix MEI

    O governo federal anunciou nesta terça-feira (13) um pacote de cinco medidas destinado aos microempreendedores individuais (MEIs). Batizado de Prospera MEI, o programa prevê perdão de dívidas com a União, renegociação de débitos bancários, transferência de recursos para investimentos, aumento do teto de faturamento e simplificação da emissão de notas fiscais.

    O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. A principal proposta prevê o perdão de aproximadamente R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias federais de cerca de 3,6 milhões de MEIs.

    O anúncio ocorre 12 dias antes do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro, quando Lula disputará a eleição com Flávio Bolsonaro (PL).

    Atenção: o perdão ainda não está valendo.

    O governo anunciou o envio de um projeto de lei complementar ao Congresso. Até sua aprovação e entrada em vigor, os débitos não são automaticamente cancelados.

    Como funcionará o perdão de dívidas?

    A medida central do pacote é a proposta de remissão das dívidas acumuladas pelos microempreendedores individuais com o governo federal.

    Segundo o Ministério do Empreendedorismo, o valor envolvido chega a R$ 12,6 bilhões, com potencial de alcançar 3,6 milhões de contribuintes.

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida poderá encerrar cobranças administrativas e ações judiciais relacionadas aos débitos abrangidos, além de ajudar a retirar restrições decorrentes da inadimplência.

    O projeto ainda precisa ser analisado pelo Congresso Nacional. O texto aprovado deverá definir exatamente quais dívidas serão alcançadas e quais condições deverão ser cumpridas.

    Desenrola 3.0 prevê negociação de dívidas bancárias

    A segunda frente do programa é direcionada aos débitos privados dos MEIs com instituições financeiras.

    O governo pretende lançar um edital para aquisição de carteiras de dívidas de microempreendedores, utilizando instrumentos do Desenrola 3.0.

    Segundo o Ministério da Fazenda, o estoque dessas dívidas é estimado em R$ 6 bilhões.

    A proposta prevê descontos mínimos de 90% oferecidos pelos credores no processo de aquisição dos débitos.

    Isso não significa que todos os MEIs receberão automaticamente um desconto individual de 90%. As condições de quitação dependerão do edital e da negociação aplicável.

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    Pix MEI poderá oferecer até R$ 5 mil

    Outra novidade anunciada é o Pix MEI, programa que pretende transferir diretamente até R$ 5 mil para investimentos produtivos em pequenos negócios.

    Segundo o governo, o dinheiro poderá ser utilizado na aquisição de equipamentos, na ampliação da produção e em melhorias capazes de aumentar a renda dos empreendedores.

    O ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Rodrigues Pereira, explicou que os recursos não terão natureza de empréstimo e deverão ser acompanhados por ações de orientação aos beneficiários.

    Até o anúncio, não haviam sido apresentados todos os critérios de seleção, o calendário de pagamento ou a quantidade definitiva de microempreendedores que receberão o benefício.

    O Pix MEI já pode ser solicitado?

    Ainda não há um procedimento de inscrição divulgado. O programa foi anunciado, mas depende de definições operacionais e de critérios oficiais para os beneficiários.

    Não faça pagamentos a intermediários que prometam liberação antecipada dos recursos.

    Governo anuncia perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas de MEIs e Pix de até R$ 5 mil
    Cerimônia de apresentação do pacote para microempreendedores individuais, no Palácio do Planalto. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil.

    Teto de faturamento poderá chegar a R$ 140 mil

    O pacote também inclui uma proposta de elevação do limite anual de faturamento do MEI.

    Segundo o governo, o teto poderá subir para R$ 110 mil em 2027 e chegar a R$ 140 mil em 2028.

    O valor atual considerado pelo governo no anúncio é de R$ 80 mil. A proposta será submetida ao processo legislativo.

    PeríodoTeto anualSituação
    2026R$ 80 milReferência atual informada
    2027R$ 110 milProposta
    2028R$ 140 milProposta

    O governo argumenta que a mudança permitiria a expansão dos negócios sem que o crescimento do faturamento obrigue, de imediato, a saída da categoria.

    Durante a cerimônia, também foi mencionada a possibilidade de permitir uma segunda contratação de empregado pelos MEIs. Esse ponto dependerá de regras específicas.

    Governo anuncia simplificação da nota fiscal

    A quinta medida é um decreto para dar maior segurança jurídica à dispensa de emissão de nota fiscal nas operações realizadas por MEIs com pessoas físicas.

    A proposta busca esclarecer dúvidas relacionadas às mudanças do sistema tributário e às obrigações documentais da categoria.

    A dispensa não significa o fim da emissão de notas fiscais em todas as operações. Vendas ou serviços prestados a empresas podem continuar sujeitos às obrigações aplicáveis.

    O anúncio também mencionou os chamados nanoMEIs, segmento relacionado a negócios com faturamento inferior ao limite da categoria.

    Quando as novas medidas começam a valer?

    As medidas possuem etapas diferentes. O perdão de dívidas e o aumento do teto precisam passar pelo Congresso.

    A renegociação de débitos privados dependerá de edital, enquanto o Pix MEI precisa de regras de concessão.

    O decreto sobre notas fiscais dependerá da publicação e das condições de vigência estabelecidas na norma.

    O que o MEI pode fazer agora?

    1. Consultar sua situação fiscal pelos canais oficiais da Receita Federal e da PGFN.

    2. Acompanhar a tramitação dos projetos anunciados e a publicação de novas regulamentações.

    3. Verificar as modalidades de renegociação que já estão disponíveis, sem confundi-las com o novo pacote.

    4. Desconfiar de links e mensagens que prometam depósitos imediatos do Pix MEI.

    Medidas interessam aos empreendedores de Feira de Santana

    O pacote tem alcance nacional e poderá interessar a microempreendedores de Feira de Santana, especialmente profissionais autônomos, comerciantes e prestadores de serviços.

    Entretanto, a possibilidade de participação dependerá dos requisitos legais e administrativos de cada medida, não apenas do fato de possuir CNPJ na modalidade MEI.

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    Anúncio ocorre durante campanha presidencial

    As medidas foram apresentadas a 12 dias do segundo turno, em que Lula disputa a reeleição contra Flávio Bolsonaro.

    O pacote coloca o endividamento e o acesso a investimentos dos pequenos negócios no debate econômico da campanha.

    A efetividade das medidas dependerá da aprovação dos projetos, das regras de execução e dos recursos disponíveis para sua implementação.

  • The Founding of YouTube A Short History

    YouTube is one of the most influential platforms in modern media, but its origin story is surprisingly simple: a small team wanted an easier way to share video online. In the early 2000s, uploading and sending video files was slow, formats were inconsistent, and most websites weren’t built for smooth playback. YouTube’s founders focused on removing those barriers—making video sharing as easy as sending a link.

    Who Founded YouTube?

    YouTube was founded by three former PayPal employees: Chad Hurley, Steve Chen, and Jawed Karim. They combined product thinking, engineering skills, and a clear user goal: create a website where anyone could upload a video and watch it instantly in a browser.

    • Chad Hurley — product/design focus and early CEO role
    • Steve Chen — engineering and infrastructure
    • Jawed Karim — engineering and early concept support

    The Problem YouTube Solved

    At the time, sharing video often meant emailing huge files or dealing with complicated players and downloads. YouTube made video:

    1. Uploadable by non-experts (simple interface)
    2. Streamable in the browser (no special setup)
    3. Sharable through links and embedding on other sites

    Early Growth and the First Video

    YouTube launched publicly in 2005. One of the most famous early moments was the first uploaded video, “Me at the zoo,” featuring co-founder Jawed Karim. The clip was short and casual—exactly the kind of everyday content that proved the platform’s big idea: ordinary people could publish video without needing a studio.

    Key Milestones Timeline

    Year/Date
    Milestone
    Why It Mattered
    2005YouTube is founded and launchesIntroduced easy browser-based video sharing
    2005“Me at the zoo” is uploadedBecame a symbol of user-generated video culture
    2006Google acquires YouTubeProvided resources to scale hosting and global reach

    Why Google Bought YouTube

    By 2006, YouTube’s traffic was exploding. Video hosting is expensive—bandwidth and storage costs rise fast when millions of people watch content daily. Google’s acquisition gave YouTube the infrastructure and advertising ecosystem to grow into a sustainable business.

    What YouTube’s Founding Changed

    YouTube didn’t just create a popular website; it reshaped how people learn, entertain themselves, and build careers online. Its founding helped accelerate:

    • Creator-driven media and influencer culture
    • How-to education and free tutorials at massive scale
    • Music discovery, commentary, and global community trends

    From a small startup idea to a global video powerhouse, YouTube’s founding is a classic example of a simple product solving a real problem—and changing the internet in the process.

  • Novos casinos online em Portugal como se registar e começar a jogar

    Novos casinos online em Portugal como se registar e começar a jogar

    Dom José De Queirós Alves (que é o responsável pela Pastoral da Criança), afirmou que a legislação em Angola contra abuso e violência sexual tem se mostrado bastante leniente.

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  • Após derrota no Senado, Marina Silva chama novo Congresso de antiambiental e critica influência de Trump

    Após derrota no Senado, Marina Silva chama novo Congresso de antiambiental e critica influência de Trump

    Política | Meio ambiente | Eleições 2026

    Após derrota no Senado, Marina Silva critica novo Congresso e alerta para retrocessos ambientais

    Ministra afirma que composição eleita pode dificultar políticas ambientais e critica aproximação de parte da direita brasileira com Donald Trump.

    Por NINJAFSA | 9 de outubro de 2026

    Entenda a notícia em poucos pontos
    • Marina Silva não conseguiu uma cadeira no Senado por São Paulo.
    • Ministra classificou o novo Congresso como pouco favorável às políticas ambientais.
    • Ela criticou a influência de Donald Trump sobre setores políticos brasileiros.
    • Discussões sobre licenciamento e fiscalização ambiental estão entre suas preocupações.
    7,8 milhões Votos aproximadamente recebidos por Marina na disputa pelo Senado em São Paulo, segundo reportagem da Folha.

    A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), criticou a composição do Congresso Nacional eleito em 2026 e manifestou preocupação com possíveis retrocessos na política ambiental brasileira. Em entrevista à Folha de S.Paulo publicada nesta sexta-feira (9), após não conquistar uma vaga no Senado por São Paulo, ela afirmou considerar a nova composição legislativa marcada pela força de grupos contrários a medidas de proteção ambiental.

    Marina também questionou a proximidade de setores da política brasileira com o presidente norte-americano Donald Trump. Na avaliação da ministra, essa relação pode interferir em discussões sobre soberania e preservação dos recursos naturais.

    Derrota nas urnas e futuro político

    Marina disputou uma das cadeiras do Senado por São Paulo e obteve cerca de 7,8 milhões de votos, votação insuficiente para garantir sua eleição. O resultado foi interpretado pela própria ministra como parte de um cenário de fortalecimento das forças conservadoras na disputa legislativa.

    Embora não tenha conquistado uma cadeira no Senado, ela segue participando do debate público e defende a continuidade da agenda de combate ao desmatamento e de proteção à biodiversidade.

    A ministra também comentou as dificuldades enfrentadas por sua legenda, a Rede Sustentabilidade, e divergências internas relacionadas à organização partidária e ao financiamento da campanha.

    Por que Marina critica o novo Congresso?

    Na entrevista, Marina apontou a presença expressiva de políticos ligados ao agronegócio e de parlamentares que contestam regras ambientais consideradas importantes pelo governo.

    Entre os assuntos mencionados estão a flexibilização do licenciamento ambiental, a fiscalização realizada pelo Ibama e a proteção de áreas de preservação.

    A ministra entende que a aprovação de propostas para reduzir exigências ambientais pode ampliar riscos para florestas, recursos hídricos e populações que dependem diretamente desses territórios.

    O que significa a crítica ao Congresso?

    Avaliação de Marina: a nova composição parlamentar poderá dificultar a aprovação de políticas ambientais.

    Outra perspectiva: defensores da simplificação regulatória argumentam que alterações no licenciamento podem reduzir burocracia e estimular investimentos.

    O que está em disputa: a definição de regras que conciliem atividade econômica, fiscalização e proteção ambiental.

    Trump entra no debate sobre soberania

    Marina também criticou o alinhamento de parte da direita brasileira com Donald Trump. Segundo a ministra, decisões estratégicas do país não deveriam ficar subordinadas a interesses de governos estrangeiros.

    A afirmação ocorre num período de discussões sobre relações comerciais, clima e acordos internacionais. Entretanto, a crítica política de Marina não demonstra que todos os congressistas eleitos defendam as mesmas posições sobre os Estados Unidos.

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    Licenciamento ambiental deve continuar no centro do debate

    Uma das principais divergências entre o governo federal e setores do Congresso está relacionada às exigências para autorizar atividades e obras com impacto ambiental.

    Parlamentares favoráveis à flexibilização defendem mais previsibilidade, redução de custos e agilidade na análise de projetos. Organizações ambientalistas, por outro lado, alertam para possíveis prejuízos quando estudos e fiscalização são reduzidos.

    O resultado das eleições pode alterar a correlação de forças no Congresso, mas os efeitos concretos dependerão dos projetos apresentados, das negociações parlamentares e das votações realizadas.

    Questões ambientais têm impacto na Bahia

    As discussões sobre licenciamento e fiscalização também interessam à Bahia, onde agricultura, indústria, energia, mineração e preservação ambiental compartilham desafios de gestão territorial.

    Em municípios baianos, os efeitos de novas regras poderão variar conforme a atividade econômica e o tipo de empreendimento. Não há, neste momento, alteração automática na legislação causada pelo resultado das eleições.

    Ministra declara apoio à reeleição de Lula

    Marina também declarou apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.

    Para ela, a manutenção de compromissos ambientais deve integrar o debate eleitoral. O candidato adversário, Flávio Bolsonaro (PL), representa outro programa de governo, e as diferenças podem ser avaliadas nos documentos registrados na Justiça Eleitoral.

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    Próxima legislatura definirá rumos das propostas

    A composição do Congresso eleito influenciará a tramitação de políticas ambientais a partir de 2027, quando os novos parlamentares assumirem os mandatos.

    As declarações de Marina explicitam as divergências políticas sobre o tema, mas as futuras decisões dependerão do trabalho legislativo e das negociações entre governo e oposição.

    Fonte: Folha de S.Paulo, 9 de outubro de 2026.
    Consultar entrevista original.
    Nota editorial: as classificações sobre o Congresso são atribuídas à ministra.
  • Mendonça manda retirar vídeo de Janones e Lindbergh contra Flávio

    Mendonça manda retirar vídeo de Janones e Lindbergh contra Flávio

    Política | Justiça Eleitoral

    Mendonça manda retirar vídeo de Janones e Lindbergh com acusações contra Flávio Bolsonaro

    Ministro do TSE deu três horas, a partir da notificação, para remoção de conteúdo que atribuía ao candidato propostas sem respaldo suficiente, segundo a decisão.

    Por NINJAFSA | 9 de outubro de 2026

    Entenda a notícia em poucos pontos
    • André Mendonça determinou remoção de vídeo de Janones e Lindbergh.
    • Conteúdo atribuía ao candidato Flávio Bolsonaro supostas medidas relacionadas a direitos sociais.
    • Prazo de retirada é de três horas após a notificação judicial.
    • Há previsão de multa diária de R$ 10 mil por descumprimento.
    3 horas Prazo de remoção após a notificação.
    R$ 10 mil Multa diária prevista em caso de descumprimento.

    O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de um vídeo publicado nas redes sociais pelos deputados federais André Janones (Rede-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ). A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (8) e divulgada nesta sexta (9), em meio à disputa do segundo turno presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

    Segundo a Justiça Eleitoral, a publicação apresentava como propostas do candidato do PL medidas que não possuíam respaldo suficiente nos elementos analisados pelo tribunal.

    Mendonça estabeleceu prazo de três horas após a notificação para retirada do conteúdo, sob pena de multa de R$ 10 mil por dia.

    O que aparecia no vídeo?

    Na gravação, Janones e Lindbergh enumeravam três supostas medidas que poderiam ser adotadas em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

    Entre as alegações estava a possibilidade de elevação da idade mínima para aposentadoria.

    A publicação também relacionava propostas econômicas do candidato à perda de garantias sociais.

    A campanha de Flávio contestou o conteúdo e acionou a Justiça Eleitoral, sustentando que os parlamentares atribuíram ao candidato medidas que não constavam de seu plano oficial.

    Por que o TSE determinou a remoção?

    Ao analisar o pedido, André Mendonça avaliou que o conteúdo apresentava afirmações factuais sem sustentação adequada para a forma categórica em que foram divulgadas.

    A Justiça Eleitoral pode determinar a retirada de propaganda quando identifica indícios de irregularidade, considerando as regras sobre o debate eleitoral na internet.

    A decisão alcança a publicação examinada. Ela não impede que deputados e candidatos critiquem propostas econômicas ou decisões de seus adversários.

    O TSE proibiu críticas a Flávio?

    Não. A decisão trata de um conteúdo específico, considerado insuficientemente fundamentado pelo ministro.

    Críticas políticas, comparações de programas e questionamentos sobre promessas continuam permitidos nos limites da legislação.

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    Prazo começa após notificação

    A determinação prevê que os deputados retirem o vídeo em até três horas após tomarem ciência formal da decisão.

    Caso a ordem seja descumprida, poderá ser aplicada a multa diária estabelecida pelo ministro.

    O valor da multa não significa, automaticamente, que já exista uma penalidade efetivamente cobrada.

    Não havia confirmação, nas fontes consultadas para esta reportagem, sobre eventual pagamento de multa.

    Campanha do PL questiona publicidade eleitoral

    Representantes da campanha de Flávio afirmam que determinadas peças publicadas por adversários atribuem ao candidato intenções que ele nega publicamente.

    O senador declarou que pretende manter programas sociais e benefícios de transferência de renda.

    Por outro lado, integrantes da equipe econômica do candidato discutem medidas de contenção de gastos, o que também tem gerado questionamentos da campanha de Lula.

    O debate sobre a viabilidade dessas medidas é legítimo, mas hipóteses sobre possíveis efeitos precisam ser distinguidas de decisões efetivamente anunciadas.

    Decisão não encerra o debate sobre propostas

    A ordem judicial se insere em uma série de disputas entre as duas candidaturas sobre o conteúdo da propaganda do segundo turno.

    A divulgação de uma proposta econômica permite avaliações críticas sobre seus efeitos, desde que sejam identificadas como projeções ou análises.

    Já alegações objetivas sobre o que um candidato fará precisam ser fundamentadas nas informações disponíveis.

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    Segundo turno será em 25 de outubro

    A campanha presidencial segue até a votação de 25 de outubro, com novas propagandas em rádio, televisão e plataformas digitais.

    Decisões judiciais sobre publicações específicas podem continuar ocorrendo durante esse período.

    O eleitor pode consultar os programas registrados no TSE e acompanhar as decisões oficiais para comparar as alegações das campanhas.

  • PT pede cassação da chapa de Flávio por atuação de Pablo Marçal nas redes

    PT pede cassação da chapa de Flávio por atuação de Pablo Marçal nas redes

    Política | Eleições 2026 | TSE

    PT pede cassação da chapa de Flávio por atuação de Pablo Marçal nas redes

    Campanha de Lula acusa suposto abuso de poder econômico e propaganda irregular; defesa de Flávio nega vínculo com iniciativa de criptomoedas.

    Por NINJAFSA | 9 de outubro de 2026

    Entenda a notícia em poucos pontos
    • A campanha de Lula pediu ao TSE a cassação da chapa de Flávio.
    • A ação questiona o uso do perfil de Pablo Marçal na propaganda eleitoral.
    • Também são solicitadas medidas contra o site de criptomoedas B22token.
    • Flávio e Marçal contestam as acusações; o TSE ainda analisará os pedidos.
    14,1 milhões Seguidores aproximados do perfil de Pablo Marçal no Instagram, citado na ação.

    A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) por suposto uso irregular das redes sociais do influenciador Pablo Marçal. A ação, protocolada nesta semana e divulgada nesta sexta-feira (9), alega que os perfis do empresário estariam sendo utilizados como instrumentos de propaganda eleitoral sem o registro exigido, na avaliação dos advogados petistas.

    A representação também cita a divulgação de conteúdos considerados falsos ou manipulados contra Lula e a promoção de um site que oferece criptomoedas associadas a publicações favoráveis ao número 22.

    A equipe de Flávio contesta as acusações e sustenta que Marçal é um apoiador político independente, sem integrar formalmente a estrutura da campanha.

    O que a ação pede ao TSE?

    Os advogados da coligação de Lula apresentaram uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral, conhecida pela sigla AIJE.

    Entre os pedidos estão a cassação da chapa presidencial de Flávio, a suspensão de conteúdos considerados irregulares e medidas contra o perfil de Pablo Marçal no Instagram.

    A campanha petista também quer o bloqueio do site B22token, relacionado à distribuição de tokens digitais e à divulgação de mensagens eleitorais.

    A apresentação de uma ação judicial não significa que a irregularidade esteja comprovada. Caberá ao tribunal examinar os argumentos das partes e as provas apresentadas.

    Por que o perfil de Pablo Marçal virou alvo?

    Pablo Marçal declarou publicamente apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno.

    Na avaliação dos advogados de Lula, a atuação do influenciador ultrapassaria o apoio individual e equivaleria, na prática, à utilização de um canal de campanha.

    A ação sustenta que, nessa hipótese, a conta deveria estar submetida às obrigações de identificação e registro previstas na legislação eleitoral.

    Outro ponto citado pelos autores é o alcance das recomendações automáticas das plataformas, que podem ampliar a circulação das publicações.

    O que está sob discussão?

    Apoio pessoal: um influenciador pode manifestar preferência política, observadas as regras eleitorais.

    Atuação institucional: se uma conta operar formalmente como parte da campanha, podem incidir exigências específicas de identificação, registro e publicidade.

    Controvérsia: as partes discordam sobre a natureza da atuação de Marçal.

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    Site de criptomoedas entra na disputa

    A ação também aborda o B22token, plataforma que relaciona a distribuição de ativos digitais à promoção de conteúdos de apoio a Flávio Bolsonaro.

    Os representantes de Lula argumentam que a oferta de vantagens econômicas associadas à divulgação de propaganda pode representar abuso de poder econômico.

    A origem e a responsabilidade pela iniciativa estão entre as questões que ainda precisam ser esclarecidas.

    A campanha de Flávio afirma que não possui ligação com o projeto e que desconhece seus responsáveis.

    O que dizem Flávio e Marçal?

    Em manifestação à imprensa, a campanha do candidato do PL afirmou que Pablo Marçal não integra sua estrutura oficial, embora tenha declarado apoio político.

    A equipe também negou envolvimento com o B22token.

    Marçal, por sua vez, criticou a iniciativa do PT e negou a prática de irregularidades.

    Esses posicionamentos integram o contraditório da notícia e deverão ser considerados na análise judicial.

    A chapa já foi cassada?

    Não. A campanha de Lula apresentou um pedido, mas não há decisão do TSE determinando a cassação.

    O tribunal ainda poderá examinar eventuais pedidos urgentes, solicitar manifestações e avaliar as provas antes de decidir.

    O resultado do processo dependerá da comprovação dos fatos alegados e do enquadramento jurídico das condutas discutidas.

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    Caso repercute no segundo turno

    A ação ocorre a pouco mais de duas semanas da votação presidencial de 25 de outubro, em um cenário de intensa mobilização digital.

    A disputa jurídica pode trazer novos desdobramentos, mas nenhuma das acusações deve ser tratada como uma conclusão definitiva antes de decisão das autoridades competentes.

  • Flávio propõe cinco novos presídios federais, reconhecimento facial e redução da maioridade penal

    Flávio propõe cinco novos presídios federais, reconhecimento facial e redução da maioridade penal

    Política | Segurança pública

    Flávio propõe cinco novos presídios federais, reconhecimento facial e redução da maioridade penal

    Plano apresentado à Justiça Eleitoral prevê ampliação do encarceramento, câmeras de monitoramento e novas medidas de combate às facções.

    Por NINJAFSA | 9 de outubro de 2026

    Entenda a notícia em poucos pontos
    • Flávio prevê cinco novos presídios federais.
    • Plano propõe mais de um milhão de câmeras.
    • Candidato defende reduzir a maioridade penal e ampliar punições para crimes graves.
    • Fonte dos recursos para dobrar investimentos federais não foi detalhada no documento.
    5 Novos presídios federais propostos
    1 milhão+ Câmeras previstas em áreas públicas
    16 anos Nova maioridade penal defendida

    O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou um conjunto de propostas para a segurança pública que inclui a construção de cinco presídios federais, a criação de um sistema nacional de reconhecimento facial e a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. As medidas constam do programa de governo registrado na Justiça Eleitoral e foram detalhadas em levantamento publicado pela Agência Brasil nesta sexta-feira (9).

    O plano também prevê mudanças no combate às facções criminosas, fortalecimento das fronteiras e ampliação dos investimentos federais em policiamento e inteligência. As propostas ainda não são leis e dependeriam de decisões políticas, aprovação legislativa e disponibilidade de recursos para serem executadas.

    Novos presídios e endurecimento penal

    Flávio propõe construir cinco novas penitenciárias federais de segurança máxima, dobrando a quantidade atual de unidades. O complexo receberia o nome de Treva, conforme o plano.

    O candidato também defende parcerias com governos estaduais para criar 500 mil vagas no sistema prisional e combater o déficit de capacidade.

    Entre as mudanças penais, o programa prevê buscar a redução da maioridade penal para 16 anos e medidas mais severas para adolescentes a partir dos 14 anos envolvidos em crimes graves.

    Essas alterações exigiriam análise constitucional e tramitação no Congresso. A proposta não muda a legislação vigente durante a campanha.

    Mais de um milhão de câmeras

    Outra iniciativa é a criação da chamada Muralha Brasileira, um sistema nacional de reconhecimento facial integrado a bases de dados criminais.

    O projeto prevê mais de um milhão de câmeras em espaços públicos, portos e aeroportos. Segundo a campanha, a tecnologia ajudaria a localizar foragidos e prevenir crimes.

    O uso de reconhecimento facial também exige salvaguardas relacionadas à privacidade, proteção de dados e prevenção de erros de identificação.

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    Facções seriam classificadas como narcoterroristas

    O programa prevê que organizações como Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital, além de milícias, sejam enquadradas como grupos narcoterroristas.

    Flávio também propõe uma força especializada para fortalecer a fiscalização das fronteiras terrestres, portos e aeroportos, com apoio de inteligência e recursos militares.

    A mudança na classificação jurídica das facções envolve discussões sobre as definições legais de terrorismo e suas consequências para investigações e cooperação internacional.

    Como Lula pretende enfrentar o crime?

    O presidente Lula (PT), adversário de Flávio no segundo turno, apresenta outro conjunto de prioridades para a segurança pública.

    O programa petista prevê maior integração entre União, estados e municípios, fortalecimento da inteligência policial, rastreamento de armas e combate às finanças de organizações criminosas.

    Lula também defende a aprovação da PEC da Segurança Pública, a ampliação do uso de câmeras corporais e investimentos em serviços públicos em territórios afetados pela violência.

    O que cada plano prioriza?

    Flávio: expansão de presídios, reconhecimento facial, endurecimento penal e ações reforçadas nas fronteiras.

    Lula: integração de forças de segurança, inteligência financeira, policiamento de proximidade e políticas territoriais.

    Os dois candidatos também apresentam ações contra o crime organizado e a violência contra mulheres.

    Promessas dependem de recursos e leis

    Flávio afirma que pretende dobrar o investimento federal em segurança pública ao longo do mandato. No entanto, a reportagem da Agência Brasil destaca que o plano não apresenta a fonte dos recursos para essa ampliação.

    O documento também prevê endurecimento de penas para roubo de celular, medidas contra violência doméstica e monitoramento de agressores com tornozeleiras eletrônicas.

    Para que sejam implementadas, diversas propostas exigiriam aprovação do Congresso e regulamentação posterior.

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    Segurança está no centro da eleição

    Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, o tema da segurança pública integra o debate sobre os diferentes programas de governo.

    A comparação das propostas permite ao eleitor observar não apenas os objetivos declarados, mas também a viabilidade financeira, as mudanças legais necessárias e os mecanismos de fiscalização.

    Fonte: Agência Brasil, 9 de outubro de 2026.
    Leia o levantamento completo.
    Nota: as medidas citadas são propostas de campanha, não mudanças já implementadas.

  • Após derrota de Haddad, PT reorganiza campanha de Lula em São Paulo para o segundo turno

    Após derrota de Haddad, PT reorganiza campanha de Lula em São Paulo para o segundo turno

    Política | Eleições 2026

    Após derrota de Haddad, PT reorganiza campanha de Lula em São Paulo para o segundo turno

    Partido tenta ampliar mobilização no maior colégio eleitoral do país. Haddad, Alckmin e Boulos entram na articulação, enquanto Tarcísio e Ricardo Nunes atuam pelo adversário.

    Por NINJAFSA | 9 de outubro de 2026

    Entenda a notícia em poucos pontos
    • PT reorganiza a campanha de Lula em São Paulo após derrota de Fernando Haddad para Tarcísio.
    • Geraldo Alckmin e Guilherme Boulos participam das articulações.
    • A legenda busca ampliar a presença de apoiadores nas ruas e melhorar a comunicação regional.
    • Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes mobilizam lideranças em apoio a Flávio Bolsonaro.

    O Partido dos Trabalhadores (PT) iniciou nesta semana uma reorganização da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo, após a derrota de Fernando Haddad na disputa pelo governo estadual. O movimento busca recuperar a capacidade de mobilização da legenda no maior colégio eleitoral do Brasil durante o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.

    Segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (9), Haddad assumiu a coordenação dos esforços em território paulista, enquanto aliados como Geraldo Alckmin (PSB) e Guilherme Boulos (PSOL) passaram a integrar ações voltadas ao fortalecimento da campanha.

    A reorganização ocorre em meio à mobilização de adversários no estado. Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito governador, e Ricardo Nunes (MDB), prefeito da capital, articulam apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL).

    PT tenta reconstruir mobilização local

    A campanha de Lula enfrenta o desafio de aumentar sua presença nas ruas e de organizar estruturas partidárias após o encerramento da disputa pelo governo paulista.

    De acordo com os relatos obtidos pela Folha, integrantes do partido avaliam que é necessário reforçar a articulação entre diretórios, parlamentares, lideranças comunitárias e militantes.

    A estratégia inclui atos presenciais, distribuição de materiais eleitorais e maior coordenação das atividades regionais.

    O objetivo declarado pelos organizadores é ampliar a comunicação com eleitores que votaram em outras candidaturas no primeiro turno, além de mobilizar a base já identificada.

    Haddad, Alckmin e Boulos ganham espaço

    Fernando Haddad, derrotado por Tarcísio de Freitas na eleição estadual, continua entre as principais lideranças petistas em São Paulo.

    O vice-presidente Geraldo Alckmin, ex-governador paulista, também participa da articulação política e de atividades de campanha.

    Guilherme Boulos, ligado a movimentos sociais e à esquerda paulista, é outro nome mobilizado para atos e iniciativas de aproximação com diferentes regiões.

    As três lideranças têm trajetórias e bases políticas distintas, o que permite ao grupo atuar em diferentes segmentos do eleitorado.

    Por que São Paulo é tão importante?

    O estado reúne o maior número de eleitores do país.

    Além da capital, a campanha presidencial disputa votos em cidades do interior, na região metropolitana e em municípios industriais.

    A distribuição territorial dos votos pode ter relevância no resultado nacional, mas a votação só será conhecida após a apuração do segundo turno.

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    Adversários também reforçam campanha

    No campo de Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes trabalham para ampliar o envolvimento de lideranças municipais na campanha presidencial.

    Segundo a Folha, Nunes articula um encontro com prefeitos da região metropolitana de São Paulo e mantém contato com integrantes de partidos que apoiam o candidato do PL.

    Tarcísio, que venceu a disputa pelo governo estadual, participa da mobilização política de aliados em defesa de Flávio.

    Mobilização de Lula

    Principais nomes: Haddad, Alckmin e Boulos.

    Atividades: reorganização partidária, atos e campanhas regionais.

    Mobilização de Flávio

    Principais nomes: Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes.

    Atividades: articulação de prefeitos, lideranças e partidos aliados.

    Disputa ocorre em bairros e municípios

    As campanhas também observam regiões em que a diferença de votos no primeiro turno foi menor.

    Entre as áreas mencionadas na reportagem está Sapopemba, na zona leste da capital paulista, citada no planejamento das ações de campanha.

    A presença de candidatos e apoiadores nas regiões pode ajudar na divulgação de propostas e na mobilização política.

    Isso não garante, entretanto, alterações no comportamento eleitoral, que depende de diversos fatores individuais.

    Comunicação digital também está em pauta

    Além da mobilização presencial, o PT discute formas de aprimorar sua comunicação digital e ampliar a atuação de aliados nas plataformas.

    As estratégias incluem vídeos, publicações e ações direcionadas a diferentes públicos, mas a campanha também tenta organizar melhor a coordenação entre suas equipes.

    As mudanças ocorrem em um período curto, com pouco mais de duas semanas entre o início do segundo turno e a votação definitiva.

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    Campanhas seguem até 25 de outubro

    Tanto o PT quanto o grupo de Flávio Bolsonaro pretendem intensificar as atividades no estado nos próximos dias.

    As articulações mostram a importância das alianças locais para campanhas nacionais, especialmente em um estado com grande quantidade de eleitores.

    O segundo turno presidencial será realizado em 25 de outubro, quando os eleitores escolherão entre Lula e Flávio Bolsonaro.

  • Brasil | Política | Eleições 2026

    Violência política cresce nas eleições de 2026, e mulheres são maioria das vítimas

    Levantamento registra 134 casos durante a campanha do primeiro turno. Mulheres foram alvos em mais da metade dos episódios, apesar de representarem cerca de um terço das candidaturas.

    Por NINJAFSA | 9 de outubro de 2026

    Foto destaque: Elineudo Meira / @fotografia.75.
    Entenda a notícia em poucos pontos
    • Pesquisa registra 134 episódios de violência política no primeiro turno de 2026.
    • Mulheres foram vítimas em 70 ocorrências, ou 52,2% do total.
    • Entre os casos contra candidaturas, 58,8% atingiram mulheres.
    • Levantamento aponta dificuldades para responsabilizar os autores.
    134 Casos durante a campanha eleitoral
    52,2% Ocorrências com mulheres como vítimas
    9h Intervalo médio entre episódios registrados

    O Brasil registrou 134 casos de violência política durante os 50 dias de campanha do primeiro turno das eleições de 2026, encerrado em 4 de outubro. Os dados, divulgados pelas organizações Terra de Direitos e Justiça Global, mostram que mulheres foram vítimas em 70 episódios, mais da metade do total identificado.

    A pesquisa revela que a violência política continua atingindo candidatos, apoiadores e pessoas que participam de atividades eleitorais. Os episódios envolveram ameaças, ofensas discriminatórias, agressões e outras formas de intimidação.

    Na comparação com o primeiro turno de 2022, quando foram registrados 121 casos, o levantamento indica crescimento do número de ocorrências monitoradas pelas organizações.

    Mulheres são maioria entre vítimas

    Dos 134 episódios contabilizados, 70 tiveram mulheres como vítimas, o equivalente a 52,2%.

    O desequilíbrio é ainda maior quando são considerados apenas os ataques dirigidos a candidaturas. Dos 102 casos dessa categoria, 60 atingiram mulheres, representando 58,8%.

    O percentual chama atenção porque mulheres representaram 34,85% das candidaturas nas eleições de 2026, segundo a pesquisa.

    Isso significa que a presença feminina entre as vítimas de violência dirigida a candidaturas foi proporcionalmente superior à participação das mulheres na disputa eleitoral.

    Quais tipos de violência foram registrados?

    O levantamento identifica diferentes modalidades de violência política, incluindo ameaças, discriminação e ataques físicos.

    Foram registrados 45 episódios com manifestações de machismo ou misoginia, nove relacionados a racismo e cinco classificados como transfobia.

    Entre as ocorrências de violência simbólica, que incluem ameaças e ofensas, as mulheres representaram 61,9% das vítimas.

    Já os dois assassinatos e dez dos 11 atentados registrados tiveram homens como vítimas, mostrando diferenças entre as formas de violência identificadas.

    Violência política não é apenas agressão física

    O conceito utilizado pelo levantamento inclui episódios destinados a intimidar, constranger ou prejudicar a participação política de alguém.

    Isso pode abranger ameaças e ofensas discriminatórias, além de agressões e atentados.

    A classificação estatística dos episódios não substitui a análise jurídica de cada caso.

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    Redes sociais e ruas concentram ataques

    As plataformas digitais foram apontadas por pesquisadoras como ambientes em que ofensas e ameaças podem se espalhar rapidamente.

    Apesar disso, a maior parcela dos casos registrados no levantamento ocorreu presencialmente: foram 71 episódios nas ruas.

    Os números mostram que o problema não se limita à internet, atingindo também campanhas, atos públicos e outras atividades políticas.

    Mulheres negras também enfrentam violência

    Pessoas negras corresponderam a 44,8% das vítimas de violência política registradas na pesquisa, totalizando 60 pessoas.

    Entre as 70 mulheres atingidas, 19 eram mulheres pretas. As organizações destacam que discriminações de gênero e raça podem aparecer simultaneamente nos episódios de intimidação.

    As entidades defendem medidas de prevenção e respostas mais rápidas das autoridades diante de ameaças e outros ataques.

    Casos aumentaram em relação a 2022

    O primeiro turno de 2026 apresentou 134 episódios monitorados, contra 121 registrados no mesmo período eleitoral de 2022.

    Segundo as organizações, durante a campanha eleitoral houve, em média, uma ocorrência a cada nove horas.

    No período anterior à campanha, a frequência média registrada foi de um caso a cada 44 horas.

    A comparação considera os episódios identificados pela metodologia adotada no levantamento. Os números não representam necessariamente todas as ocorrências existentes no país.

    Responsabilização segue como desafio

    Até o encerramento da coleta, as organizações não haviam identificado punição aplicada aos responsáveis pelos 134 episódios mapeados.

    Houve medidas urgentes em pelo menos oito casos, incluindo remoção de conteúdo, suspensão de perfis e medidas de proteção.

    Para os pesquisadores, essas providências podem reduzir riscos imediatos, mas não equivalem à responsabilização definitiva dos autores.

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    Participação política exige segurança

    As informações reforçam o debate sobre condições de segurança para quem participa de campanhas, concorrendo ou não a cargos eletivos.

    Críticas a ideias, decisões e programas políticos fazem parte do debate democrático. Ameaças, discriminação e violência contra participantes, porém, exigem apuração pelas autoridades.

    A pesquisa também destaca a importância de políticas de prevenção para que a participação na vida pública não seja limitada pelo receio de intimidação ou agressão.