Após derrota de Haddad, PT reorganiza campanha de Lula em São Paulo para o segundo turno
Partido tenta ampliar mobilização no maior colégio eleitoral do país. Haddad, Alckmin e Boulos entram na articulação, enquanto Tarcísio e Ricardo Nunes atuam pelo adversário.

Entenda a notícia em poucos pontos
- PT reorganiza a campanha de Lula em São Paulo após derrota de Fernando Haddad para Tarcísio.
- Geraldo Alckmin e Guilherme Boulos participam das articulações.
- A legenda busca ampliar a presença de apoiadores nas ruas e melhorar a comunicação regional.
- Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes mobilizam lideranças em apoio a Flávio Bolsonaro.
O Partido dos Trabalhadores (PT) iniciou nesta semana uma reorganização da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo, após a derrota de Fernando Haddad na disputa pelo governo estadual. O movimento busca recuperar a capacidade de mobilização da legenda no maior colégio eleitoral do Brasil durante o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.
Segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (9), Haddad assumiu a coordenação dos esforços em território paulista, enquanto aliados como Geraldo Alckmin (PSB) e Guilherme Boulos (PSOL) passaram a integrar ações voltadas ao fortalecimento da campanha.
A reorganização ocorre em meio à mobilização de adversários no estado. Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito governador, e Ricardo Nunes (MDB), prefeito da capital, articulam apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL).
PT tenta reconstruir mobilização local
A campanha de Lula enfrenta o desafio de aumentar sua presença nas ruas e de organizar estruturas partidárias após o encerramento da disputa pelo governo paulista.
De acordo com os relatos obtidos pela Folha, integrantes do partido avaliam que é necessário reforçar a articulação entre diretórios, parlamentares, lideranças comunitárias e militantes.
A estratégia inclui atos presenciais, distribuição de materiais eleitorais e maior coordenação das atividades regionais.
O objetivo declarado pelos organizadores é ampliar a comunicação com eleitores que votaram em outras candidaturas no primeiro turno, além de mobilizar a base já identificada.
Haddad, Alckmin e Boulos ganham espaço
Fernando Haddad, derrotado por Tarcísio de Freitas na eleição estadual, continua entre as principais lideranças petistas em São Paulo.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, ex-governador paulista, também participa da articulação política e de atividades de campanha.
Guilherme Boulos, ligado a movimentos sociais e à esquerda paulista, é outro nome mobilizado para atos e iniciativas de aproximação com diferentes regiões.
As três lideranças têm trajetórias e bases políticas distintas, o que permite ao grupo atuar em diferentes segmentos do eleitorado.
Por que São Paulo é tão importante?
O estado reúne o maior número de eleitores do país.
Além da capital, a campanha presidencial disputa votos em cidades do interior, na região metropolitana e em municípios industriais.
A distribuição territorial dos votos pode ter relevância no resultado nacional, mas a votação só será conhecida após a apuração do segundo turno.
Adversários também reforçam campanha
No campo de Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes trabalham para ampliar o envolvimento de lideranças municipais na campanha presidencial.
Segundo a Folha, Nunes articula um encontro com prefeitos da região metropolitana de São Paulo e mantém contato com integrantes de partidos que apoiam o candidato do PL.
Tarcísio, que venceu a disputa pelo governo estadual, participa da mobilização política de aliados em defesa de Flávio.
Mobilização de Lula
Principais nomes: Haddad, Alckmin e Boulos.
Atividades: reorganização partidária, atos e campanhas regionais.
Mobilização de Flávio
Principais nomes: Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes.
Atividades: articulação de prefeitos, lideranças e partidos aliados.
Disputa ocorre em bairros e municípios
As campanhas também observam regiões em que a diferença de votos no primeiro turno foi menor.
Entre as áreas mencionadas na reportagem está Sapopemba, na zona leste da capital paulista, citada no planejamento das ações de campanha.
A presença de candidatos e apoiadores nas regiões pode ajudar na divulgação de propostas e na mobilização política.
Isso não garante, entretanto, alterações no comportamento eleitoral, que depende de diversos fatores individuais.
Comunicação digital também está em pauta
Além da mobilização presencial, o PT discute formas de aprimorar sua comunicação digital e ampliar a atuação de aliados nas plataformas.
As estratégias incluem vídeos, publicações e ações direcionadas a diferentes públicos, mas a campanha também tenta organizar melhor a coordenação entre suas equipes.
As mudanças ocorrem em um período curto, com pouco mais de duas semanas entre o início do segundo turno e a votação definitiva.
Campanhas seguem até 25 de outubro
Tanto o PT quanto o grupo de Flávio Bolsonaro pretendem intensificar as atividades no estado nos próximos dias.
As articulações mostram a importância das alianças locais para campanhas nacionais, especialmente em um estado com grande quantidade de eleitores.
O segundo turno presidencial será realizado em 25 de outubro, quando os eleitores escolherão entre Lula e Flávio Bolsonaro.