Estudantes são acusados de listar colegas como “estupráveis” em escola de Feira de Santana

Feira de Santana | Educação

Colégio de Feira de Santana apura denúncia de lista de meninas consideradas “estupráveis”

Relatos também apontam que estudantes teriam usado máscaras de homens envolvidos em crimes contra mulheres durante um trote. Colégio Anísio Teixeira afirma que acompanha os casos e adota providências.

Por Amanda Almeida | NinjaFSA | 9 de outubro de 2026

Entenda a notícia em poucos pontos
  • Estudantes do Colégio Anísio Teixeira, em Feira de Santana, foram alvo de denúncias divulgadas nas redes sociais.
  • Um dos relatos aponta que alunos do 9º ano teriam elaborado uma lista com nomes de meninas classificadas como “estupráveis”.
  • Outro episódio envolve um suposto trote com máscaras de homens associados a crimes contra mulheres.
  • A escola informou que acompanha as situações e adota medidas pedagógicas, preservando a identidade dos adolescentes.

O Colégio Anísio Teixeira (CAT), em Feira de Santana, informou que está acompanhando denúncias envolvendo estudantes da instituição, divulgadas nas redes sociais entre quinta-feira (8) e sexta-feira (9). Os relatos apontam que alunos teriam feito referências a criminosos durante um trote e elaborado uma lista com nomes de meninas classificadas como “estupráveis”. A direção afirma que adotou providências pedagógicas, respeitando a legislação de proteção a crianças e adolescentes.

A denúncia ganhou repercussão após uma publicação nas redes sociais relatar dois episódios considerados graves por membros da comunidade escolar. O primeiro envolve uma atividade descrita como trote. O segundo menciona a suposta elaboração de uma lista com nomes de estudantes do sexo feminino.

Os relatos foram divulgados pelo Blog do Velame e repercutidos por outros veículos de comunicação de Feira de Santana e da Bahia. Até o momento, não há confirmação pública de todos os detalhes apresentados na denúncia.

Estudantes teriam usado máscaras de homens envolvidos em crimes

Segundo a publicação que originou a denúncia, cinco estudantes teriam participado de um trote utilizando máscaras com imagens de homens associados a casos de violência contra mulheres.

Entre os personagens mencionados estão o ex-jogador Daniel Alves, Lázaro Barbosa e o ex-goleiro Bruno, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio.

O relato também atribui aos alunos comentários que tratavam a violência sexual e o assassinato de mulheres como motivo de brincadeira. Essas falas foram descritas na denúncia publicada nas redes sociais.

Embora os episódios tenham provocado reações públicas, ainda não foram divulgadas conclusões oficiais que individualizem as condutas dos estudantes mencionados.

Lista teria exposto meninas de diferentes turmas

O segundo episódio relatado envolve estudantes do 9º ano, que supostamente elaboraram uma lista com nomes de meninas da própria instituição.

Segundo a denúncia, as alunas foram classificadas pelo grupo utilizando a expressão “estupráveis”, em referência à violência sexual.

O documento teria sido colocado na parede de uma sala de aula, expondo nomes de estudantes de diferentes turmas. Conforme reportagem do Correio, a lista teria sido posteriormente retirada por representantes da instituição.

A existência e as circunstâncias completas do documento ainda precisam ser esclarecidas. O conteúdo da suposta lista não será reproduzido para preservar a identidade e a segurança das meninas.

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Colégio Anísio Teixeira divulga nota de esclarecimento

Após a repercussão, o Colégio Anísio Teixeira divulgou uma nota pública afirmando que acompanha as situações mencionadas nas redes sociais e está adotando medidas consideradas cabíveis.

Segundo a instituição, os casos estão sendo tratados com responsabilidade, acolhimento e respeito à legislação vigente.

“Reafirmamos nosso compromisso com um ambiente escolar seguro, respeitoso, livre de violência, discriminação e constrangimento.”

Colégio Anísio Teixeira, em nota de esclarecimento.

O colégio informou que as situações levadas ao conhecimento da direção estão sendo acompanhadas por meio de medidas pedagógicas previstas na legislação, no regimento escolar e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A instituição também ressaltou que o envolvimento de menores de idade exige cautela na divulgação de informações, para preservar a privacidade e os direitos de todos os estudantes envolvidos.

Nota de esclarecimento do Colégio Anísio Teixeira sobre denúncias envolvendo estudantes em Feira de Santana
Nota divulgada pelo Colégio Anísio Teixeira após as denúncias. Reprodução: Blog do Velame.

Apesar de confirmar o acompanhamento das situações denunciadas, a escola não especificou publicamente quais providências foram adotadas em cada caso.

Também não foram divulgadas informações sobre eventuais medidas disciplinares, nem sobre o resultado das apurações internas.

Denúncia levanta preocupação sobre a segurança das alunas

A repercussão alcançou estudantes, familiares e integrantes da comunidade escolar, especialmente pelo conteúdo de violência sexual mencionado nos relatos.

Um estudante que divulgou a denúncia afirmou sentir insegurança diante da possibilidade de colegas tratarem episódios de violência contra mulheres como brincadeira.

Além do impacto causado pela linguagem utilizada, a eventual exposição nominal de meninas em uma lista dessa natureza pode provocar constrangimento, medo e sofrimento emocional.

Situações de ameaça, intimidação ou violência envolvendo estudantes exigem atenção individualizada, acolhimento e avaliação por profissionais responsáveis, respeitando os direitos das pessoas envolvidas.

O que prevê a proteção de crianças e adolescentes?

Estatuto da Criança e do Adolescente: estabelece proteção contra violência, discriminação, constrangimento e tratamento degradante.

Ambiente escolar: instituições de ensino devem adotar medidas de prevenção e proteção diante de situações que ameacem a integridade dos estudantes.

Privacidade: a identidade de menores envolvidos em denúncias deve ser preservada.

Encaminhamento: situações de suspeita de violência ou ameaça podem exigir comunicação à rede de proteção e às autoridades competentes.

Há investigação policial sobre o caso?

Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação pública de investigação policial específica relacionada aos episódios denunciados no colégio.

Também não foram divulgadas informações oficiais que comprovem a participação individual de cada estudante nas condutas descritas.

Por envolver adolescentes, eventuais procedimentos devem observar as normas de proteção estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

A apuração dos fatos e o acolhimento das meninas mencionadas na denúncia são etapas distintas, mas igualmente relevantes. A proteção das possíveis vítimas não depende da divulgação pública de seus nomes.

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Escola afirma que continuará acompanhando os episódios

No encerramento da nota, o Colégio Anísio Teixeira reafirmou o compromisso com a proteção dos estudantes e a promoção de respeito dentro da comunidade escolar.

Permanecem pendentes informações sobre os resultados das apurações internas e os encaminhamentos adotados pela instituição.

O NinjaFSA continuará acompanhando eventuais manifestações oficiais sobre o caso, preservando a identidade dos adolescentes envolvidos.

Fontes: Blog do Velame, Correio, Acorda Cidade, Folha do Estado e nota pública do Colégio Anísio Teixeira.
Data: 9 de outubro de 2026.
Nota editorial: os episódios são apresentados como denúncias. A instituição confirmou o acompanhamento das situações, mas não divulgou conclusões individuais sobre os envolvidos.
Consultar reportagem do Blog do Velame.

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