Ana Elisa nega post sobre fechamento de igrejas após repercussão nas redes
Deputada federal eleita por Minas Gerais contesta autoria de mensagem atribuída a seu perfil em 2022; circulação de publicações antigas provoca embate com Nikolas Ferreira.
Entenda a notícia em poucos pontos
- Publicação atribuída a Ana Elisa, datada de 2022, voltou a circular com uma mensagem sobre fechamento de igrejas.
- A deputada eleita negou ter escrito a mensagem, cuja autenticidade não foi confirmada.
- Nikolas Ferreira compartilhou a publicação contestada e recebeu críticas de Ana Elisa.
- A conta da parlamentar no X ficou indisponível; ela relatou ameaças de morte e violência sexual.
A deputada federal eleita por Minas Gerais, Ana Elisa Santos Silva (PT), negou nesta quinta-feira (8) ter publicado uma mensagem de 2022 que sugeria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o fechamento de igrejas. A captura de tela voltou a circular nas redes sociais após sua eleição no último domingo (4), provocando críticas e um confronto público com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
O conteúdo, apresentado como uma postagem feita no X, antigo Twitter, em 2 de outubro de 2022, foi compartilhado por diferentes perfis. A mensagem traz uma crítica ofensiva a religiosos e uma referência à possibilidade de Lula fechar igrejas.
Entretanto, a publicação original não foi localizada para verificação independente. A parlamentar afirmou que não escreveu a mensagem e questionou a divulgação da imagem por adversários políticos.
O que diz a publicação contestada?
O print atribuído a Ana Elisa apresenta um pedido dirigido a Lula para fechar igrejas, acompanhado de críticas a pessoas religiosas.
Embora a imagem tenha alcançado grande circulação, não há confirmação independente de que a mensagem tenha sido publicada no perfil da deputada eleita.
“Esse tweet aí, você sabe que não saiu [do dela].”
Ana Elisa, em resposta a Nikolas Ferreira, conforme reportagem do Estado de Minas.
A deputada também afirmou que pretende tomar providências jurídicas contra a divulgação do conteúdo contestado. Segundo o Estado de Minas, ela mencionou a possibilidade de acionar a Justiça Eleitoral contra o parlamentar e outros responsáveis pela divulgação.
Outras publicações antigas também ganharam repercussão
Além da mensagem sobre igrejas, usuários passaram a compartilhar outras capturas atribuídas ao perfil de Ana Elisa, abordando religião, aborto, política e a atuação de representantes religiosos nas plataformas digitais.
Uma das mensagens repercutidas, também mencionada pelo BNews, contém uma crítica ao uso de redes sociais por padres católicos. Nela, a autora defende que o Vaticano restrinja a presença de sacerdotes nessas plataformas.
Outros registros divulgados nas redes abordam direitos reprodutivos e posicionamentos de representantes políticos ligados a diferentes grupos religiosos.
A circulação desse material ampliou o debate sobre posicionamentos defendidos por figuras públicas antes de assumirem cargos eletivos.
No entanto, é necessário distinguir mensagens com autoria confirmada de capturas isoladas que podem ter sido editadas, retiradas de contexto ou atribuídas incorretamente a uma pessoa.
Nikolas Ferreira e Ana Elisa trocaram críticas
O deputado federal Nikolas Ferreira, também eleito por Minas Gerais, esteve entre os perfis que divulgaram a publicação contestada.
Ana Elisa respondeu publicamente e acusou o parlamentar de compartilhar conteúdo que, segundo ela, não foi produzido por seu perfil.
Em sua manifestação, a petista também citou outra publicação controversa, atribuída ao próprio Nikolas Ferreira, sobre a Virgem Maria. O deputado, por sua vez, nega a autoria daquela mensagem.
O episódio passou a envolver acusações recíprocas sobre autenticidade de publicações antigas e sobre a responsabilidade de políticos na divulgação de conteúdo nas redes sociais.
Quem é Ana Elisa?
Nome: Ana Elisa Santos Silva.
Idade: 21 anos.
Partido: Partido dos Trabalhadores (PT).
Estado: Minas Gerais.
Votação em 2026: 524.219 votos.
Resultado: segunda candidata a deputada federal mais votada em Minas Gerais.
Natural de Divinópolis, Ana Elisa ganhou projeção como influenciadora digital antes de sua primeira candidatura à Câmara dos Deputados.
Em suas redes, passou a abordar temas como racismo, educação, direitos sociais e participação política da juventude.
Após o primeiro turno presidencial, a deputada eleita também passou a colaborar com iniciativas de comunicação da campanha de reeleição de Lula.
Perfil no X ficou indisponível
Em meio à repercussão, o perfil de Ana Elisa na plataforma X ficou indisponível. A situação foi registrada em capturas compartilhadas por usuários da rede.
De acordo com o BNews, a parlamentar relatou ter recebido ameaças de morte e violência sexual e afirmou ter denunciado os episódios à polícia.
A informação sobre as ameaças é relevante para compreender o contexto em que a conta deixou de estar acessível. A indisponibilidade do perfil, entretanto, não comprova a autenticidade das mensagens que circulam em capturas de tela.
Vídeo mostra buscas em perfil atribuído à deputada
Outro material divulgado apresenta uma gravação de tela com pesquisas realizadas na plataforma X, incluindo o termo “Xandão”, apelido utilizado em referências ao ministro Alexandre de Moraes.
Vídeo | Registros de busca no X
Vídeo fornecido à redação com registros de navegação no X. A gravação, isoladamente, não autentica todas as mensagens atribuídas ao perfil.Vídeos de navegação podem oferecer elementos adicionais sobre a existência de publicações, mas sua força como prova depende da identificação da origem, da integridade da gravação e da possibilidade de conferir os registros originais.
Repercussão levanta debate sobre conteúdos antigos
A controvérsia envolvendo Ana Elisa ocorre poucos dias após sua eleição e em meio à mobilização política para o segundo turno presidencial.
O episódio mostra como publicações antigas, sejam autênticas ou contestadas, podem voltar ao centro do debate público quando seus supostos autores conquistam maior visibilidade.
No caso da mensagem sobre fechamento de igrejas, permanece uma distinção central: o conteúdo circulou nas redes, mas Ana Elisa negou ter sido sua autora.
A eventual confirmação da origem da postagem dependerá de registros verificáveis da plataforma ou de outros elementos técnicos capazes de demonstrar sua autenticidade.

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