Lula reúne jovens influenciadores eleitos, e aliados de Flávio organizam reação nas redes
Campanhas presidenciais reforçam a atuação no Instagram, WhatsApp e outras plataformas para ampliar o alcance de conteúdos durante o segundo turno.
Entenda a notícia em poucos pontos
- Lula reuniu jovens parlamentares eleitos para ampliar a comunicação digital de sua campanha.
- Aliados de Flávio Bolsonaro organizaram ações de compartilhamento e respostas nas plataformas digitais.
- Grupos de WhatsApp e perfis no Instagram passaram a integrar as estratégias de mobilização eleitoral.
- Infográfico do g1 compara seguidores e votos recebidos por oito influenciadores e políticos.
As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) intensificaram nesta semana a mobilização de influenciadores, parlamentares e apoiadores nas redes sociais para o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro. Em Brasília, Lula reuniu jovens eleitos para discutir sua comunicação digital, enquanto aliados de Flávio organizaram ações de resposta e compartilhamento de conteúdos nas plataformas.
A movimentação mostra a importância atribuída ao ambiente digital pelas duas candidaturas. Além dos programas eleitorais no rádio e na televisão, as campanhas utilizam vídeos curtos, publicações no Instagram e canais de WhatsApp para alcançar eleitores e divulgar suas mensagens.
Uma reportagem publicada pelo g1 nesta sexta-feira (9) descreve a organização de grupos digitais ligados aos dois candidatos. As iniciativas reúnem políticos, influenciadores e militantes que já mantêm comunidades próprias de seguidores na internet.
Lula reúne parlamentares jovens e aposta em novos formatos
Na quarta-feira (7), o presidente recebeu em Brasília parlamentares recém-eleitos e figuras públicas com presença nas plataformas digitais. A reunião fez parte das discussões sobre a comunicação da campanha petista para o segundo turno.
Entre os nomes relacionados à mobilização estão Ana Elisa (PT-MG), Erika Hilton (PSOL-SP), Jones Manoel (PSOL-PE) e André Janones (Rede-MG), políticos que utilizam as redes para divulgar posicionamentos, propostas e conteúdos de campanha.
A campanha de Lula também passou a investir em gravações no formato de selfie, com vídeos produzidos diretamente para plataformas digitais. A intenção declarada dos organizadores é tornar a comunicação mais próxima dos formatos consumidos por diferentes públicos.
Segundo reportagem do UOL, Lula criticou a organização da campanha no primeiro turno durante reunião com integrantes de seu grupo político. A avaliação abriu espaço para mudanças na atuação digital da candidatura.
Aliados de Flávio Bolsonaro também ampliam mobilização
Do outro lado da disputa, aliados de Flávio Bolsonaro trabalham para ampliar a circulação de vídeos, declarações e publicações relacionados à candidatura.
Entre as figuras públicas alinhadas ao senador estão Nikolas Ferreira (PL-MG), Gustavo Gayer (PL-GO), Guilherme Derrite (PP-SP) e o influenciador Pablo Marçal.
Esses nomes possuem diferentes trajetórias políticas e públicos nas redes sociais. Parte deles reúne milhões de seguidores, o que permite que conteúdos alcancem grandes audiências sem depender exclusivamente dos perfis oficiais da campanha.
A atuação inclui o compartilhamento de mensagens favoráveis a Flávio, respostas a críticas de adversários e mobilização de apoiadores em comunidades digitais.
Infográfico compara seguidores e votos recebidos por aliados
Um levantamento apresentado pelo g1, com dados do Instagram e do Tribunal Superior Eleitoral, compara o número de seguidores de oito figuras públicas ligadas aos dois campos políticos e a quantidade de votos obtidos nas eleições de 2026.
No grupo relacionado a Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira aparece com 22,8 milhões de seguidores e cerca de 3,3 milhões de votos. Pablo Marçal reúne aproximadamente 14 milhões de seguidores, mas não recebeu votos na eleição, pois sua candidatura foi indeferida.
Gustavo Gayer aparece com 3,2 milhões de seguidores e aproximadamente 1,5 milhão de votos. Guilherme Derrite reúne 1,9 milhão de seguidores e registra cerca de 13,2 milhões de votos no levantamento.
Entre os aliados de Lula, Erika Hilton aparece com 5,4 milhões de seguidores e aproximadamente 1,5 milhão de votos. André Janones reúne 3,4 milhões de seguidores e obteve cerca de 78,7 mil votos.
Ana Elisa registra 3,2 milhões de seguidores e aproximadamente 524 mil votos, enquanto Jones Manoel soma 2,2 milhões de seguidores e 249 mil votos, de acordo com o infográfico.
Seguidores não são o mesmo que votos
Seguidores: representam o público que acompanha determinado perfil no Instagram. Podem incluir pessoas de outros estados, menores de idade e usuários que não são eleitores.
Votos: representam a votação oficial recebida por um candidato em determinada eleição.
Comparação: a diferença entre os indicadores não mede diretamente a capacidade de influenciar uma eleição.
Os dados de seguidores correspondem ao levantamento apresentado em 8 de outubro de 2026 e podem mudar ao longo do tempo.
WhatsApp se torna ferramenta de organização das campanhas
Além dos perfis públicos, grupos e canais de WhatsApp passaram a concentrar parte das atividades de mobilização das duas candidaturas.
Entre os apoiadores de Lula, uma das iniciativas recebeu o nome de “Exército do Lula”. No campo de Flávio Bolsonaro, surgiu a mobilização chamada “Tropa do Flávio”.
Os canais servem para distribuir materiais, compartilhar agendas, divulgar publicações e incentivar a circulação de conteúdos eleitorais.
A organização em comunidades permite que apoiadores recebam mensagens diretamente no celular e as redistribuam em conversas privadas ou em outras redes.
Flávio cresce em seguidores, enquanto Lula amplia publicações
Um levantamento da agência de dados Bites, divulgado pela CNN Brasil, também indica diferenças na atividade digital dos candidatos após o primeiro turno.
Entre 4 e 8 de outubro, Flávio Bolsonaro ganhou aproximadamente 1,74 milhão de seguidores, enquanto Lula somou cerca de 958 mil, segundo os indicadores agregados apresentados pela reportagem.
No mesmo intervalo, as contas monitoradas de Lula publicaram 127 vezes, contra 26 publicações dos perfis de Flávio.
O levantamento também registrou aproximadamente 21 milhões de interações nos conteúdos de Lula e 9,2 milhões nos de Flávio.
Os resultados mostram diferenças entre crescimento de audiência, frequência de publicações e interações. Esses indicadores, porém, não permitem determinar quantos votos uma campanha conquistou por meio da internet.
Disputa digital continua até o segundo turno
Com a votação marcada para 25 de outubro, Lula e Flávio Bolsonaro mantêm estratégias de comunicação voltadas a diferentes públicos.
A mobilização nas plataformas complementa as atividades presenciais, a propaganda eleitoral e as entrevistas concedidas pelos candidatos.
Ao mesmo tempo, o aumento do volume de conteúdo reforça a importância da verificação das informações compartilhadas, especialmente de vídeos editados, publicações sem fonte e alegações sobre adversários.
A próxima etapa da campanha mostrará como os dois grupos continuarão organizando suas iniciativas digitais. O alcance das publicações é mensurável pelas plataformas, mas o resultado eleitoral será definido pelos votos depositados nas urnas.
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