Vorcaro se reuniu com Gilmar Mendes no STF e pediu apoio em causa bilionária
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Vorcaro se reuniu com Gilmar Mendes no STF e pediu apoio em causa bilionária Publicidade Institucional Foto: Reprodução Política e Justiça Publicado em 17/09/2026 | Atualizado hoje Vorcaro se reuniu com Gilmar Mendes no STF e pediu apoio em causa bilionária Ex-banqueiro ligado ao Banco Master, alvo de investigações recentes da Polícia Federal, teve audiência no gabinete do decano do Supremo Tribunal Federal. O encontro visava tratar de uma disputa jurídica de alto valor financeiro. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, figura central nas recentes investigações da Polícia Federal (PF) que miram o Banco Master e o caso “Dark Horse”, realizou uma audiência a portas fechadas com o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro, que ocorreu nas dependências da Corte em Brasília, vem gerando ampla repercussão nos bastidores políticos e jurídicos da capital federal. Segundo informações apuradas sobre a agenda, a reunião teve como objetivo principal um pedido formal de apoio e compreensão por parte do magistrado em uma causa classificada como “bilionária”. A disputa em questão envolve interesses diretos de fundos e instituições financeiras com as quais Vorcaro mantém ou manteve estreitas relações de controle societário. Contexto de tensão e investigações A audiência ganha contornos de sensibilidade devido ao atual momento jurídico enfrentado pelo ex-banqueiro. Daniel Vorcaro teve seu nome amplamente exposto após a homologação de acordos de delação premiada que o acusam de orquestrar transferências financeiras internacionais irregulares. A Polícia Federal investiga se ele atuou na remessa de mais de US$ 12 milhões para o exterior, recursos que, segundo delatores, teriam sido solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o financiamento da produção de um filme. O Banco Master, que teve Vorcaro em seu quadro de liderança, também está sob o escrutínio das autoridades financeiras e policiais. Recentemente, vieram a público suspeitas sobre a suposta cobrança de comissões por políticos para facilitar aportes de institutos de previdência estaduais na instituição, além do pagamento de honorários milionários a escritórios de advocacia que alegavam possuir trânsito livre nos tribunais superiores. Posicionamento do gabinete A prática de ministros do Supremo Tribunal Federal receberem advogados e partes envolvidas em processos judiciais é legalmente prevista e faz parte da rotina institucional da Corte, desde que registrada oficialmente nas agendas dos magistrados. Nos bastidores, o gabinete do ministro Gilmar Mendes reforça que as audiências têm caráter estritamente técnico e institucional. Durante esses encontros, as partes apresentam memoriais e argumentos referentes aos processos em tramitação, não havendo espaço para qualquer tipo de interferência indevida ou favorecimento fora dos ritos processuais. A defesa de Daniel Vorcaro não emitiu uma nota oficial detalhando os pontos técnicos abordados na reunião, mas tem sustentado em manifestações anteriores que as operações financeiras do ex-banqueiro são lícitas e que as acusações baseadas em delações premiadas carecem de provas materiais. Publicidade
Flávio Bolsonaro decide não acionar TSE contra reajuste do Bolsa Família

Flávio Bolsonaro decide não acionar TSE contra reajuste do Bolsa Família Publicidade Institucional Foto: Flickr / Senador Flávio Bolsonaro Política Publicado em 18/09/2026 | Atualizado hoje Flávio Bolsonaro decide não acionar TSE contra reajuste do Bolsa Família Coordenação de campanha avalia que tentar barrar judicialmente o aumento do benefício social traria desgaste político na reta final. A oposição focará apenas nas críticas ao caráter da medida. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais deste ano, definiu sua estratégia em relação ao polêmico aumento do Bolsa Família anunciado pelo governo federal nesta semana. Diferente de outros atores da oposição, a campanha do PL decidiu que não irá acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar suspender os pagamentos. A decisão foi tomada após intensas reuniões da coordenação de campanha em Brasília. O cálculo político por trás do recuo é direto: evitar a criação de uma narrativa na qual a chapa conservadora seja vista pelo eleitorado, especialmente no Nordeste, como a responsável por “tirar dinheiro dos mais pobres” a pouco mais de duas semanas do pleito. Críticas mantidas, ação descartada Embora a campanha tenha descartado a via judicial, a retórica política continuará incisiva. Flávio Bolsonaro e seus aliados seguirão utilizando o espaço no horário eleitoral e nas redes sociais para criticar o que classificam como “desespero eleitoreiro” e “uso da máquina pública” por parte do Palácio do Planalto. “Nós não somos contra o povo ter dinheiro no bolso, até porque quem mais sofre com a inflação de alimentos desse governo é o mais pobre. Mas o brasileiro não é bobo e percebe claramente quando uma medida de última hora é feita apenas para tentar comprar a eleição”, pontuou um interlocutor ligado ao núcleo duro da campanha do PL. O processo nas mãos de Mendonça Mesmo com a desistência do PL em atuar como autor, o reajuste do Bolsa Família já é alvo de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) na Corte. Conforme noticiado anteriormente, o coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, protocolou uma denúncia alegando abuso de poder político e econômico por parte do governo. O caso está sob a relatoria do ministro André Mendonça, do STF e TSE. A postura da chapa de Flávio Bolsonaro será de aguardar o desfecho desse processo nos bastidores, colhendo eventuais frutos políticos caso o reajuste seja suspenso pelo ministro, mas sem assumir o ônus de assinar a petição contra o programa de transferência de renda. Publicidade Institucional
PF detectou pagamento anual de R$ 33 milhões do Master a advogada citada como ‘canal direto com STF’

PF detectou pagamento anual de R$ 33 milhões do Master a advogada citada como ‘canal direto com STF’ Publicidade Institucional Foto: Reprodução Política e Justiça Publicado em 17/09/2026 | Atualizado hoje PF detectou pagamento anual de R$ 33 milhões do Master a advogada citada como ‘canal direto com STF’ Documentos apreendidos com dirigentes do Banco de Brasília (BRB) revelam repasses milionários a escritórios jurídicos. Valores exorbitantes acendem alerta sobre suposto tráfico de influência na mais alta Corte do país. O aprofundamento das investigações da Polícia Federal (PF) sobre as operações envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) trouxe à tona novos elementos que elevam a temperatura nos bastidores de Brasília. Documentos extraídos de materiais apreendidos com dirigentes do BRB revelaram um repasse anual de R$ 33 milhões do Banco Master a uma advogada que, segundo as apurações, era citada como um “canal direto” de acesso a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações indicam que a profissional atuava ostensivamente como lobista jurídica, facilitando trânsitos em gabinetes de cortes superiores. Entre as menções identificadas pela PF, há referências à advogada Dalide Costa, figura que já atuou como diretora do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) — fundado pelo ministro Gilmar Mendes. Nas eleições de 2022, ela figurou como suplente de João Campos (Republicanos) na disputa ao Senado por Goiás. Repasses a escritórios de familiares de ministros Os arquivos analisados pela corporação policial não se limitam ao contrato de R$ 33 milhões anuais. Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a identificação de pagamentos que totalizam R$ 40 milhões destinados ao escritório Barci de Moraes, banca de advocacia gerida por familiares do ministro Alexandre de Moraes. De acordo com o relatório preliminar, a administração do Banco Master não possuía uma definição clara ou parâmetros técnicos sobre o que seria considerado “usual” para esse tipo de gasto com honorários advocatícios, o que reforçou as suspeitas sobre a real finalidade dos repasses. Repercussão e defesas A revelação dos pagamentos gerou forte repercussão em Brasília, dado o envolvimento do nome da instituição financeira em diversos outros inquéritos recentes que tramitam no próprio STF, como o caso do financiamento do filme “Dark Horse”. Em relação às menções a seu gabinete, interlocutores informaram que o ministro Gilmar Mendes assegurou ter se afastado de Dalide Costa após a saída dela da diretoria do IDP, negando manter qualquer relação de proximidade atual com a advogada. Até o momento, o Banco Master não emitiu um posicionamento oficial justificando a natureza ou a prestação de contas dos serviços milionários contratados junto aos escritórios citados. O material apreendido segue sob rigorosa análise da Polícia Federal. Publicidade Institucional
Flávio Bolsonaro define nome para vice em chapa à Presidência; anúncio acontece nesta quarta
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Flávio Bolsonaro define nome para vice em chapa à Presidência; anúncio acontece nesta quarta Publicidade Foto: Reprodução Política 05/08/2026 Flávio Bolsonaro define nome para vice em chapa à Presidência; anúncio acontece nesta quarta Após semanas de indefinição e recusas de partidos de centro-direita, o senador e pré-candidato do PL bateu o martelo sobre o companheiro de chapa. Escolha visa consolidar a base conservadora a poucos dias do fim do prazo legal estipulado pelo TSE. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concluiu as negociações para a composição de sua chapa rumo ao Palácio do Planalto. A coordenação da campanha confirmou que o nome que ocupará a vaga de candidato a vice-presidente já foi definido e será apresentado oficialmente ao público e à imprensa na tarde desta quarta-feira (5), em Brasília. A definição ocorre na reta final do prazo legal estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a oficialização de coligações e o registro definitivo de candidaturas. A escolha do vice se tornou um dos principais desafios políticos para o pré-candidato nas últimas semanas, exigindo intensa articulação nos bastidores de Brasília. Contexto de isolamento partidário O anúncio encerra um período turbulento para a pré-campanha do PL. Nos últimos dias, Flávio Bolsonaro sofreu reveses significativos na tentativa de ampliar seu arco de alianças. O Partido Progressistas (PP) e o Republicanos realizaram convenções nacionais e optaram pela neutralidade no primeiro turno das eleições presidenciais, recusando coligação formal com a legenda de Flávio. Essas decisões inviabilizaram opções prioritárias da campanha para o posto de vice. O Republicanos barrou a indicação da economista e ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, enquanto o PP vetou a participação da senadora e ex-ministra Tereza Cristina, que já havia sinalizado positivamente ao convite do PL. Estratégia e próximos passos Diante do fechamento de portas das siglas de médio e grande porte, a cúpula do PL passou a avaliar a formação de uma “chapa puro-sangue” (composta por dois filiados do mesmo partido) ou a indicação de um quadro ligado a partidos menores alinhados ideologicamente à direita. A coordenação da campanha tem mantido o nome do escolhido sob estrito sigilo para evitar novos desgastes ou vazamentos antes do evento oficial. A formalização da chapa nesta quarta-feira é o passo definitivo para o início da estrutura operacional da campanha. Sem o tempo adicional de televisão e rádio que seria aportado por partidos como PP e Republicanos, a estratégia agora se concentrará em maximizar o tempo a que o PL tem direito, proporcional ao tamanho de sua própria bancada na Câmara dos Deputados, e na mobilização orgânica do eleitorado pelas redes sociais. Publicidade
Proposta de delação aponta que ACM Neto e Antônio Rueda teriam cobrado comissões sobre aportes no Banco Master
Proposta de delação aponta que ACM Neto e Antônio Rueda teriam cobrado comissões sobre aportes no Banco Master Foto: Reprodução Política Proposta de delação aponta que ACM Neto e Antônio Rueda teriam cobrado comissões sobre aportes no Banco Master Em documento rejeitado pela PF e PGR, ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirma que dirigentes do União Brasil intermediaram investimentos de institutos de previdência. Políticos negam irregularidades e classificam acusações como “fantasiosas”. Uma proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro aponta que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, e o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, teriam cobrado comissões para viabilizar investimentos de fundos de previdência pública no Banco Master. A informação foi revelada pela imprensa nesta quinta-feira (10). Segundo os relatos de Vorcaro em sua tentativa de firmar um acordo de colaboração, os dois políticos teriam direito a uma comissão de 10% sobre o valor de cada aplicação, ou de 1% ao ano enquanto os recursos permanecessem investidos na instituição financeira. O ex-banqueiro sustenta que as supostas vantagens indevidas, somadas, poderiam chegar à cifra de R$ 200 milhões. Aportes de institutos de previdência A proposta de delação menciona que a suposta intermediação atribuída aos dirigentes partidários teria garantido aportes bilionários ao Banco Master vindos de entidades estaduais. O documento cita o Rioprevidência (R$ 2,97 bilhões), a Amprev do Amapá (R$ 400 milhões), a Cedae (R$ 200 milhões) e a Amazonprev (R$ 50 milhões). Além disso, Vorcaro relata uma suposta cobrança de 10% sobre operações de compra de ativos do Master pelo Banco de Brasília (BRB). Para registrar os valores que supostamente seriam devidos aos políticos, o ex-banqueiro afirma que mantinha uma “conta-corrente gerencial”. As investigações também contam com relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que identificaram transações financeiras formais. Os dados apontam que escritórios ligados a Antônio Rueda receberam R$ 6,4 milhões do Banco Master entre 2022 e 2025. Já uma empresa de consultoria ligada a ACM Neto registrou o recebimento de R$ 5,4 milhões entre 2023 e 2025. Delação rejeitada e posição das defesas A proposta de delação de Daniel Vorcaro não foi aceita pela Polícia Federal (PF) nem pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Os órgãos avaliaram que os relatos não traziam informações suficientemente inéditas e não ofereciam garantias adequadas para o ressarcimento dos valores relacionados às fraudes. Além disso, o documento apresentado não detalha quanto teria sido efetivamente pago a cada um dos políticos de forma individualizada, tratando-se, no momento, da versão de um investigado em busca de benefícios penais. Ambos os citados negam veementemente as acusações. Em nota oficial, ACM Neto classificou as insinuações como “absurdas, completamente fantasiosas e mentirosas”, destacando que não teve acesso aos documentos da investigação para uma análise mais profunda. Antônio Rueda também negou qualquer tipo de irregularidade. O presidente do União Brasil e seu escritório de advocacia sustentam a total regularidade de suas atividades profissionais, afirmando que os valores recebidos pelo escritório são fruto de serviços jurídicos técnicos e lícitos prestados ao conglomerado financeiro. O caso segue sob investigação. As autoridades competentes continuam analisando documentos, mensagens apreendidas, contratos e movimentações financeiras para verificar se existem provas independentes capazes de corroborar ou afastar definitivamente as acusações feitas pelo ex-banqueiro.
Moraes acusa Mendonça de crimes e pede investigação no inquérito das fake news

Tensão no STF: Moraes acusa Mendonça de crimes Justiça Tensão no STF: Moraes acusa Mendonça de crimes e pede investigação no inquérito das fake news Em novo capítulo da crise no Supremo, Alexandre de Moraes aponta abuso de autoridade e direcionamento de relatórios da Polícia Federal pelo colega; caso foi enviado ao presidente Edson Fachin. N Redação NinjaFSA Publicado em 3 de setembro de 2026, às 22:50 Compartilhar Foto: Antonio Augusto/STF / Reprodução UOL O clima no Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu um nível inédito de embate político e jurídico nesta quinta-feira (3). O ministro Alexandre de Moraes partiu para a ofensiva e usou o inquérito das fake news para acusar formalmente o colega de plenário, André Mendonça, de cometer crimes na condução de apurações da Polícia Federal. A crise institucional tem como pano de fundo o vazamento de mensagens da Operação Compliance Zero, que revelou diálogos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um contato atribuído a Moraes. Após Mendonça liberar o sigilo das conversas e mandar investigar os envolvidos, Moraes revidou apontando indícios de abuso de autoridade, improbidade administrativa, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos por parte de Mendonça. Direcionamento e falha no sigilo Segundo o documento assinado por Alexandre de Moraes, as regras básicas de tratamento de informações sigilosas foram quebradas durante as Operações Sem Desconto e Compliance Zero. O ministro acusa a existência de um esquema em que discos com extrações de celulares e acessos ao sistema de movimentações bancárias ficaram concentrados nas mãos de uma única servidora da PF. Para Moraes, a ausência de uma “trilha de auditoria” nos sistemas foi desenhada para dificultar a identificação de quem estava vazando informações confidenciais para a imprensa. Ele argumenta que esse controle individual facilitou a exposição de membros da Corte nas últimas semanas. “As suspeitas recaem sobre a condução de relatórios de inteligência que, de forma supostamente direcionada, trazem citações indevidas a outros magistrados para gerar constrangimento público.” O nível de acirramento aumenta ao detalhar que Mendonça teria afirmado a investigadores que “não confia na Procuradoria-Geral da República”. De acordo com Moraes, o relator cogitou aplicar benefícios não previstos em lei a Maurício Camisotti, um delator apontado como operador de fraudes bilionárias, apenas a partir de proposições diretas da Polícia Federal, escanteando a PGR. Clima pesado e próximos passos Além do próprio Moraes, o relatório enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, aponta que os documentos controlados por Mendonça também citam os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques. O envolvimento de tantos nomes agravou a insatisfação nos bastidores da Corte. Ao despachar sua decisão, Moraes retirou o sigilo do documento e determinou que a Procuradoria-Geral da República seja informada sobre os supostos crimes de Mendonça. A bola agora está nas mãos do presidente Edson Fachin, que terá o desafio de administrar uma investigação criminal cruzada envolvendo dois ministros do próprio tribunal. Até a publicação desta matéria, a assessoria de André Mendonça não havia se pronunciado oficialmente. Leia também Citado em mensagens, Gonet pede nulidade de relatório da PF sobre Vorcaro O Procurador-Geral da República argumenta que investigação mirou autoridades com foro sem autorização legal. Imprensa internacional repercute crise política no Supremo Tribunal Federal Jornais apontam instabilidade com o vazamento de conversas às vésperas de uma nova eleição nacional.
Câmara dos Deputados avança com PEC que limita IPVA a 1% do valor do carro

Câmara dos Deputados avança com PEC que limita IPVA a 1% do valor do carro Publicidade ECONOMIA / LEGISLAÇÃO Câmara dos Deputados avança com PEC que limita IPVA a 1% do valor do carro A Proposta de Emenda à Constituição ganha força em Brasília e promete baratear o custo de manutenção de veículos ao estabelecer um teto nacional para o imposto cobrado pelos estados. Por Redação NINJAFSA Atualizado recentemente Partilhar RESUMO DA MATÉRIA O sonho de pagar menos impostos ao manter um veículo no Brasil pode estar mais próximo da realidade. Uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de autoria do deputado Kim Kataguiri avançou na Câmara. O projeto propõe a unificação e o teto máximo de 1% para a cobrança do IPVA, que atualmente chega a ultrapassar os 4% em alguns estados. O deputado Kim Kataguiri é o autor da PEC que busca aliviar o bolso dos motoristas. (Foto: Reprodução / CNN Brasil) A conta pesada de manter um automóvel no Brasil pode vir a sofrer uma redução drástica. A Câmara dos Deputados deu um passo significativo na tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita a cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) a, no máximo, 1% do valor do carro. A iniciativa, idealizada pelo deputado federal Kim Kataguiri (União-SP), angariou recentemente o número de assinaturas necessário para continuar o seu rito legislativo. O argumento central da PEC é combater a elevada carga tributária suportada pelos motoristas e uniformizar a taxa a nível nacional. O que muda na prática? Atualmente, o IPVA é um imposto estadual e cada Unidade da Federação tem a liberdade para definir as suas próprias alíquotas, que hoje variam geralmente entre 1% e 4% sobre o valor venal do veículo (Tabela Fipe). Com a aprovação da PEC, a Constituição Federal passaria a estipular um teto de 1% para todo o país, impedindo que estados cobrem valores abusivos e acabando com a “guerra fiscal” de licenciamento de frotas entre estados vizinhos. Publicidade A resistência dos Governadores Na Bahia, por exemplo, a alíquota padrão gira em torno de 2,5% a 3% para automóveis de passeio. Em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, essa taxa bate os 4%. A redução imediata para 1% significaria um alívio financeiro brutal para as famílias brasileiras, mas tem gerado pânico nos gabinetes estaduais. O IPVA representa uma das maiores fontes de arrecadação direta dos governos estaduais. (Foto: Reprodução) Isso ocorre porque o IPVA é uma das fontes de arrecadação mais lucrativas e fundamentais para o caixa dos governadores. Metade do valor arrecadado fica com os cofres do Estado e a outra metade vai para o município onde o veículo está registado. A perspetiva de uma quebra superior a 50% nesta receita já mobiliza governadores e prefeitos para tentarem barrar a PEC ou desidratá-la no Congresso. Leia Também no NinjaFSA Governo zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo Após repercussão negativa, governo avalia revogar tarifa de importação sobre eletrônicos Fim da escala 6×1 avança no Congresso; veja as novas regras para a jornada de 40h O deputado Kataguiri defende que a diminuição na arrecadação deverá ser compensada com cortes na própria máquina pública, alegando que o Estado precisa de parar de onerar o cidadão para sustentar ineficiências. Agora, a PEC seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e, caso seja considerada admissível, passará por uma comissão especial antes de ser levada a votação em dois turnos no plenário. Link copiado para a área de transferência!
Flávio diz que Lula lambe botas da China e propõe acordo com EUA para livre comércio nas Américas

Flávio diz que Lula lambe botas da China e propõe acordo com EUA para livre comércio nas Américas POLÍTICA / RELAÇÕES INTERNACIONAIS Flávio diz que Lula lambe botas da China e propõe acordo com EUA para livre comércio nas Américas Em forte discurso voltado à política externa, o senador criticou a aproximação do governo petista com Pequim e defendeu um alinhamento estratégico com Washington como solução para o atual embate tarifário. Por Redação NINJAFSAAtualizado recentemente Senador Flávio Bolsonaro intensifica ataques à política externa do governo Lula. (Foto: Reprodução / Folhapress) O que você precisa saber O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elevou o tom contra a política externa brasileira. No contexto das audiências americanas que discutem a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, Flávio acusou o presidente Lula de subserviência à China. Como alternativa, o parlamentar propõe que o Brasil busque ativamente um acordo de livre comércio abrangente com os Estados Unidos e outras nações das Américas, visando isolar o avanço chinês e proteger as exportações nacionais. O embate tarifário entre o Brasil e os Estados Unidos ganhou novos contornos retóricos e políticos. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aproveitou a crise gerada pela proposta americana de sobretaxar mercadorias brasileiras em 25% para desferir duros ataques à política externa conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante uma de suas falas recentes, embalado pelas discussões das audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) em Washington, o parlamentar acusou o atual governo de afastar o Brasil dos seus aliados históricos do Ocidente em favor de uma aproximação ideológica com o Oriente. Publicidade Ataque direto e submissão a Pequim A crítica central de Flávio baseia-se na forte ligação que o Palácio do Planalto tem cultivado com o governo de Xi Jinping. Para o senador, a postura de Lula em eventos internacionais e as críticas ao dólar são os reais motivos que irritaram as autoridades americanas, culminando na ameaça do “tarifaço”. Enquanto o atual presidente prefere lamber as botas da ditadura chinesa e criticar os nossos parceiros democráticos, o Brasil perde dinheiro. Nós estamos aqui trabalhando por uma parceria real e lucrativa com a maior economia do mundo. Flávio Bolsonaro, Senador da República (PL-RJ) Como solução para o impasse comercial que envolve pautas como o sistema PIX e questões ambientais na Amazônia, Flávio Bolsonaro defendeu a criação de uma vasta zona de livre comércio nas Américas. Segundo a sua proposta, o Brasil deveria capitanear as negociações para derrubar barreiras alfandegárias com os EUA, fortalecendo a economia regional como um contrapeso direto à crescente influência chinesa na América Latina. Leia Também Tarifas dos EUA: audiências têm Flávio Bolsonaro, PIX em debate e tensão diplomática Comissão dos EUA acusa China de operar instalações com potencial uso militar no Brasil Lula rebate Trump sobre facções e avisa: “Não aceitamos ser tratados como republiqueta” Até ao momento, o Palácio do Itamaraty não se manifestou oficialmente sobre as declarações do senador. O governo federal tem mantido a postura de que a política externa brasileira é “soberana e pragmática”, não alinhada de forma automática a nenhum bloco e focada em manter fortes relações comerciais tanto com a China quanto com os Estados Unidos. Publicidade Link copiado para a área de transferência!
Jaques Wagner, líder do governo Lula, é alvo de operação no Caso Master
Jaques Wagner, líder do governo Lula, é alvo de operação no Caso Master Publicidade POLÍTICA NACIONAL / INVESTIGAÇÃO Jaques Wagner, líder do governo Lula, é alvo de operação no Caso Master A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador baiano, aprofundando o escândalo financeiro que já abala os alicerces do Congresso Nacional. Por Redação NINJAFSA Atualizado recentemente Partilhar Resumo da Matéria O senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo Lula no Senado, tornou-se o novo alvo da Polícia Federal nas investigações do “Caso Master”. A operação, que procura recolher provas sobre um suposto envolvimento do parlamentar em esquemas de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro ligados ao empresário Pedro Vorcaro, agrava ainda mais a crise política em Brasília. O senador baiano e líder do governo no Senado é o mais recente alvo das investigações. (Foto: Reprodução / X) O escândalo financeiro que assola Brasília acaba de ultrapassar as barreiras da oposição e atingir em cheio o núcleo duro do Palácio do Planalto. O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, foi alvo de uma megaoperação da Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira. Agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e escritórios políticos ligados ao ex-governador da Bahia, tanto em Salvador quanto na capital federal. A ação é mais um desdobramento bombástico do chamado “Caso Master”, que investiga um complexo esquema de evasão de divisas, fraudes e lavagem de dinheiro orquestrado pelo empresário Pedro Vorcaro, atualmente preso. Publicidade Um escândalo suprapartidário A inclusão do líder do governo petista na lista de investigados demonstra a magnitude e a capilaridade da teia financeira construída ao redor do conglomerado Master. O caso já não escolhe lados ideológicos no Congresso Nacional. Nas últimas semanas, a mesma operação já havia arrastado nomes graúdos de diferentes espectros políticos. O senador Flávio Bolsonaro (PL) teve um áudio vazado onde negociava R$ 134 milhões com Vorcaro sob juras de lealdade, enquanto o senador Ciro Nogueira (PP), expoente do Centrão, foi alvo de buscas por supostamente receber uma “mesada” de R$ 300 mil para defender os interesses do empresário. O Rastro das Investigações: A Polícia Federal procura recolher documentos, dispositivos eletrônicos e registros de comunicação que possam comprovar o recebimento de vantagens indevidas ou doações não declaradas por parte da estrutura financeira do Master para campanhas políticas e enriquecimento ilícito. A defesa do senador Jaques Wagner ainda não se manifestou de forma detalhada sobre o conteúdo do mandado, mas aliados próximos afirmaram que o parlamentar está “tranquilo e à inteira disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos necessários”. No Palácio do Planalto, o clima é de forte apreensão face ao desgaste político que a operação impõe à base governista na reta final do ano. Continue a Ler ÁUDIO: Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Vorcaro para filme PF mira Ciro Nogueira por mesada de R$ 300 mil no Caso Master Zanin nega pedido para obrigar Câmara a instalar CPI do Master Publicidade Link copiado para a área de transferência!
“Tem que perguntar para o Flávio”, diz Michelle sobre áudio dele para Vorcaro

“Tem que perguntar para o Flávio”, diz Michelle sobre áudio dele para Vorcaro POLÍTICA NACIONAL / BASTIDORES “Tem que perguntar para o Flávio”, diz Michelle sobre áudio dele para Vorcaro A ex-primeira-dama evitou comentar o vazamento das mensagens que revelam uma negociação de R$ 134 milhões entre o senador e o empresário investigado pela PF. Por Redação NINJAFSA Atualizado recentemente Partilhar Publicidade RESUMO DA MATÉRIA A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro distanciou-se do mais recente escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ao ser questionada sobre o áudio vazado em que o filho do ex-presidente negocia R$ 134 milhões com o empresário Daniel Vorcaro — preso no “Caso Master” —, Michelle foi taxativa: “Tem que perguntar para o Flávio”. A ex-primeira-dama tem evitado vincular a sua imagem política ao escândalo do Caso Master. (Foto: Reprodução / CNN Brasil) O vazamento de áudios e mensagens comprometedoras entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal, começou a causar fissuras na blindagem do núcleo duro do bolsonarismo. A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, decidiu afastar-se da mais recente crise que atinge o enteado. Questionada por jornalistas durante um evento público sobre as conversas reveladas pelo The Intercept Brasil, nas quais Flávio negocia a captação de R$ 134 milhões com Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, Michelle foi rápida e direta em desvincular o seu nome do caso. Tem que perguntar para o Flávio. Eu não cuido, não sei e não respondo pelos negócios dele. A minha pauta é outra. Michelle Bolsonaro, Presidente do PL Mulher Blindagem política no clã A postura da ex-primeira-dama reflete uma tentativa clara de isolar os danos do “Caso Master”. Michelle, que hoje preside o PL Mulher e é considerada um dos principais cabos eleitorais do campo conservador para as próximas eleições, procura manter a sua imagem ilesa num momento em que a Polícia Federal avança sobre o financiamento obscuro de campanhas e projetos ligados à família. O áudio em que Flávio jura lealdade a Vorcaro (“Estou e estarei contigo sempre”) tornou-se um grande problema político. O empresário está atualmente preso de forma preventiva, acusado de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e fraudes financeiras na estrutura do Grupo Master. Publicidade Além da captação para o filme, o nome de Vorcaro já havia sido ligado ao uso de jatos particulares em campanhas eleitorais de 2022 e a um esquema de pagamento de “mesada” que envolvia outras figuras proeminentes do Congresso, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Leia Também ÁUDIO: Flávio negociou com Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para bancar filme sobre Jair Vorcaro planejou falso assalto para agredir o jornalista Lauro Jardim PF extrai mensagens de “visualização única” trocadas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes Flávio Bolsonaro, que despontava em empate técnico com o presidente Lula (PT) nas recentes pesquisas para a eleição de 2026, ainda não realizou nenhum pronunciamento oficial para justificar a relação estreita e a negociação milionária com o empresário detido. Publicidade Link copiado para a área de transferência!