Flávio diz que Lula lambe botas da China e propõe acordo com EUA para livre comércio nas Américas
POLÍTICA / RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Flávio diz que Lula lambe botas da China e propõe acordo com EUA para livre comércio nas Américas

Em forte discurso voltado à política externa, o senador criticou a aproximação do governo petista com Pequim e defendeu um alinhamento estratégico com Washington como solução para o atual embate tarifário.

Por Redação NINJAFSA
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Senador Flávio Bolsonaro discursando
Senador Flávio Bolsonaro intensifica ataques à política externa do governo Lula. (Foto: Reprodução / Folhapress)
O que você precisa saber
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elevou o tom contra a política externa brasileira. No contexto das audiências americanas que discutem a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, Flávio acusou o presidente Lula de subserviência à China. Como alternativa, o parlamentar propõe que o Brasil busque ativamente um acordo de livre comércio abrangente com os Estados Unidos e outras nações das Américas, visando isolar o avanço chinês e proteger as exportações nacionais.

O embate tarifário entre o Brasil e os Estados Unidos ganhou novos contornos retóricos e políticos. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aproveitou a crise gerada pela proposta americana de sobretaxar mercadorias brasileiras em 25% para desferir duros ataques à política externa conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante uma de suas falas recentes, embalado pelas discussões das audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) em Washington, o parlamentar acusou o atual governo de afastar o Brasil dos seus aliados históricos do Ocidente em favor de uma aproximação ideológica com o Oriente.

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Ataque direto e submissão a Pequim

A crítica central de Flávio baseia-se na forte ligação que o Palácio do Planalto tem cultivado com o governo de Xi Jinping. Para o senador, a postura de Lula em eventos internacionais e as críticas ao dólar são os reais motivos que irritaram as autoridades americanas, culminando na ameaça do “tarifaço”.

Enquanto o atual presidente prefere lamber as botas da ditadura chinesa e criticar os nossos parceiros democráticos, o Brasil perde dinheiro. Nós estamos aqui trabalhando por uma parceria real e lucrativa com a maior economia do mundo. Flávio Bolsonaro, Senador da República (PL-RJ)

Como solução para o impasse comercial que envolve pautas como o sistema PIX e questões ambientais na Amazônia, Flávio Bolsonaro defendeu a criação de uma vasta zona de livre comércio nas Américas. Segundo a sua proposta, o Brasil deveria capitanear as negociações para derrubar barreiras alfandegárias com os EUA, fortalecendo a economia regional como um contrapeso direto à crescente influência chinesa na América Latina.

Até ao momento, o Palácio do Itamaraty não se manifestou oficialmente sobre as declarações do senador. O governo federal tem mantido a postura de que a política externa brasileira é “soberana e pragmática”, não alinhada de forma automática a nenhum bloco e focada em manter fortes relações comerciais tanto com a China quanto com os Estados Unidos.

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