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Jornalismo local Feira de Santana, BA
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  • Funcionária de escola é afastada por suspeita de constranger aluna em Feira de Santana

    Uma funcionária terceirizada de uma escola municipal em Feira de Santana foi afastada de suas funções nesta quinta-feira (13) após ser acusada de constranger uma aluna de seis anos na Escola Municipal Horácio Silva Bastos, no bairro Tomba. O caso veio à tona depois que a mãe da criança, Juliana Gomes Sobrinho, denunciou que sua filha, cardiopata congênita, foi obrigada a limpar o chão da sala de aula com um rodo após derrubar uma garrafa d’água, no último dia 6 de março. A Secretaria Municipal de Educação (Seduc) confirmou o afastamento da auxiliar de serviços gerais e informou que está apurando o incidente.
    Menina foi transferida de escola após episódio
    Juliana relatou que o episódio ocorreu durante o horário de aula, quando a funcionária teria repreendido a menina e a forçado a enxugar o chão, dizendo que “quem sujou tem que limpar”. Segundo a mãe, a criança chegou em casa abalada e, ao ser questionada, apontou a funcionária como responsável pela ordem. “Ela é cardiopata, tem uma condição delicada, e mesmo assim foi exposta a essa situação humilhante”, desabafou Juliana em entrevista ao Acorda Cidade. Após tentar dialogar com a direção da escola sem sucesso, a mãe registrou a denúncia no Ministério Público, na Delegacia de Polícia e no Conselho Tutelar.
    A Seduc informou que tomou medidas imediatas ao ser notificada. “A funcionária é terceirizada, então não podemos abrir sindicância, mas ela foi afastada. Ouvimos a mãe, e o jurídico conversou com a auxiliar para nos enviar um parecer”, declarou um representante da secretaria. Atendendo ao pedido de Juliana, a aluna foi transferida para outra unidade escolar, onde já começou a frequentar as aulas. A pasta destacou que está acompanhando o caso e que a empresa responsável pela terceirização foi notificada para esclarecimentos.
     
    Juliana questionou a postura da funcionária e a resposta da escola: “Uma pessoa assim não tem estrutura pra trabalhar com crianças. Uma simples desculpa resolve? Minha filha ficou com medo, e eu precisei tirá-la de lá”. Até o momento, não há informações sobre possíveis sanções adicionais à auxiliar ou sobre o andamento das investigações pelas autoridades acionadas.
     
  • Putin agradece Lula e BRICS por esforços em possível cessar-fogo na Ucrânia

    O presidente russo, Vladimir Putin, fez um pronunciamento nesta quinta-feira (13) em Moscou, ao lado do líder bielorrusso Alexander Lukashenko, no qual expressou apoio à ideia de um cessar-fogo na guerra contra a Ucrânia, mas destacou que ainda há detalhes a serem discutidos. Durante a coletiva, Putin agradeceu ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e aos líderes dos países do BRICS — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — pelos esforços para buscar uma solução pacífica para o conflito. A declaração ocorre em um momento de intensas negociações internacionais, com os Estados Unidos propondo uma trégua de 30 dias, mediada por seu enviado especial Steve Witkoff, que chegou à capital russa no mesmo dia

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    Putin abriu sua fala reconhecendo o empenho de líderes globais. “Quero começar agradecendo ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por dedicar tanta atenção à resolução na Ucrânia. Mas muitos líderes, como o presidente da China, o primeiro-ministro da Índia, o presidente do Brasil e o da África do Sul, também estão lidando com essa questão e dedicando muito tempo a ela”, afirmou. Ele destacou que a proposta de cessar-fogo é “correta” e que a Rússia a apoia em princípio, mas questionou aspectos práticos, como os 2 mil quilômetros de frente de batalha e quem controlaria o cumprimento do acordo.

    O envolvimento do Brasil e dos BRICS no processo não é novidade. Em outubro de 2024, durante a cúpula do bloco em Kazan, na Rússia, Lula — que participou por vídeo devido a um acidente doméstico — defendeu negociações de paz e criticou a escalada do conflito. Na ocasião, uma iniciativa conjunta do Brasil e da China, apresentada em maio de 2024 na Assembleia Geral da ONU, foi elogiada por Putin como uma base para diálogo, embora rejeitada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky por falta de ações concretas. A proposta incluía não expansão do campo de batalha, aumento da ajuda humanitária e uma conferência internacional de paz.

    A menção de Putin a Lula reflete a postura ativa do Brasil na diplomacia do conflito. Em janeiro de 2025, os dois líderes conversaram por telefone, discutindo o tema, e Lula reiterou seu compromisso com um cessar-fogo. O Itamaraty confirmou que a guerra na Ucrânia foi um dos focos da ligação, mas negou que a crise de deportações nos EUA, sob Donald Trump, tenha sido abordada.

    A reação internacional às palavras de Putin foi mista. Zelensky classificou a resposta russa como “manipuladora”, sugerindo que as condições impostas visam prolongar as negociações. Trump, por outro lado, viu “sinais positivos” na fala e disse estar disposto a dialogar diretamente com Putin. Enquanto isso, a visita de Witkoff a Moscou sinaliza um esforço americano para avançar na proposta, que inclui a retomada de ajuda militar à Ucrânia, suspensa temporariamente em fevereiro.

  • Opinião: FGTS não pode ser sacado pelo trabalhador, mas vira lucro para os Bancos brasileiros

    O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), criado em 1966 como um mecanismo de proteção ao trabalhador brasileiro, transformou-se, ao longo das décadas, em um símbolo de controle estatal e, agora, em mais uma ferramenta para engordar os lucros dos bancos. Um novo projeto do governo federal, sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, propõe utilizar o FGTS como garantia para empréstimos consignados a trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A ironia é gritante: o dinheiro que pertence ao trabalhador, mas que ele não pode sacar livremente, será colocado à disposição do sistema financeiro para gerar juros e lucros — tudo isso enquanto o próprio dono do recurso paga para usá-lo. Essa medida, longe de beneficiar o cidadão, escancara uma distorção perversa do sistema econômico brasileiro.

    O FGTS, como aponta o economista austriaco Ludwig von Mises em suas reflexões sobre intervenção estatal, é um exemplo clássico de como o governo se apropria da propriedade privada sob o pretexto de “proteger” o indivíduo. O fundo, que desconta 8% do salário do trabalhador CLT todos os meses, é gerido pela Caixa Econômica Federal e rende míseros 3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), um retorno que não acompanha sequer a inflação — em 2024, o IPCA acumulado já ultrapassava 4,5%. Enquanto isso, o governo utiliza esses recursos para financiar projetos de infraestrutura e habitação, frequentemente beneficiando grandes empreiteiras e bancos. O trabalhador, por sua vez, só pode acessar o dinheiro em situações específicas, como demissão sem justa causa ou compra de imóvel, ficando refém de uma burocracia que o impede de exercer controle sobre o que é seu por direito.

    Agora, com o novo projeto de empréstimos consignados, o governo dá um passo além: transforma o FGTS em garantia para que bancos ofereçam crédito ao trabalhador. Em vez de liberar o saque integral ou flexibilizar seu uso, como seria justo, o plano prevê que o cidadão contrate um empréstimo com base no saldo que já possui, pagando juros ao banco para acessar algo que já lhe pertence. Isso é mais do que um contrassenso — é uma inversão de valores. Como já alertava o Instituto Mises Brasil em artigos sobre o tema, o sistema bancário, amparado pelo intervencionismo estatal, lucra com a criação de dinheiro “do nada” por meio de empréstimos e juros, enquanto o trabalhador é duplamente penalizado: primeiro, ao ter seu dinheiro confiscado; depois, ao pagar para recuperá-lo.

    A CLT, frequentemente vendida como um escudo de direitos, revela-se aqui como uma corrente. Suas regras rígidas, que proíbem o acesso direto ao FGTS, contrastam com a flexibilidade oferecida aos bancos, que agora terão um novo filão de lucro garantido pelo governo. Em um artigo do Mises Institute sobre juros e crédito, intitulado “The Fed Has No Choice But to Return to Ultra-Low Interest Rates” (2019), o autor destaca como os bancos prosperam em um ambiente onde o crédito é artificialmente expandido e os juros são manipulados. No Brasil, o cenário não é diferente: os lucros bilionários do Itaú, Bradesco e Santander — que juntos lucraram mais de R$ 80 bilhões em 2023 — são alimentados por spreads altíssimos e pela dependência do trabalhador a um sistema que o mantém preso.

    O que o governo chama de “facilidade” para o trabalhador é, na verdade, um presente para o sistema financeiro. Imagine a cena: um cidadão com R$ 10 mil no FGTS, que não pode sacar para uma emergência ou investir como quiser, agora toma um empréstimo de R$ 8 mil com esse saldo como garantia. Ele paga juros ao banco — que podem chegar a 2% ou 3% ao mês em consignados — e, no fim, devolve mais do que pegou, enquanto o banco embolsa o lucro sem risco, já que o FGTS cobre qualquer inadimplência. O trabalhador sai perdendo, o governo posa de benfeitor, e os banqueiros comemoram.

    Essa medida também expõe a hipocrisia de um discurso que se diz “progressista”. Se o objetivo fosse realmente ajudar o trabalhador, por que não liberar o FGTS para uso livre, permitindo que cada um decida como aplicar seu próprio dinheiro? A resposta está na lógica estatal: o controle sobre o fundo é uma fonte de poder e influência, além de um mecanismo para sustentar interesses corporativos. Como já escreveu Robert Murphy no Mises.org, em “What Does ‘Debt-Based’ Money Imply for Interest Payments?” (2010), o sistema de crédito estatal transfere riqueza do público para os bancos, criando uma dependência estrutural que beneficia quem está no topo da pirâmide.

    É hora de questionar: até quando o trabalhador brasileiro será tratado como um peão nesse jogo? O FGTS deveria ser um direito, não uma moeda de troca para lucros alheios. A solução não está em mais intervenções ou “soluções criativas” como essa, mas em devolver ao cidadão o que é seu. Que tal, em vez de empréstimos com juros, permitir o saque integral do FGTS? Que tal confiar na liberdade individual em vez de alimentar o conluio entre governo e bancos? Enquanto isso não acontece, o novo projeto de Lula só prova uma coisa: o dinheiro do trabalhador continua sendo mais útil para os outros do que para ele mesmo.

  • Zanin marca julgamento de Bolsonaro para 25 de março

    O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o dia 25 de março de 2025 o início do julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete investigados por uma suposta tentativa de golpe de Estado. A decisão foi anunciada na quinta-feira (13), após o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, liberar o processo para análise na Primeira Turma da Corte. Zanin, que preside o colegiado, designou três sessões para o julgamento: duas no dia 25, às 9h30 e às 14h, e uma terceira no dia 26, às 9h30, todas presenciais.

    A denúncia, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 18 de fevereiro, acusa Bolsonaro e aliados de crimes como golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada, relacionados a uma trama para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022. O grupo inclui nomes como o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. A PGR sustenta que Bolsonaro teve papel central, editando minutas golpistas e pressionando comandantes militares para aderir ao plano.

    A Primeira Turma, composta por Zanin, Moraes, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino, decidirá se aceita a denúncia, tornando os acusados réus em uma ação penal. O julgamento será o primeiro de quatro núcleos denunciados pela PGR, começando pelo considerado “núcleo central” da trama. A defesa de Bolsonaro reagiu, pedindo que o caso seja analisado pelo plenário do STF, com os 11 ministros, e não pela Turma, além de questionar a competência da Corte, alegando que os fatos ocorreram após o fim do mandato, quando ele perdeu o foro privilegiado.

    A marcação das datas reflete uma movimentação ágil do STF, que, segundo fontes da Corte, busca concluir o processo ainda em 2025 para evitar interferências nas eleições de 2026. A sessão do dia 25 começará com a leitura do relatório de Moraes, seguida pela manifestação da PGR e das defesas, antes dos votos dos ministros.

  • Governo Lula propõe redução de R$ 7,7 bilhões no Bolsa Família em 2025

    O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, na quarta-feira (12), um ofício propondo um corte de R$ 7,7 bilhões no orçamento do Bolsa Família para 2025. A medida, assinada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, faz parte de uma reestimativa de despesas encaminhada à Comissão Mista de Orçamento (CMO) e foi detalhada em documentos obtidos por veículos de imprensa. A proposta ajusta o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que deve ser votado na próxima semana.

    A redução no programa social, que atualmente atende cerca de 20,5 milhões de famílias com um custo anual estimado em R$ 167,2 bilhões, é acompanhada por outras alterações no orçamento. O governo prevê um incremento de R$ 3 bilhões no Auxílio Gás, elevando o total do programa para R$ 3,6 bilhões, e um aumento de R$ 8 bilhões em despesas previdenciárias. No entanto, o documento não especificou a inclusão de recursos para o programa Pé-de-Meia, que incentiva a permanência de estudantes no ensino médio e tem custo estimado em R$ 10 bilhões, apesar de uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) para sua adequação orçamentária.

    O corte no Bolsa Família foi justificado como parte de um esforço para “sanear” o programa e expurgar cadastros irregulares, conforme declarou o senador Angelo Coronel (PSD-BA), relator do Orçamento 2025, ao G1. O governo já havia sinalizado, em 2024, um pente-fino que resultou na exclusão de 1,1 milhão de beneficiários desde o início do mandato, reduzindo o número de famílias atendidas de 21,6 milhões, no fim do governo Bolsonaro, para os atuais 20,5 milhões em janeiro de 2025.

    A proposta gerou reações diversas. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social não se pronunciou oficialmente até o momento, mas integrantes do governo afirmam que o ajuste não implicará a exclusão de beneficiários legítimos. Já o remanejamento totaliza R$ 39,6 bilhões em cortes e R$ 11,4 bilhões em novas despesas, incluindo R$ 4,8 bilhões a menos para a implantação de escolas em tempo integral, outra prioridade anunciada no início da gestão.

    O Bolsa Família, que paga um benefício mínimo de R$ 600 por família, além de adicionais como R$ 150 por criança de até 6 anos e R$ 50 por adolescentes de 7 a 18 anos, segue como um dos pilares sociais do governo Lula. A votação do PLOA 2025 no Congresso definirá se o corte será mantido ou ajustado.

  • José Ronaldo dá sinal verde para conclusão da reforma do Maestro Miro

    O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho, autorizou nesta quinta-feira (13) a conclusão das obras de reforma do Centro de Cultura Maestro Miro, localizado no bairro Muchila. A ordem de serviço, assinada em um evento no Paço Municipal Maria Quitéria, marca o início da fase final de revitalização do espaço cultural, que estava em andamento desde 2024. A intervenção, orçada em R$ 550 mil, é conduzida pela empresa T&F Construções e Empreendimentos e inclui melhorias como climatização, reforma de salas e a construção de um muro externo.

    Foto: Jorge Magalhães

    Durante a cerimônia, José Ronaldo destacou a importância do Maestro Miro para a cidade. “Esse centro foi inaugurado no meu primeiro governo, e agora estamos concluindo essa reforma para colocá-lo em plena atividade. Aqui acontecem cursos, oficinas e eventos que beneficiam nossa população”, afirmou o prefeito. Ele detalhou que as obras contemplam a instalação de um sistema de ar-condicionado, a recuperação de salas destinadas a atividades culturais e a reconstrução de um muro lateral que estava deteriorado.

    A reforma do Maestro Miro começou no ano passado, com foco em modernizar o espaço e torná-lo mais acessível. Entre os avanços já realizados, estão a substituição das poltronas do Teatro Ângela Oliveira e a revisão da rede elétrica, conforme informou a Fundação Cultural Egberto Tavares Costa, responsável pela gestão do local. O diretor-presidente da fundação, Antônio Carlos Coelho, também mencionou que o paisagismo da área externa será iniciado em breve, complementando a revitalização.

    José Ronaldo aproveitou a ocasião para cobrar agilidade na entrega da obra. “Estamos usando recursos próprios para essa reforma, e minha determinação é que o Maestro Miro volte a funcionar o mais rápido possível, atendendo à comunidade de Feira de Santana”, declarou. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos ainda em 2025, permitindo a retomada plena das atividades culturais no espaço.

    O evento contou com a presença de secretários municipais, como Pablo Roberto (Educação) e Cristiano Lobo (Cultura, Esporte e Lazer), além de representantes da comunidade cultural local. A conclusão da reforma do Maestro Miro é vista como parte de um esforço maior da gestão para fortalecer a infraestrutura cultural da cidade, que também inclui a reabertura da Biblioteca Arnold Silva e a revitalização de um centro cultural no bairro Baraúnas, ambos mencionados pelo prefeito como prioridades.

  • Quatro partidos em Feira podem ter vereadores cassados nos próximos seis meses

    Na tarde desta quarta-feira (12), o programa TV do Caldeirão, apresentado pelo ex-vereador Paulão do Caldeirão, trouxe à tona uma polêmica que pode mudar a composição da Câmara Municipal de Feira de Santana. Segundo Raimundo Júnior, presidente do Partido Liberal (PL) no município, há indícios de que uma vereadora “fantasma” tenha sido usada como candidatura laranja, sem fazer campanha própria, apenas para beneficiar outra candidata. Se confirmada a irregularidade, o ex-vereador Fabiano da Van poderá reassumir uma cadeira no legislativo.

    A advogada Lilian Reis, especialista em direito eleitoral, explicou que os partidos que podem perder cadeiras na Câmara são os que estão sendo alvos de ações, incluindo os da confederação formada por PT, PCdoB e PV. Caso a justiça eleitoral decida pela cassação, novos nomes poderão assumir vagas na Casa da Cidadania.

    Já o advogado Gabriel apontou que houve candidatas que receberam recursos do fundo partidário sem prestar contas corretamente. Segundo ele, uma candidata do PSOL, que obteve apenas 20 votos, gastou um valor elevado do fundo, o que pode ser caracterizado como fraude eleitoral.

    De acordo com a Dra. Lilian, o julgamento dessas ações deve ocorrer até o final do ano e, dependendo da decisão, partidos como o União Brasil podem perder até duas cadeiras na Câmara Municipal.

    ASSISTA O VÍDEO

  • Chefe do Exército Ucraniano Fala em Retirada Parcial de Tropas na Rússia: Pressão Russa e Negociações de Paz no Horizonte

    O comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Syrskyi, confirmou na última segunda-feira, 10 de março, uma retirada parcial das tropas ucranianas na região de Kursk, na Rússia, em meio a uma intensa ofensiva russa apoiada por tropas norte-coreanas. A manobra, descrita como uma “realocação para posições defensivas mais vantajosas”, ocorre em um momento crítico, com a Ucrânia enfrentando dificuldades logísticas e pressões diplomáticas, especialmente após a suspensão do compartilhamento de inteligência pelos Estados Unidos e o início de negociações de paz em Jeddah, na Arábia Saudita.

    A Ucrânia lançou uma incursão surpresa em Kursk em agosto de 2024, capturando cerca de 1.300 quilômetros quadrados de território russo, mas a Rússia intensificou sua contraofensiva, recuperando dois terços do território perdido. Syrskyi negou rumores de cerco total, afirmando que a situação está “sob controle”, mas fontes independentes, como o jornalista militar Yurii Butusov, descreveram a situação como “extremamente difícil”, com até 10 mil soldados ucranianos em risco, especialmente em Sudzha. A ofensiva russa ganhou força com tropas norte-coreanas e táticas como o uso de um gasoduto, refletindo o esforço para expulsar as forças ucranianas antes das negociações de paz.

    A retirada ocorre em meio à suspensão do apoio americano, interpretada como uma tentativa do presidente Donald Trump de pressionar a Ucrânia a aceitar um cessar-fogo. “A suspensão do compartilhamento de inteligência é como tirar os olhos de um exército em meio a uma batalha”, afirmou o analista Michael Kofman. Em Jeddah, autoridades ucranianas e americanas discutem um cessar-fogo de 30 dias, mas a Rússia, sob Vladimir Putin, rejeita a proposta, exigindo um acordo de longo prazo com concessões territoriais. A secretária de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que “a bola está com Moscou”, mas analistas alertam que a pressão americana pode forçar a Ucrânia a ceder, especialmente com os reveses em Kursk e no leste do país.

    A retirada de Kursk é um revés estratégico para a Ucrânia, que planejava usar o território como moeda de troca nas negociações. A presença de tropas norte-coreanas levanta preocupações sobre a escalada do conflito, enquanto, na Europa, líderes de mais de 30 países discutem uma força internacional de segurança para a Ucrânia, liderada por França e Reino Unido, mas enfrentando desafios significativos. Zelenskiy expressou ceticismo, afirmando que tropas estrangeiras sozinhas não bastam sem armas americanas.

    A retirada, confirmada por Syrskyi, reflete as dificuldades da Ucrânia diante da ofensiva russa e da suspensão do apoio americano. Enquanto as negociações em Jeddah oferecem uma saída diplomática, a rejeição russa a um cessar-fogo temporário sugere um caminho longo para a paz. Com a guerra em seu 1.109º dia, a Ucrânia enfrenta um momento crítico, com sua resistência militar e política sendo testada como nunca antes.

  • Manifestantes e Policiais Entram em Confronto Durante Protesto Contra Milei em Buenos Aires

    Um protesto contra as políticas do presidente argentino, Javier Milei, realizado nesta quarta-feira, 12 de março, em Buenos Aires, terminou em violentos confrontos entre manifestantes e policiais. A manifestação, organizada por aposentados e apoiada por torcedores de futebol organizados, reivindicava melhores condições salariais e o fim das medidas de austeridade implementadas pelo governo. Pelo menos 31 pessoas foram detidas, e dois policiais ficaram feridos, segundo informações das autoridades locais.

    Os protestos, que ocorrem semanalmente em frente ao Congresso Nacional, ganharam força com a adesão de torcidas organizadas, o que ampliou a tensão com as forças de segurança. A confusão começou quando os policiais iniciaram uma operação para desbloquear uma rua ocupada pelos manifestantes, montando um cordão para impedir o avanço em direção ao Congresso. Imagens registradas por participantes mostraram manifestantes jogando objetos contra os agentes, que responderam com jatos de água, gás lacrimogêneo e balas de borracha. Um carro da polícia foi incendiado durante o confronto, que se estendeu pelo Centro Histórico de Buenos Aires, chegando próximo à Casa Rosada, sede do governo argentino.

    Os aposentados, principais organizadores do ato, denunciaram a perda de poder de compra devido à inflação galopante e às políticas de ajuste econômico de Milei. “Os aposentados estão vivendo o pior ataque às conquistas sociais. Nem com outros governos foi tão grave”, afirmou José Montes, um aposentado de 75 anos que participou do protesto em uma cadeira de rodas. Segundo a Defensoria da Terceira Idade, o custo da cesta básica para um idoso em Buenos Aires – que inclui moradia, alimentação e medicamentos – ultrapassa o dobro do valor médio de uma pensão, que em fevereiro de 2025 equivalia a cerca de R$ 1.800.

    O Ministério da Segurança Nacional, comandado por Patricia Bullrich, endureceu as medidas para conter os protestos, especialmente após a adesão de torcidas organizadas. Em comunicado, o governo alertou que qualquer pessoa envolvida em atos violentos ou bloqueios de vias poderia ser detida, seguindo o protocolo antipiquetes instituído por Milei logo após sua posse, em dezembro de 2023. Esse protocolo proíbe o bloqueio de ruas e prevê punições severas, incluindo a perda de benefícios sociais para manifestantes identificados em atos de desobediência.

    A ministra Bullrich defendeu a ação policial, afirmando que “a ordem pública deve ser garantida” e que os protestos não podem “paralisar a vida dos cidadãos”. O governo também minimizou a manifestação, atribuindo a participação a “movimentos de esquerda” e sugerindo que os números de manifestantes foram inferiores aos de atos anteriores. No entanto, imagens aéreas e relatos de jornalistas presentes indicaram uma presença significativa, com milhares de pessoas ocupando as ruas do centro da capital.

    Organizações de direitos humanos e sindicatos criticaram duramente a repressão policial. A Associação de Magistrados da Argentina divulgou um comunicado repudiando as ações do governo, destacando que “o direito ao protesto pacífico é parte essencial da democracia e está garantido pela Constituição e por tratados internacionais”. Imagens de uma aposentada sendo agredida por um policial – empurrada, golpeada na cabeça e derrubada no chão – viralizaram nas redes sociais, gerando indignação e pedidos de investigação.

    A violência também atingiu a imprensa. Jornalistas relataram dificuldades para cobrir o evento, com pelo menos dois profissionais feridos por balas de borracha durante os confrontos. O Sindicato de Imprensa de Buenos Aires (SiPreBA) denunciou a repressão e exigiu garantias para o trabalho da imprensa, lembrando episódios anteriores em que dezenas de repórteres foram feridos em protestos contra Milei.

  • Jovem Encontrada Morta em BH Trabalhava em Padaria na Pampulha: Polícia Investiga Feminicídio

    Uma jovem de 21 anos, identificada como Clara Maria Venâncio Rodrigues, foi encontrada morta nesta quarta-feira, 12 de março, em uma casa no bairro Ouro Preto, região da Pampulha, em Belo Horizonte. Clara, que trabalhava na Passeli Padaria Artesanal, na mesma região, estava desaparecida desde o último domingo, 9 de março, quando foi vista pela última vez. O caso, que chocou a comunidade local, é tratado pela Polícia Civil como um possível feminicídio, com dois suspeitos presos e a motivação do crime ligada a uma dívida de R$ 400.

    Clara Maria trabalhava como atendente na Passeli Padaria Artesanal, um estabelecimento conhecido na região da Pampulha. Segundo informações de amigos e familiares, ela desapareceu no fim de semana após um encontro com um ex-colega de trabalho, com quem teria uma pendência financeira. A jovem havia emprestado R$ 400 ao suspeito, e o encontro, ocorrido no domingo, teria sido motivado por uma tentativa de cobrar a dívida.

    A família registrou um boletim de ocorrência após Clara não retornar para casa e não responder a mensagens ou ligações. A preocupação aumentou quando, na segunda-feira, um amigo da vítima recebeu uma mensagem supostamente enviada por Clara, afirmando que “estava tudo bem”. A Polícia Civil, no entanto, acredita que a mensagem tenha sido enviada pelo principal suspeito, na tentativa de despistar as investigações.

    Após dias de buscas, o corpo de Clara foi encontrado no fim da manhã desta quarta-feira, enterrado no quintal de uma casa no bairro Ouro Preto, a poucos quilômetros de onde ela trabalhava. A descoberta foi feita por uma equipe da Polícia Civil, que já monitorava os suspeitos com base em depoimentos e imagens de câmeras de segurança da região.

    A Polícia Civil prendeu dois suspeitos, ambos homens, um deles o ex-colega de trabalho de Clara, apontado como o principal responsável pelo crime. Segundo as investigações, o suspeito confessou ter se encontrado com a jovem no domingo, mas negou envolvimento em sua morte. No entanto, evidências coletadas no local do crime, incluindo vestígios biológicos e ferramentas usadas para cavar o buraco onde o corpo foi enterrado, reforçam a suspeita de feminicídio.

    O segundo suspeito, um amigo do principal acusado, também foi detido por suposta participação no crime, embora seu papel ainda esteja sendo apurado. A polícia acredita que ele tenha ajudado a ocultar o corpo. “Estamos trabalhando com a hipótese de feminicídio, mas não descartamos outras linhas de investigação. A motivação inicial parece estar relacionada a uma dívida, mas a violência do crime sugere um contexto mais amplo, que pode envolver questões de gênero”, afirmou a delegada responsável pelo caso, Ana Ribeiro, em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta-feira.

    A Passeli Padaria Artesanal, onde Clara trabalhava, decretou luto e fechou as portas nesta quarta-feira em homenagem à jovem. Em uma nota publicada nas redes sociais, a padaria expressou solidariedade à família e amigos de Clara. “É com grande tristeza que comunicamos o falecimento de Clara Maria Venâncio Rodrigues, integrante da equipe Passeli Boulangerie. Externamos nossos mais profundos sentimentos e solidariedade aos familiares e amigos”, dizia o comunicado.

    Nas redes sociais, amigos e clientes da padaria lamentaram a perda e pediram justiça. “Clara era uma menina doce, sempre sorridente. Não dá para acreditar que isso aconteceu com ela, ainda mais por causa de algo tão mesquinho como uma dívida de R$ 400. Queremos justiça!”, escreveu uma cliente no Instagram. Moradores do bairro Ouro Preto também relataram um clima de tensão e tristeza após a notícia da descoberta do corpo, com muitos expressando preocupação com a segurança na região.