Vídeo divulgado pelo O Globo mostra Moraes em jatinho de Vorcaro e contraria versão do ministro
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/5/P/FD5QtKQTe73FnvPoZLPQ/plane.gif?w=1024&fit=1024,1024&ssl=1)
Por Redação NINJAFSA·20/09/2026
PF encontra foto de Gonet com Vorcaro fumando charuto em Londres; PGR confirma autenticidade

PF encontra foto de Gonet com Vorcaro fumando charuto em Londres; PGR confirma autenticidade Publicidade Foto: Reprodução / Polícia Federal Política e Justiça PF encontra foto de Gonet com Vorcaro fumando charuto em Londres; PGR confirma autenticidade Publicado em 19/09/2026 | Atualizado hoje Imagem extraída do celular do ex-banqueiro expõe encontro em evento de degustação de uísque. O procurador-geral da República, que havia minimizado a relação com Vorcaro, preferiu não comentar o registro. A Polícia Federal (PF) encontrou no celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, uma fotografia em que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, aparece sentado ao seu lado, segurando um charuto durante um evento de degustação de uísque. O encontro ocorreu em Londres, no Reino Unido. A descoberta do registro fotográfico contrasta com o tom adotado pelo chefe do Ministério Público Federal na última terça-feira (15). Durante sessão no Supremo Tribunal Federal (STF), Gonet havia afirmado publicamente que teve um “único encontro” com Vorcaro, classificado por ele como “banal” e acompanhado de outras autoridades. A origem da mensagem De acordo com o relatório de inteligência da Polícia Federal, a imagem não foi tirada por Vorcaro, mas encaminhada a ele no dia 19 de junho de 2025 pelo advogado Ciro Soares, que atuava na defesa do Banco Master. Junto com a foto, o advogado enviou a mensagem: “PG me mandou” — em referência direta às iniciais de Paulo Gonet. Procurada pela imprensa para explicar o contexto da imagem, a assessoria da Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou a autenticidade da fotografia, mas declarou que o procurador-geral não faria comentários oficiais sobre o episódio. Nos bastidores, aliados de Gonet afirmam que a foto foi tirada em abril de 2024 e reiteram a avaliação de que o registro não demonstra relação de intimidade entre as partes. A defesa do advogado Ciro Soares também se manifestou, alegando que, na data em que a imagem foi feita, não havia qualquer investigação formal em curso contra o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ressaltando que “não há qualquer irregularidade na foto”. Contexto de crise no STF O vazamento desta imagem joga mais combustível na atual crise instalada no Supremo Tribunal Federal. O material consta no mesmo relatório da Polícia Federal — solicitado pelo ministro André Mendonça e alvo de contestações — que revelou outras trocas de mensagens entre os executivos do Banco Master e figuras-chave de Brasília. O próprio procurador-geral da República, Paulo Gonet, já havia se manifestado formalmente pela nulidade desse relatório da PF. A tese da PGR é de que o documento foi produzido a partir de uma solicitação individual do ministro Mendonça, sem que houvesse um pedido prévio de investigação por parte do Ministério Público Federal, o que violaria o rito processual exigido para apurações que possam envolver ministros da Corte. Publicidade
Mendonça vai relatar ação de Renan Santos contra reajuste do Bolsa Família

Mendonça vai relatar ação de Renan Santos contra reajuste do Bolsa Família Publicidade Institucional Foto: Reprodução Política e Justiça Publicado em 18/09/2026 | Atualizado hoje Mendonça vai relatar ação de Renan Santos contra reajuste do Bolsa Família Ministro do STF e membro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi sorteado para analisar o pedido liminar que tenta suspender a injeção de novos recursos no programa social a menos de três semanas das eleições. O ministro André Mendonça foi definido nesta sexta-feira (18) como o relator da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família. A representação, movida pelo coordenador do MBL, Renan Santos, pede a suspensão imediata do aumento anunciado pelo governo federal a 17 dias do primeiro turno das eleições de 2026. A definição da relatoria ocorreu por sorteio eletrônico no sistema da Corte eleitoral. Caberá a Mendonça, que atua simultaneamente como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e membro titular do TSE, dar os primeiros despachos no processo e decidir sobre o pedido de medida liminar (decisão provisória e urgente) formulado pela oposição. Argumentos na mesa do relator Na peça jurídica que agora está no gabinete de Mendonça, os advogados de Renan Santos sustentam que a injeção de recursos extras no programa de transferência de renda no mês do pleito configura abuso de poder político e econômico. A oposição baseia a denúncia na Lei das Eleições, que proíbe a criação ou ampliação de benefícios por parte da administração pública em anos eleitorais para evitar que a máquina pública seja usada para desequilibrar a disputa. A representação solicita expressamente que a Corte proíba a liberação dos novos valores — que incluem um aumento real e a criação de adicionais para adolescentes — já na folha de pagamento programada para a última semana de setembro, determinando que qualquer reajuste só entre em vigor após o fim de todo o processo eleitoral. Próximos passos Com a distribuição do processo, a expectativa é de que o ministro André Mendonça determine a notificação da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Presidência da República para que apresentem uma defesa prévia antes de qualquer decisão liminar. O governo federal já antecipou publicamente que o reajuste possui amparo legal por estar previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada no ano passado. A celeridade do caso é um fator chave. Como a próxima rodada de pagamentos do Bolsa Família está a poucos dias de ser iniciada pela Caixa Econômica Federal, uma decisão monocrática de Mendonça sobre a suspensão ou manutenção do reajuste é aguardada para o início da próxima semana. Publicidade Institucional
Moraes e Mendonça batem boca em sessão do STF sobre crise Master na Corte: ‘Quem tem medo da PF?’ VEJA VIDEO
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/P/m/vzjIBjRBab0zJMFZx0JQ/imagem-destaque-g1-2-.png?w=1024&fit=1024,1024&ssl=1)
Moraes e Mendonça batem boca em sessão do STF sobre crise Master na Corte: ‘Quem tem medo da PF?’ VEJA VIDEO Foto: Reprodução / STF Política Moraes e Mendonça batem boca em sessão do STF sobre crise Master na Corte: ‘Quem tem medo da PF?’ VEJA VIDEO A tensão entre os ministros transbordou para o plenário durante discussão sobre o andamento das investigações envolvendo o Banco Master e o caso ‘Dark Horse’. Assista ao vídeo do embate. O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) foi palco de um duro bate-boca entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça nesta terça-feira (15). A discussão expôs o nível de tensão interna na Corte, acirrada pelos recentes desdobramentos das investigações que envolvem o Banco Master e o inquérito sobre o financiamento do filme “Dark Horse”. O estopim para o embate ocorreu durante o debate sobre os limites do sigilo nas apurações e a atuação da Polícia Federal (PF). Mendonça, que é o relator do inquérito que apura os repasses privados para a obra audiovisual (investigação que recentemente incluiu o senador Flávio Bolsonaro), questionou a condução de certas diligências e a postura da corporação em relação ao seu gabinete. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Ninjafsa 🥷 (@ninjafsa) “Quem tem medo da PF?” A discussão esquentou quando Alexandre de Moraes rebateu as críticas veladas à atuação dos investigadores federais. Em tom incisivo, Moraes declarou: “Quem tem medo da PF é quem comete crime”, em uma clara resposta às contestações sobre a validade e a pertinência das buscas e apreensões realizadas nas últimas semanas relacionadas ao escândalo financeiro. A divergência reflete não apenas visões jurídicas distintas sobre o inquérito, mas também um racha institucional que vem se desenhando nos bastidores. Recentemente, veio à tona que a Polícia Federal evitou solicitar diligências no inquérito sob relatoria de Mendonça, preferindo concentrar os pedidos na apuração paralela conduzida pelo ministro Flávio Dino, que investiga o uso de emendas parlamentares na mesma produção audiovisual. A troca de farpas em plenário escancara o clima de animosidade e promete gerar novos desdobramentos nas estratégias de defesa dos investigados, que acompanham de perto a divisão entre os magistrados da mais alta Corte do país.
Vorcaro troca de advogado no mesmo dia em que STF forma maioria pela prisão e abre caminho para delação

Vorcaro troca de advogado e abre caminho para delação premiada | NINJAFSA Link copiado! Judiciário Vorcaro troca de advogado no mesmo dia em que STF forma maioria pela prisão e abre caminho para delação Pierpaolo Bottini e Roberto Podval saem da defesa; entra José Luís Oliveira Lima, o “Juca”, criminalista com histórico de acordos de delação premiada na Lava Jato. Movimento é lido nos bastidores como sinal de que o dono do Banco Master se prepara para fechar colaboração com a PF. NF Por Redação NINJAFSA Atualizado em 13 mar. 2026 · Brasília (DF) WhatsApp X Copiar link Daniel Vorcaro, fundador e ex-presidente do Banco Master, preso na Penitenciária Federal de Brasília. Crédito: InfoMoney 3×0 Placar no STF pela manutenção da prisão 8 Celulares de Vorcaro em perícia pela PF R$2,2bi Valor ocultado pelo pai do banqueiro, aponta PF Mudança na defesa — o que mudou Saem Pierpaolo Bottini Escritório Bottini & Tamasauskas. Tem entre seus clientes potenciais delatados por Vorcaro, especialmente políticos do Centrão. Subestabeleceu procuração alegando motivos pessoais. Roberto Podval Ainda avalia saída, mas tendência é deixar o caso por ter ligação próxima com o ministro Dias Toffoli, potencial delatado de Vorcaro. Entra José Luís Oliveira Lima (“Juca”) Um dos principais criminalistas do país. Na Lava Jato, fechou acordos de delação premiada. É também advogado de Walter Braga Netto e representou José Dirceu no mensalão. Perfil considerado mais agressivo. Sérgio Leonardo Permanece na equipe de defesa de Vorcaro. Resumo da matéria — clique para expandir No mesmo dia em que a Segunda Turma do STF formou maioria de 3×0 para manter Daniel Vorcaro preso na Penitenciária Federal de Brasília, o banqueiro dono do Banco Master trocou dois de seus três advogados. Saíram Pierpaolo Bottini e, possivelmente, Roberto Podval — ambos com conflitos de interesse que inviabilizariam a condução de um acordo de delação. Entrou José Luís Oliveira Lima, o “Juca”, criminalista com histórico de fechamento de acordos de colaboração premiada. Nos bastidores, a movimentação é interpretada por fontes do STF e da advocacia criminal como sinal de que Vorcaro prepara uma delação que pode atingir empresários, presidentes de partidos, ministros e políticos do Centrão. A PF já tem 8 celulares do banqueiro em análise pericial. A defesa oficial negou que qualquer tratativa de delação esteja em andamento. O mesmo dia que selou a maioria pela manutenção de sua prisão também marcou uma reviravolta silenciosa na estratégia de Daniel Vorcaro. Na tarde desta sexta-feira (13), enquanto os votos de André Mendonça, Luiz Fux e Kássio Nunes Marques se acumulavam no plenário virtual do STF, o dono do Banco Master promovia uma troca cirúrgica em sua equipe jurídica — movimento que, nos bastidores do Judiciário e da advocacia criminal, tem um único significado possível: o caminho para a delação premiada foi aberto. Pierpaolo Bottini, do escritório Bottini & Tamasauskas, formalizou sua saída subestabelecendo uma procuração para o novo defensor, alegando motivos pessoais. Roberto Podval ainda não assinou formalmente sua saída, mas a tendência, segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil e pelo Metrópoles, é de que ele também deixe o caso. O motivo da saída de ambos é o mesmo que torna sua presença incompatível com um eventual acordo de colaboração: entre os nomes que Vorcaro poderia citar em uma delação estão grandes empresários, presidentes de partidos e políticos influentes — alguns deles clientes dos próprios advogados que estão de saída. Quem assume a linha de frente da defesa é José Luís Oliveira Lima, o “Juca” — um dos criminalistas mais experientes do país em acordos de delação premiada. Na Lava Jato, foi o responsável por fechar colaborações premiadas que mudaram os rumos das investigações. No currículo recente, consta a defesa de Walter Braga Netto, o ex-candidato a vice-presidente de Bolsonaro preso pelas tentativas de golpe de Estado. Antes, representou José Dirceu no processo do mensalão. O perfil é descrito como “mais agressivo” pelos próprios pares — não apenas no sentido combativo, mas no sentido de avançar em estratégias que criminalistas mais tradicionais evitam. Leia também STF forma maioria 3×0 para manter Vorcaro preso — entenda o julgamento Os 8 celulares de Vorcaro: o que a PF encontrou e o que ainda está sendo periciado Quem é “Juca”, o novo advogado de Vorcaro que fechou delações na Lava Jato A motivação atribuída a Vorcaro para considerar a delação é objetiva. Aliados do banqueiro afirmam que ele começou a pesar a possibilidade de colaboração a partir do momento em que entendeu que a prisão colocava em risco não apenas sua liberdade, mas também a de familiares — seu cunhado Fabiano Zettel está preso, e a PF aponta que seu pai, Henrique Vorcaro, ocultou R$ 2,2 bilhões de vítimas do Master em seu nome na gestora Reag. Uma delação poderia, em tese, reduzir o tempo de pena e proteger o avanço das investigações sobre pessoas próximas. Publicidade Nos bastidores, há ainda um detalhe técnico que torna o caso incomum: a possível delação poderia ser negociada diretamente com a Polícia Federal — e não com a Procuradoria-Geral da República. A Lei das Organizações Criminosas prevê essa possibilidade, embora ela seja pouco utilizada. O criminalista Paulo Suzano, ouvido pelo Metrópoles, resumiu o cenário com precisão: “O caso de Vorcaro é muito singular, e um caso tão inédito também deve ter soluções inéditas.” A PF já tem oito celulares do banqueiro em análise pericial — três foram recolhidos no momento da segunda prisão, em 4 de março. Os aparelhos ainda não passaram por perícia técnica completa e devem revelar novas conversas com autoridades dos três poderes. “A pessoa só envereda pela colaboração premiada caso venha a colaborar com investigação e possa trazer, entre outras coisas, a dissolução de alguma organização criminosa.”— Paulo Suzano, advogado criminalista, ao Metrópoles O peso político do que Vorcaro pode revelar é o que torna a situação explosiva. As primeiras extrações de celulares já apontaram contatos com autoridades dos três poderes — incluindo uma mensagem em que o banqueiro, no dia em que foi preso pela primeira vez, em novembro de
Zanin nega pedido para obrigar Câmara a instalar CPI do Master
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2025/U/A/rAMP6OThCcbJGZM5RXbg/54409368316-a707ecaa67-k.jpg?w=1024&fit=1024,1024&ssl=1)
Zanin nega pedido para obrigar Câmara a instalar CPI do Master JUSTIÇA / POLÍTICA NACIONAL Zanin nega pedido para obrigar Câmara a instalar CPI do Master Ministro do STF rejeitou mandado de segurança impetrado por parlamentares que buscavam forçar a criação da comissão para investigar fraudes atreladas ao grupo financeiro. Por Redação NINJAFSA Atualizado recentemente O ministro avaliou que o Judiciário não deve interferir em pautas internas do Legislativo. (Foto: Reprodução / Valor) Resumo da Matéria O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido apresentado por deputados da oposição que visava obrigar a presidência da Câmara a instalar imediatamente a CPI do Master. Zanin argumentou que a ordem e a decisão sobre a criação de comissões são assuntos internos do Legislativo (“interna corporis”), preservando a separação dos poderes. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, proferiu uma decisão que arrefece, pelo menos temporariamente, a pressão de parte da oposição na Câmara dos Deputados. O magistrado rejeitou um mandado de segurança que tinha como objetivo obrigar a presidência da Casa a instalar de forma imediata a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do “Caso Master”. O pedido havia sido impetrado por um grupo de parlamentares sob o argumento de que o requerimento para a criação da CPI já reunia o número mínimo de assinaturas exigido pela Constituição — um terço dos membros da Câmara. Para os autores da ação, uma vez atingido o quórum, a instalação deveria ser automática, sem depender da vontade discricionária ou do momento político ditado pelo presidente da Câmara. Publicidade Separação de Poderes No entanto, a fundamentação de Zanin para rejeitar o pedido baseou-se fortemente no princípio basilar da separação dos poderes. Na sua deliberação, o ministro explicou que as questões relacionadas com a ordem de instalação, organização da pauta e o funcionamento das comissões parlamentares são consideradas assuntos “interna corporis”. Não cabe ao Poder Judiciário intervir em atos que digam respeito, de forma exclusiva, à interpretação e aplicação do Regimento Interno das Casas Legislativas, sob pena de violação à independência dos Poderes. Trecho da decisão do Ministro Cristiano Zanin A “CPI do Master” tornou-se uma das principais bandeiras de um setor do Congresso Nacional após os recentes e explosivos desdobramentos de operações conduzidas pela Polícia Federal. Continue a Ler Vorcaro é preso em nova fase da operação da PF sobre Master ‘Sicário’ de Vorcaro morre em BH; PF diz que ele se suicidou na prisão Vorcaro prestava contas a Moraes para tentar salvar o Master no dia em que foi preso O caso ganhou contornos ainda mais graves com a recente prisão preventiva do empresário Pedro Vorcaro, as suspeitas de que este teria planejado forjar um assalto para agredir o jornalista Lauro Jardim, e o misterioso episódio da morte de um homem apontado como “sicário” da organização, ocorrida dentro de uma carceragem da PF em Belo Horizonte. Com a negativa do STF em forçar a abertura da investigação pelo Congresso, a criação da comissão parlamentar volta a estar dependente, de forma exclusiva, das intensas negociações políticas de bastidores e da conveniência da presidência da Câmara dos Deputados. Publicidade Link copiado para a área de transferência!
PF extrai e pericia mensagens de “visualização única” trocadas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/m/2/ATtBYQRMOgr4CQMtswNQ/arte-2026-03-05t233519.717.png?w=1024&fit=1024,1024&ssl=1)
PF extrai e pericia mensagens de “visualização única” trocadas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes POLÍCIA FEDERAL / INVESTIGAÇÃO PF extrai e pericia mensagens de “visualização única” trocadas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes O avanço tecnológico da Polícia Federal permitiu resgatar conversas que o empresário e o ministro do STF acreditavam ter sido apagadas. O conteúdo agrava a crise institucional. Por Redação NINJAFSA Atualizado recentemente Partilhar RESUMO DA MATÉRIA Um facto novo e surpreendente veio à tona nas investigações sobre o empresário Pedro Vorcaro. A Polícia Federal conseguiu recuperar, nos telemóveis apreendidos, mensagens trocadas com o ministro do STF Alexandre de Moraes que haviam sido enviadas através da ferramenta de “visualização única”. O material confirmaria as tentativas de Vorcaro de prestar contas pouco antes da sua prisão. Esquema divulgado mostra o canal direto de comunicação que Vorcaro tentava manter com o STF. (Foto: Arte O Globo) As investigações sobre as atividades do empresário Pedro Vorcaro e do Grupo Master sofreram uma reviravolta técnica com um impacto político gigantesco. A Polícia Federal alcançou um feito impressionante na sua perícia digital e conseguiu extrair de forma bem-sucedida mensagens enviadas e recebidas no modo de “visualização única” (que, teoricamente, desaparecem após serem abertas). O material resgatado dos aparelhos apreendidos aquando da prisão de Vorcaro revela conversas diretas entre o empresário e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Este novo elemento comprova as suspeitas anteriores de que Vorcaro tentou articular um canal direto de prestação de contas com o magistrado, num momento em que já pressentia o fechar do cerco por parte das autoridades financeiras e policiais. Publicidade O falso anonimato digital A utilização de recursos como fotografias, vídeos ou textos temporários tornou-se comum entre figuras públicas que procuram ocultar as suas comunicações confidenciais. No entanto, os peritos da Polícia Federal demonstraram que, através de espelhamentos profundos de memória e da extração de ficheiros residuais nos dispositivos de Vorcaro, o que se acreditava estar apagado permaneceu registado. O que dizem os ficheiros periciados? As informações preliminares indicam que o empresário enviava ficheiros temporários para tentar justificar as operações do seu grupo e buscar uma “proteção” ou entendimento prévio perante a Suprema Corte, na esperança de evitar ou adiar a operação que culminou com a sua detenção. Leia Também Vorcaro prestava contas a Moraes para tentar salvar o Master no dia em que foi preso ‘Sicário’ de Vorcaro morre em BH; PF diz que ele se suicidou na prisão Gilmar Mendes suspende quebra de sigilos de empresa da família Toffoli A divulgação destes registos agrava profundamente a crise institucional em Brasília. O conteúdo exato da resposta de Moraes às abordagens de Vorcaro e o teor dos ficheiros enviados ainda estão sob sigilo no inquérito. Contudo, o simples facto de existir uma linha direta entre o empresário, envolvido em escândalos de corrupção e planejamento de ataques (como o falso assalto ao jornalista Lauro Jardim), e um dos ministros mais poderosos do STF gera intensos questionamentos. Até ao momento, a assessoria do Supremo Tribunal Federal não emitiu qualquer nota oficial sobre a extração das mensagens nem sobre a natureza das interações entre Alexandre de Moraes e o empresário preso. Publicidade Link copiado para a área de transferência!
‘Sicário’ de Vorcaro morre em BH; PF diz que ele se suicidou na prisão

‘Sicário’ de Vorcaro morre em BH; PF diz que ele se suicidou na prisão POLÍCIA FEDERAL / INVESTIGAÇÃO ‘Sicário’ de Vorcaro morre em BH; PF diz que ele se suicidou na prisão O homem apontado como responsável por planejar agressões a mando do empresário foi encontrado morto na sua cela. A corporação abriu um inquérito para apurar as circunstâncias. PorRedação NINJAFSAAtualizado recentemente Partilhar RESUMO DA MATÉRIA O homem apontado pelas investigações como o “sicário” do empresário Pedro Vorcaro foi encontrado morto na carceragem da Polícia Federal em Belo Horizonte (MG). A corporação informou preliminarmente que se trata de um caso de suicídio, mas a morte de uma peça-chave no escândalo levanta suspeitas e questionamentos. O suspeito estava custodiado nas instalações da PF em Belo Horizonte. (Foto: Reprodução) Um desdobramento sombrio adicionou ainda mais tensão às investigações do “Caso Master”. O homem identificado pela Polícia Federal como o “sicário” (capanga ou matador de aluguer) ligado ao empresário Pedro Vorcaro foi encontrado sem vida na sua cela, nas instalações da PF em Belo Horizonte, Minas Gerais. O indivíduo havia sido detido recentemente, logo após a descoberta de mensagens que revelavam um plano para forjar um assalto com a intenção de agredir e intimidar o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. Segundo as interceptações, o ataque seria uma retaliação encomendada por Vorcaro devido a reportagens publicadas sobre as suas atividades empresariais. Publicidade A versão oficial e as suspeitas Em nota oficial, a Polícia Federal afirmou que as evidências preliminares no local indicam que o detido cometeu suicídio. No entanto, a morte repentina de uma figura central do inquérito levanta graves questionamentos nos bastidores políticos e policiais. Queima de Arquivo? O falecido era considerado um “arquivo vivo”. Como executor direto dos planos atribuídos a Vorcaro, um possível acordo de delação premiada por parte dele poderia implicar não apenas o empresário, mas também outras figuras de poder ligadas ao esquema de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro que é alvo da operação. Leia Também Vorcaro planejou falso assalto para agredir o jornalista Lauro Jardim Vorcaro é preso em nova fase da operação da PF sobre o caso Master A direção da Polícia Federal determinou a abertura imediata de uma sindicância interna para apurar as circunstâncias exatas da morte dentro da carceragem de segurança máxima. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames periciais rigorosos para confirmar a causa do óbito e descartar a hipótese de homicídio. Publicidade Link copiado para a área de transferência!
Nikolas e pastor da Lagoinha usaram jato de Vorcaro em campanha por Bolsonaro em 2022
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/m/5/6G9ADFTfuzAakJZLRbqg/img-1884.jpeg?w=1024&fit=1024,1024&ssl=1)
Nikolas e pastor da Lagoinha usaram jato de Vorcaro em campanha por Bolsonaro em 2022 POLÍTICA NACIONAL Nikolas e pastor da Lagoinha usaram jato de Vorcaro em campanha por Bolsonaro em 2022 Viagens realizadas a bordo da aeronave do empresário levantam questionamentos sobre as regras de financiamento eleitoral e a declaração de recursos de campanha. PorRedação NINJAFSA03/03/2026 • 12:04 Partilhar RESUMO DA MATÉRIA O deputado federal Nikolas Ferreira e uma liderança religiosa da Igreja Batista da Lagoinha utilizaram um jato particular do empresário Pedro Vorcaro durante o período eleitoral de 2022. Os voos ocorreram no contexto da campanha de reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro, gerando discussões sobre as prestações de contas ao TSE. Aeronave foi utilizada durante intensa agenda política no pleito de 2022. (Foto: Reprodução/O Globo) Novas informações sobre os bastidores da corrida eleitoral de 2022 vieram à tona recentemente, envolvendo figuras de destaque do cenário político e religioso nacional. O então candidato a deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e um pastor ligado à Igreja Batista da Lagoinha realizaram voos em um jato particular pertencente ao empresário Pedro Vorcaro. As viagens aéreas ocorreram no auge da campanha presidencial, em um período onde aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro viajavam pelo país numa intensa agenda para tentar reverter a desvantagem nas pesquisas eleitorais. A utilização da aeronave de luxo levantou questionamentos imediatos sobre como essas despesas foram tratadas nas prestações de contas oficiais. Financiamento e Doações de Campanha Pela legislação eleitoral brasileira, o uso de aeronaves privadas por candidatos ou em benefício de suas campanhas deve ser rigorosamente declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse tipo de transporte pode ser classificado como doação estimável em dinheiro ou, se pago, precisa constar nas despesas oficiais com o respectivo recibo e nota fiscal de prestação de serviços aéreos. O que diz a lei: A Justiça Eleitoral estabelece que omissões na declaração de bens ou serviços recebidos durante a campanha podem caracterizar caixa dois ou recebimento ilícito de doação de pessoa jurídica — prática proibida desde as mudanças na lei eleitoral aprovadas em 2015 pelo STF. Leia Também Moraes nega prisão domiciliar a Jair Bolsonaro em decisão recente no STF Entenda como funciona a fiscalização de doações estimáveis em dinheiro nas eleições O empresário Pedro Vorcaro é um nome conhecido nos bastidores empresariais e imobiliários, e a sua ligação com os parlamentares e líderes religiosos reacende o debate sobre a influência do poder econômico e de setores religiosos na articulação política das campanhas majoritárias e proporcionais no Brasil. As assessorias dos envolvidos ainda não se manifestaram detalhadamente sobre se a cessão da aeronave foi devidamente informada ao TSE e qual foi o formato jurídico utilizado para o empréstimo ou aluguel do jato durante os eventos pró-Bolsonaro. Link copiado para a área de transferência!
André Mendonça devolve à CPMI do INSS acesso a dados sigilosos de Daniel Vorcaro

André Mendonça devolve à CPMI do INSS acesso a dados sigilosos Política / Judiciário 20/02/2026 • 16:45 André Mendonça devolve à CPMI do INSS acesso a dados sigilosos de Daniel Vorcaro Decisão reverte liminar concedida anteriormente e permite que comissão parlamentar rastreie movimentações financeiras milionárias do controlador do Banco Master. Por Redação NINJAFSA Ministro André Mendonça é o atual relator do caso após a suspeição de Toffoli. (Foto: Wikimedia Commons) O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (20) a devolução do acesso aos dados fiscais, bancários e telefônicos sigilosos de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A decisão de Mendonça reverte uma liminar que havia sido concedida anteriormente durante o recesso do Judiciário. Na ocasião, a quebra de sigilo do banqueiro fora suspensa sob a alegação da defesa de que a comissão não havia fundamentado adequadamente o pedido. Contudo, ao reanalisar os autos, o atual relator do caso concluiu que o colegiado cumpriu todos os requisitos legais para acessar as informações. “O acesso aos dados é fundamental para que o Congresso Nacional exerça seu papel constitucional fiscalizatório sobre possíveis irregularidades em contratos que envolvem recursos públicos e fundos de previdência.” A CPMI do INSS investiga um complexo esquema de supostas fraudes em empréstimos consignados, descontos indevidos em aposentadorias e suspeitas de gestão temerária em fundos previdenciários municipais e estaduais. O Banco Master despontou nas apurações como um dos principais alvos da comissão, especialmente após relatórios da Polícia Federal apontarem que institutos de previdência ignoravam bancos de primeira linha para privilegiar a instituição gerida por Vorcaro. Com a liberação definitiva dos dados, parlamentares da oposição e da base técnica da CPMI esperam rastrear o caminho de centenas de milhões de reais e identificar possíveis beneficiários ocultos ligados ao esquema financeiro. A defesa de Daniel Vorcaro informou, por meio de nota, que respeita a decisão do ministro, mas que irá recorrer ao plenário do STF. Os advogados reiteram que as movimentações do empresário são absolutamente lícitas, regulares e que ele tem colaborado de forma irrestrita com todas as instâncias de investigação. Leia Também Moraes manda PF intimar presidente da Unafisco após críticas sobre blindagem no caso Master Esposa de Alexandre de Moraes assume defesa de empresário ligado ao Banco Master no STF Gabinete de Toffoli reage e diz que PF não tem legitimidade para pedir suspeição