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Moraes e Mendonça batem boca em sessão do STF sobre crise Master na Corte: ‘Quem tem medo da PF?’ VEJA VIDEO
Ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no STF
Foto: Reprodução / STF
Política

Moraes e Mendonça batem boca em sessão do STF sobre crise Master na Corte: ‘Quem tem medo da PF?’ VEJA VIDEO

A tensão entre os ministros transbordou para o plenário durante discussão sobre o andamento das investigações envolvendo o Banco Master e o caso ‘Dark Horse’. Assista ao vídeo do embate.

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) foi palco de um duro bate-boca entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça nesta terça-feira (15). A discussão expôs o nível de tensão interna na Corte, acirrada pelos recentes desdobramentos das investigações que envolvem o Banco Master e o inquérito sobre o financiamento do filme “Dark Horse”.

O estopim para o embate ocorreu durante o debate sobre os limites do sigilo nas apurações e a atuação da Polícia Federal (PF). Mendonça, que é o relator do inquérito que apura os repasses privados para a obra audiovisual (investigação que recentemente incluiu o senador Flávio Bolsonaro), questionou a condução de certas diligências e a postura da corporação em relação ao seu gabinete.

“Quem tem medo da PF?”

A discussão esquentou quando Alexandre de Moraes rebateu as críticas veladas à atuação dos investigadores federais. Em tom incisivo, Moraes declarou: “Quem tem medo da PF é quem comete crime”, em uma clara resposta às contestações sobre a validade e a pertinência das buscas e apreensões realizadas nas últimas semanas relacionadas ao escândalo financeiro.

A divergência reflete não apenas visões jurídicas distintas sobre o inquérito, mas também um racha institucional que vem se desenhando nos bastidores. Recentemente, veio à tona que a Polícia Federal evitou solicitar diligências no inquérito sob relatoria de Mendonça, preferindo concentrar os pedidos na apuração paralela conduzida pelo ministro Flávio Dino, que investiga o uso de emendas parlamentares na mesma produção audiovisual.

A troca de farpas em plenário escancara o clima de animosidade e promete gerar novos desdobramentos nas estratégias de defesa dos investigados, que acompanham de perto a divisão entre os magistrados da mais alta Corte do país.

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