Dólar cai abaixo de R$ 5,14 e Ibovespa sobe com foco no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro

Dólar cai abaixo de R$ 5 após 1º turno; Ibovespa supera 200 mil pontos MERCADO & ELEIÇÕES Dólar cai abaixo de R$ 5 após 1º turno; Ibovespa supera 200 mil pontos Mercado financeiro reage ao resultado das urnas, que colocou Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno da eleição presidencial Por Redação NinjaFSA · 05 de outubro de 2026 Dólar opera em forte queda após o primeiro turno das eleições presidenciais. O mercado financeiro brasileiro abriu esta segunda-feira (5) em forte movimento após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. O dólar comercial caiu mais de 4% nas primeiras negociações e rompeu a barreira dos R$ 5. A moeda americana chegou a ser negociada na região de R$ 4,97 a R$ 4,99 durante a manhã. Na Bolsa, a reação também foi expressiva. O Ibovespa ultrapassou pela primeira vez na história o patamar dos 200 mil pontos. NINJAFSA · MERCADO AGORA DÓLAR R$ 4,97 ▼ queda superior a 4% IBOVESPA +200 mil ▲ recorde histórico intradia Mercado reage ao resultado das urnas A movimentação acontece no primeiro pregão após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno da eleição presidencial à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro. A diferença em relação às expectativas anteriores à votação surpreendeu parte dos investidores e levou a uma reavaliação do cenário político para 2027. Dólar em queda e Bolsa em alta refletem, neste primeiro momento, uma redução da percepção de risco entre investidores após o resultado eleitoral. Ibovespa passa dos 200 mil pontos O movimento da Bolsa ganhou ainda mais força ao longo da manhã. Às 10h17, o Ibovespa avançava 5,55% e alcançava 208.778 pontos, superando pela primeira vez a marca de 200 mil pontos. O índice havia encerrado a sexta-feira (2), último pregão antes da eleição, aos 192.114 pontos. IBOVESPA Bolsa acelera após o 1º turno Pontuação do Ibovespa entre o último pregão antes da eleição e a manhã desta segunda-feira. 192.114 SEXTA 208.778 SEGUNDA Fonte: dados de mercado · 05/10/2026 PUBLICIDADE Dólar rompe a barreira dos R$ 5 O câmbio também apresentou uma mudança expressiva em relação ao último pregão. Na sexta-feira, o dólar terminou próximo de R$ 5,22. Na abertura desta segunda, chegou a R$ 4,99 e posteriormente circulou pela região de R$ 4,97. DÓLAR COMERCIAL Queda após a eleição Cotação aproximada do dólar antes e depois do primeiro turno. R$ 5,22 SEXTA R$ 4,97 SEGUNDA Fonte: dados de mercado · 05/10/2026 Por que o mercado reagiu? Analistas ouvidos por instituições financeiras e agências internacionais apontam que o desempenho de Flávio acima das expectativas aumentou a possibilidade, na avaliação dos investidores, de uma mudança na condução econômica a partir de 2027. Durante a campanha, Flávio apresentou ao mercado uma agenda que inclui maior controle dos gastos públicos, privatizações e redução de impostos. Isso não significa que o comportamento desta segunda-feira determine o que acontecerá até o segundo turno ou depois da eleição. Câmbio, Bolsa e juros respondem diariamente a uma série de fatores internos e internacionais, e uma mudança nas expectativas eleitorais pode alterar rapidamente os preços dos ativos. Segundo turno entra no radar Com Lula e Flávio confirmados na próxima etapa da disputa, investidores devem acompanhar principalmente as propostas econômicas apresentadas pelas duas campanhas, as alianças políticas e os sinais sobre política fiscal. O segundo turno da eleição presidencial acontece no dia 25 de outubro.
Tarifas dos EUA: 2º dia de audiências tem Flávio Bolsonaro, PIX em debate e tensão diplomática

Tarifas dos EUA: 2º dia de audiências tem Flávio Bolsonaro, PIX em debate e tensão diplomática ECONOMIA / RELAÇÕES INTERNACIONAIS Tarifas dos EUA: 2º dia de audiências tem Flávio Bolsonaro, PIX em debate e tensão diplomática O Escritório de Comércio americano propõe sobretaxar produtos brasileiros em 25%. A medida gera debates intensos, com o senador Flávio Bolsonaro discursando hoje em Washington e o governo Lula acompanhando de perto as negociações. Por Redação NINJAFSA Atualizado hoje Representantes brasileiros e americanos debatem o impacto do tarifaço. (Foto: Reprodução) As audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) entram hoje no seu segundo e último dia, em Washington. No centro do debate está a controversa proposta do governo americano de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos importados do Brasil. A ofensiva tarifária baseia-se na investigação da “Seção 301”, que concluiu que o Brasil adota práticas que prejudicam o comércio estadunidense. Entre as alegações norte-americanas, destacam-se críticas ao sistema PIX (que os EUA consideram beneficiado pelo Banco Central brasileiro em detrimento de provedores estrangeiros), falhas no combate à corrupção, políticas de regulação das redes sociais e a ineficácia no enfrentamento ao desmatamento ilegal na Amazônia. Publicidade O Papel de Flávio Bolsonaro: A sessão de hoje será marcada pelo discurso do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar enviou previamente um documento de 86 páginas ao USTR, onde defendeu o sistema PIX, argumentando que sanções a este meio de pagamento prejudicam investimentos dos próprios EUA. A estratégia de Flávio é pedir a suspensão do “tarifaço”, especialmente até a conclusão das eleições brasileiras, para evitar que a medida fortaleça politicamente o presidente Lula e alimente narrativas anti-EUA. A presença do senador gerou reações. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou a família Bolsonaro de “entreguismo”, criticando a tentativa do senador de dialogar diretamente com o governo americano sobre temas de soberania comercial e nacional. A Estratégia do Governo Federal Por sua vez, o Palácio do Planalto acompanha os desdobramentos de perto. Representantes da Embaixada do Brasil em Washington participam das audiências na condição de observadores. A postura do governo Lula, contudo, é cautelosa. O entendimento oficial é que o ambiente de audiências públicas — de caráter consultivo — não é o local adequado para negociações reais, preferindo conduzir as tratativas em conversas técnicas bilaterais com membros do governo norte-americano. A avaliação da equipe econômica brasileira é que a proposta do USTR possui uma forte motivação política, instigada pelas tensões envolvendo pautas como o controle da internet e questões ambientais. Diante deste cenário, Brasília não acredita numa reversão total das tarifas, mas trabalha ativamente para garantir exceções a produtos estratégicos do agro e da indústria, minimizando assim o impacto sobre a balança comercial. Após as audiências, o governo dos Estados Unidos tem até o dia 15 de julho para anunciar a sua decisão final sobre a aplicação ou não do tarifaço e a lista definitiva de produtos afetados.
Fim da escala 6×1: Câmara aprova PEC que reduz jornada de trabalho

Fim da escala 6×1: Câmara aprova PEC que reduz jornada de trabalho POLÍTICA NACIONAL / TRABALHO Fim da escala 6×1: Câmara aprova PEC que reduz jornada de trabalho Em uma votação que varou a noite, deputados federais deram o aval definitivo à Proposta de Emenda à Constituição. O texto, que assegura a manutenção dos salários, segue agora para o Senado. Por Redação NINJAFSA 27/05/2026 • Atualizado Partilhar RESUMO DA MATÉRIA Vitória histórica para os trabalhadores. O plenário da Câmara dos Deputados aprovou em definitivo a PEC que extingue a escala 6×1. O projeto reduz a jornada máxima para 40 horas semanais, estabelece uma transição de até 14 meses para as empresas e proíbe cortes salariais. O painel do plenário registrou o momento histórico para as leis trabalhistas do país. (Foto: Reprodução / G1) Um marco nas relações de trabalho do Brasil. Após meses de intenso debate, pressão popular nas redes sociais e mobilização de sindicatos, a Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a exaustiva escala de trabalho 6×1 — em que o funcionário trabalha seis dias para folgar apenas um. A votação, que uniu deputados de diferentes espectros políticos pressionados pela opinião pública, consolidou a redução do limite constitucional da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo o direito a, no mínimo, dois dias de descanso remunerado para os trabalhadores sob o regime da CLT. Publicidade Garantias ao trabalhador e adaptação para empresas O texto aprovado manteve as principais vitórias articuladas pelo relator e pelo Governo Federal. A mais comemorada pelos trabalhadores é a cláusula que proíbe expressamente qualquer tipo de redução salarial. Ou seja, mesmo trabalhando menos horas por semana, o ordenado mensal do empregado deverá permanecer intacto, o que na prática significa um aumento no valor da hora trabalhada. O prazo de transição: Para vencer a forte resistência das frentes empresariais e do setor de comércio e serviços — que temiam falências e demissões em massa —, o Congresso aprovou um período de transição de até 14 meses. Este será o tempo limite para que os empregadores reorganizem os seus quadros de funcionários, ajustem escalas para o formato 5×2 ou 4×3 e absorvam os custos de novas contratações. Vale lembrar que, em discussões anteriores, a equipe econômica do Ministério da Fazenda já havia descartado a criação de desonerações tributárias ou subsídios estatais para compensar as empresas, argumentando que o país não possui margem fiscal para tal. Leia Também Fim da escala 6×1: secretário do Tesouro rejeita ‘compensação’ a empresários por redução de jornada Fim da 6×1: CEO do Assaí defende maior flexibilidade para trabalhadores Valdemar diz a empresários que PL do Bolsonaro vai tentar barrar fim da escala 6×1 Com a aprovação definitiva na Câmara dos Deputados, a PEC segue agora para o Senado Federal, onde também precisará passar por duas votações. Se não houver alterações no texto original, a matéria será finalmente promulgada pelo Congresso Nacional, sem necessidade de sanção presidencial. Publicidade Link copiado para a área de transferência!
URGENTE: Câmara aprova em 1º turno PEC que acaba com a escala 6×1 por 472 votos a 22

URGENTE: Câmara aprova em 1º turno PEC que acaba com a escala 6×1 por 472 votos a 22 TRABALHO / BRASÍLIA URGENTE: Câmara aprova em 1º turno PEC que acaba com a escala 6×1 por 472 votos a 22 A proposta de redução da jornada de trabalho obteve vitória esmagadora no plenário, superando amplamente os 308 votos necessários. O texto segue agora para votação em segundo turno. Por Redação NINJAFSA 27/05/2026 • Atualizado recentemente Partilhar A pauta divide opiniões entre as bancadas e é acompanhada de perto por milhões de trabalhadores. (Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados) RESUMO DA MATÉRIA Vitória expressiva para os trabalhadores no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (27), o texto-base da PEC que extingue a escala 6×1. Com 472 votos a favor e apenas 22 contra, o projeto que reduz a jornada para 40 horas semanais segue com força total para a segunda votação. O painel eletrônico confirmou o amplo apoio dos parlamentares à medida. (Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados) O fim da exaustiva escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso) acaba de dar o seu passo mais importante e decisivo no Congresso Nacional. O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, no final da noite desta quarta-feira (27), em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera as jornadas de trabalho no Brasil. O resultado da votação surpreendeu até os mais otimistas: foram impressionantes 472 votos favoráveis (SIM) contra apenas 22 votos contrários (NÃO), ultrapassando com ampla folga o mínimo de 308 votos necessários para aprovar uma alteração na Constituição. Publicidade O que diz o texto aprovado? O parecer vencedor mantém a espinha dorsal do projeto defendido pelos sindicatos e pelo Governo Federal. A proposta aprovada prevê a redução do limite constitucional da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo, de forma definitiva, ao menos dois dias de descanso remunerado na semana para os profissionais contratados via CLT. Transição e Salários: Para atenuar as críticas do setor empresarial (comércio e serviços), o texto incluiu um período de transição de até 14 meses para que os empregadores reestruturem as suas escalas. Além disso, a PEC proíbe terminantemente qualquer tipo de redução salarial decorrente da diminuição das horas trabalhadas. As reações no plenário foram imediatas. Deputados que apoiam a causa trabalhadora comemoraram o placar com aplausos e cantos, enquanto a pequena minoria de 22 parlamentares que votou contra — a maior parte ligada a frentes patronais e alas mais radicais da oposição — lamentou o resultado, alertando novamente para os riscos de aumento dos custos operacionais no varejo. Leia Também Fim da 6×1: CEO do Assaí defende maior flexibilidade para trabalhadores Secretário do Tesouro rejeita ‘compensação’ a empresários por redução de jornada Valdemar diz a empresários que PL vai tentar barrar fim da escala 6×1 Próximos Passos Apesar da vitória esmagadora, o processo ainda não está concluído. Por se tratar de uma Emenda Constitucional, o projeto precisará ser submetido a uma votação em segundo turno na Câmara dos Deputados. Caso mantenha os 308 votos mínimos, o texto seguirá para o Senado Federal, onde também passará por duas rodadas de votação antes de ser promulgado. Publicidade Link copiado para a área de transferência!
Fim da escala 6×1: relator apresenta parecer com redução de jornada de trabalho para 40 horas e transição de até 14 meses

Fim da escala 6×1: relator apresenta parecer com redução de jornada de trabalho para 40 horas e transição de até 14 meses POLÍTICA NACIONAL / TRABALHO Fim da escala 6×1: relator apresenta parecer com redução de jornada de trabalho para 40 horas e transição de até 14 meses A proposta avança de forma decisiva no Congresso Nacional. O novo texto garante a manutenção dos salários atuais e estabelece um prazo razoável para a adaptação do setor produtivo. Por Redação NINJAFSA Atualizado recentemente Partilhar RESUMO DA MATÉRIA O debate sobre o fim da escala 6×1 deu um grande passo. O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) entregou o seu parecer oficial, sugerindo a redução da jornada máxima semanal para 40 horas. Para amenizar o impacto nas empresas, o texto prevê um período de transição de até 14 meses e garante que nenhum trabalhador terá o seu salário reduzido. A mudança nas leis trabalhistas é uma das pautas mais cobradas pela sociedade no Congresso. (Foto: Reprodução / Brasil de Fato) As discussões sobre o futuro das relações de trabalho no Brasil ganharam diretrizes mais claras nesta semana. O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a exaustiva escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso) apresentou formalmente o seu parecer no Congresso Nacional, trazendo novidades e concessões para viabilizar a aprovação do texto. O ponto central do novo parecer é a redução do limite constitucional da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, garantindo, no mínimo, dois dias de descanso remunerado para os trabalhadores sob o regime da CLT. Publicidade Transição para as Empresas Ciente da forte resistência por parte de associações comerciais, do setor de serviços e de partidos da oposição — que argumentam que a mudança abrupta causaria falências e demissões em massa —, o relator incluiu no texto um mecanismo de “amortecimento”. A proposta estipula um período de transição de até 14 meses. Esse prazo foi desenhado para permitir que os empregadores, em especial os pequenos e médios comerciantes, tenham tempo hábil para reorganizar as suas equipas, adaptar os turnos e planear as contratações necessárias sem sofrerem um choque financeiro imediato. Salários Intactos: Uma das maiores preocupações da classe trabalhadora também foi assegurada no documento oficial: a proibição expressa de qualquer redução salarial. A readequação da jornada para as 40 horas semanais deverá ocorrer mantendo o salário base atual de todos os colaboradores, caracterizando um aumento no valor da hora trabalhada. Leia Também Governo envia projeto do fim da escala 6×1 ao Congresso Valdemar diz a empresários em SP que PL do Bolsonaro vai tentar barrar fim da escala 6×1 Fim da 6×1: CEO do Assaí defende maior flexibilidade para trabalhadores Apesar de o parecer representar um avanço significativo para as centrais sindicais, a batalha no plenário promete ser feroz. Lideranças do Partido Liberal (PL) e frentes empresariais já anunciaram que pretendem tentar barrar a PEC ou apresentar emendas que flexibilizem ainda mais as regras de compensação de horas, temendo o impacto da medida no custo final dos produtos e serviços. Com a entrega do relatório, o projeto está agora apto para ser discutido nas comissões antes de ser submetido à votação no plenário da Câmara dos Deputados. Publicidade Link copiado para a área de transferência!
71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, mostra Datafolha

71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, mostra Datafolha | NINJAFSA Link copiado! Economia & Trabalho 71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, mostra Datafolha Apoio cresceu 7 pontos percentuais desde dezembro de 2024. Mulheres (77%), jovens de 16 a 24 anos (83%) e eleitores de Lula (82%) lideram o suporte à mudança. PEC tramita no Congresso com prioridade do governo para o primeiro semestre. NF Por Redação NINJAFSA Atualizado em 15 mar. 2026 · Economia WhatsApp X Copiar link Manifestação pelo fim da escala 6×1 em São Paulo. Crédito: Blog do Magno / Reprodução Datafolha — Fim da escala 6×1 3–5 mar. 2026 · 2.004 entrevistados · 137 municípios · Margem de erro: ±2 p.p. 71% favoráveis Favoráveis à redução 71% Contrários 27% Não responderam 3% Evolução do apoio — dez/2024 × mar/2026 Favoráveis — dez/2024 64% Favoráveis — mar/2026 71% Contrários — dez/2024 33% Contrários — mar/2026 27% Apoio por perfil — % favoráveis 👩 Mulheres 77% a favor22% contra 👨 Homens 64% a favor34% contra 🧑 Jovens 16–24 anos 83% a favor16% contra 🧓 60 anos ou mais 55% a favor41% contra 🗳️ Eleitores de Lula (2022) 82% a favor16% contra 🗳️ Eleitores de Bolsonaro (2022) 55% a favor43% contra 💼 Trabalham 6–7 dias/semana 68% a favor31% contra 🏖️ Trabalham até 5 dias/semana 76% a favor22% contra Pesquisa Datafolha realizada entre 3 e 5 de março de 2026. Foram ouvidas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios brasileiros. Margem de erro: ±2 pontos percentuais. Nível de confiança: 95%. Divulgada pela Folha de S.Paulo em 14 de março. Resumo da matéria — clique para expandir Uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado (14) confirma que sete em cada dez brasileiros querem o fim da escala 6×1. O apoio à redução da jornada máxima de trabalho saltou de 64% em dezembro de 2024 para 71% em março de 2026 — alta de 7 pontos percentuais em três meses. A rejeição caiu de 33% para 27% no mesmo período. O crescimento do apoio é transversal: cobre todos os gêneros, faixas etárias e preferências político-partidárias. Mulheres (77%), jovens de 16 a 24 anos (83%) e eleitores de Lula (82%) lideram. Mesmo entre eleitores de Bolsonaro, a maioria — 55% — é favorável. A proposta em debate no Congresso prevê a substituição da escala 6×1 por uma jornada de 40 horas semanais, em cinco dias, sem redução salarial, o chamado modelo 5×2. Sete em cada dez brasileiros querem trabalhar menos. Essa é, em resumo, a mensagem do mais recente levantamento do Datafolha sobre o fim da escala 6×1, pesquisa divulgada no sábado (14) pela Folha de S.Paulo. Com 71% de aprovação, o apoio à redução da jornada máxima de trabalho atingiu seu maior patamar desde que o tema entrou com força no debate público — em novembro de 2024, quando manifestações tomaram a Avenida Paulista com o empurrão do movimento criado pela influenciadora Rick Azevedo. O dado mais revelador da pesquisa não é o número em si, mas a sua velocidade de crescimento. Em apenas três meses — entre dezembro de 2024 e março de 2026 —, o apoio saltou de 64% para 71%, enquanto a rejeição despencou de 33% para 27%. São sete pontos de diferença em favor da proposta, conquistados em um trimestre em que o tema ainda não avançou concretamente no Congresso. A tendência sugere que, quanto mais o assunto é debatido, mais a população adere à ideia. O perfil de quem apoia a mudança revela um dado politicamente significativo: o apoio é majoritário em todos os grupos — mesmo naqueles historicamente associados a posições mais conservadoras sobre direitos trabalhistas. Entre os eleitores de Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022, 55% são favoráveis ao fim da escala e apenas 43% são contrários. No campo oposto, entre eleitores de Lula, o apoio chega a 82%. A leitura que fica é simples: esse não é um debate partidário. É um debate de quem trabalha muito e descansa pouco. Leia também PEC do fim da escala 6×1: veja em que pé está a votação no Congresso e o que falta para avançar O que muda para o trabalhador com o modelo 5×2: direitos, salário e jornada Empresários contra a escala 5×2: entenda os argumentos do setor produtivo sobre impacto nos custos Um recorte chama atenção pelo aparente paradoxo: quem trabalha seis ou sete dias por semana — ou seja, quem seria o mais direto beneficiário da mudança — apoia menos a medida (68%) do que quem já trabalha até cinco dias (76%). O Datafolha oferece uma explicação: entre os que cumprem jornadas mais longas, há maior proporção de autônomos e empresários, para os quais trabalhar mais dias pode significar ganhar mais. Entre os que já têm escala 5×2, predominam servidores públicos, cuja remuneração não varia com o número de horas trabalhadas. Publicidade A geração mais jovem empurra o debate com mais força. Entre os entrevistados de 16 a 24 anos, 83% são favoráveis ao fim da escala — o maior índice de qualquer faixa etária. Esse dado não é acidental: foi justamente a geração Z que protagonizou o movimento nas redes sociais e nas ruas em 2024, tornando o tema viral antes de ele sequer ser formalmente apresentado ao Congresso. À medida que essa geração envelhece e ocupa mais postos no mercado de trabalho, a pressão política por essa mudança tende a crescer. O recorte de gênero também é expressivo. As mulheres apoiam o fim da escala com mais intensidade do que os homens: 77% contra 64%. A diferença está alinhada com o argumento mais frequentemente usado pelo presidente Lula para justificar a proposta — o de que a redução da jornada beneficiaria especialmente as mulheres, que frequentemente acumulam o emprego com tarefas domésticas e cuidado de filhos, configurando a chamada dupla jornada. “A redução da jornada de trabalho pode beneficiar especialmente as mulheres, que muitas vezes saem do trabalho e ainda têm um segundo turno em casa.”— Presidente Luiz Inácio Lula
Fim da 6×1: CEO do Assaí defende maior flexibilidade para trabalhadores

Fim da 6×1: CEO do Assaí defende maior flexibilidade para trabalhadores ECONOMIA E NEGÓCIOS Fim da 6×1: CEO do Assaí defende maior flexibilidade para trabalhadores Belmiro Gomes, presidente da gigante atacadista, manifestou-se sobre a PEC que tramita no Congresso e apontou a necessidade de equilibrar a qualidade de vida do colaborador com as operações do varejo. PorRedação NINJAFSAAtualizado recentemente Partilhar RESUMO DA MATÉRIA O setor de supermercados, um dos mais dependentes da escala 6×1, começou a posicionar-se sobre a proposta de fim dessa jornada de trabalho. Belmiro Gomes, CEO do Assaí Atacadista, defendeu que as empresas precisam ter maior flexibilidade para adaptar as escalas, reconhecendo a demanda dos trabalhadores por melhor qualidade de vida. Belmiro Gomes durante entrevista onde abordou as perspectivas do setor varejista. (Foto: Reprodução/CNN Brasil) O debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 (seis dias trabalhados para um de descanso) chegou de forma incisiva ao alto escalão do varejo nacional. Belmiro Gomes, CEO do Assaí Atacadista, uma das maiores redes de supermercados do Brasil, abordou o tema recentemente, apontando caminhos para o futuro das relações laborais no setor. O setor supermercadista é historicamente um dos mais afetados por eventuais mudanças na jornada de trabalho, uma vez que a operação das lojas exige funcionamento ininterrupto, atendendo os consumidores de domingo a domingo. Diante da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tramita no Congresso, Gomes defendeu que a palavra-chave para o impasse é a “flexibilidade”. Qualidade de vida x Operação O executivo reconheceu que as demandas dos trabalhadores por mais tempo de descanso e qualidade de vida são legítimas e precisam ser ouvidas pelo setor empresarial. Contudo, alertou que uma mudança brusca e engessada na legislação pode gerar graves desequilíbrios operacionais para as empresas que prestam serviços essenciais com horários alargados. A visão do CEO: Gomes sugeriu que, em vez de uma proibição absoluta, o ideal seria permitir a negociação de escalas mais flexíveis — como modelos 5×2 ou até mesmo 4×3 em determinados departamentos —, desde que haja segurança jurídica para as empresas implementarem as alterações sem o risco de gerar um aumento drástico de custos que acabe sendo repassado diretamente para os preços nas prateleiras. A declaração do CEO do Assaí reflete o sentimento de parte do setor produtivo, que busca um meio-termo na discussão legislativa. Representantes do varejo e do comércio temem que a extinção da jornada 6×1 sem contrapartidas ou regras adaptáveis force cortes no quadro de funcionários ou encareça as folhas de pagamento em níveis insustentáveis para o pequeno e médio empreendedor. Leia Também Secretário do Tesouro rejeita ‘compensação’ a empresários por redução de jornada Sindicatos planeiam mobilizações em várias capitais a favor do fim da escala 6×1 Enquanto o debate continua polarizado em Brasília, a manifestação de líderes de grandes empregadores como o Assaí pode sinalizar o início de uma articulação do setor privado para propor textos alternativos aos deputados federais nas próximas comissões. Link copiado para a área de transferência!
Fim da escala 6×1: secretário do Tesouro rejeita ‘compensação’ a empresários por redução de jornada

Fim da escala 6×1: secretário do Tesouro rejeita ‘compensação’ a empresários por redução de jornada ECONOMIA E TRABALHO Fim da escala 6×1: secretário do Tesouro rejeita ‘compensação’ a empresários por redução de jornada Governo federal descarta a criação de subsídios ou desonerações tributárias para empresas como forma de mitigar os custos de uma possível mudança nas leis laborais. PorRedação NINJAFSA26/02/2026 • Atualizado Partilhar RESUMO DA MATÉRIA O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou um novo capítulo. O secretário do Tesouro Nacional rejeitou a possibilidade de o governo federal criar subsídios ou desonerações para ajudar os empresários a absorverem os custos de uma eventual redução da jornada de trabalho, argumentando limitações fiscais. A equipa económica descarta usar recursos públicos para compensar a transição da jornada. (Foto: Reprodução) O intenso debate sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa pôr fim à escala de trabalho 6×1 ganhou um novo e contundente posicionamento por parte da equipa económica do governo federal. O secretário do Tesouro Nacional fechou a porta à possibilidade de o Estado arcar com os custos de uma eventual mudança laboral. Publicidade Diante do avanço da pauta no Congresso, setores empresariais e entidades patronais começaram a pressionar o Executivo por “contrapartidas”. A exigência do setor privado era clara: se a jornada for reduzida, forçando a contratação de novos funcionários para cobrir os dias de folga, o governo deveria oferecer desonerações na folha de pagamentos ou subsídios fiscais para evitar demissões em massa e aumentos nos preços. Responsabilidade Fiscal: O secretário foi categórico ao rejeitar a ideia, argumentando que o país não possui espaço no orçamento para criar novos benefícios tributários. “O custo de uma alteração nas relações de trabalho entre empregador e empregado não pode ser repassado para o contribuinte nem onerar ainda mais as contas públicas”, destacou. A declaração lança um balde de água fria nas expectativas do comércio e da indústria, que argumentam não ter margem de lucro suficiente para absorver os impactos de uma transição para o modelo de 5×2 ou 4×3 sem algum tipo de amparo estatal. Leia Também Valdemar diz a empresários que PL vai tentar barrar fim da escala 6×1 Trabalhadores organizam novos atos a favor da redução da jornada no fim de semana Com o governo a afastar a hipótese de compensações financeiras, a batalha em torno do fim da escala 6×1 concentrar-se-á inteiramente no embate político dentro da Câmara dos Deputados, onde deputados dividem-se entre os apelos das centrais sindicais e os alertas do setor produtivo. Link copiado para a área de transferência!
Valdemar diz a empresários em SP que PL do Bolsonaro vai tentar barrar fim da escala 6×1

Valdemar diz a empresários em SP que PL do Bolsonaro vai tentar barrar fim da escala 6×1 POLÍTICA NACIONAL Valdemar diz a empresários em SP que PL do Bolsonaro vai tentar barrar fim da escala 6×1 O presidente do Partido Liberal afirmou que a sigla atuará de forma contrária no Congresso para travar o avanço da proposta que altera a jornada de trabalho no país. Por Redação NINJAFSA 25/02/2026 • Atualizado Partilhar RESUMO DA MATÉRIA O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, reuniu-se com empresários em São Paulo e declarou que a sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro tentará travar a proposta que prevê o fim da jornada 6×1. O tema tem gerado forte debate no Congresso Nacional e entre a sociedade civil. Valdemar Costa Neto durante encontro com o sector produtivo em São Paulo. (Foto: Reprodução) O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou a um grupo de empresários em São Paulo que a legenda trabalhará ativamente para tentar barrar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. Publicidade A declaração ocorreu durante um encontro fechado voltado a debater os possíveis impactos económicos da medida no sector produtivo e no retalho. A proposta, que sugere o fim do modelo de seis dias trabalhados para um de descanso, vem gerando intensos debates tanto nos corredores do Congresso Nacional quanto nas redes sociais entre trabalhadores e sindicatos. Atuação no Congresso Segundo Valdemar, a sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro — que hoje detém a maior bancada na Câmara dos Deputados — atuará de forma contrária ao avanço do texto nas comissões temáticas e, eventualmente, no plenário. O embate económico: Enquanto os defensores da medida argumentam que o fim da escala 6×1 trará mais qualidade de vida e saúde mental aos trabalhadores, empresários e representantes de entidades patronais afirmam que a mudança abrupta pode gerar aumento de custos operacionais e até possíveis demissões, prejudicando o funcionamento do comércio. Leia Também Entenda o que propõe o texto que pede o fim da escala 6×1 no Brasil Sindicatos planeiam mobilizações em várias capitais a favor da nova jornada Economistas avaliam os prós e contras da redução de horas de trabalho no sector de serviços O dirigente partidário justificou a posição da bancada afirmando que o momento económico exige cautela e que a imposição de uma nova regra trabalhista de forma generalizada pode asfixiar os pequenos e médios empreendedores, que seriam os mais afetados pela necessidade de contratações adicionais para cobrir os turnos. Publicidade O tema continuará em destaque nas próximas semanas em Brasília, com a expectativa de que o PL encabece a articulação para travar a tramitação da proposta ou, ao menos, forçar uma profunda alteração no texto original antes de qualquer votação. Link copiado para a área de transferência!
Governo espera arrecadar R$ 14 bilhões neste ano com alta na tarifa de importação de mais de mil produtos; celulares foram taxados

Governo espera arrecadar R$ 14 bilhões com alta em tarifas de importação ECONOMIA Governo espera arrecadar R$ 14 bilhões neste ano com alta na tarifa de importação de mais de mil produtos; celulares foram taxados Medida visa proteger a indústria nacional da concorrência externa e dar fôlego ao caixa do Tesouro para o cumprimento das metas do arcabouço fiscal; eletrônicos estão na mira. Por Redação NINJAFSA 24/02/2026 • 15:10 Partilhar RESUMO DA MATÉRIA O governo federal confirmou que a recente elevação das tarifas de importação atingirá mais de mil produtos estrangeiros, com destaque para o setor de eletroeletrônicos e celulares. A expectativa do Ministério da Fazenda é injetar R$ 14 bilhões adicionais aos cofres públicos em 2026, combinando proteção à indústria nacional e ajuste fiscal. Setores de comércio e logística alertam para o encarecimento de produtos na ponta. (Foto: Reprodução) A s recentes mudanças nas alíquotas do Imposto de Importação terão um impacto duplo e substancial na economia brasileira neste ano. Segundo estimativas do Ministério da Fazenda, a decisão de elevar as tarifas de mais de mil itens fabricados no exterior deverá gerar uma arrecadação extra de R$ 14 bilhões para os cofres públicos ao longo de 2026. Publicidade A medida atende diretamente a dois interesses centrais do Palácio do Planalto: a necessidade urgente de aumentar receitas para tentar cumprir a meta de déficit zero prevista no arcabouço fiscal, e a forte pressão do setor produtivo local, que alegava concorrência desleal com produtos asiáticos. Entre os itens mais afetados pelo reajuste estão os smartphones e diversos produtos eletroeletrônicos. O Impacto nos Celulares: Como já noticiado, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) alertava para o risco de “colapso” nas fábricas locais se a invasão de importados baratos não fosse contida. Com a nova taxação, os celulares importados perderão a vantagem competitiva de preço. Especialistas do varejo alertam que a conta recairá sobre o consumidor, encarecendo os aparelhos nas vitrines já no próximo mês. A lista de mais de mil produtos também abrange itens do setor químico, peças automotivas, maquinário industrial e artigos têxteis. Enquanto a equipe econômica do ministro Fernando Haddad comemora a previsão de R$ 14 bilhões como um alívio fiscal, associações de importadores e varejistas criticam a medida, argumentando que a alta tributária pode gerar inflação em cadeia, uma vez que muitos dos itens taxados são insumos para outras indústrias no Brasil. Leia Também Indústria alertou para “colapso” antes da taxação dos celulares Haddad defende resultados fiscais e critica oposição Dívida pública pressiona metas e força governo a buscar arrecadação Publicidade O governo sustenta que as alterações respeitam os acordos do Mercosul e as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), tratando-se de recomposições tarifárias estratégicas para proteger a geração de empregos formais no país.