Renan Santos aciona TSE para suspender reajuste do Bolsa Família às vésperas da eleição
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Renan Santos aciona TSE para suspender reajuste do Bolsa Família às vésperas da eleição Publicidade Institucional Foto: Reprodução Política e Justiça Publicado em 18/09/2026 | Atualizado hoje Renan Santos aciona TSE para suspender reajuste do Bolsa Família às vésperas da eleição Coordenador do MBL protocolou representação na Justiça Eleitoral alegando que o aumento do benefício, anunciado a apenas 17 dias do primeiro turno, configura abuso de poder político e econômico por parte do governo federal. O anúncio do reajuste do Bolsa Família, feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a menos de três semanas do primeiro turno das eleições de 2026, foi rapidamente parar nos tribunais. O coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, protocolou nesta sexta-feira (18) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a suspensão imediata da medida. Na peça jurídica apresentada à Corte, Renan Santos argumenta que o momento escolhido pelo Palácio do Planalto para injetar novos recursos no programa social fere frontalmente a legislação. Segundo a denúncia, a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) proíbe a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública em ano eleitoral, exceto em casos de calamidade pública ou programas sociais com execução orçamentária já em andamento desde o ano anterior. Abuso de poder político e econômico Os advogados que representam Renan Santos na ação argumentam que, embora o programa Bolsa Família já exista, a criação de novos adicionais para adolescentes e o aumento real acima da inflação representam uma “ampliação artificial de benefícios com fins puramente eleitoreiros”. A oposição avalia que a injeção de dinheiro na base da pirâmide econômica no mês da eleição desequilibra o pleito. “É um uso escancarado da máquina pública para tentar alavancar a popularidade da base do governo na reta final da campanha. Não somos contra a assistência social, mas a lei é clara ao vedar benesses de última hora para tentar comprar a simpatia do eleitorado”, afirmou Renan Santos nas redes sociais após o protocolo da ação. A representação inclui um pedido de medida liminar (decisão provisória urgente) para que o TSE suspenda a liberação dos novos valores, previstos já para a folha de pagamento da última semana de setembro, até que o processo eleitoral seja totalmente concluído. Defesa do Governo Federal Durante o anúncio oficial do reajuste, o presidente Lula antecipou-se às críticas e negou que a medida tivesse finalidade eleitoral. O governo federal sustenta que o espaço para a correção dos valores estava garantido na Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada pelo Congresso no ano passado, o que daria amparo legal ao reajuste mesmo em ano de pleito. A Advocacia-Geral da União (AGU) deverá ser notificada nos próximos dias para apresentar a defesa formal da Presidência da República. A expectativa agora recai sobre o presidente do TSE, que deverá designar um relator para avaliar a urgência do pedido de suspensão do reajuste e emitir um parecer antes da data prevista para os pagamentos. Publicidade
Mendonça vai relatar ação de Renan Santos contra reajuste do Bolsa Família

Mendonça vai relatar ação de Renan Santos contra reajuste do Bolsa Família Publicidade Institucional Foto: Reprodução Política e Justiça Publicado em 18/09/2026 | Atualizado hoje Mendonça vai relatar ação de Renan Santos contra reajuste do Bolsa Família Ministro do STF e membro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi sorteado para analisar o pedido liminar que tenta suspender a injeção de novos recursos no programa social a menos de três semanas das eleições. O ministro André Mendonça foi definido nesta sexta-feira (18) como o relator da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família. A representação, movida pelo coordenador do MBL, Renan Santos, pede a suspensão imediata do aumento anunciado pelo governo federal a 17 dias do primeiro turno das eleições de 2026. A definição da relatoria ocorreu por sorteio eletrônico no sistema da Corte eleitoral. Caberá a Mendonça, que atua simultaneamente como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e membro titular do TSE, dar os primeiros despachos no processo e decidir sobre o pedido de medida liminar (decisão provisória e urgente) formulado pela oposição. Argumentos na mesa do relator Na peça jurídica que agora está no gabinete de Mendonça, os advogados de Renan Santos sustentam que a injeção de recursos extras no programa de transferência de renda no mês do pleito configura abuso de poder político e econômico. A oposição baseia a denúncia na Lei das Eleições, que proíbe a criação ou ampliação de benefícios por parte da administração pública em anos eleitorais para evitar que a máquina pública seja usada para desequilibrar a disputa. A representação solicita expressamente que a Corte proíba a liberação dos novos valores — que incluem um aumento real e a criação de adicionais para adolescentes — já na folha de pagamento programada para a última semana de setembro, determinando que qualquer reajuste só entre em vigor após o fim de todo o processo eleitoral. Próximos passos Com a distribuição do processo, a expectativa é de que o ministro André Mendonça determine a notificação da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Presidência da República para que apresentem uma defesa prévia antes de qualquer decisão liminar. O governo federal já antecipou publicamente que o reajuste possui amparo legal por estar previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada no ano passado. A celeridade do caso é um fator chave. Como a próxima rodada de pagamentos do Bolsa Família está a poucos dias de ser iniciada pela Caixa Econômica Federal, uma decisão monocrática de Mendonça sobre a suspensão ou manutenção do reajuste é aguardada para o início da próxima semana. Publicidade Institucional
Flávio Bolsonaro define nome para vice em chapa à Presidência; anúncio acontece nesta quarta
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Flávio Bolsonaro define nome para vice em chapa à Presidência; anúncio acontece nesta quarta Publicidade Foto: Reprodução Política 05/08/2026 Flávio Bolsonaro define nome para vice em chapa à Presidência; anúncio acontece nesta quarta Após semanas de indefinição e recusas de partidos de centro-direita, o senador e pré-candidato do PL bateu o martelo sobre o companheiro de chapa. Escolha visa consolidar a base conservadora a poucos dias do fim do prazo legal estipulado pelo TSE. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concluiu as negociações para a composição de sua chapa rumo ao Palácio do Planalto. A coordenação da campanha confirmou que o nome que ocupará a vaga de candidato a vice-presidente já foi definido e será apresentado oficialmente ao público e à imprensa na tarde desta quarta-feira (5), em Brasília. A definição ocorre na reta final do prazo legal estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a oficialização de coligações e o registro definitivo de candidaturas. A escolha do vice se tornou um dos principais desafios políticos para o pré-candidato nas últimas semanas, exigindo intensa articulação nos bastidores de Brasília. Contexto de isolamento partidário O anúncio encerra um período turbulento para a pré-campanha do PL. Nos últimos dias, Flávio Bolsonaro sofreu reveses significativos na tentativa de ampliar seu arco de alianças. O Partido Progressistas (PP) e o Republicanos realizaram convenções nacionais e optaram pela neutralidade no primeiro turno das eleições presidenciais, recusando coligação formal com a legenda de Flávio. Essas decisões inviabilizaram opções prioritárias da campanha para o posto de vice. O Republicanos barrou a indicação da economista e ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, enquanto o PP vetou a participação da senadora e ex-ministra Tereza Cristina, que já havia sinalizado positivamente ao convite do PL. Estratégia e próximos passos Diante do fechamento de portas das siglas de médio e grande porte, a cúpula do PL passou a avaliar a formação de uma “chapa puro-sangue” (composta por dois filiados do mesmo partido) ou a indicação de um quadro ligado a partidos menores alinhados ideologicamente à direita. A coordenação da campanha tem mantido o nome do escolhido sob estrito sigilo para evitar novos desgastes ou vazamentos antes do evento oficial. A formalização da chapa nesta quarta-feira é o passo definitivo para o início da estrutura operacional da campanha. Sem o tempo adicional de televisão e rádio que seria aportado por partidos como PP e Republicanos, a estratégia agora se concentrará em maximizar o tempo a que o PL tem direito, proporcional ao tamanho de sua própria bancada na Câmara dos Deputados, e na mobilização orgânica do eleitorado pelas redes sociais. Publicidade
Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula e lidera simulação de segundo turno, aponta agregador de pesquisas da BBC Brasil

Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula e lidera simulação de segundo turno, aponta agregador de pesquisas da BBC Brasil Foto: Reprodução / Montagem Política Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula e lidera simulação de segundo turno, aponta agregador de pesquisas da BBC Brasil Em uma disputa antecipada para as eleições presidenciais de 2026, o senador pelo Rio de Janeiro desponta numericamente à frente do atual presidente. Metodologia consolida dados de diversos institutos de pesquisa para traçar tendências do eleitorado. Um novo levantamento consolidado pelo agregador de pesquisas da BBC News Brasil, divulgado nesta semana, indica uma reviravolta nas simulações de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece numericamente à frente do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um eventual confronto direto. A ferramenta estatística utilizada pela emissora britânica não realiza entrevistas próprias. Em vez disso, ela compila, pondera e analisa os resultados das principais pesquisas de intenção de voto realizadas por diferentes institutos no país. O objetivo é reduzir as margens de erro individuais e apresentar uma média móvel que reflita tendências mais consistentes do eleitorado. Resultados do agregador De acordo com os dados consolidados, Flávio Bolsonaro assumiu a liderança na simulação de segundo turno. Embora as margens costumem ser estreitas, indicando um cenário de forte polarização política, o movimento de ascensão do senador em relação ao atual mandatário marca uma mudança no panorama eleitoral captado até os meses anteriores. Especialistas em ciência política apontam que o crescimento do senador pode estar atrelado à consolidação de seu nome como o principal herdeiro político da base de apoio de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível. Além disso, as oscilações na avaliação do governo federal — influenciadas por fatores econômicos e pautas de costume — também refletem diretamente nas intenções de voto para a reeleição de Lula. Próximos passos e cautela analítica O agregador da BBC Brasil é atualizado periodicamente à medida que novos levantamentos são registrados e publicados pelos institutos de pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e na mídia. É importante ressaltar que pesquisas eleitorais, especialmente aquelas realizadas a meses de distância do pleito oficial, representam um retrato momentâneo da opinião pública e não uma previsão definitiva dos resultados. Os partidos agora devem intensificar suas estratégias e articulações. Enquanto a base governista busca ações para melhorar a percepção da economia e da gestão pública, a oposição trabalha para manter o engajamento de seu eleitorado e consolidar Flávio Bolsonaro como o nome viável para a disputa presidencial do próximo ano.
Petrobras encerra desconto da gasolina, mas governo corta impostos para evitar alta nas bombas

Petrobras encerra desconto da gasolina, mas governo corta impostos para evitar alta nos postos Foto: Reuters / Reprodução Economia Petrobras encerra desconto da gasolina, mas governo corta impostos para evitar alta nas bombas Estatal deixou de aplicar subvenção de R$ 0,44 por litro após fim de medida provisória. Para compensar consumidor final, governo federal editou decreto que corta R$ 0,63 no PIS/Cofins do combustível. A Petrobras informou que, a partir desta quinta-feira (10), deixou de aplicar o desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A vendida às distribuidoras. A mudança ocorreu devido ao encerramento da vigência da Medida Provisória nº 1.358/2026, que garantia o subsídio aos produtores e importadores em meio à recente crise nos preços de energia no mercado global. Apesar do fim do benefício concedido pela estatal, os motoristas não devem sentir impacto nos postos de combustíveis. Isso porque, de forma coordenada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto cortando em R$ 0,63 os tributos federais (PIS/Pasep e Cofins) incidentes sobre a gasolina. Confusão no anúncio e correção da Petrobras A comunicação sobre os novos preços gerou confusão na noite de quarta-feira (9). Inicialmente, a Petrobras havia anunciado que a retirada do desconto de R$ 0,44 seria somada a um aumento direto de R$ 0,19, elevando o preço médio para as distribuidoras de R$ 2,61 para R$ 3,24 (alta de R$ 0,63 no total). No entanto, na manhã desta quinta-feira (10), a Petrobras voltou atrás e publicou uma correção. A estatal cancelou o reajuste que havia sido anunciado e informou que a alteração nos preços corresponde apenas à suspensão do desconto de R$ 0,44. Dessa forma, o preço médio de venda da gasolina A para as distribuidoras passou a ser de R$ 3,05 por litro. Com a desoneração de R$ 0,63 em impostos feita pelo governo sendo maior do que a retirada do desconto de R$ 0,44 da Petrobras, o efeito final percebido pelas distribuidoras — considerando o preço do combustível mais os tributos — será, na verdade, de uma redução de R$ 0,19 por litro. Resta agora acompanhar se essa pequena margem de queda será repassada pelas distribuidoras e donos de postos ao consumidor final nas bombas. Medidas para o Etanol e Diesel Além da desoneração da gasolina, o pacote de medidas do governo federal para o setor de combustíveis inclui benefícios para outros produtos. O decreto editado zerou totalmente os impostos federais (redução de R$ 0,19 por litro) sobre o etanol hidratado, buscando tornar o biocombustível mais competitivo para os proprietários de veículos flex. As desonerações valem, inicialmente, até 9 de outubro. Para o óleo diesel, essencial para o transporte de cargas, o governo anunciou uma nova subvenção de até R$ 1,00 por litro. Contudo, a Petrobras comunicou que essa medida ainda não entrou em prática em suas refinarias. A companhia aguarda a publicação oficial e a regulamentação das regras desse novo subsídio antes de aplicá-lo nos preços repassados às distribuidoras.
Coaf aponta que Vorcaro repassou valor superior ao admitido por Flávio Bolsonaro para filme ‘Dark Horse’

Coaf aponta que Vorcaro repassou valor superior ao admitido por Flávio Bolsonaro para filme ‘Dark Horse’ Política Coaf aponta que Vorcaro repassou valor superior ao admitido por Flávio Bolsonaro para filme ‘Dark Horse’ Relatório revela nova transferência de US$ 1,6 milhão ao fundo do longa-metragem após cobranças do senador, contrariando versão de que pagamentos haviam cessado. Por Redação NINJAFSA 01 de setembro de 2026 WhatsApp X (Twitter) Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) articulou repasses para a produção do longa-metragem | Crédito: Reprodução O financiamento de “Dark Horse”, projeto cinematográfico focado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou a ser alvo de apurações. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), tornado público nesta terça-feira (1º), mostra que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro fez repasses milionários à produção que ultrapassam o montante admitido publicamente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A nova documentação revela uma transferência de US$ 1,66 milhão (aproximadamente R$ 9 milhões) efetuada em setembro de 2025. O repasse ocorreu exatamente oito dias depois de o senador cobrar de Vorcaro a regularização de parcelas que estariam atrasadas. Essa constatação contraria a versão apresentada anteriormente pelo parlamentar, que sustentava que as injeções financeiras do ex-dono do Banco Master haviam sido encerradas em maio do ano passado. Com esse pagamento adicional, o total comprovadamente enviado por Vorcaro para a produção do filme salta de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões — o equivalente a mais de R$ 65 milhões, na cotação da época. Os recursos tiveram como destino o Havengate Development Fund, um fundo sediado no estado do Texas, nos Estados Unidos, que é administrado por pessoas próximas à família Bolsonaro. As investigações também apontam indícios de um oitavo pagamento. Em trocas de mensagens interceptadas em outubro de 2025, o publicitário Thiago Miranda, responsável por ajudar na captação de recursos, perguntou ao banqueiro sobre a liberação de mais dinheiro. Vorcaro respondeu de forma direta: “Sim. Liberei mais uma hoje”, e ainda pediu que Miranda apresentasse desculpas a Flávio Bolsonaro pela demora na transferência. Caso esse novo repasse seja confirmado pela quebra de sigilo, o desembolso total de Vorcaro pode encostar na casa dos R$ 72 milhões. O acordo inicial negociado pelo senador Flávio Bolsonaro com o banqueiro previa um aporte ainda maior para o projeto, estimado em US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões). A Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), tenta agora rastrear o caminho final do dinheiro enviado ao exterior. Uma das principais linhas de investigação apura se o montante milionário foi integralmente utilizado na produção e finalização do filme, ou se parte dos recursos acabou sendo desviada para custear despesas pessoais do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em solo americano. Procurada pela imprensa para explicar a divergência nas informações e os novos valores apontados pelo Coaf, a equipe de Flávio Bolsonaro optou por não entrar em detalhes. A assessoria do senador declarou apenas que o assunto “não é com a gente” e orientou que os questionamentos sobre os valores sejam direcionados à produtora responsável pelo longa-metragem. Leia também Entenda a operação que prendeu Daniel Vorcaro e liquidou o Banco Master STF autoriza inquérito da Polícia Federal para rastrear verbas do filme de Bolsonaro
Os irmãos Batista entram no setor de defesa com aquisição da Avibras
Os irmãos Batista entram no setor de defesa com aquisição da Avibras Publicidade Institucional Foto: Reprodução Economia Os irmãos Batista entram no setor de defesa com aquisição da Avibras Grupo J&F adquire controle total da fabricante estratégica de mísseis e foguetes das Forças Armadas. Negócio encerra período de grave crise financeira da companhia paulista, que se encontrava em recuperação judicial desde 2022. A holding J&F Investimentos, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista — empresários também responsáveis pela JBS —, concluiu as tratativas para a aquisição de 100% da Avibras Indústria Aeroespacial, uma das principais empresas da Base Industrial de Defesa do Brasil. O movimento marca a entrada oficial do grupo empresarial no setor de armamentos pesados e tecnologia militar. A transação foi oficializada por meio da empresa Globe Investimentos e notificada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Com a aquisição por um grupo nacional, o acordo mantém o controle de tecnologias militares de interesse de Estado em território brasileiro, afastando o risco de a companhia ser vendida a investidores estrangeiros. Os valores exatos da operação não foram divulgados publicamente pelas partes. Crise financeira e valor estratégico A Avibras é a desenvolvedora do sistema de artilharia de foguetes Astros 2020 e do Míssil Tático de Cruzeiro (MTC-300), projetos prioritários e estratégicos do Exército Brasileiro. Apesar da relevância tecnológica e militar, a empresa enfrentava uma severa crise financeira nos últimos anos. Em 2022, a companhia entrou em recuperação judicial acumulando dívidas estimadas em cerca de R$ 600 milhões. Como reflexo do esgotamento de caixa, a fabricante acumulou paralisações produtivas e lidou com uma extensa greve de funcionários em sua fábrica localizada em Jacareí, no interior de São Paulo. A entrada do grupo J&F tem como objetivo imediato a injeção de capital para quitar dívidas operacionais e passivos trabalhistas acumulados, permitindo que a linha de montagem volte a operar em sua capacidade regular. Próximos passos Após a formalização e o aval definitivo dos órgãos reguladores, o passo seguinte será a completa reestruturação gerencial da fábrica paulista. A expectativa do Ministério da Defesa e do setor industrial é de que a nova gestão assegure a entrega de suprimentos bélicos contratados pelo governo federal e retome a competitividade internacional da empresa. Historicamente, a Avibras já exportou seus sistemas avançados de defesa para dezenas de países, com destaque para nações do Oriente Médio, e a retomada da saúde financeira é vista como fundamental para honrar contratos de exportação já estabelecidos e buscar novos mercados globais. Publicidade
Fuga de R$ 15 bilhões de capital estrangeiro faz bolsa brasileira registrar 12ª queda consecutiva
Fuga de R$ 15 bilhões de capital estrangeiro faz bolsa brasileira registrar 12ª queda consecutiva Publicidade Foto: Reprodução / Ilustrativa Economia Fuga de R$ 15 bilhões de capital estrangeiro faz bolsa brasileira registrar 12ª queda consecutiva Após meses de recordes, o principal índice da B3 fechou em desvalorização por doze sessões seguidas. O movimento de retração é impulsionado pela maior saída mensal de investidores internacionais desde 2022. O mercado financeiro brasileiro atravessa um período de forte correção. O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo (B3), encerrou o pregão em queda pelo 12º dia útil consecutivo. A sequência negativa rompe com a tendência de alta observada nos meses anteriores, quando o mercado doméstico acumulou sucessivos recordes históricos de pontuação. Segundo analistas do setor financeiro, a mudança abrupta de comportamento tem um fator central: a forte retirada de capital estrangeiro do país. Dados consolidados até o dia 20 de agosto de 2026 apontam que o volume financeiro retirado por investidores internacionais já totaliza R$ 15 bilhões. O montante representa a maior saída mensal de recursos externos da bolsa brasileira desde o ano de 2022. Impacto das variáveis globais e locais A fuga de capital estrangeiro costuma ditar o ritmo da bolsa brasileira, uma vez que os investidores institucionais de fora do país respondem por mais da metade do volume financeiro movimentado diariamente na B3. Quando esses grandes fundos decidem realocar seus recursos, o impacto direto recai sobre as ações de maior liquidez e peso no índice, como bancos e exportadoras de commodities. A reprecificação dos ativos brasileiros reflete um ajuste de expectativas do mercado frente aos cenários macroeconômicos. Movimentos de retirada expressiva de capital de países emergentes costumam estar atrelados à busca por segurança, geralmente motivada pela manutenção ou expectativa de juros altos em economias desenvolvidas, somada a avaliações sobre o cenário fiscal e as metas econômicas internas do Brasil. Próximos passos do mercado O período prolongado de baixas liga o alerta para investidores e gestores de fundos, que passam a buscar novos pontos de suporte técnico para o Ibovespa. A expectativa nos próximos dias se volta para a divulgação de novos indicadores de inflação e emprego, tanto no mercado interno quanto no exterior. Os números a serem apresentados pelos bancos centrais serão determinantes para sinalizar se a debandada do capital estrangeiro se trata de um ajuste pontual de carteiras ou de uma tendência estrutural de aversão ao risco prolongada para o último trimestre do ano. Publicidade
Sem PP e Republicanos, Flávio Bolsonaro caminha para disputar eleição presidencial sem coligação formal

Sem PP e Republicanos, Flávio Bolsonaro caminha para disputar eleição presidencial sem coligação formal Publicidade Foto: Cristiano Mariz / Reprodução Política Sem PP e Republicanos, Flávio Bolsonaro caminha para disputar eleição presidencial sem coligação formal Pela primeira vez desde a redemocratização de 1989, um pré-candidato com mais de 30% nas pesquisas pode concorrer ao Planalto sem apoio de outros partidos. Ausência de legendas aliadas impacta o tempo de TV e a escolha de candidatos à vice-presidência. O cenário político para as eleições presidenciais tem apontado para uma configuração inédita desde a redemocratização. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registra índices superiores a 30% nas pesquisas de intenção de voto, corre o risco de chegar à disputa do primeiro turno sem nenhuma aliança partidária formalizada. A situação se consolidou neste fim de semana, após o partido Republicanos realizar uma convenção nacional em Brasília. Durante o encontro, a sigla decidiu que adotará uma postura de neutralidade, optando por não apoiar oficialmente nenhum candidato ao Palácio do Planalto no primeiro turno. A decisão da cúpula do Republicanos ocorreu dias após o Partido Progressistas (PP) também recusar uma aliança nacional com o PL. Tempo de TV e contraste com adversários A ausência de coligações gera impactos diretos na logística e na estratégia da campanha. O principal revés é a restrição no horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Sem o acréscimo de tempo proveniente de partidos aliados, Flávio Bolsonaro contará apenas com os minutos a que o PL tem direito, proporcional ao tamanho de sua bancada. Em contraste, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articula uma ampla frente partidária de sustentação ao seu governo. Com a possível união de ao menos sete legendas, a chapa petista deverá concentrar quase metade de todo o tempo de propaganda eleitoral disponível no ar. Dificuldades para a escolha da vice-presidência O isolamento partidário também criou barreiras para a montagem da chapa. A recusa do Republicanos em compor a coligação inviabilizou a indicação da economista e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, que era o nome prioritário para a vaga de vice. Sem a formalização do acordo, o partido não liberou sua filiada para a disputa majoritária ao lado do PL. O mesmo obstáculo impediu a participação da senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ela chegou a aceitar o convite para compor a chapa, mas seu nome acabou sendo vetado pela direção nacional de seu partido, que preferiu manter a independência em relação à candidatura. Próximos passos e encerramento dos prazos O calendário impõe urgência às negociações. O prazo legal estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o fechamento das coligações e o registro oficial das chapas se encerra nesta segunda-feira. Historicamente, desde a eleição de 1989, todos os candidatos que terminaram o primeiro turno entre os dois primeiros colocados contaram com o suporte de ao menos um partido aliado. A campanha de Flávio Bolsonaro ainda tenta, nos bastidores, destravar apoios de siglas de médio porte para evitar um isolamento completo. Diante do limite imposto pelo calendário eleitoral, o pré-candidato anunciou que deverá divulgar o nome definitivo para a vaga de vice em sua chapa até o final do dia.
Tarifas dos EUA: 2º dia de audiências tem Flávio Bolsonaro, PIX em debate e tensão diplomática

Tarifas dos EUA: 2º dia de audiências tem Flávio Bolsonaro, PIX em debate e tensão diplomática ECONOMIA / RELAÇÕES INTERNACIONAIS Tarifas dos EUA: 2º dia de audiências tem Flávio Bolsonaro, PIX em debate e tensão diplomática O Escritório de Comércio americano propõe sobretaxar produtos brasileiros em 25%. A medida gera debates intensos, com o senador Flávio Bolsonaro discursando hoje em Washington e o governo Lula acompanhando de perto as negociações. Por Redação NINJAFSA Atualizado hoje Representantes brasileiros e americanos debatem o impacto do tarifaço. (Foto: Reprodução) As audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) entram hoje no seu segundo e último dia, em Washington. No centro do debate está a controversa proposta do governo americano de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos importados do Brasil. A ofensiva tarifária baseia-se na investigação da “Seção 301”, que concluiu que o Brasil adota práticas que prejudicam o comércio estadunidense. Entre as alegações norte-americanas, destacam-se críticas ao sistema PIX (que os EUA consideram beneficiado pelo Banco Central brasileiro em detrimento de provedores estrangeiros), falhas no combate à corrupção, políticas de regulação das redes sociais e a ineficácia no enfrentamento ao desmatamento ilegal na Amazônia. Publicidade O Papel de Flávio Bolsonaro: A sessão de hoje será marcada pelo discurso do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar enviou previamente um documento de 86 páginas ao USTR, onde defendeu o sistema PIX, argumentando que sanções a este meio de pagamento prejudicam investimentos dos próprios EUA. A estratégia de Flávio é pedir a suspensão do “tarifaço”, especialmente até a conclusão das eleições brasileiras, para evitar que a medida fortaleça politicamente o presidente Lula e alimente narrativas anti-EUA. A presença do senador gerou reações. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou a família Bolsonaro de “entreguismo”, criticando a tentativa do senador de dialogar diretamente com o governo americano sobre temas de soberania comercial e nacional. A Estratégia do Governo Federal Por sua vez, o Palácio do Planalto acompanha os desdobramentos de perto. Representantes da Embaixada do Brasil em Washington participam das audiências na condição de observadores. A postura do governo Lula, contudo, é cautelosa. O entendimento oficial é que o ambiente de audiências públicas — de caráter consultivo — não é o local adequado para negociações reais, preferindo conduzir as tratativas em conversas técnicas bilaterais com membros do governo norte-americano. A avaliação da equipe econômica brasileira é que a proposta do USTR possui uma forte motivação política, instigada pelas tensões envolvendo pautas como o controle da internet e questões ambientais. Diante deste cenário, Brasília não acredita numa reversão total das tarifas, mas trabalha ativamente para garantir exceções a produtos estratégicos do agro e da indústria, minimizando assim o impacto sobre a balança comercial. Após as audiências, o governo dos Estados Unidos tem até o dia 15 de julho para anunciar a sua decisão final sobre a aplicação ou não do tarifaço e a lista definitiva de produtos afetados.