Após derrota no Senado, Marina Silva chama novo Congresso de antiambiental e critica influência de Trump

Após derrota no Senado, Marina Silva chama novo Congresso de antiambiental e critica influência de Trump

Política | Meio ambiente | Eleições 2026 Após derrota no Senado, Marina Silva critica novo Congresso e alerta para retrocessos ambientais Ministra afirma que composição eleita pode dificultar políticas ambientais e critica aproximação de parte da direita brasileira com Donald Trump. Por NINJAFSA | 9 de outubro de 2026 Entenda a notícia em poucos pontos Marina Silva não conseguiu uma cadeira no Senado por São Paulo. Ministra classificou o novo Congresso como pouco favorável às políticas ambientais. Ela criticou a influência de Donald Trump sobre setores políticos brasileiros. Discussões sobre licenciamento e fiscalização ambiental estão entre suas preocupações. 7,8 milhões Votos aproximadamente recebidos por Marina na disputa pelo Senado em São Paulo, segundo reportagem da Folha. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), criticou a composição do Congresso Nacional eleito em 2026 e manifestou preocupação com possíveis retrocessos na política ambiental brasileira. Em entrevista à Folha de S.Paulo publicada nesta sexta-feira (9), após não conquistar uma vaga no Senado por São Paulo, ela afirmou considerar a nova composição legislativa marcada pela força de grupos contrários a medidas de proteção ambiental. Marina também questionou a proximidade de setores da política brasileira com o presidente norte-americano Donald Trump. Na avaliação da ministra, essa relação pode interferir em discussões sobre soberania e preservação dos recursos naturais. Derrota nas urnas e futuro político Marina disputou uma das cadeiras do Senado por São Paulo e obteve cerca de 7,8 milhões de votos, votação insuficiente para garantir sua eleição. O resultado foi interpretado pela própria ministra como parte de um cenário de fortalecimento das forças conservadoras na disputa legislativa. Embora não tenha conquistado uma cadeira no Senado, ela segue participando do debate público e defende a continuidade da agenda de combate ao desmatamento e de proteção à biodiversidade. A ministra também comentou as dificuldades enfrentadas por sua legenda, a Rede Sustentabilidade, e divergências internas relacionadas à organização partidária e ao financiamento da campanha. Por que Marina critica o novo Congresso? Na entrevista, Marina apontou a presença expressiva de políticos ligados ao agronegócio e de parlamentares que contestam regras ambientais consideradas importantes pelo governo. Entre os assuntos mencionados estão a flexibilização do licenciamento ambiental, a fiscalização realizada pelo Ibama e a proteção de áreas de preservação. A ministra entende que a aprovação de propostas para reduzir exigências ambientais pode ampliar riscos para florestas, recursos hídricos e populações que dependem diretamente desses territórios. O que significa a crítica ao Congresso? Avaliação de Marina: a nova composição parlamentar poderá dificultar a aprovação de políticas ambientais. Outra perspectiva: defensores da simplificação regulatória argumentam que alterações no licenciamento podem reduzir burocracia e estimular investimentos. O que está em disputa: a definição de regras que conciliem atividade econômica, fiscalização e proteção ambiental. Trump entra no debate sobre soberania Marina também criticou o alinhamento de parte da direita brasileira com Donald Trump. Segundo a ministra, decisões estratégicas do país não deveriam ficar subordinadas a interesses de governos estrangeiros. A afirmação ocorre num período de discussões sobre relações comerciais, clima e acordos internacionais. Entretanto, a crítica política de Marina não demonstra que todos os congressistas eleitos defendam as mesmas posições sobre os Estados Unidos. Publicidade Licenciamento ambiental deve continuar no centro do debate Uma das principais divergências entre o governo federal e setores do Congresso está relacionada às exigências para autorizar atividades e obras com impacto ambiental. Parlamentares favoráveis à flexibilização defendem mais previsibilidade, redução de custos e agilidade na análise de projetos. Organizações ambientalistas, por outro lado, alertam para possíveis prejuízos quando estudos e fiscalização são reduzidos. O resultado das eleições pode alterar a correlação de forças no Congresso, mas os efeitos concretos dependerão dos projetos apresentados, das negociações parlamentares e das votações realizadas. Questões ambientais têm impacto na Bahia As discussões sobre licenciamento e fiscalização também interessam à Bahia, onde agricultura, indústria, energia, mineração e preservação ambiental compartilham desafios de gestão territorial. Em municípios baianos, os efeitos de novas regras poderão variar conforme a atividade econômica e o tipo de empreendimento. Não há, neste momento, alteração automática na legislação causada pelo resultado das eleições. Ministra declara apoio à reeleição de Lula Marina também declarou apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro. Para ela, a manutenção de compromissos ambientais deve integrar o debate eleitoral. O candidato adversário, Flávio Bolsonaro (PL), representa outro programa de governo, e as diferenças podem ser avaliadas nos documentos registrados na Justiça Eleitoral. Publicidade Próxima legislatura definirá rumos das propostas A composição do Congresso eleito influenciará a tramitação de políticas ambientais a partir de 2027, quando os novos parlamentares assumirem os mandatos. As declarações de Marina explicitam as divergências políticas sobre o tema, mas as futuras decisões dependerão do trabalho legislativo e das negociações entre governo e oposição. Fonte: Folha de S.Paulo, 9 de outubro de 2026. Consultar entrevista original. Nota editorial: as classificações sobre o Congresso são atribuídas à ministra.

Mendonça manda retirar vídeo de Janones e Lindbergh contra Flávio

Mendonça manda retirar vídeo de Janones e Lindbergh contra Flávio

Política | Justiça Eleitoral Mendonça manda retirar vídeo de Janones e Lindbergh com acusações contra Flávio Bolsonaro Ministro do TSE deu três horas, a partir da notificação, para remoção de conteúdo que atribuía ao candidato propostas sem respaldo suficiente, segundo a decisão. Por NINJAFSA | 9 de outubro de 2026 Entenda a notícia em poucos pontos André Mendonça determinou remoção de vídeo de Janones e Lindbergh. Conteúdo atribuía ao candidato Flávio Bolsonaro supostas medidas relacionadas a direitos sociais. Prazo de retirada é de três horas após a notificação judicial. Há previsão de multa diária de R$ 10 mil por descumprimento. 3 horas Prazo de remoção após a notificação. R$ 10 mil Multa diária prevista em caso de descumprimento. O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de um vídeo publicado nas redes sociais pelos deputados federais André Janones (Rede-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ). A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (8) e divulgada nesta sexta (9), em meio à disputa do segundo turno presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a Justiça Eleitoral, a publicação apresentava como propostas do candidato do PL medidas que não possuíam respaldo suficiente nos elementos analisados pelo tribunal. Mendonça estabeleceu prazo de três horas após a notificação para retirada do conteúdo, sob pena de multa de R$ 10 mil por dia. O que aparecia no vídeo? Na gravação, Janones e Lindbergh enumeravam três supostas medidas que poderiam ser adotadas em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Entre as alegações estava a possibilidade de elevação da idade mínima para aposentadoria. A publicação também relacionava propostas econômicas do candidato à perda de garantias sociais. A campanha de Flávio contestou o conteúdo e acionou a Justiça Eleitoral, sustentando que os parlamentares atribuíram ao candidato medidas que não constavam de seu plano oficial. Por que o TSE determinou a remoção? Ao analisar o pedido, André Mendonça avaliou que o conteúdo apresentava afirmações factuais sem sustentação adequada para a forma categórica em que foram divulgadas. A Justiça Eleitoral pode determinar a retirada de propaganda quando identifica indícios de irregularidade, considerando as regras sobre o debate eleitoral na internet. A decisão alcança a publicação examinada. Ela não impede que deputados e candidatos critiquem propostas econômicas ou decisões de seus adversários. O TSE proibiu críticas a Flávio? Não. A decisão trata de um conteúdo específico, considerado insuficientemente fundamentado pelo ministro. Críticas políticas, comparações de programas e questionamentos sobre promessas continuam permitidos nos limites da legislação. Publicidade Prazo começa após notificação A determinação prevê que os deputados retirem o vídeo em até três horas após tomarem ciência formal da decisão. Caso a ordem seja descumprida, poderá ser aplicada a multa diária estabelecida pelo ministro. O valor da multa não significa, automaticamente, que já exista uma penalidade efetivamente cobrada. Não havia confirmação, nas fontes consultadas para esta reportagem, sobre eventual pagamento de multa. Campanha do PL questiona publicidade eleitoral Representantes da campanha de Flávio afirmam que determinadas peças publicadas por adversários atribuem ao candidato intenções que ele nega publicamente. O senador declarou que pretende manter programas sociais e benefícios de transferência de renda. Por outro lado, integrantes da equipe econômica do candidato discutem medidas de contenção de gastos, o que também tem gerado questionamentos da campanha de Lula. O debate sobre a viabilidade dessas medidas é legítimo, mas hipóteses sobre possíveis efeitos precisam ser distinguidas de decisões efetivamente anunciadas. Decisão não encerra o debate sobre propostas A ordem judicial se insere em uma série de disputas entre as duas candidaturas sobre o conteúdo da propaganda do segundo turno. A divulgação de uma proposta econômica permite avaliações críticas sobre seus efeitos, desde que sejam identificadas como projeções ou análises. Já alegações objetivas sobre o que um candidato fará precisam ser fundamentadas nas informações disponíveis. Publicidade Segundo turno será em 25 de outubro A campanha presidencial segue até a votação de 25 de outubro, com novas propagandas em rádio, televisão e plataformas digitais. Decisões judiciais sobre publicações específicas podem continuar ocorrendo durante esse período. O eleitor pode consultar os programas registrados no TSE e acompanhar as decisões oficiais para comparar as alegações das campanhas. Fontes: Agência Brasil e CNN Brasil, 9 de outubro de 2026. Agência Brasil — decisão do TSE CNN Brasil — detalhes do caso

PT pede cassação da chapa de Flávio por atuação de Pablo Marçal nas redes

PT pede cassação da chapa de Flávio por atuação de Pablo Marçal nas redes

Política | Eleições 2026 | TSE PT pede cassação da chapa de Flávio por atuação de Pablo Marçal nas redes Campanha de Lula acusa suposto abuso de poder econômico e propaganda irregular; defesa de Flávio nega vínculo com iniciativa de criptomoedas. Por NINJAFSA | 9 de outubro de 2026 Entenda a notícia em poucos pontos A campanha de Lula pediu ao TSE a cassação da chapa de Flávio. A ação questiona o uso do perfil de Pablo Marçal na propaganda eleitoral. Também são solicitadas medidas contra o site de criptomoedas B22token. Flávio e Marçal contestam as acusações; o TSE ainda analisará os pedidos. 14,1 milhões Seguidores aproximados do perfil de Pablo Marçal no Instagram, citado na ação. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) por suposto uso irregular das redes sociais do influenciador Pablo Marçal. A ação, protocolada nesta semana e divulgada nesta sexta-feira (9), alega que os perfis do empresário estariam sendo utilizados como instrumentos de propaganda eleitoral sem o registro exigido, na avaliação dos advogados petistas. A representação também cita a divulgação de conteúdos considerados falsos ou manipulados contra Lula e a promoção de um site que oferece criptomoedas associadas a publicações favoráveis ao número 22. A equipe de Flávio contesta as acusações e sustenta que Marçal é um apoiador político independente, sem integrar formalmente a estrutura da campanha. O que a ação pede ao TSE? Os advogados da coligação de Lula apresentaram uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral, conhecida pela sigla AIJE. Entre os pedidos estão a cassação da chapa presidencial de Flávio, a suspensão de conteúdos considerados irregulares e medidas contra o perfil de Pablo Marçal no Instagram. A campanha petista também quer o bloqueio do site B22token, relacionado à distribuição de tokens digitais e à divulgação de mensagens eleitorais. A apresentação de uma ação judicial não significa que a irregularidade esteja comprovada. Caberá ao tribunal examinar os argumentos das partes e as provas apresentadas. Por que o perfil de Pablo Marçal virou alvo? Pablo Marçal declarou publicamente apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno. Na avaliação dos advogados de Lula, a atuação do influenciador ultrapassaria o apoio individual e equivaleria, na prática, à utilização de um canal de campanha. A ação sustenta que, nessa hipótese, a conta deveria estar submetida às obrigações de identificação e registro previstas na legislação eleitoral. Outro ponto citado pelos autores é o alcance das recomendações automáticas das plataformas, que podem ampliar a circulação das publicações. O que está sob discussão? Apoio pessoal: um influenciador pode manifestar preferência política, observadas as regras eleitorais. Atuação institucional: se uma conta operar formalmente como parte da campanha, podem incidir exigências específicas de identificação, registro e publicidade. Controvérsia: as partes discordam sobre a natureza da atuação de Marçal. Publicidade Site de criptomoedas entra na disputa A ação também aborda o B22token, plataforma que relaciona a distribuição de ativos digitais à promoção de conteúdos de apoio a Flávio Bolsonaro. Os representantes de Lula argumentam que a oferta de vantagens econômicas associadas à divulgação de propaganda pode representar abuso de poder econômico. A origem e a responsabilidade pela iniciativa estão entre as questões que ainda precisam ser esclarecidas. A campanha de Flávio afirma que não possui ligação com o projeto e que desconhece seus responsáveis. O que dizem Flávio e Marçal? Em manifestação à imprensa, a campanha do candidato do PL afirmou que Pablo Marçal não integra sua estrutura oficial, embora tenha declarado apoio político. A equipe também negou envolvimento com o B22token. Marçal, por sua vez, criticou a iniciativa do PT e negou a prática de irregularidades. Esses posicionamentos integram o contraditório da notícia e deverão ser considerados na análise judicial. A chapa já foi cassada? Não. A campanha de Lula apresentou um pedido, mas não há decisão do TSE determinando a cassação. O tribunal ainda poderá examinar eventuais pedidos urgentes, solicitar manifestações e avaliar as provas antes de decidir. O resultado do processo dependerá da comprovação dos fatos alegados e do enquadramento jurídico das condutas discutidas. Publicidade Caso repercute no segundo turno A ação ocorre a pouco mais de duas semanas da votação presidencial de 25 de outubro, em um cenário de intensa mobilização digital. A disputa jurídica pode trazer novos desdobramentos, mas nenhuma das acusações deve ser tratada como uma conclusão definitiva antes de decisão das autoridades competentes. Fontes: Folha de S.Paulo e InfoMoney, 9 de outubro de 2026. Reportagem da Folha Reportagem do InfoMoney

Após derrota de Haddad, PT reorganiza campanha de Lula em São Paulo para o segundo turno

Após derrota de Haddad, PT reorganiza campanha de Lula em São Paulo para o segundo turno

Política | Eleições 2026 Após derrota de Haddad, PT reorganiza campanha de Lula em São Paulo para o segundo turno Partido tenta ampliar mobilização no maior colégio eleitoral do país. Haddad, Alckmin e Boulos entram na articulação, enquanto Tarcísio e Ricardo Nunes atuam pelo adversário. Por NINJAFSA | 9 de outubro de 2026 Entenda a notícia em poucos pontos PT reorganiza a campanha de Lula em São Paulo após derrota de Fernando Haddad para Tarcísio. Geraldo Alckmin e Guilherme Boulos participam das articulações. A legenda busca ampliar a presença de apoiadores nas ruas e melhorar a comunicação regional. Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes mobilizam lideranças em apoio a Flávio Bolsonaro. O Partido dos Trabalhadores (PT) iniciou nesta semana uma reorganização da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo, após a derrota de Fernando Haddad na disputa pelo governo estadual. O movimento busca recuperar a capacidade de mobilização da legenda no maior colégio eleitoral do Brasil durante o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro. Segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (9), Haddad assumiu a coordenação dos esforços em território paulista, enquanto aliados como Geraldo Alckmin (PSB) e Guilherme Boulos (PSOL) passaram a integrar ações voltadas ao fortalecimento da campanha. A reorganização ocorre em meio à mobilização de adversários no estado. Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito governador, e Ricardo Nunes (MDB), prefeito da capital, articulam apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL). PT tenta reconstruir mobilização local A campanha de Lula enfrenta o desafio de aumentar sua presença nas ruas e de organizar estruturas partidárias após o encerramento da disputa pelo governo paulista. De acordo com os relatos obtidos pela Folha, integrantes do partido avaliam que é necessário reforçar a articulação entre diretórios, parlamentares, lideranças comunitárias e militantes. A estratégia inclui atos presenciais, distribuição de materiais eleitorais e maior coordenação das atividades regionais. O objetivo declarado pelos organizadores é ampliar a comunicação com eleitores que votaram em outras candidaturas no primeiro turno, além de mobilizar a base já identificada. Haddad, Alckmin e Boulos ganham espaço Fernando Haddad, derrotado por Tarcísio de Freitas na eleição estadual, continua entre as principais lideranças petistas em São Paulo. O vice-presidente Geraldo Alckmin, ex-governador paulista, também participa da articulação política e de atividades de campanha. Guilherme Boulos, ligado a movimentos sociais e à esquerda paulista, é outro nome mobilizado para atos e iniciativas de aproximação com diferentes regiões. As três lideranças têm trajetórias e bases políticas distintas, o que permite ao grupo atuar em diferentes segmentos do eleitorado. Por que São Paulo é tão importante? O estado reúne o maior número de eleitores do país. Além da capital, a campanha presidencial disputa votos em cidades do interior, na região metropolitana e em municípios industriais. A distribuição territorial dos votos pode ter relevância no resultado nacional, mas a votação só será conhecida após a apuração do segundo turno. Publicidade Adversários também reforçam campanha No campo de Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes trabalham para ampliar o envolvimento de lideranças municipais na campanha presidencial. Segundo a Folha, Nunes articula um encontro com prefeitos da região metropolitana de São Paulo e mantém contato com integrantes de partidos que apoiam o candidato do PL. Tarcísio, que venceu a disputa pelo governo estadual, participa da mobilização política de aliados em defesa de Flávio. Mobilização de Lula Principais nomes: Haddad, Alckmin e Boulos. Atividades: reorganização partidária, atos e campanhas regionais. Mobilização de Flávio Principais nomes: Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes. Atividades: articulação de prefeitos, lideranças e partidos aliados. Disputa ocorre em bairros e municípios As campanhas também observam regiões em que a diferença de votos no primeiro turno foi menor. Entre as áreas mencionadas na reportagem está Sapopemba, na zona leste da capital paulista, citada no planejamento das ações de campanha. A presença de candidatos e apoiadores nas regiões pode ajudar na divulgação de propostas e na mobilização política. Isso não garante, entretanto, alterações no comportamento eleitoral, que depende de diversos fatores individuais. Comunicação digital também está em pauta Além da mobilização presencial, o PT discute formas de aprimorar sua comunicação digital e ampliar a atuação de aliados nas plataformas. As estratégias incluem vídeos, publicações e ações direcionadas a diferentes públicos, mas a campanha também tenta organizar melhor a coordenação entre suas equipes. As mudanças ocorrem em um período curto, com pouco mais de duas semanas entre o início do segundo turno e a votação definitiva. Publicidade Campanhas seguem até 25 de outubro Tanto o PT quanto o grupo de Flávio Bolsonaro pretendem intensificar as atividades no estado nos próximos dias. As articulações mostram a importância das alianças locais para campanhas nacionais, especialmente em um estado com grande quantidade de eleitores. O segundo turno presidencial será realizado em 25 de outubro, quando os eleitores escolherão entre Lula e Flávio Bolsonaro. Fontes: Folha de S.Paulo, reportagens publicadas em 8 e 9 de outubro de 2026. Reportagem principal . Contexto das mudanças na campanha .

Brasil | Política | Eleições 2026 Violência política cresce nas eleições de 2026, e mulheres são maioria das vítimas Levantamento registra 134 casos durante a campanha do primeiro turno. Mulheres foram alvos em mais da metade dos episódios, apesar de representarem cerca de um terço das candidaturas. Por NINJAFSA | 9 de outubro de 2026 Foto destaque: Elineudo Meira / @fotografia.75. Entenda a notícia em poucos pontos Pesquisa registra 134 episódios de violência política no primeiro turno de 2026. Mulheres foram vítimas em 70 ocorrências, ou 52,2% do total. Entre os casos contra candidaturas, 58,8% atingiram mulheres. Levantamento aponta dificuldades para responsabilizar os autores. 134 Casos durante a campanha eleitoral 52,2% Ocorrências com mulheres como vítimas 9h Intervalo médio entre episódios registrados O Brasil registrou 134 casos de violência política durante os 50 dias de campanha do primeiro turno das eleições de 2026, encerrado em 4 de outubro. Os dados, divulgados pelas organizações Terra de Direitos e Justiça Global, mostram que mulheres foram vítimas em 70 episódios, mais da metade do total identificado. A pesquisa revela que a violência política continua atingindo candidatos, apoiadores e pessoas que participam de atividades eleitorais. Os episódios envolveram ameaças, ofensas discriminatórias, agressões e outras formas de intimidação. Na comparação com o primeiro turno de 2022, quando foram registrados 121 casos, o levantamento indica crescimento do número de ocorrências monitoradas pelas organizações. Mulheres são maioria entre vítimas Dos 134 episódios contabilizados, 70 tiveram mulheres como vítimas, o equivalente a 52,2%. O desequilíbrio é ainda maior quando são considerados apenas os ataques dirigidos a candidaturas. Dos 102 casos dessa categoria, 60 atingiram mulheres, representando 58,8%. O percentual chama atenção porque mulheres representaram 34,85% das candidaturas nas eleições de 2026, segundo a pesquisa. Isso significa que a presença feminina entre as vítimas de violência dirigida a candidaturas foi proporcionalmente superior à participação das mulheres na disputa eleitoral. Quais tipos de violência foram registrados? O levantamento identifica diferentes modalidades de violência política, incluindo ameaças, discriminação e ataques físicos. Foram registrados 45 episódios com manifestações de machismo ou misoginia, nove relacionados a racismo e cinco classificados como transfobia. Entre as ocorrências de violência simbólica, que incluem ameaças e ofensas, as mulheres representaram 61,9% das vítimas. Já os dois assassinatos e dez dos 11 atentados registrados tiveram homens como vítimas, mostrando diferenças entre as formas de violência identificadas. Violência política não é apenas agressão física O conceito utilizado pelo levantamento inclui episódios destinados a intimidar, constranger ou prejudicar a participação política de alguém. Isso pode abranger ameaças e ofensas discriminatórias, além de agressões e atentados. A classificação estatística dos episódios não substitui a análise jurídica de cada caso. Publicidade Redes sociais e ruas concentram ataques As plataformas digitais foram apontadas por pesquisadoras como ambientes em que ofensas e ameaças podem se espalhar rapidamente. Apesar disso, a maior parcela dos casos registrados no levantamento ocorreu presencialmente: foram 71 episódios nas ruas. Os números mostram que o problema não se limita à internet, atingindo também campanhas, atos públicos e outras atividades políticas. Mulheres negras também enfrentam violência Pessoas negras corresponderam a 44,8% das vítimas de violência política registradas na pesquisa, totalizando 60 pessoas. Entre as 70 mulheres atingidas, 19 eram mulheres pretas. As organizações destacam que discriminações de gênero e raça podem aparecer simultaneamente nos episódios de intimidação. As entidades defendem medidas de prevenção e respostas mais rápidas das autoridades diante de ameaças e outros ataques. Casos aumentaram em relação a 2022 O primeiro turno de 2026 apresentou 134 episódios monitorados, contra 121 registrados no mesmo período eleitoral de 2022. Segundo as organizações, durante a campanha eleitoral houve, em média, uma ocorrência a cada nove horas. No período anterior à campanha, a frequência média registrada foi de um caso a cada 44 horas. A comparação considera os episódios identificados pela metodologia adotada no levantamento. Os números não representam necessariamente todas as ocorrências existentes no país. Responsabilização segue como desafio Até o encerramento da coleta, as organizações não haviam identificado punição aplicada aos responsáveis pelos 134 episódios mapeados. Houve medidas urgentes em pelo menos oito casos, incluindo remoção de conteúdo, suspensão de perfis e medidas de proteção. Para os pesquisadores, essas providências podem reduzir riscos imediatos, mas não equivalem à responsabilização definitiva dos autores. Publicidade Participação política exige segurança As informações reforçam o debate sobre condições de segurança para quem participa de campanhas, concorrendo ou não a cargos eletivos. Críticas a ideias, decisões e programas políticos fazem parte do debate democrático. Ameaças, discriminação e violência contra participantes, porém, exigem apuração pelas autoridades. A pesquisa também destaca a importância de políticas de prevenção para que a participação na vida pública não seja limitada pelo receio de intimidação ou agressão. Fontes: Terra de Direitos, Justiça Global e Agência Brasil. Levantamento: Violência Política e Eleitoral no Brasil, dados coletados de 16 de agosto a 4 de outubro de 2026. Consultar pesquisa original . Reportagem da Agência Brasil .

Flávio Dino divulga relatório com milhares de ameaças contra ministros do STF

Flávio Dino divulga relatório com milhares de ameaças contra ministros do STF

Brasil | Justiça | Supremo Tribunal Federal Flávio Dino divulga relatório com milhares de ameaças contra ministros do STF Ministro publicou registros de mensagens com ameaças de agressão e assassinato e afirmou que intimidações não modificarão sua atuação na Corte. Por | NinjaFSA | 9 de outubro de 2026 © Rosinei Coutinho/STF . Entenda a notícia em poucos pontos Flávio Dino publicou registros de ameaças contra ministros do STF em seu perfil no Instagram. Segundo o ministro, relatório de segurança registra milhares de mensagens violentas. Dino afirmou que não mudará suas decisões em razão das intimidações. O histórico de ameaças contra membros do tribunal já motivou investigações anteriores. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nesta sexta-feira (9) trechos de um relatório de segurança da Corte que reúne milhares de mensagens publicadas na internet com ameaças de agressão e assassinato contra integrantes do tribunal. Os registros foram compartilhados em seu perfil no Instagram, acompanhados de uma manifestação em defesa da independência judicial. As mensagens divulgadas incluem ameaças dirigidas ao próprio Dino e a outros ministros, entre eles Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. O ministro afirmou que as intimidações são graves, mas declarou que não alterará suas decisões profissionais por causa de ameaças pessoais. Relatório de segurança do STF Milhares de mensagens violentas O material foi apresentado por Flávio Dino e inclui publicações com ameaças de agressão e morte. O número exato de autores identificados não foi informado na reportagem consultada. O que aparece no relatório? Segundo a Agência Brasil, o conteúdo divulgado pelo ministro apresenta mensagens publicadas nas redes sociais com ameaças a magistrados e referências a ataques contra a sede do tribunal. Parte das publicações menciona nominalmente integrantes da Corte e propõe violência física como reação a decisões judiciais. Em pelo menos um dos registros, a identificação do responsável foi ocultada por uma tarja preta na imagem publicada. O conteúdo do relatório chama atenção pela quantidade de ameaças apontadas. Contudo, a divulgação dos trechos não esclarece quantas pessoas diferentes seriam responsáveis pelas publicações. Dino afirma que não mudará sua atuação Ao compartilhar os registros, Flávio Dino afirmou que discordâncias sobre decisões judiciais devem ser apresentadas pelos meios institucionais, como recursos aos órgãos competentes do Judiciário. O ministro também relacionou a circulação de informações falsas ao ambiente de hostilidade dirigido a integrantes da Corte. “Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões.” Flávio Dino, em publicação no Instagram em 9 de outubro. Dino ressaltou que sua trajetória de décadas no serviço público não será alterada pela pressão de mensagens violentas. Na manifestação, ele argumentou que o funcionamento do Judiciário ficaria comprometido caso magistrados deixassem de decidir processos por medo de represálias. Publicidade Debate sobre liberdade de expressão A divulgação do relatório também envolve a distinção entre manifestações críticas e ameaças contra autoridades. A liberdade de expressão protege a possibilidade de questionar decisões do STF, discordar de ministros e participar do debate sobre o funcionamento das instituições. Ameaças concretas de morte ou agressão, por outro lado, podem configurar crimes, a depender das circunstâncias e das provas reunidas. Crítica ou ameaça: qual é a diferença? Crítica: discordar de uma decisão, questionar sua fundamentação ou defender mudanças na legislação ou no tribunal. Ameaça: anunciar a intenção de praticar violência contra alguém, em condições que possam configurar o crime previsto na legislação. Apuração: a responsabilidade criminal precisa ser individualizada, com exame da autoria, do conteúdo e do contexto. Ameaças ao STF são investigadas desde 2019 O problema de ameaças a integrantes do Supremo não começou nesta semana. Desde 2019, o tribunal registra episódios de intimidação envolvendo ministros e seus familiares. Naquele ano, o então presidente do STF, Dias Toffoli, determinou a abertura de uma investigação sobre ataques e ameaças dirigidos à Corte. O procedimento tornou-se conhecido como Inquérito das Fake News e permanece em andamento, segundo a Agência Brasil. A nova divulgação ocorre em um contexto de forte polarização política, mas o relatório apresentado não estabelece, por si só, a vinculação de todas as ameaças a um partido, candidatura ou grupo específico. O relatório já gerou prisões? A reportagem consultada não informa que a divulgação dos trechos tenha resultado imediatamente em prisões ou em decisões judiciais específicas contra autores das mensagens. Para eventual responsabilização, será necessário identificar os responsáveis, reunir provas e observar os procedimentos legais. O relatório de segurança pode subsidiar medidas de proteção institucional e apurações, mas não substitui uma investigação criminal individualizada. Publicidade Segurança de magistrados e instituições A proteção de autoridades responsáveis por decisões judiciais faz parte da segurança institucional, especialmente diante de ameaças concretas. Ao mesmo tempo, questionamentos públicos, recursos judiciais e debates sobre as decisões do STF continuam sendo instrumentos legítimos de participação democrática. A divulgação feita por Dino recoloca em discussão como identificar e conter ameaças de violência sem confundir esse tipo de conduta com divergências políticas ou críticas institucionais. Fonte principal: Agência Brasil, reportagem de Felipe Pontes, publicada em 9 de outubro de 2026, às 10h50. Ler reportagem original . Nota editorial: a existência das ameaças relatadas não atribui responsabilidade coletiva a apoiadores de partidos ou grupos políticos.

Moraes determina inclusão de Eduardo Bolsonaro no banco nacional de mandados de prisão

Moraes determina inclusão de Eduardo Bolsonaro no banco nacional de mandados de prisão

Política | Justiça | STF Moraes determina inclusão de Eduardo Bolsonaro no banco nacional de mandados de prisão Ex-deputado foi condenado a quatro anos e dois meses por coação no curso do processo. Ordem consta como pendente de cumprimento; Eduardo está nos Estados Unidos. Por Amanda Almeida | NinjaFSA | 9 de outubro de 2026 Ministro Alexandre de Moraes determinou a execução da pena de Eduardo Bolsonaro. Imagem: reprodução/g1. Entenda a decisão em poucos pontos Moraes determinou a expedição do mandado em 8 de outubro de 2026. Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses, em regime semiaberto. O mandado já aparece no sistema nacional, mas permanece pendente de cumprimento. A decisão também determina o cancelamento dos passaportes brasileiros do ex-deputado. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão do mandado de prisão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP). A decisão foi proferida na quinta-feira (8), após o encerramento definitivo do processo em que Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo. Nesta sexta-feira (9), o registro já constava no sistema nacional com a indicação de mandado pendente de cumprimento. O ex-parlamentar, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está nos Estados Unidos, onde vive desde 2025. A ordem judicial dá início à fase de execução da pena. Ela não significa, porém, que Eduardo tenha sido preso ou que o mandado brasileiro possa ser automaticamente executado em território norte-americano. Situação do mandado Expedido e pendente de cumprimento A determinação do STF está registrada no banco nacional. Até a apuração desta reportagem, não havia confirmação de prisão. 4 anos e 2 meses Pena de reclusão aplicada pelo STF Semiaberto Regime inicial de cumprimento 3 de outubro Data do trânsito em julgado 8 de outubro Data da ordem de execução da pena Por que Moraes determinou a prisão? A ordem foi emitida após o STF considerar definitiva a condenação de Eduardo Bolsonaro na Ação Penal nº 2.782. O trânsito em julgado ocorreu em 3 de outubro e foi certificado pela Secretaria Judiciária do Supremo no dia 5. O trânsito em julgado significa que se esgotaram as possibilidades de recurso naquele processo, permitindo o início da execução da condenação criminal. Com a conclusão dessa etapa, Moraes determinou a expedição do mandado de prisão, sua inclusão no banco nacional e a emissão da guia de recolhimento. Qual foi o crime atribuído a Eduardo? Eduardo foi condenado por coação no curso do processo, crime que envolve o uso de violência ou grave ameaça com o objetivo de favorecer interesse próprio ou de terceiros em procedimento judicial. Segundo a conclusão do STF, o então deputado utilizou sua posição política e seus contatos com autoridades estrangeiras para buscar sanções contra integrantes de instituições brasileiras, incluindo ministros do Supremo e representantes da Procuradoria-Geral da República. Para os ministros, as ações buscavam pressionar autoridades envolvidas no julgamento relacionado à tentativa de golpe de Estado e beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do condenado. A decisão menciona manifestações públicas, entrevistas, transmissões ao vivo e contatos políticos realizados durante a permanência de Eduardo nos Estados Unidos. Publicidade O que acontece com o nome no banco de mandados? O Banco Nacional de Monitoramento de Prisões reúne informações sobre ordens judiciais relacionadas à privação de liberdade e medidas penais. Ao incluir o mandado no sistema, o Judiciário registra formalmente a existência de uma ordem de prisão que ainda precisa ser cumprida. Isso permite que autoridades competentes consultem a situação judicial da pessoa procurada, seguindo os procedimentos legais. Estar no BNMP significa estar preso? Não. O registro confirma a existência de um mandado judicial, mas o status “pendente de cumprimento” informa que a prisão ainda não foi efetivada. Eduardo permanece nos Estados Unidos. Qualquer iniciativa de cumprimento da ordem naquele país dependerá dos mecanismos legais aplicáveis. Passaportes cancelados e perda de cargo Além da prisão, Alexandre de Moraes determinou o cancelamento de todos os passaportes brasileiros emitidos em nome de Eduardo Bolsonaro. A decisão também ordenou providências administrativas relacionadas à perda definitiva do cargo de escrivão da Polícia Federal, ocupado anteriormente pelo ex-deputado. O ministro determinou ainda o envio de documentação para cobrança da multa prevista na condenação. Eduardo teve seus direitos políticos suspensos em razão da condenação criminal definitiva, enquanto persistirem seus efeitos. Eduardo pode ser preso nos Estados Unidos? Como Eduardo Bolsonaro vive em território norte-americano, o cumprimento da ordem não depende apenas das autoridades brasileiras. Uma eventual extradição exigiria procedimentos de cooperação entre os dois países, sujeitos a tratados, legislação aplicável e decisões das autoridades dos Estados Unidos. Também seria necessário avaliar a natureza do crime e as regras que disciplinam a extradição. Por isso, a expedição do mandado no Brasil não significa que uma detenção em solo norte-americano ocorrerá imediatamente. Como Eduardo Bolsonaro reagiu? Em manifestação divulgada após a decisão, Eduardo Bolsonaro criticou a ordem judicial e a classificou como “arbitrária, inoportuna e inócua”. O ex-deputado afirmou que considera a condenação parte de uma perseguição política e sustentou que os Estados Unidos não cumprirão automaticamente a decisão brasileira. Seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, também criticou a decisão de Moraes e questionou a atuação do ministro. As declarações refletem o posicionamento dos integrantes da família Bolsonaro. A condenação de Eduardo, por sua vez, é definitiva na Justiça brasileira. Publicidade Decisão ocorre durante o segundo turno A medida foi tomada a pouco mais de duas semanas do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro. A disputa eleitoral envolve Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A coincidência com o calendário eleitoral gerou manifestações políticas, mas a decisão judicial foi fundamentada no encerramento do processo criminal e na execução da pena definitiva. O próximo desdobramento dependerá das providências adotadas pelas autoridades responsáveis pelo mandado e de eventuais pedidos de cooperação internacional. Fontes: Agência Estado, UOL, Folha de S.Paulo, Metrópoles, Correio Braziliense e Associated Press. Apuração:

Ministério da Justiça pede à PF investigação sobre ameaças contra deputada eleita Ana Elisa

Ministério da Justiça pede à PF investigação sobre ameaças contra deputada eleita Ana Elisa

Política | Justiça e Segurança Ministério da Justiça pede à PF investigação sobre ameaças contra deputada eleita Ana Elisa Parlamentar eleita pelo PT em Minas Gerais relata ameaças de morte e violência sexual. Governo federal pede identificação dos responsáveis e providências junto às plataformas X e Meta. Por | NinjaFSA | 9 de outubro de 2026 Ana Elisa relatou ameaças após episódios de repercussão política nas redes. Montagem: Reprodução/O Globo. Entenda a notícia em poucos pontos Ministério da Justiça solicitou à PF a abertura de inquérito para apurar ameaças contra Ana Elisa. Deputada eleita relatou mensagens de morte e violência sexual, além de ataques racistas e machistas. Ofício também pede providências junto ao X e à Meta para identificar os responsáveis. Pedido de investigação foi confirmado, mas a abertura do inquérito ainda não havia sido informada. O Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitou nesta sexta-feira (9) à Polícia Federal (PF) a abertura de um inquérito para investigar ameaças de morte e violência sexual contra Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), deputada federal eleita por Minas Gerais. A medida foi tomada após a jovem de 21 anos relatar uma sequência de ataques nas redes sociais, em meio à sua participação no debate político do segundo turno presidencial. O pedido foi encaminhado ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, por meio de um ofício assinado pela secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila Santana de Carvalho. Além da apuração das ameaças, o ministério solicitou providências relacionadas às plataformas digitais, com o objetivo de interromper a circulação de mensagens violentas e auxiliar na identificação de seus autores. Ministério da Justiça e Segurança Pública Pedido formal à Polícia Federal O ofício solicita a abertura de investigação sobre possíveis crimes de ameaça praticados pela internet contra uma mulher em razão de sua atuação política. O documento também pede medidas junto às plataformas X e Meta. Ana Elisa relata ameaças frequentes e teme pela própria segurança Segundo o relato apresentado no documento do Ministério da Justiça, Ana Elisa afirmou que estava recebendo ameaças em ritmo intenso. Em determinado momento, as mensagens chegariam à frequência de uma a cada dois minutos. Entre os conteúdos denunciados estão ameaças de morte, ameaças de estupro e mensagens com teor racista e misógino. Em reportagem publicada na quinta-feira (8), a Agência Brasil informou que a deputada eleita já havia procurado a Polícia Civil de Minas Gerais para denunciar as intimidações. A parlamentar relatou ainda que informações pessoais, como endereço e telefone, foram expostas na internet. Diante dos episódios, o partido providenciou segurança para acompanhá-la. Ana Elisa também decidiu retirar temporariamente seu perfil da plataforma X, antigo Twitter. Publicidade Governo pede identificação dos autores e medidas das plataformas No pedido encaminhado à Polícia Federal, a Secretaria Nacional de Acesso à Justiça afirma que o conteúdo das mensagens denunciadas apresenta características de violência contra a mulher em razão de sua atuação política. O ministério considera necessário investigar os possíveis responsáveis, apurar a origem dos ataques e avaliar a eventual prática de crimes previstos na legislação brasileira. A solicitação também inclui providências junto ao X e à Meta, empresa responsável por plataformas como Instagram e Facebook. A intenção é obter cooperação para identificar os autores e impedir a continuidade de publicações que contenham ameaças. 1. INVESTIGAÇÃO Pedido de abertura de inquérito na Polícia Federal. 2. IDENTIFICAÇÃO Apuração da origem e da autoria das ameaças denunciadas. 3. PLATAFORMAS Solicitação de medidas ao X e à Meta para conter ataques. O pedido administrativo, entretanto, não deve ser confundido com uma investigação já concluída. Até a divulgação das reportagens, não havia confirmação pública de que a PF tivesse formalizado a abertura do inquérito. Polêmica envolvendo publicações antigas antecedeu nova onda de ataques Nos últimos dias, Ana Elisa esteve no centro de uma controvérsia nas redes sociais após a circulação de capturas de tela atribuídas a publicações antigas de seu perfil. Uma delas apresentava uma mensagem que sugeria o fechamento de igrejas. A deputada eleita negou ser autora do conteúdo e questionou sua divulgação pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A troca de manifestações entre os parlamentares ampliou a repercussão do episódio. Segundo a equipe de Ana Elisa, os ataques se intensificaram em meio à circulação das publicações e à sua participação na campanha presidencial. Não há, contudo, comprovação de que Nikolas Ferreira tenha feito as ameaças ou participado de sua organização. A identificação dos autores é justamente um dos objetivos da investigação solicitada. Crítica política não é a mesma coisa que ameaça Críticas e divergências: manifestações contrárias a posições políticas fazem parte do debate público, dentro dos limites da lei. Ameaças de morte ou estupro: podem constituir crimes e exigem apuração pelas autoridades. Autoria: a responsabilização depende da identificação de quem praticou os atos e dos elementos reunidos na investigação. Quem é Ana Elisa, deputada eleita por Minas Gerais? Aos 21 anos, Ana Elisa Santos Silva foi eleita deputada federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições de 4 de outubro. Ela recebeu 524.219 votos, uma das maiores votações para a Câmara dos Deputados em Minas Gerais neste ano. Antes da eleição, ganhou projeção como influenciadora digital, abordando temas como racismo, educação, juventude e política. A deputada eleita esteve em Brasília nesta semana e passou a colaborar com a comunicação digital da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A participação no segundo turno ampliou sua presença no debate político nacional, ao mesmo tempo em que vieram a público os relatos de ameaças. O que acontece após o pedido do Ministério da Justiça? O ofício enviado pelo ministério solicita que a Polícia Federal avalie as medidas cabíveis, incluindo a instauração de inquérito. Caso haja abertura de investigação, os agentes poderão buscar informações sobre os perfis envolvidos, examinar mensagens e requisitar dados conforme os procedimentos legais. A eventual responsabilização dos envolvidos dependerá das provas obtidas e das decisões das autoridades competentes. Até o momento, o que está confirmado é o encaminhamento do pedido pelo Ministério da Justiça. Não há conclusão pública sobre

Governo zera impostos federais da gasolina e amplia subsídios a 16 dias da eleição; pacote custa R$ 5,2 bilhões

Governo zera impostos federais da gasolina e amplia subsídios a 16 dias da eleição; pacote custa R$ 5,2 bilhões

Economia | Combustíveis Governo zera impostos federais da gasolina e amplia subsídios a 16 dias da eleição; pacote custa R$ 5,2 bilhões Medidas anunciadas pelo governo Lula terão duração inicial de 30 dias e contemplam gasolina, etanol e diesel. Entenda o impacto nos preços e nas contas públicas. Por Amanda Almeida | NinjaFSA | 9 de outubro de 2026 Governo federal anunciou mudanças na tributação e nos subsídios dos combustíveis para os próximos 30 dias. Entenda a notícia em poucos pontos Governo zera tributos federais sobre a gasolina, elevando a desoneração total para R$ 0,89 por litro. Etanol mantém isenção de R$ 0,19 por litro e terá maior subvenção destinada aos produtores. Diesel importado receberá subsídio adicional de R$ 1,40 por litro. O pacote custará R$ 5,2 bilhões em 30 dias, segundo o governo. Custo estimado R$ 5,2 bi Impacto fiscal em 30 dias Gasolina R$ 0,89 Desoneração federal total por litro O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (9), em Brasília, um novo pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis, com custo estimado de R$ 5,2 bilhões em 30 dias. O anúncio ocorre a 16 dias do segundo turno presidencial e inclui o zeramento dos tributos federais da gasolina, a renovação de incentivos ao etanol e uma subvenção adicional ao diesel importado. A justificativa apresentada pela equipe econômica é reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo sobre os consumidores brasileiros. As medidas foram detalhadas pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. O pacote amplia benefícios que já estavam em vigor. Com a decisão, o governo eleva os valores de desoneração de alguns combustíveis e estabelece novas condições para os próximos 30 dias. Gasolina terá impostos federais zerados A principal mudança envolve a gasolina. A desoneração tributária federal, que anteriormente representava R$ 0,63 por litro, será ampliada para R$ 0,89 por litro. Na prática, o novo decreto zera a cobrança dos tributos federais PIS/Pasep, Cofins e Cide sobre a gasolina nas operações abrangidas pela medida. Isso não significa, porém, que o preço da gasolina cairá automaticamente R$ 0,89 nas bombas. Parte dessa desoneração já existia, de modo que o alívio tributário adicional anunciado agora equivale a R$ 0,26 por litro. O preço final ao motorista depende também das distribuidoras, dos postos, dos custos de transporte e de outros tributos que continuam incidindo sobre o combustível. Entenda a diferença Antes: redução federal de R$ 0,63 por litro de gasolina. Agora: redução total de R$ 0,89 por litro, zerando os tributos federais abrangidos. Benefício adicional: R$ 0,26 por litro em relação ao modelo anterior. Na bomba: não há garantia de redução integral e imediata. Etanol terá incentivo renovado e ampliado O governo também decidiu manter a desoneração de R$ 0,19 por litro do etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível em veículos. Além disso, a subvenção destinada a produtores e cooperativas será ampliada de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro. O objetivo anunciado é preservar a competitividade do etanol em relação à gasolina, evitando que a oscilação dos preços internacionais prejudique o consumo do biocombustível. Segundo os cálculos apresentados pelo governo, a ampliação desse apoio aos produtores terá custo aproximado de R$ 800 milhões durante o período de 30 dias. Publicidade Diesel importado receberá novo subsídio Outra medida do pacote é a criação de uma subvenção adicional de R$ 1,40 por litro para o diesel rodoviário importado. O incentivo será destinado a importadores que cumprirem as condições definidas pelo governo, buscando reduzir o impacto da alta internacional e contribuir para a manutenção do abastecimento. Segundo a equipe econômica, o benefício adicional terá custo aproximado de R$ 1,6 bilhão nos próximos 30 dias. A medida busca atender um setor sensível às oscilações do preço do petróleo. O diesel é essencial ao transporte de cargas e, por consequência, influencia custos logísticos de alimentos, mercadorias e serviços. Veja os valores do novo pacote Medida Valor O que representa Gasolina R$ 0,89/litro Desoneração federal total. Etanol hidratado R$ 0,19/litro Desoneração mantida. Produção de etanol R$ 0,43/litro Nova subvenção aos produtores. Diesel importado R$ 1,40/litro Subsídio adicional. Pacote completo R$ 5,2 bilhões Custo estimado para 30 dias. De onde sairão os R$ 5,2 bilhões? Segundo Bruno Moretti, a equipe econômica pretende utilizar receitas extraordinárias obtidas com a valorização do petróleo para compensar a renúncia fiscal e os gastos adicionais. O ministro argumentou que, como o Brasil também exporta petróleo, a elevação dos preços internacionais pode aumentar determinadas receitas públicas. O governo estima que R$ 3,6 bilhões do novo pacote sejam destinados às medidas para gasolina e etanol, enquanto R$ 1,6 bilhão corresponda ao incentivo adicional ao diesel importado. Apesar da previsão de compensação, a medida representa utilização de recursos públicos e renúncia de arrecadação. Seu impacto deverá ser acompanhado nas avaliações fiscais. “Nós estamos consumindo recursos da população, recursos de tributos pagos pela população, para proteger o povo brasileiro.” Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, durante anúncio do pacote. Anúncio ocorre a 16 dias do segundo turno As mudanças foram anunciadas em meio à campanha presidencial de 2026, faltando 16 dias para o segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para 25 de outubro. O calendário chama atenção porque o preço dos combustíveis afeta diretamente o orçamento dos brasileiros e costuma ter relevância no debate eleitoral. O governo afirma que a decisão está relacionada à alta internacional do petróleo e à necessidade de preservar o abastecimento, negando motivação eleitoral. A proximidade da votação, por si só, não comprova que as medidas tenham sido adotadas com finalidade eleitoral irregular. Preço nos postos vai cair? A redução da carga tributária diminui um componente do custo dos combustíveis, mas não determina sozinha o preço que o consumidor paga. O valor nas bombas depende de fatores como preço praticado por refinarias e importadores, distribuição, transporte, mistura de biocombustíveis, tributação estadual e margens comerciais. Por isso, o motorista não deve considerar os valores da desoneração como descontos automáticos por litro no posto de combustível. O governo informou

PF identifica negócios de Vorcaro com filha de Otto Alencar e aliado de Jaques Wagner

PF identifica negócios de Vorcaro com filha de Otto Alencar e aliado de Jaques Wagner

Política | Bahia | Banco Master PF identifica negócios de Vorcaro com filha de Otto Alencar e aliado de Jaques Wagner Conversas obtidas pela Polícia Federal revelam financiamento à startup Ecoari e tratativas sobre obras de arte; B3 comunicou movimentações consideradas incompatíveis com o porte da empresa. Por Amanda Almeida | NinjaFSA | 9 de outubro de 2026 Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro revelam negociações com pessoas próximas a lideranças políticas baianas. Reprodução. Entenda a notícia em poucos pontos Daniel Vorcaro negociou financiamento para a startup Ecoari, administrada por Isadora Alencar, filha do senador Otto. A B3 comunicou ao Coaf valores superiores a R$ 9 milhões em ativos da empresa no Banco Master durante 2024. Guilherme Sodré, aliado de Jaques Wagner, conversou com Vorcaro sobre obras de arte e encaminhou o contato do senador. Isadora afirma que o empréstimo foi legal; Otto e Wagner negam envolvimento em irregularidades ou negócios atribuídos a eles. Mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, revelam negócios com pessoas próximas aos senadores baianos Otto Alencar (PSD) e Jaques Wagner (PT). Segundo reportagem publicada nesta sexta-feira (9) pela Folha de S.Paulo, as conversas incluem financiamento a uma startup de reciclagem pertencente à filha de Otto e negociações de obras de arte com um aliado de Wagner. Os contatos ocorreram principalmente em 2024, antes da operação policial que levou à prisão de Vorcaro em novembro de 2025. Parte da documentação também aponta movimentações financeiras comunicadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). As mensagens ajudam a reconstruir a rede de relacionamentos empresariais do ex-banqueiro, mas não demonstram, por si só, participação dos senadores nas operações ou prática de crimes pelas pessoas mencionadas. Filha de Otto Alencar negociou financiamento para startup Uma das frentes identificadas envolve Isadora Alencar, filha de Otto Alencar, e a Ecoari, empresa de Salvador voltada à reciclagem. A startup utiliza um modelo de incentivo financeiro para estimular o descarte de resíduos em locais específicos. As conversas analisadas pela Folha mostram que Isadora procurou Vorcaro em setembro de 2024 para discutir uma possível operação de investimento e aquisição relacionada à empresa. Segundo a reportagem, o contato teria sido facilitado por uma pessoa identificada como Ciro, possivelmente o advogado Ciro Soares, próximo à família Alencar. A empresária chegou a agendar uma reunião com o então banqueiro. Dias depois, ela comunicou a abertura de uma conta no Banco Master e, posteriormente, a assinatura de contrato e a liberação de recursos pela instituição. Reprodução de conversa atribuída a Daniel Vorcaro e Isadora Alencar, divulgada pela Folha de S.Paulo. Em outro momento, Isadora consultou Vorcaro sobre como aplicar parte do dinheiro recebido. O ex-banqueiro sugeriu conversar com um integrante de sua equipe e indicou uma aplicação em CDB com liquidez, para permitir acesso aos recursos quando necessário. A empresária afirmou à Folha que o negócio de aquisição discutido anteriormente não chegou a ser concluído. Já o empréstimo bancário, segundo ela, ocorreu regularmente. “A mencionada movimentação financeira diz respeito a um empréstimo regular.” Isadora Alencar, em manifestação divulgada pela Folha de S.Paulo. Isadora acrescentou que as conversas tiveram natureza profissional e que a Ecoari atua conforme princípios de legalidade, transparência e governança empresarial. Publicidade B3 alertou Coaf sobre valores custodiados no Banco Master O relacionamento financeiro entre a Ecoari e o Banco Master chamou atenção em registros analisados pela reportagem. Documentos obtidos pela Folha indicam que a B3, responsável por infraestrutura do mercado financeiro brasileiro, realizou três comunicações ao Coaf sobre valores mantidos pela startup sob custódia do banco. Em outubro e novembro de 2024, os registros apontavam mais de R$ 9 milhões em ativos. A avaliação apresentada nos documentos indicava que o montante não era compatível com o porte e o patrimônio estimado da pessoa jurídica. Em setembro de 2025, houve outro alerta, desta vez relativo a aproximadamente R$ 2,8 milhões. O registro ocorreu depois de o Banco Central barrar a tentativa de aquisição do Master pelo Banco de Brasília (BRB). Os números da operação Mais de R$ 9 milhões: ativos custodiados no Banco Master em outubro e novembro de 2024, segundo alertas comunicados ao Coaf. R$ 2,8 milhões: valor registrado em nova comunicação realizada em setembro de 2025. Três comunicações: número de alertas da B3 mencionados na documentação obtida pela Folha. Importante: valores sob custódia não equivalem necessariamente a recursos desviados, e as comunicações não comprovam irregularidades criminais. O Coaf recebe e analisa comunicações de operações consideradas atípicas ou suspeitas. Esses registros podem subsidiar investigações, mas não representam uma condenação nem uma conclusão definitiva sobre a origem do dinheiro. Aliado de Jaques Wagner negociou obras de arte com Vorcaro Outra parte das mensagens envolve Guilherme Sodré, conhecido como Guiga. Ele é descrito pela Polícia Federal como uma pessoa de confiança e um articulador próximo do senador Jaques Wagner. Guiga também mantém uma relação familiar indireta com o parlamentar: é pai de Eduardo Sodré, secretário de Meio Ambiente da Bahia e enteado de Wagner. De acordo com os diálogos divulgados, Guiga apresentou a Vorcaro informações sobre obras de artistas brasileiros reconhecidos, entre eles Candido Portinari e Alberto da Veiga Guignard. As tratativas mencionam obras como Casamento na Roça, de Portinari, e Ouro Preto, de Guignard. Também aparecem convites para visitas a galerias e encontros relacionados ao mercado de arte. Segundo a Folha, em agosto de 2024, Guiga encaminhou a Vorcaro o número de telefone de Jaques Wagner após uma conversa telefônica. O envio do contato é um elemento identificado nas mensagens, mas não confirma que uma reunião tenha ocorrido ou que o senador tenha participado dos negócios discutidos entre terceiros. Wagner nega intermediação e relação comercial Em entrevista à rádio Piatã FM, nesta sexta-feira (9), Jaques Wagner negou ter intermediado a compra de obras de arte por meio de Guiga ou participado das negociações atribuídas ao ex-controlador do Banco Master. O senador reconheceu a amizade de longa data com Guilherme Sodré, que remonta ao período em que atuava no movimento sindical, mas rejeitou qualquer relação comercial com