Estudo aponta Nordeste como região das 10 cidades mais violentas do Brasil -

Estudo aponta Nordeste como região das 10 cidades mais violentas do Brasil

Feira de Santana está na lista, com destaque para violência ligada a facções e perfil de vítimas

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, divulgado nesta quinta-feira, 24 de julho de 2025, revelou que as 10 cidades mais violentas do Brasil estão concentradas na região Nordeste. O estudo, baseado em dados recentes, destaca a gravidade da situação, com Feira de Santana, na Bahia, entre os municípios listados. A relação inclui cinco cidades baianas, três cearenses e duas pernambucanas, refletindo um cenário de alta letalidade impulsionado por conflitos entre facções criminosas disputando o controle do tráfico de drogas.

Os confrontos sangrentos, resultado dessas disputas, são apontados como o principal fator por trás das elevadas taxas de Mortes Violentas Intencionais (MVI). No entanto, o envolvimento da polícia varia significativamente entre os estados. Em Pernambuco e Ceará, a participação policial nas MVI é baixa: em Maranguape (PE), apenas 2% dos casos envolveram agentes, enquanto em Caucaia (CE) e Cabo de Santo Agostinho (PE) esse índice chega a 3%. Já na Bahia, os números são alarmantes. Em Jequié, um em cada três homicídios foi atribuído a policiais, e em Simões Filho, a proporção é de um em cada quatro, sugerindo um uso intenso da força letal por parte das autoridades.

Gráfico: As 10 Cidades Mais Violentas do Brasil (2024)

As 10 Cidades Mais Violentas do Brasil

Taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI) por 100 mil habitantes em 2024

Fonte: 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública / Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2025).

Considera apenas municípios com população igual ou superior a 100 mil habitantes.

O perfil das vítimas reforça a gravidade social do problema. Predominam jovens entre 18 e 24 anos, do sexo masculino, negros e moradores de periferias, com cerca de 73% das mortes causadas por armas de fogo. Essa realidade expõe as desigualdades regionais e a vulnerabilidade de comunidades marginalizadas, onde a falta de oportunidades e a presença do crime organizado agravam o ciclo de violência.

As autoridades locais e nacionais ainda buscam estratégias para conter o avanço da criminalidade, mas o estudo sugere que medidas eficazes dependem de ações coordenadas para reduzir o poder das facções e proteger as populações mais afetadas. Feira de Santana, conhecida por seu papel comercial, enfrenta agora o desafio de lidar com essa estatística preocupante, enquanto a sociedade nordestina clama por soluções.

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