China inicia megaoperação militar e cerca Taiwan na véspera de Ano Novo; tensão na Ásia dispara -

China inicia megaoperação militar e cerca Taiwan na véspera de Ano Novo; tensão na Ásia dispara

Pequim mobiliza Marinha e Aeronáutica em exercícios de “bloqueio total” ao redor da ilha; Taipé aciona defesas e comunidade internacional pede cautela.

A China elevou drasticamente o tom nas relações diplomáticas e militares no Pacífico ao deflagrar, nas primeiras horas desta quarta-feira (31), uma operação militar de larga escala ao redor de Taiwan. O Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular (ELP) descreveu as manobras como “patrulhas de prontidão de combate” e exercícios conjuntos de “cerco total”.

De acordo com o Ministério da Defesa de Taiwan, foram detectadas mais de 60 aeronaves militares chinesas, incluindo caças J-20 e bombardeiros H-6, além de 25 navios de guerra operando em áreas que circundam o norte, sul e leste da ilha. As forças taiwanesas afirmam que os exercícios simulam um bloqueio marítimo e aéreo efetivo, cortando rotas de comunicação essenciais.

O motivo da escalada Porta-vozes de Pequim afirmaram que a operação é uma “punição necessária” e um “aviso severo” contra recentes interações políticas entre a liderança de Taiwan e governos ocidentais. A China reivindica Taiwan como parte de seu território e nunca descartou o uso da força para retomar o controle da ilha autogovernada.

Reação e Impacto O governo de Taiwan condenou veementemente a ação, classificando-a como uma tentativa de intimidação militar que ameaça a estabilidade regional. “Nossas forças estão monitorando a situação em tempo real e preparadas para defender nossa soberania sem buscar a escalada”, diz a nota oficial de Taipé.

A operação causou impacto imediato no tráfego comercial. Voos civis e navios mercantes estão sendo alertados a evitar seis zonas de exclusão demarcadas pela China para exercícios de tiro real, o que pode gerar atrasos na cadeia logística global em um dos corredores marítimos mais movimentados do mundo.

Os Estados Unidos e o Japão expressaram “grave preocupação” e pediram contenção imediata, alertando que erros de cálculo durante as manobras podem levar a um conflito acidental.

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