Abono salarial: pagamento começa em 17 de fevereiro para trabalhadores nascidos em janeiro
O governo federal começará a pagar o abono salarial aos trabalhadores nascidos em janeiro. O benefício, que varia entre R$ 127,00 e R$ 1.518,00, será distribuído a cerca de dois milhões de trabalhadores. Ao longo de 2025, serão pagos R$ 30,7 bilhões a 24,4 milhões de pessoas que receberam até dois salários mínimos em 2023. Para receber o abono, é necessário estar inscrito no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há pelo menos cinco anos e ter recebido até dois salários mínimos em 2023. O pagamento será feito pela Caixa Econômica Federal para trabalhadores da iniciativa privada e pelo Banco do Brasil para servidores públicos. Os valores estarão disponíveis até o fim de dezembro de 2025 e podem ser sacados em agências, lotéricas, terminais de autoatendimento e outros meios de pagamento oferecidos pela Caixa Econômica Federal. Para verificar se tem direito ao abono, os trabalhadores podem acessar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou o portal Gov.br.
Brasil comercializa mais de 133 bilhões de litros de combustíveis em 2024

Em 2024, o Brasil comercializou um total de 133,1 bilhões de litros de combustíveis líquidos automotivos. A gasolina C, que inclui a mistura de etanol anidro, teve uma venda de 44,19 bilhões de litros, apresentando uma redução de 4% em comparação com o ano de 2023. Por outro lado, o etanol hidratado combustível teve um aumento significativo nas vendas, com 21,66 bilhões de litros comercializados, um crescimento de 33,4%. Já o diesel B, com a inclusão de biodiesel, foi responsável por 67,25 bilhões de litros vendidos, um aumento de 2,6% em relação ao ano anterior. Esses dados foram divulgados durante o Seminário de Avaliação do Mercado de Combustíveis 2025, com base no ano de 2024, organizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O evento, realizado de forma híbrida no Rio de Janeiro, contou com a participação de agentes de mercado e foi transmitido ao vivo pela plataforma Teams. A abertura do seminário foi feita pelos diretores da ANP Fernando Moura, Symone Araújo e Mariana Cavadinha.
TCU revela falta de verba no orçamento de 2025 para continuidade do programa Pé-de-Meia
O Tribunal de Contas da União (TCU) anunciou recentemente que não há previsão de verba para o programa Pé-de-Meia no orçamento de 2025. Este programa, criado para incentivar a permanência de estudantes de baixa renda no ensino médio público, oferece um auxílio financeiro mensal de R$ 200 durante o ano letivo, além de uma poupança anual de R$ 1 mil, que pode ser sacada ao término do ensino médio, totalizando até R$ 9,2 mil por aluno ao longo dos três anos. O TCU, após análise detalhada, concluiu que a operacionalização do Pé-de-Meia apresenta irregularidades, uma vez que parte dos recursos destinados ao programa não passaram pelo devido processo orçamentário. Especificamente, valores do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc) e do Fundo Garantidor de Operações (FGO) foram transferidos sem a devida inclusão na Conta Única do Tesouro Nacional e na lei orçamentária, o que é uma exigência legal. Esta decisão do TCU impacta diretamente cerca de 3,9 milhões de estudantes que dependem do programa para continuar seus estudos. O bloqueio dos R$ 6 bilhões, que foram destinados ao Pé-de-Meia, foi confirmado pelo plenário do TCU, mas cabe recurso. O Ministério da Educação (MEC) e a Advocacia-Geral da União (AGU) já manifestaram sua intenção de recorrer, alegando que todos os aportes foram aprovados pelo Congresso Nacional e que o bloqueio poderia causar danos irreparáveis ao programa e aos estudantes. O governo federal, por sua vez, tem até 120 dias, caso a decisão não seja revertida, para apresentar um plano de adequação que garanta a continuidade do programa sem prejuízos. Enquanto isso, o debate sobre a importância do Pé-de-Meia para a redução da evasão escolar e a democratização do acesso à educação continua acalorado, com diversos setores da sociedade pressionando por uma solução que permita a manutenção do programa. A situação atual coloca em xeque não apenas o financiamento do Pé-de-Meia, mas também a capacidade do governo em encontrar meios legais e eficientes para apoiar programas sociais essenciais, refletindo a complexidade da gestão fiscal e a necessidade de um orçamento transparente e bem planejado.
Preço dos alimentos ofusca aumento da renda no Brasil e trava poder de compra
A alta persistente dos preços dos alimentos no Brasil tem ofuscado os ganhos de renda da população, resultando em um poder de compra estagnado ou em declínio. Estudos recentes, como os mencionados em várias fontes de notícias, indicam que, apesar do aumento do salário mínimo para R$ 1.518 em 2025 e de um crescimento geral da renda do trabalho, a relação entre o que os brasileiros ganham e o que conseguem comprar com seus salários tem piorado. Segundo análises, o salário mínimo, que antes da pandemia conseguia comprar 2,07 cestas básicas em São Paulo, caiu para 1,51 em abril de 2022 e, mesmo com uma recuperação parcial, não voltou ao patamar anterior, ficando em 1,7 cestas básicas em novembro de 2024. Projeções sugerem que esta relação continuará praticamente estagnada em torno de 1,7 cestas básicas até pelo menos dezembro de 2026. Fatores como o aumento no preço do diesel, que impacta diretamente o custo de produção e transporte dos alimentos, juntamente com problemas climáticos, a desvalorização do real frente ao dólar e o aumento nos custos dos insumos agrícolas, têm contribuído para essa inflação alimentar. Produtos como café e carnes continuam pressionando o orçamento das famílias, enquanto a expectativa de uma safra recorde de grãos em 2025 pode aliviar apenas parcialmente o cenário inflacionário. O impacto é particularmente sentido pelas famílias de baixa renda, que destinam uma parcela maior de seus ganhos para a alimentação, revelando um desafio significativo para a política econômica do governo em equilibrar o aumento da renda com a inflação dos alimentos. Especialistas recomendam políticas de mitigação de impactos climáticos e de incentivo à produção local de alimentos, além de medidas fiscais para controlar a inflação sem prejudicar o poder de compra, mas reconhecem que a solução não é imediata nem simples.
Governo Lula considera taxar big techs em represália a tarifas de Trump, diz jornal
De acordo com informações de jornais como a Folha de S.Paulo, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está considerando a possibilidade de taxar as chamadas “big techs” (grandes empresas de tecnologia dos EUA) como uma forma de represália caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficialize tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio exportados pelo Brasil. Esta medida é vista como uma alternativa estratégica, uma vez que a taxação das plataformas digitais já está sendo discutida em fóruns internacionais como a OCDE e já foi implementada em países como o Canadá. Entretanto, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou essas informações, afirmando que o governo não planeja taxar empresas de tecnologia em resposta às tarifas americanas. Ele enfatizou que qualquer decisão seria baseada em ações concretas e não em anúncios que podem ser revistos ou mal interpretados.
Mais de 1,3 milhão de famílias baianas podem ter até 65% de desconto na conta de energia de 2025
Em 2025, mais de 1,3 milhão de famílias baianas têm a oportunidade de usufruir de um desconto significativo na conta de energia, que pode chegar a 65%. O benefício é concedido através da Tarifa Social de Energia Elétrica, um programa do Governo Federal que visa auxiliar famílias de baixa renda. Para se beneficiar do desconto, as famílias devem estar inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e possuir o Número de Identificação Social (NIS) ou o Número do Benefício (NB). A estimativa foi realizada pela Neoenergia Coelba, responsável pela distribuição de energia na Bahia, baseando-se em dados do Ministério da Cidadania e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Atualmente, cerca de 1,7 milhão de famílias já estão cadastradas na Tarifa Social no estado. No entanto, a Neoenergia Coelba atua proativamente para incluir mais famílias elegíveis no programa, com o objetivo de assegurar que todos os possíveis beneficiários possam desfrutar do desconto. A distribuidora realiza mensalmente o cadastro automático de famílias identificadas como aptas a receber o benefício. O desconto varia conforme o consumo mensal de energia. Para famílias que consomem até 30 kWh por mês, o desconto é de 65%; de 31 a 100 kWh, o desconto cai para 40%; e de 101 a 220 kWh, o benefício é de 10%. Não há desconto para consumos acima de 220 kWh. Famílias indígenas ou quilombolas podem ter descontos ainda maiores, chegando a 100% para consumos de até 50 kWh. A Neoenergia Coelba enfatiza a importância da atualização cadastral para que as famílias não percam o benefício. Aqueles que já estão inscritos precisam manter seus dados atualizados no CadÚnico, e os interessados em se cadastrar podem fazê-lo a qualquer momento, desde que atendam aos critérios de elegibilidade.
Preços do café e da carne podem disparar em até 20% este ano

Os brasileiros devem se preparar para uma alta significativa nos preços de alimentos essenciais em 2025, com o café e as carnes emergindo como os principais “vilões” da inflação. Segundo projeções de economistas, esses produtos podem ter aumentos de até 20% ao longo do ano. A estimativa de alta para o café é impulsionada por uma produção limitada, tanto nacional quanto internacionalmente. A saca de café arábica, por exemplo, que chegou a R$ 2.387,85 em janeiro deste ano, representou um aumento de 132% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com a desvalorização do real frente ao dólar, os custos de importação e a paridade com os preços globais aumentam, refletindo diretamente no consumidor final. Já no caso das carnes, a projeção de alta é sustentada pelo ciclo pecuário atual, com a oferta de gado para abate sendo menor devido a fatores climáticos e à recuperação de pastagens que sofreram com secas anteriores. A demanda global por proteína animal, especialmente de mercados como a China, também pressiona os preços internos, já que o Brasil é um dos maiores exportadores mundiais de carne bovina. A inflação sobre esses produtos pode impactar severamente o orçamento das famílias, especialmente em um contexto onde outros itens também têm registrado aumentos. A recomendação dos especialistas é para que os consumidores procurem alternativas mais econômicas ou ajustem suas expectativas de gastos, considerando a possibilidade de substituir produtos ou até mesmo reduzir o consumo de itens cujos preços estão subindo rapidamente.
Haddad propõe regulamentação dos vale-refeição para reduzir custos e baratear alimentos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou uma proposta para regulamentar o mercado de vales-refeição e alimentação, com o objetivo de reduzir os preços dos alimentos e ampliar os benefícios para os trabalhadores. A medida pretende aumentar a concorrência no setor e garantir mais portabilidade dos créditos, permitindo seu uso em diversos estabelecimentos. Haddad destacou que a regulamentação do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) ajudará a diminuir os custos de intermediação, que elevam os preços dos produtos. A proposta inclui ainda a redução das taxas cobradas pelas operadoras de vales, que impactam diretamente os consumidores e comerciantes. O governo espera que a iniciativa ajude a conter a alta dos alimentos e promova maior justiça fiscal, sem comprometer o orçamento público
47 Milhões de Trabalhadores estão na informalidade ou devendo impostos

A implementação do PIX revolucionou as transações financeiras no Brasil, mas também gerou uma polêmica envolvendo cerca de 47 milhões de trabalhadores brasileiros. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Receita Federal, essa quantidade inclui 40,3 milhões de trabalhadores informais e 6,78 milhões de microempreendedores individuais (MEIs) que deixaram de pagar tributos até setembro de 2024. A informalidade no Brasil é um problema persistente, especialmente em regiões como o Norte e o Nordeste, onde há menor oferta de empregos formais. Muitos trabalhadores optam por atuar sem carteira assinada, seja por falta de qualificação ou por preferirem a flexibilidade do trabalho informal. A recente proposta de fiscalização das movimentações financeiras via PIX gerou preocupação entre os empreendedores, que temem que a análise detalhada das transações possa levar a cobranças de impostos atrasados ou penalidades. Embora a Receita Federal tenha negado a intenção de taxar movimentações financeiras, a repercussão negativa revelou a tensão entre os trabalhadores informais e empreendedores diante da possibilidade de maior fiscalização. O economista Cosmo de Donato Junior, da LCA Consultores, explicou que a fiscalização é compreensível no contexto das metas fiscais do governo, que busca zerar o déficit público em 2025. No entanto, ele destacou que a informalidade tem mudado de perfil e que muitos trabalhadores bem remunerados optam por empreender ou atuar sem carteira assinada. A discussão sobre fiscalização e tributação ganha ainda mais relevância no contexto das metas fiscais e das mudanças no mercado de trabalho brasileiro. O que você acha dessa situação?
Governo manterá isenção de Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos em 2025
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta terça-feira (14) que a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda de até dois salários mínimos será mantida em 2025. A medida oferece um alívio significativo para milhões de brasileiros em um cenário de alta no custo de vida e desafios econômicos. Durante uma coletiva de imprensa, Haddad enfatizou o compromisso do governo em não aumentar a carga tributária sobre as faixas de renda mais baixas. “Vamos manter a isenção para quem ganha até dois salários mínimos, pois entendemos que estas pessoas são as mais vulneráveis aos impactos da inflação e da variação econômica”, afirmou o ministro. Atualmente, a isenção abrange aqueles com rendimento mensal de até R$ 2.824,00, valor equivalente a dois salários mínimos. Com a manutenção para 2025, o governo reafirma sua política de proteção ao poder de compra das camadas de menor renda, buscando estimular o consumo doméstico e, consequentemente, fortalecer a economia. A medida foi elogiada por economistas, que destacaram seu impacto positivo na renda disponível das famílias e no fomento ao consumo. No entanto, também gerou discussões sobre a renúncia fiscal e os desafios para equilibrar o orçamento público. Haddad garantiu que o governo está desenvolvendo estratégias para compensar a perda de arrecadação sem prejudicar as classes mais vulneráveis. “Estamos analisando outras fontes de receita para garantir a sustentabilidade fiscal enquanto protegemos os mais necessitados”, concluiu. Com a continuidade dessa política, o governo busca aliar justiça tributária à recuperação econômica, priorizando ações que favoreçam os trabalhadores e estimulem o crescimento sustentável.