O prefeito José Ronaldo usou suas redes sociais para alertar a população sobre um golpe em que estão utilizando um número de WhatsApp (71 99712-0408) para se passar por ele. Na publicação, ele reforçou que desconhece esse número e que qualquer comunicação oficial será feita apenas pelos canais institucionais.
Diante da situação, José Ronaldo afirmou que já tomou as medidas legais necessárias para coibir esse tipo de prática. Ele orientou os cidadãos a não compartilharem informações suspeitas e a denunciarem mensagens fraudulentas.
O caso ressalta a importância de sempre verificar a autenticidade de comunicações antes de repassar informações, evitando cair em golpes que utilizam o nome de figuras públicas para enganar a população.
A partir desta sexta-feira, 28 de março de 2025, cerca de 10,5 milhões de brasileiros que trabalharam com carteira assinada entre 1971 e 1988 poderão sacar valores esquecidos do antigo Fundo PIS/PASEP. O Ministério da Fazenda lançou a plataforma Repis Cidadão, que permite consultar e resgatar até R$ 26 bilhões remanescentes do fundo extinto em 2020. Os primeiros pagamentos começam amanhã, beneficiando trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos que contribuíram no período entre 1971 e 1988 e não retiraram suas cotas.
A consulta está disponível no site repiscidadao.fazenda.gov.br, exigindo login com conta Gov.br nos níveis prata ou ouro. O valor médio por pessoa é estimado em R$ 2,8 mil, variando conforme o tempo de trabalho e o salário da época. Os saques podem ser solicitados também pelo aplicativo FGTS, com o dinheiro sendo transferido para contas indicadas pelos beneficiários. Herdeiros de trabalhadores falecidos também têm direito, desde que apresentem documentos como certidão de óbito e comprovantes de vínculo.
O fundo, criado para complementar a renda de quem atuou entre 1971 e 1988, foi incorporado ao FGTS em 2020, mas muitos não sacaram os recursos, transferidos ao Tesouro Nacional em 2023. A medida visa facilitar o acesso a esses valores, que equivalem a anos de contribuições corrigidas.
Moradores dos bairros Feira 7, Parque da Cidade, Liberdade e Fraternidade, em Feira de Santana, estão enfrentando dificuldades para atualizar o Cadastro Único (CadÚnico) desde o início de 2025, após a suspensão dos veículos utilizados pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da região. Segundo relatos, desde o ano passado, famílias tentam agendar visitas domiciliares para renovação do Número de Identificação Social (NIS), inclusão de dependentes ou criação de novos cadastros, mas não têm obtido sucesso. Em uma visita recente à unidade do CRAS Feira 7, foi informado que a Prefeitura Municipal suspendeu o fornecimento de carros destinados às equipes, inviabilizando os deslocamentos para atendimento nas residências.
A situação tem gerado transtornos para pais e mães de família que dependem do CadÚnico para acessar benefícios como o Bolsa Família. Com a nova portaria do Governo Federal, publicada em fevereiro de 2025, que flexibiliza o recebimento do Bolsa Família para pessoas unipessoais – aquelas que vivem sozinhas –, a demanda por atualizações cadastrais tende a crescer ainda mais. Sem as visitas, muitos moradores relatam estar sem condições de se deslocar até a sede do CRAS, seja por falta de recursos para transporte ou por dificuldades de mobilidade, como no caso de idosos e pessoas com deficiência.
Além disso, a falta de atualização do cadastro tem impactado outras áreas. Há registros de pessoas que tentaram solicitar isenção de taxas em concursos públicos, um direito previsto para beneficiários do CadÚnico, mas foram impedidas por estarem com os dados desatualizados. Uma moradora do Parque da Cidade, que preferiu não se identificar, contou que agendou uma visita em janeiro, mas até agora não foi atendida. “Eu precisava incluir meu filho recém-nascido no cadastro para o Bolsa Família, mas sem carro o CRAS não vem, e eu não tenho como ir até lá com um bebê pequeno”, desabafou.
A suspensão dos veículos, conforme apurado, teria ocorrido por questões orçamentárias da prefeitura, mas não houve comunicado oficial sobre a retomada do serviço. Enquanto isso, a unidade do CRAS Feira 7 segue funcionando apenas para atendimentos presenciais, o que não resolve a situação de quem depende das visitas domiciliares.
A Prefeitura do Recife, sob a gestão de João Campos (PSB), adquiriu livros para professores da rede municipal ao custo de R$ 1.690 por unidade, conforme apontado em um relatório preliminar do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE). O documento, tornado público neste domingo, 23 de março de 2025, estima um sobrepreço superior a R$ 3,3 milhões entre 2023 e 2024, envolvendo materiais didáticos e licenças do programa Mente Inovadora, contratados sem licitação. Enquanto o kit para alunos saiu por R$ 58 cada, o de professores alcançou R$ 3.438, uma diferença que o TCE considera injustificável, apesar de variações discretas no conteúdo.
A compra incluiu 300 kits para docentes, com cinco livros e uma jogateca, contra três livros e uma jogateca no kit dos estudantes. Somadas as licenças de uso, que custam R$ 2.602 para professores e R$ 189 para alunos, o valor total por docente chegou a R$ 6.040. O TCE sugere a responsabilização do ex-secretário de Educação Fred Amâncio, que deixou o cargo na semana passada, e da empresa Mind Lab, passível de multa de R$ 1,6 milhão. A prefeitura contesta, alegando que o cálculo do TCE errou ao associar os kits a 300 professores, quando na verdade atendem 300 escolas e mais de 4 mil docentes.
O caso, ainda em análise pelo TCE, não foi julgado e já gera repercussão. A gestão Campos afirma que a contratação por inexigibilidade segue a lei e que os valores refletem a exclusividade do material socioemocional fornecido há 12 anos à rede municipal.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), confirmou nesta segunda-feira, 24 de março de 2025, uma reformulação na cúpula da Segurança Pública do estado. Em coletiva de imprensa realizada no início da tarde, no Centro de Operações e Inteligência (COI), em Salvador, ele anunciou a substituição dos comandantes da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Civil. As mudanças, que entram em vigor nos próximos dias, ocorrem em meio a um cenário de ajustes estratégicos na gestão da segurança, diante de desafios como o aumento da violência em algumas regiões do estado.
O coronel Paulo Coutinho, que liderava a PM-BA desde 2021, deixa o posto de comandante-geral e será substituído pelo coronel Antonio Carlos Silva Magalhães, até então à frente de uma das diretorias regionais da corporação. No Corpo de Bombeiros, o coronel Adson Marchesini dá lugar ao coronel Aloísio Mascarenhas Fernandes, que assume com a missão de reforçar as operações de prevenção e resposta a emergências. Já na Polícia Civil, a delegada-geral Heloísa Brito será sucedida pelo delegado André Viana, atual chefe da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Depin), conhecido por sua experiência em operações especiais.
Durante o pronunciamento, Rodrigues agradeceu aos gestores que deixam os cargos, destacando o trabalho realizado, e afirmou que as nomeações seguem critérios técnicos para aprimorar as políticas de segurança. A troca ocorre após meses de especulações sobre possíveis mudanças, intensificadas por episódios de confrontos e pressão por resultados mais expressivos no combate ao crime. As novas lideranças terão o desafio de coordenar ações em áreas críticas, como Salvador e Feira de Santana, onde a presença de facções tem preocupado autoridades.
O Movimento Brasil Livre (MBL) realizou, nesta quinta-feira, 20 de março de 2025, uma transmissão ao vivo que causou controvérsia ao atacar a Zona Franca de Manaus, modelo econômico baseado em incentivos fiscais na capital do Amazonas. Durante a live, intitulada “Zona Franca de Manaus Precisa Acabar”, membros do grupo, incluindo nomes conhecidos como Ricardo Almeida e Renato Batista, classificaram o projeto como “coisa de retardado” e defenderam sua extinção. A transmissão, exibida no canal oficial do MBL no YouTube, alcançou milhares de espectadores e reacendeu o debate sobre os benefícios e custos do polo industrial para o Brasil.
Os participantes argumentaram que a Zona Franca representa uma distorção logística e econômica, destacando que produtos fabricados em Manaus, como eletrônicos e motocicletas, enfrentam altos custos de transporte até os grandes centros consumidores, como São Paulo. Segundo eles, o modelo beneficia apenas uma pequena parcela da população local, concentrando 80% do faturamento em Manaus, enquanto o interior do Amazonas permanece subdesenvolvido. A fala mais contundente veio quando um dos debatedores sugeriu que São Paulo deveria ser priorizado como “a verdadeira zona franca do Brasil”, por sua infraestrutura e proximidade com o mercado consumidor.
A live também incluiu críticas aos políticos da região, chamados de “representantes do cuscuz com açaí”, em referência pejorativa à influência do Norte e Nordeste no Congresso. A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) não se manifestou oficialmente até o momento, mas o tema já mobiliza lideranças locais. A transmissão ocorre em um contexto de discussões sobre a reforma tributária, que mantém os incentivos à Zona Franca até 2073, mas enfrenta resistência de setores que questionam sua eficiência.
O governo Lula lançou pacotes de crédito, incluindo linhas de microcrédito e renegociação de dívidas para cidadãos de baixa renda, visando estimular a economia e incluir os pobres no sistema financeiro. No entanto, com dados de Agência Brasil mostrando que 78,5% das famílias estão endividadas, há preocupações sobre a sustentabilidade.
Embora o crédito possa ajudar famílias a iniciar negócios, a evidência aponta para riscos, como o uso não produtivo do crédito e a falta de habilidades para gerenciá-lo, o que pode levar a mais dívidas. Isso pode ser visto como uma medida populista, buscando popularidade imediata, mas potencialmente retrógrada, se não houver planos para resolver problemas econômicos subjacentes, como baixos salários e falta de empregos.
Um detalhe inesperado: programas como o Bolsa Família, que são transferências de renda, têm sido mais eficazes em reduzir a pobreza, mas não envolvem endividamento, diferentemente das linhas de crédito.
A estratégia do governo Lula de expandir o acesso ao crédito para famílias pobres, em um contexto onde mais de 78,5% das famílias brasileiras já estão endividadas, levanta questões significativas sobre sua sustentabilidade e impacto a longo prazo. Esta análise explora os dados, as políticas do governo, e os argumentos a favor e contra, considerando se essa abordagem pode ser considerada populista e retrógrada.
De acordo com Agência Brasil, em julho de 2023, 78,5% das famílias brasileiras estavam endividadas, o que equivale a aproximadamente 48 milhões de famílias, considerando que há cerca de 61 milhões de lares no país, com base em estimativas populacionais de 214 milhões de habitantes e uma média de 3,5 pessoas por família. O usuário mencionou “74,60 milhões de endividados”, que pode referir-se a indivíduos em famílias endividadas, mas os dados mais recentes focam em famílias, o que sugere uma interpretação mais precisa com base em lares.
O governo Lula, desde sua posse, tem enfatizado políticas de inclusão social e econômica. Em abril de 2024, conforme relatado pelo Brazilian Report, lançou um novo pacote para aumentar o poder de compra, incluindo linhas de microcrédito e programas de renegociação de dívidas para cidadãos de baixa renda, além de crédito para famílias de classe média interessadas em comprar casas. O objetivo declarado é estimular o consumo, fomentar o crescimento econômico e incluir os pobres no sistema financeiro formal.
Historicamente, durante os mandatos anteriores de Lula (2003-2010), programas como o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo (NOPMP), lançado em 2003, expandiram o acesso ao crédito para microempreendedores e famílias de baixa renda, com o número de beneficiários crescendo de 200.000 para mais de um milhão, segundo Global Issues.
O Banco do Nordeste, por exemplo, opera o programa Crediamigo, que em 2021 desembolsou mais de €1,97 bilhão para microempreendedores, muitas vezes mulheres, conforme EIB. Esses programas visam promover a auto-suficiência, mas também envolvem endividamento.
Recentemente, o governo também retomou programas como “Minha Casa, Minha Vida”, que oferece subsídios para moradia, e lançou novos pacotes de crédito em resposta a crises, como as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, com linhas de crédito de R$ 15 bilhões para empresas afetadas, segundo Brazilian Report. Embora esses esforços sejam amplos, o foco em crédito para famílias pobres é central na estratégia atual.
Argumentos a Favor
Estímulo Econômico: A expansão do crédito pode aumentar o consumo e os investimentos, gerando empregos e crescimento econômico. Isso é particularmente importante em um contexto de recuperação econômica, como mencionado no World Bank, que projeta um crescimento de 2,3% no PIB a médio prazo.
Inclusão Financeira: Proporcionar crédito ajuda a incluir famílias pobres no sistema financeiro formal, potencialmente melhorando sua gestão financeira e acesso a outros produtos financeiros, conforme estudos sobre microfinanças no ScienceDirect, que mostram aumento de 4,5% nas receitas mensais de pequenas empresas.
Empreendedorismo: Crédito pode permitir que famílias iniciem ou expandam negócios, aumentando sua renda e promovendo auto-suficiência. Dados do Reuters mostram casos de sucesso, como o de Angelúcia Moura, cuja loja cresceu com microcrédito.
Argumentos Contra
Risco de Sobreendividamento: Com 78,5% das famílias já endividadas, conforme Bloomberg, a dívida média das famílias atingiu 53% da renda em 2022, e encorajar mais empréstimos pode levar a um ciclo vicioso de inadimplência, especialmente em um contexto de economia fraca.
Uso Não Produtivo do Crédito: Se o crédito for usado para consumo em vez de investimento, não haverá melhora na situação financeira, potencialmente agravando o endividamento. Estudos no Cambridge Core sugerem que o impacto do crédito depende do uso, com resultados mistos.
Falta de Habilidades e Suporte: Muitas famílias pobres podem não ter as habilidades necessárias para gerenciar crédito ou negócios, aumentando o risco de falhas, como indicado em SciELO, que destaca a necessidade de suporte técnico.
Populismo e Medidas de Curto Prazo: A estratégia pode ser vista como populista, buscando popularidade imediata ao oferecer benefícios rápidos, mas sem resolver problemas estruturais como baixos salários e falta de empregos, o que pode ser considerado retrógrado, retornando a práticas passadas de dependência de dívida.
Análise e Sustentabilidade
A sustentabilidade de programas de crédito para famílias pobres depende de vários fatores. Estudos, como os do European Journal of Development Research, mostram impactos positivos em algumas regiões, como os municípios mais pobres do Nordeste, mas sem efeitos significativos em outras áreas. A concentração de crédito em regiões específicas, como o Sul, e entre produtores maiores, conforme CPI, sugere desigualdades no acesso, o que pode limitar os benefícios.
Além disso, a alta taxa de juros no Brasil, com taxas de cartão de crédito chegando a 437% ao ano em 2023, conforme Brazilian Report, aumenta o custo do crédito, tornando-o menos acessível e mais arriscado. Sem regulamentação adequada e suporte, a expansão do crédito pode levar a mais inadimplência, afetando tanto as famílias quanto o sistema financeiro.
Comparação com outras Políticas
É interessante notar que programas como o Bolsa Família, que são transferências de renda condicional, têm sido mais eficazes em reduzir a pobreza, conforme Centre for Public Impact, ajudando 44 milhões de pessoas e custando apenas 0,5% do PIB. Esses programas não envolvem endividamento, oferecendo uma alternativa mais sustentável, mas o governo parece priorizar o crédito como uma ferramenta de estímulo econômico.
A estratégia do governo Lula de expandir crédito para famílias pobres pode ser vista como uma tentativa de aumentar popularidade, mas há riscos significativos de sobreendividamento, especialmente em um contexto de alta dívida pré-existente. Embora possa promover inclusão financeira e empreendedorismo, a falta de suporte e a possibilidade de uso não produtivo do crédito sugerem que pode ser uma medida populista, buscando benefícios de curto prazo, e potencialmente retrógrada, se não houver planos para resolver problemas estruturais. É crucial que o governo implemente salvaguardas robustas, como treinamento e monitoramento, para garantir que o crédito leve a resultados sustentáveis.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, declarou neste domingo, 23 de março de 2025, que o Governo Federal assumirá, a partir de 15 de maio, a administração dos trechos das rodovias BR-116, BR-324, BA-526 e BA-528, atualmente sob responsabilidade da concessionária ViaBahia, na Bahia. O anúncio foi feito durante uma vistoria na BR-101, em Alagoas, e detalha o fim de uma concessão que enfrentou críticas por mais de uma década. A medida, avalizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), visa destravar investimentos em vias essenciais para o tráfego no estado.
Boa notícia para os baianos! No dia 15 de maio, o governo federal assume o trecho concedido das BRs 116/324 e BA-526/528. Essas rodovias que já causaram muita tristeza ao povo da Bahia voltarão a receber investimentos por meio do DNIT, que já vai entrar fazendo obras no…
A gestão passará ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que cuidará da manutenção e operação das rodovias até que uma nova licitação seja concluída, prevista para o fim de 2025. Renan Filho informou que o DNIT já prepara intervenções emergenciais, como a recuperação de trechos críticos do pavimento, especialmente na BR-324, que liga Salvador a Feira de Santana, uma das rotas mais movimentadas da região. A ViaBahia, que opera as estradas desde 2009, foi alvo de reclamações por atrasos em duplicações e falhas na conservação, o que motivou o acordo para a devolução.
O processo de transição começou a ser negociado no ano passado, após o TCU identificar que o contrato, válido até 2039, não vinha sendo cumprido adequadamente. A Infra S.A., empresa pública ligada ao Ministério dos Transportes, trabalha em um projeto para a nova concessão, que deve incluir obrigações mais rígidas e metas claras de infraestrutura. Até lá, motoristas que passam por cidades como Amélia Rodrigues e Simões Filho aguardam melhorias nas condições das pistas.
Nos dois primeiros anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva, iniciado em janeiro de 2023, o Cerrado, segundo maior bioma do Brasil, registrou uma perda de vegetação nativa superior à verificada no mesmo período da gestão de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2020. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), atualizados até o fim de 2024, mostram que, em 2023, foram desmatados 7.848,01 km² do Cerrado, com 16.773 alertas emitidos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter). Já em 2024, a área devastada caiu para 5.901,21 km², mas os alertas subiram para 17.158, indicando uma fiscalização mais intensa ou uma pulverização dos focos.
Em contrapartida, nos dois anos iniciais de Bolsonaro, o desmatamento no Cerrado foi menor em extensão. Em 2019, o Inpe registrou a perda de 4.761,99 km², com 15.612 alertas, enquanto em 2020 foram 4.400,18 km² e 10.803 avisos. Esses números, embora inferiores aos do atual governo, já representavam um aumento em relação aos anos anteriores à posse de Bolsonaro, e a marca de 5 mil km² anuais foi ultrapassada em 2022, último ano de seu mandato, com 5.462,96 km² devastados. A expansão agrícola, sobretudo da soja e da pecuária, é apontada como o principal motor da destruição em ambos os períodos, agravada pela seca recorde que o Brasil enfrenta desde 2024, conforme o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden).
A situação contrasta com o desempenho na Amazônia, onde o governo Lula reduziu o desmatamento em quase 50% em 2023, com 5.153 km² perdidos, ante 10.278 km² em 2022, último ano de Bolsonaro. Em fevereiro de 2025, os alertas na Amazônia Legal caíram para o menor nível desde 2016, com 80,95 km² desmatados. Especialistas sugerem que o foco na Amazônia pode ter deslocado a pressão para o Cerrado, conhecido como “berço das águas” por abrigar nascentes de rios essenciais ao país.
A escassez de mão de obra tem se tornado um obstáculo significativo para o setor supermercadista no Brasil, a ponto de atrasar a abertura de novas lojas. Foi o que afirmou Erlon Ortega, presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), em entrevista concedida neste domingo, 23 de março de 2025, em São Paulo. Segundo ele, o problema, que já vinha sendo sentido ao longo de 2024, se intensificou neste ano, com cerca de 35 mil vagas abertas apenas no estado, número que reflete a dificuldade em encontrar profissionais para funções essenciais ao funcionamento das redes.
Ortega explicou que o cenário é paradoxal: enquanto o desemprego no Brasil caiu para 6,5% no trimestre encerrado em janeiro, de acordo com o IBGE, o setor enfrenta uma crise de disponibilidade de trabalhadores. Funções como operador de caixa, açougueiro, padeiro e repositor, que historicamente serviam como porta de entrada para o mercado de trabalho, agora acumulam vagas ociosas. Em cidades como Feira de Santana e Campinas, redes locais já precisaram adiar inaugurações previstas para o primeiro semestre, transferindo funcionários de outras unidades para suprir a demanda. “Há lojas prontas, com tudo estruturado, mas sem equipe para operar”, detalhou o presidente da Apas.
A mudança no perfil da força de trabalho é um dos fatores apontados por Ortega. Muitos jovens, que antes viam os supermercados como ponto de partida na carreira, têm optado por trabalhos informais, como entregas por aplicativo, ou por empreender, atraídos pela flexibilidade e autonomia. Um levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC) reforça que oito das dez ocupações mais demandadas no setor, responsáveis por quase 70% dos empregos, sofrem com a falta de candidatos. Para contornar o problema, a Apas negocia com o governo estadual parcerias que incluam egressos de programas sociais e do serviço militar nas contratações, além de discutir uma legislação que permita jornadas mais flexíveis.