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Jornalismo local Feira de Santana, BA
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  • Correios apontam prejuízo de R$2,2 bilhões causado por taxa das ‘blusinhas’

    Correios apontam prejuízo de R$2,2 bilhões causado por taxa das ‘blusinhas’

    Os Correios divulgaram que registraram um prejuízo de R$ 2,2 bilhões em 2024, atribuído diretamente à “taxa das blusinhas”, política de taxação de compras internacionais de até US$ 50. O anúncio foi feito com base em um estudo interno da estatal, que apontou uma queda significativa na arrecadação com transporte de mercadorias importadas, especialmente da China.

    A medida, implementada pelo Programa Remessa Conforme e sancionada em junho de 2024, estabeleceu um imposto de importação de 20% sobre remessas de baixo valor, antes isentas. Segundo os Correios, a empresa esperava faturar R$ 5,9 bilhões com operações internacionais em 2024, mas arrecadou apenas R$ 3,7 bilhões. O presidente da estatal, Fabiano Silva dos Santos, declarou em evento na Câmara dos Deputados, no dia 26 de março, que a mudança frustrou as expectativas de receita, impactando negativamente as finanças da empresa.

    O prejuízo total dos Correios em 2024 alcançou R$ 3,2 bilhões, conforme balanço preliminar. Santos destacou que a taxação também reduziu o domínio da estatal no transporte de produtos importados, com a entrada de concorrentes no mercado. Dados da Receita Federal indicam que as importações caíram 11% em 2024, totalizando 187,12 milhões de encomendas, contra 209,5 milhões em 2023. Apesar disso, a arrecadação com impostos sobre essas transações subiu 40%, atingindo R$ 2,7 bilhões.

    A direção dos Correios informou que busca alterar a legislação do Remessa Conforme para recuperar parte da receita perdida. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos reconheceu que a situação da estatal é a mais preocupante entre as empresas públicas federais, mas não detalhou medidas imediatas para reverter o déficit.

  • Professores convocados têm até sexta-feira para entregar documentos e exames em Feira de Santana

    Professores convocados têm até sexta-feira para entregar documentos e exames em Feira de Santana

    Os 300 professores aprovados no último concurso público da Prefeitura de Feira de Santana têm até esta sexta-feira, 4 de abril, para entregar os documentos pessoais, profissionais e os exames médicos exigidos para a nomeação. O prazo, iniciado no dia 6 de março, é improrrogável, e quem não cumprir a exigência perderá o direito à vaga na rede municipal de ensino.

    Os convocados devem comparecer à Secretaria de Administração, na Avenida Sampaio, 340, Centro, das 8h às 12h e das 14h às 17h, com toda a documentação listada no edital, incluindo RG, CPF, comprovante de residência, diploma de formação e os exames admissionais, como hemograma e testes de acuidade visual. A entrega completa é condição para o agendamento da inspeção médica, última etapa antes da posse.

    A secretária de Administração, Sandra Peggy, reforçou a importância do cumprimento do prazo. “Estamos na reta final desse processo. É essencial que os professores tragam tudo de uma vez para que possamos avançar com as nomeações e suprir as demandas das escolas”, afirmou. Até o momento, cerca de 192 candidatos já foram nomeados, mas ainda há pendências que precisam ser resolvidas até o fim da semana.

    A convocação, publicada no Diário Oficial em 1º de março, ampliou de 100 para 300 o número de professores chamados, uma decisão do prefeito José Ronaldo de Carvalho para atender ao déficit da rede municipal. Os novos profissionais atuarão em áreas como educação infantil, ensino fundamental e disciplinas específicas, fortalecendo o quadro educacional da cidade.

    A pressa em concluir o processo reflete a urgência de preencher vagas deixadas por aposentadorias e licenças. Para os convocados, é a reta final de uma jornada que começou com o concurso de 2024. “É um alívio chegar até aqui, mas agora é correr pra não perder a chance”, disse uma candidata enquanto organizava seus documentos. Com o prazo se encerrando, a expectativa é que Feira de Santana ganhe, em breve, um reforço significativo em suas salas de aula.

  • Justiça determina penhora dos salários de Ana Hickmann por dívida de quase R$ 1 milhão

    Justiça determina penhora dos salários de Ana Hickmann por dívida de quase R$ 1 milhão

    A Justiça de São Paulo determinou a penhora dos salários da apresentadora Ana Hickmann, da Record, em um processo movido pelo Banco Original devido a uma dívida de aproximadamente R$ 956 mil. A decisão, assinada pela juíza Juliana Koga Guimarães, foi tomada após a instituição financeira alegar que Hickmann contratou um empréstimo em setembro de 2023, com pagamento previsto em 48 parcelas, mas interrompeu os repasses após as primeiras prestações.

    A medida judicial já resultou no depósito de dois pagamentos em uma conta judicial, nos valores de R$ 329,5 mil e R$ 250 mil, que inicialmente seriam transferidos para uma empresa ligada a um familiar da apresentadora. A juíza entendeu que, como Hickmann cedeu seus rendimentos a essa empresa, a regra de impenhorabilidade salarial não se aplica, conforme jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.

    Ana Hickmann, por meio de sua defesa, contesta a dívida e afirma que não solicitou o empréstimo. Segundo seus advogados, a assinatura eletrônica no contrato foi fraudada, e há indícios de irregularidades, como a data de emissão do documento ser posterior à suposta assinatura. “O processo está em andamento, sendo contestado, e não há decisão final. Foi determinada uma perícia para verificar as assinaturas eletrônicas”, informou a defesa em comunicado. Eles também questionam a validade da assinatura digital do banco, que não seguiria padrões homologados pelo ICP Brasil.

    A apresentadora aponta o ex-marido, Alexandre Correa, como responsável pela gestão financeira na época do suposto empréstimo. Hickmann e Correa se separaram em dezembro de 2023, após ela registrar um boletim de ocorrência por violência doméstica e descobrir dívidas contraídas em seu nome sem consentimento. O Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) analisa o caso e já confirmou a falsificação de outras 11 assinaturas da apresentadora em contratos distintos, além de dois laudos judiciais que reforçam as denúncias de fraude.

    O Banco Original, por sua vez, sustenta que Hickmann tinha plena ciência da operação, realizada via aplicativo com senha e token pessoais, e que os valores foram utilizados, inclusive com transferências para empresas dela. Correa nega as acusações de fraude, chamando-as de “fake news”, e diz viver atualmente em uma quitinete de 34 metros quadrados, enquanto Hickmann, segundo ele, “se esbaldava em gastos supérfluos” durante o casamento.

  • Relator vota por cassação do mandato de Glauber Braga

    O deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), relator do processo contra Glauber Braga (PSOL-RJ) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, votou nesta quarta-feira, 2 de abril de 2025, pela cassação do mandato do parlamentar fluminense. A sessão, realizada em Brasília, analisou a representação do Partido Novo, que acusa Braga de quebra de decoro parlamentar por agredir fisicamente Gabriel Costenaro, militante do Movimento Brasil Livre (MBL), em abril de 2024. O parecer de Magalhães ainda precisa ser votado pelo colegiado na próxima semana, e, se aprovado, seguirá para decisão final no plenário da Câmara.

    O caso teve início quando Braga expulsou Costenaro das dependências da Câmara com empurrões e chutes, durante uma discussão no Anexo II da Casa. O incidente, registrado em vídeo, ocorreu após provocações mútuas, com o militante chamando o deputado de “burro” e fazendo referência à mãe de Braga, Saudade Braga, ex-prefeita de Nova Friburgo (RJ). No mesmo episódio, Braga também trocou empurrões com o deputado Kim Kataguiri (União-SP), que acompanhou Costenaro ao Departamento de Polícia Legislativa. No voto, Magalhães argumentou que as ações de Braga extrapolam as prerrogativas parlamentares e configuram desrespeito ao decoro, justificando a perda do mandato.

    A sessão foi marcada por tensão, com manifestantes favoráveis a Braga interrompendo a leitura do parecer aos gritos de “Glauber fica”. O deputado, em sua defesa, alegou que reagiu a provocações reiteradas do MBL e acusou o relator de seguir ordens do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em uma suposta perseguição política. A votação foi adiada após pedido de vista do deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), dando mais tempo para análise.

  • Brasil teme dupla taxação do aço em novo pacote de tarifas de Trump

    Brasil teme dupla taxação do aço em novo pacote de tarifas de Trump

    O Brasil acompanha com apreensão o anúncio de novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um movimento apelidado por ele como “Dia da Libertação”. A preocupação central recai sobre o setor siderúrgico, que teme uma dupla taxação sobre o aço exportado para o mercado americano. Desde 12 de março, os EUA já aplicam uma tarifa de 25% sobre o aço brasileiro, uma medida que eliminou isenções anteriores e impactou o país, terceiro maior fornecedor do produto aos americanos, atrás apenas de Canadá e México. Agora, há receio de que as tarifas anunciadas hoje, que podem atingir diversos setores, incluam um novo imposto sobre o mesmo aço, agravando os custos.

    O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, expressou pessimismo nas últimas semanas. Em entrevista recente, Lula afirmou que, se confirmada a taxação, o Brasil reagirá, seja por meio de uma queixa na Organização Mundial do Comércio (OMC) ou com medidas retaliatórias, como impostos sobre produtos americanos. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) monitora a situação e mantém diálogo com a Casa Branca, mas a falta de clareza sobre os detalhes das novas tarifas mantém o setor em alerta. O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é titular do MDIC, reforçou que a prioridade é negociar para evitar prejuízos maiores.

    A indústria siderúrgica brasileira, representada por empresas como Gerdau e CSN, exportou 3,4 milhões de toneladas de aço semiacabado aos EUA em 2024, cerca de 45% do total vendido ao exterior. A possibilidade de uma dupla tributação preocupa não só pela perda de competitividade, mas também pelo impacto em empregos e na balança comercial, já que os EUA são um destino crucial para o setor.

  • Pesquisa Genial/Quaest mostra desaprovação a Lula em 56%, maior patamar do mandato

    A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 56% em março de 2025, o pior índice registrado desde o início de seu terceiro mandato, em janeiro de 2023. É o que mostra a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 2 de abril de 2025. O levantamento, realizado entre os dias 27 e 31 de março, entrevistou 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, em 120 municípios, e tem margem de erro de dois pontos percentuais. A aprovação ao governo, por sua vez, caiu para 41%, enquanto 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

    O aumento de sete pontos na desaprovação, que em janeiro era de 49%, reflete uma tendência de queda na popularidade de Lula, observada desde meados de 2024. Pela primeira vez, o índice de rejeição superou os 50%, marcando um desafio significativo para o governo. Entre os fatores apontados, estão a percepção de piora na economia – 56% dos entrevistados disseram que a situação econômica do país regrediu nos últimos 12 meses – e o aumento dos preços dos alimentos, notado por 88% dos participantes. A pesquisa também indica que 43% consideram a gestão atual pior que a de Jair Bolsonaro (PL), contra 39% que a veem como melhor.

    O Nordeste, tradicional reduto petista, registrou uma queda na aprovação de Lula, que passou de 59% em janeiro para 52%, enquanto a desaprovação subiu de 37% para 46%. Entre as mulheres, a desaprovação chegou a 53%, superando a aprovação (43%) pela primeira vez. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e reflete um momento de ajustes na comunicação do governo, que trocou o comando da Secom em janeiro, mas ainda não reverteu a percepção negativa.

  • Moraes encaminha à PGR pedido de prisão preventiva contra Bolsonaro

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR), no dia 18 de março de 2025, uma notícia-crime que pede a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O despacho, assinado em Brasília, solicita que o procurador-geral, Paulo Gonet, se manifeste em até cinco dias sobre a necessidade da medida para “garantir a ordem pública e a instrução processual”. A ação tem como base uma denúncia protocolada pela vereadora Liana Cirne (PT), de Recife, e pelo advogado Victor Fialho Pedrosa, que acusam Bolsonaro de obstrução de Justiça e incitação a crimes contra instituições democráticas.

    A notícia-crime aponta que Bolsonaro usou suas redes sociais nos dias 9, 10 e 14 de março para convocar atos em favor da anistia aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas. Os autores argumentam que tais mobilizações, como a realizada em 16 de março em Copacabana, no Rio de Janeiro, configuram uma tentativa de interferir nas investigações e pressionar o Judiciário. Moraes também pediu que a PGR avalie a aplicação de medidas cautelares, como restrições a novas convocações, para evitar atos que possam comprometer a estabilidade democrática.

    O envio do pedido à PGR é um procedimento padrão no STF, mas ocorre em um momento delicado: na semana passada, a Primeira Turma da Corte aceitou denúncia contra Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, tornando-o réu. Até esta quarta-feira, 2 de abril de 2025, a PGR não havia apresentado seu parecer, embora o prazo tenha expirado. O caso segue sob análise, enquanto Bolsonaro planeja outro ato na Avenida Paulista, em São Paulo, no próximo domingo, 6 de abril.

  • Prefeitura amplia assistência para crianças e adolescentes com espectro autista

    A Prefeitura de Feira de Santana deu um passo importante no atendimento a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ao ampliar os serviços oferecidos pelo Centro de Referência Municipal Dr. Ildes Ferreira de Oliveira (CER-TEA), no bairro Muchila. A partir desta quarta-feira, 2 de abril de 2025, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a unidade passa a contar com uma equipe reforçada, incluindo psiquiatra, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e enfermeiro, somando-se aos profissionais já atuantes, como psicólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais. O anúncio foi feito pelo prefeito Colbert Filho, ao lado dos secretários de Saúde, Marcelo Britto, e de Desenvolvimento Social, Antônio Carlos Borges Júnior, em um evento na sede do centro.

    A iniciativa beneficia diretamente cerca de 70 crianças e adolescentes entre 3 e 12 anos incompletos, que já recebem acompanhamento no CER-TEA. Agora, além das terapias de psicomotricidade, nutrição e psicopedagogia, os assistidos terão acesso a consultas odontológicas e atendimentos especializados para lidar com questões sensoriais e de comunicação, frequentemente desafiadoras para quem está no espectro. A coordenadora do centro, Lucinea Aragão, destacou que a ampliação visa atender às demandas crescentes das famílias, oferecendo um suporte mais completo e humanizado. “Estamos integrando novos serviços para garantir que essas crianças se desenvolvam plenamente e sejam incluídas na sociedade”, afirmou.

    O acesso ao CER-TEA exige residência em Feira de Santana, cartão SUS atualizado e cadastro no CadÚnico, priorizando famílias em vulnerabilidade social. A estrutura, que inclui salas de atividades, consultórios e um auditório, foi elogiada por mães presentes no evento, que veem no espaço uma esperança de evolução para seus filhos.

  • Manifestação contra blitz do IPVA é organizada para o dia 21 de abril em Feira

    Manifestação contra blitz do IPVA é organizada para o dia 21 de abril em Feira

    Uma manifestação contra as chamadas “blitz do IPVA” está marcada para o próximo dia 21 de abril de 2025, em Feira de Santana, a cerca de 100 quilômetros de Salvador. O ato, que terá início às 9h no final da Avenida Fraga Maia, foi convocado por trabalhadores de plataformas de transporte por aplicativo e conta com o apoio de motoristas e cidadãos insatisfeitos com as operações de fiscalização realizadas pela Polícia Militar na cidade. A mobilização ganhou força após sucessivas blitze que resultaram na apreensão de veículos por atraso no pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), prática que tem gerado transtornos e críticas na região.

    A organização do protesto partiu de um grupo de motoristas por aplicativo, que convidaram o vereador Lulinha (UB) para participar e amplificar a demanda. Eles alegam que as blitze, frequentemente realizadas em horários de pico, como por volta das 18h, causam engarrafamentos e afetam diretamente quem depende do veículo para trabalhar. Em muitos casos, motos e carros são recolhidos por atrasos de poucos dias no IPVA, o que exige o pagamento de taxas de guincho e diárias no pátio do Detran-BA para liberação. A expectativa é que o ato reúna centenas de participantes, incluindo moradores de bairros como Conceição e Cidade Nova, que também relatam dificuldades com a abordagem policial.

    O movimento ocorre em um momento em que a Câmara Municipal discute o tema, com vereadores como Lulinha propondo audiências públicas para cobrar explicações das autoridades estaduais. Enquanto isso, a Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA) e a PM defendem que as operações visam garantir a regularidade fiscal e a segurança viária, mas a pressão popular pede mudanças na forma e no foco das fiscalizações.

  • VÍDEO: Senador bolsonarista Marcos do Val vai apresentar projeto de lei para proibir o direito ao voto para o público do Bolsa Família

    O senador Marcos do Val (Podemos-ES), conhecido por sua alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciou que apresentará um projeto de lei para proibir o direito ao voto de beneficiários do Bolsa Família, programa social que atende milhões de famílias em situação de vulnerabilidade no Brasil. A proposta, ainda em fase de elaboração, já desperta controvérsia e promete reacender discussões sobre cidadania, democracia e o papel dos programas de transferência de renda.

    Marcos do Val, que recebe um salário mensal de aproximadamente R$ 44 mil como senador, justificou a ideia em falas recentes, sugerindo que o Bolsa Família seria uma forma de “compra de votos” por parte do governo. Ele também afirmou que “a população é que precisa fazer pelo Estado, e não o contrário”, invertendo a lógica tradicional de que o poder público deve servir aos cidadãos. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo, amplamente repercutida nas redes sociais, onde o parlamentar defendeu que benefícios sociais condicionam a liberdade de escolha eleitoral.

    O Bolsa Família, retomado em 2023 pelo governo Lula após substituir o Auxílio Brasil, atualmente beneficia cerca de 21 milhões de famílias com um valor mínimo de R$ 600 mensais, além de adicionais por criança. Para críticos da proposta, como parlamentares da base governista, a medida de Do Val é um ataque direto à democracia e aos direitos políticos de uma parcela significativa da população, majoritariamente pobre e historicamente excluída.

    A iniciativa não é a primeira polêmica do senador capixaba, que já protagonizou episódios como a sugestão de que os Estados Unidos “invadissem” o Brasil para “restaurar a democracia” e acusações de tentativa de golpe envolvendo Bolsonaro. Especialistas apontam que, caso o projeto seja formalizado, enfrentará barreiras legais, já que o artigo 14 da Constituição Federal garante o voto como direito universal e obrigatório para brasileiros maiores de 16 anos, sem distinção de renda ou condição social.