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Jornalismo local Feira de Santana, BA
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  • Argentina anuncia fim de impostos de importação sobre celulares

    Argentina anuncia fim de impostos de importação sobre celulares

    Medida visa reduzir preços, que chegam a custar o dobro do Brasil e EUA

    O governo da Argentina, liderado pelo presidente Javier Milei, anunciou nesta terça-feira, 13 de maio de 2025, a eliminação dos impostos de importação sobre celulares para baratear os preços no país. Segundo o porta-voz presidencial, Manuel Adorni, um celular 5G na Argentina custa o dobro do que no Brasil e nos Estados Unidos, chegando a US$ 2.566 para modelos de alto padrão. A medida será implementada em duas etapas: a partir desta semana, a alíquota cai de 16% para 8%, e em 15 de janeiro de 2026, será zerada.

    Além disso, o governo reduzirá os impostos internos sobre celulares, televisores e aparelhos de ar-condicionado importados de 19% para 9,5% e zerará as taxas para produtos fabricados na Terra do Fogo, região que concentra a produção de eletrônicos. A expectativa é que os preços dos eletrônicos caiam até 30%, diminuindo também o contrabando e o roubo de celulares, como ocorreu com automóveis após cortes tributários.

    Adorni destacou que a medida alivia a carga tributária e equipara a Argentina a países vizinhos. Em Feira de Santana, a notícia foi recebida com interesse por comerciantes, que esperam que o Brasil avalie medidas semelhantes, já que celulares importados enfrentam taxas de até 60% no país.

  • Presidente da Câmara recorre ao STF contra decisão sobre Ramagem

    Presidente da Câmara recorre ao STF contra decisão sobre Ramagem

    Hugo Motta contesta suspensão parcial de ação penal por tentativa de golpe

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 13 de maio de 2025, para barrar a decisão da Primeira Turma da Corte que limitou a suspensão da ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). A ação investiga Ramagem por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022, junto com o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus.

    Motta argumenta que a decisão da Câmara, aprovada por 315 votos em 7 de maio, para suspender a ação penal deveria ser analisada pelo plenário do STF, e não apenas pela Primeira Turma. Ele alega violação da “cláusula de reserva de plenário” e defende que a suspensão deveria valer para todos os crimes imputados a Ramagem, não apenas os cometidos após sua diplomação como deputado, em dezembro de 2022.

    A Primeira Turma do STF, por unanimidade, decidiu que Ramagem segue réu por crimes como organização criminosa e tentativa de golpe, supostamente ocorridos antes de sua posse. A suspensão aprovada pela Câmara só vale para crimes de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, ligados aos atos de 8 de janeiro de 2023.

    O recurso foi motivado por pressão da oposição, liderada pelo PL, que cobra defesa das prerrogativas do Legislativo. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, criticou o STF por “se sobrepor” à Câmara. Motta, que está nos EUA para eventos empresariais, busca evitar atrito entre os Poderes, mas aliados dizem que ele quer sinalizar apoio aos deputados.

  • Correios cortam jornada e férias para reduzir déficit bilionário em 2025

    Correios cortam jornada e férias para reduzir déficit bilionário em 2025

    Medidas incluem redução de jornada, suspensão de férias e retorno ao trabalho presencial

    A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos anunciou, na segunda-feira, 12 de maio de 2025, um pacote de medidas para conter um prejuízo de R$ 2,6 bilhões registrado em 2024, o maior desde 2016. O plano, que visa economizar R$ 1,5 bilhão em 2025, inclui redução da jornada de trabalho com corte salarial, suspensão de férias e fim do trabalho remoto, afetando cerca de 86 mil funcionários.

    A estatal propõe reduzir a jornada em unidades administrativas de 8 para 6 horas diárias, totalizando 34 horas semanais, com ajuste proporcional nos salários. A partir de 1º de junho, as férias do período aquisitivo de 2025 serão suspensas, com retorno previsto para janeiro de 2026. O trabalho remoto será encerrado em 23 de junho, exceto para casos protegidos por decisão judicial.

    Outras ações incluem a prorrogação do Programa de Desligamento Voluntário (PDV) até 18 de maio e a transferência voluntária de carteiros e atendentes para centros de tratamento, com adicional salarial. A empresa também planeja cortar 20% do orçamento de cargos comissionados na sede e reformular planos de saúde, visando economizar 30%.

    Os Correios atribuem o déficit à queda nas receitas de encomendas internacionais, impactadas pela “taxa das blusinhas”, e ao aumento de custos operacionais, que subiram de R$ 15,2 bilhões em 2023 para R$ 15,9 bilhões em 2024. Em Feira de Santana, trabalhadores expressam preocupação com os cortes, enquanto a estatal aposta em um marketplace próprio e captação de R$ 3,8 bilhões do New Development Bank para reverter a crise.

  • Casa Branca anuncia acordo de US$ 600 bilhões com Arábia Saudita

    Casa Branca anuncia acordo de US$ 600 bilhões com Arábia Saudita

    Parceria prevê investimentos em defesa, energia e tecnologia

    A Casa Branca anunciou nesta terça-feira, 13 de maio de 2025, um acordo de US$ 600 bilhões em investimentos da Arábia Saudita nos Estados Unidos, descrito como “histórico” pelo governo norte-americano. Assinado durante visita do presidente Donald Trump a Riad, o pacote abrange setores como defesa, energia, tecnologia e infraestrutura, segundo comunicado oficial.

    O acordo inclui US$ 142 bilhões em vendas de equipamentos militares, o maior da história dos EUA, envolvendo mais de 12 empresas americanas. A saudita DataVolt investirá US$ 20 bilhões em centros de dados para inteligência artificial. Empresas como Google, Oracle e Uber planejam US$ 80 bilhões em tecnologias nos dois países.

    No setor de infraestrutura, companhias americanas como Jacobs e Parsons participarão de projetos sauditas, como o Aeroporto King Salman, gerando US$ 2 bilhões em exportações. Na saúde, a Shamekh IV Solutions aplicará US$ 5,8 bilhões, incluindo uma fábrica em Michigan.

    O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman afirmou que o valor pode chegar a US$ 1 trilhão, enquanto Trump destacou a criação de empregos nos EUA. Em Feira de Santana, economistas locais veem o acordo como um impulso ao comércio global, mas alertam para impactos indiretos no Brasil, que negocia R$ 27 bilhões com a China.

  • PF apura uso indevido de viatura em escolta a procurador do INSS em aeroporto

    PF apura uso indevido de viatura em escolta a procurador do INSS em aeroporto

    Agente afastado após conduzir Virgílio de Oliveira Filho por área restrita


    A Polícia Federal (PF) investiga uma escolta irregular prestada por um agente ao ex-procurador-geral do INSS, Virgílio de Oliveira Filho, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em 28 de novembro de 2024. O caso, revelado pelo portal O Globo, está ligado à Operação Sem Desconto, que apura fraudes de R$ 6,3 bilhões em descontos indevidos de aposentadorias.

    Imagens de câmeras mostram o agente Philipe Roters Coutinho conduzindo Virgílio e o empresário Danilo Trento, investigado na CPI da Covid, por uma área restrita de embarque remoto. Eles usaram uma viatura da PF, exclusiva para serviço oficial, até o hangar de aviação executiva, onde Virgílio embarcou para Curitiba. A PF aponta que Trento pagou a passagem de Virgílio de Brasília a São Paulo, sugerindo irregularidades.

    Coutinho foi afastado e teve US$ 199,6 mil (R$ 1,1 milhão), joias e armas apreendidos em seu apartamento em 23 de abril de 2025. A PF investiga suas viagens “atípicas” a Brasília, suspeitando de envolvimento no esquema. Coutinho nega vínculo com o INSS e diz que a escolta foi um favor a Trento, alegando coincidência no encontro com Virgílio.

    Virgílio, afastado do INSS, é suspeito de receber propina no esquema. A defesa dele não se manifestou. Trento nega ter pago a passagem e diz que o encontro foi casual. Em Feira de Santana, onde uma aposentada denunciou as fraudes, o caso reforça a cobrança por transparência.

  • Prefeitura de Feira convoca mais 98 professores aprovados em concurso público

    Prefeitura de Feira convoca mais 98 professores aprovados em concurso público

    Convocados têm 30 dias para apresentar documentação exigida

    A Prefeitura de Feira de Santana convocou nesta terça-feira (13), por meio da Secretaria Municipal de Educação, mais 98 professores aprovados no Concurso Público Edital nº 01/2024. A relação dos convocados foi publicada na edição do Diário Oficial Eletrônico do município.

    Foto: Valto Novaes – Arquivo

    Foram chamados profissionais das seguintes disciplinas: Artes (7), Geografia (11), História (4), Inglês (5), Português (20), Matemática (15) e Pedagogia (36). Inicialmente, o certame previa o preenchimento de 100 vagas para a área da educação, mas, diante das necessidades da administração municipal, esse número foi ampliado para 300.

    Os candidatos convocados deverão comparecer ao Departamento de Gestão de Pessoas da Secretaria Municipal de Administração, localizado na Avenida Sampaio, nº 344, Centro, no prazo de 30 dias corridos a partir da data de publicação do edital. É necessário apresentar todos os documentos e exames exigidos para admissão, conforme especificado em anexo.

    A prefeitura alerta que a ausência no prazo estipulado ou a não apresentação da documentação implicará na perda do direito à nomeação e ao ingresso no serviço público municipal.

    Mais convocações a caminho

    Segundo a administração municipal, novas convocações para outros cargos do concurso ocorrerão em breve, de acordo com a demanda dos setores públicos. O certame, que contou com mais de 52 mil inscritos, ofereceu ao todo 567 vagas para cargos de diferentes níveis de escolaridade.

    Organizado pelo Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), o concurso teve todas as etapas conduzidas com transparência e ampla divulgação. Os resultados estão disponíveis no site do IBFC [www.ibfc.org.br] e também na seção “Concurso Público” do site oficial da Prefeitura de Feira de Santana.

    A prefeitura reforça a importância de os candidatos acompanharem frequentemente os portais oficiais para não perderem prazos e informações relevantes sobre o processo de nomeação.

  • Com 259 assinaturas, oposição apresenta pedido de CPMI do INSS

    Com 259 assinaturas, oposição apresenta pedido de CPMI do INSS

    Comissão mista busca investigar fraudes de R$ 6,3 bilhões em descontos indevidos de aposentadorias

    A oposição no Congresso Nacional protocolou, na segunda-feira, 12 de maio de 2025, um pedido de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com 259 assinaturas, sendo 223 de deputados e 36 de senadores. O número supera o mínimo exigido de 171 deputados e 27 senadores. Liderada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT), a iniciativa visa esclarecer o desvio de R$ 6,3 bilhões em descontos não autorizados de benefícios previdenciários entre 2019 e 2024, conforme revelado pela Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU).

    A CPMI, que terá 15 deputados e 15 senadores titulares, além de igual número de suplentes, foi proposta para investigar 11 entidades, como a Universo e a Adpap Prev, acusadas de usar documentos falsificados para aplicar cobranças indevidas. O requerimento, com orçamento estimado de R$ 200 mil e prazo de 180 dias, depende da leitura pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), em sessão conjunta. A proximidade de Alcolumbre com o governo Lula tem sido apontada como um obstáculo, com a base aliada, liderada pela ministra Gleisi Hoffmann, tentando convencer parlamentares a retirar assinaturas.

    Metade das assinaturas (132) veio de partidos da base governista, como União Brasil (39), PP (28), Republicanos (24), PSD (20), MDB (15) e PSB (6), que controlam 12 ministérios. Parlamentares como Tabata Amaral (PSB-SP) e Sérgio Moro (União-PR) estão entre os signatários, apesar de nenhum apoio do PT ou PSOL. A oposição avalia que a CPMI é mais viável que a CPI na Câmara, onde 12 requerimentos aguardam análise do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).

    Em Feira de Santana, onde uma aposentada denunciou o esquema, a notícia reforça a cobrança por transparência. A PF cumpriu 211 mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária em 13 estados e no Distrito Federal, apontando crimes como corrupção, falsificação e lavagem de dinheiro. O escândalo levou à demissão do ex-ministro Carlos Lupi e do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

  • Armas de fogo são usadas em 72% dos homicídios no Brasil

    Armas de fogo são usadas em 72% dos homicídios no Brasil


    O debate sobre o uso de armas de fogo no Brasil é um dos mais acalorados e polarizados da atualidade. De um lado, estão os defensores da liberdade individual e do direito à autodefesa; do outro, as preocupações com a segurança pública e a escalada da violência. Neste artigo, exploraremos o impacto das armas de fogo na violência no Brasil, com base em dados recentes, e discutiremos as políticas de controle de armas em vigor no país.

    As armas de fogo desempenham um papel central na violência letal no Brasil. Segundo o Atlas da Violência 2024, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), elas foram responsáveis por 70% dos homicídios registrados no país. Em 2022, cerca de 30 mil assassinatos foram cometidos com armas de fogo, resultando em uma taxa de 15 homicídios por 100 mil habitantes. Esses números são alarmantes e colocam o Brasil entre os países com as maiores taxas de homicídios por armas de fogo no mundo.

    “A violência armada é um problema grave no Brasil, e as armas de fogo são um dos principais instrumentos dessa violência”, afirma João Silva, pesquisador do IPEA.

    A prevalência de armas de fogo como instrumento de homicídios reflete tanto a facilidade de acesso quanto a cultura de resolução de conflitos por meios violentos. Esse cenário levanta questões cruciais sobre como o país pode reduzir esses índices e garantir a segurança da população.

    Políticas de controle de armas no Brasil

    No Brasil, a posse e o porte de armas de fogo são regulados pelo Estatuto do Desarmamento, uma lei implementada em 2003. O Estatuto estabelece critérios rigorosos para a aquisição de armas, como:

    • Idade mínima de 25 anos;
    • Ausência de antecedentes criminais;
    • Comprovação de necessidade para posse ou porte.

    Desde sua entrada em vigor, o Estatuto tem sido alvo de intensos debates. Defensores do controle de armas argumentam que a lei contribuiu para uma redução nas taxas de homicídios nos anos seguintes à sua implementação, ao limitar o acesso legal a armas de fogo. Por outro lado, críticos afirmam que ela restringe a liberdade individual e o direito à autodefesa, além de não impedir que criminosos obtenham armas por vias ilegais, como o mercado negro.

    “O Estatuto do Desarmamento é uma medida importante para controlar o acesso a armas de fogo, mas é preciso mais do que isso para resolver o problema da violência armada”, destaca Maria Oliveira, especialista em segurança pública.

    Esse impasse reflete a complexidade do tema: enquanto o controle de armas legais pode ter algum impacto na redução da violência, o tráfico de armas ilegais continua sendo um desafio significativo para as autoridades.

    O debate sobre armas de fogo no Brasil está longe de chegar a um consenso. A polarização política, somada à escalada da violência em diversas regiões, torna urgente a busca por soluções eficazes. Dados como os do Atlas da Violência 2024 são essenciais para embasar essa discussão, oferecendo uma visão clara do impacto das armas de fogo na sociedade brasileira.

    Para avançar, é fundamental que a sociedade civil, o governo e as instituições de segurança pública colaborem na construção de políticas que equilibrem os direitos individuais com a necessidade de segurança coletiva. Seja pelo fortalecimento do controle de armas ou por estratégias mais amplas de combate à violência, o momento exige ação.

    É hora de agir! A redução da violência armada no Brasil depende de um esforço conjunto para enfrentar tanto as causas quanto as consequências desse problema tão enraizado.

  • Violência contra idosos: um problema silencioso que cresce no Brasil

    Violência contra idosos: um problema silencioso que cresce no Brasil

    Os idosos estão cada vez mais vulneráveis à violência no país, segundo o Atlas da Violência 2024, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em 2022, foram registrados 15 mil casos de violência contra pessoas com 60 anos ou mais, um aumento de 10% em relação ao ano anterior. A maioria dessas agressões acontece dentro de casa, muitas vezes cometidas por familiares ou cuidadores.

    De acordo com o estudo, a negligência é a forma mais comum de violência, representando 40% dos casos. Em seguida, aparecem a violência física, com 30%, e a psicológica, com 25%. As mulheres idosas são as principais vítimas, correspondendo a 60% dos registros. Além disso, 20% dos casos ocorrem em instituições de longa permanência, como asilos, onde a falta de fiscalização agrava o problema.

    A região Sudeste concentra o maior número de casos, com São Paulo e Rio de Janeiro à frente. No entanto, o Nordeste também registra taxas preocupantes, especialmente em áreas rurais, onde o acesso a serviços de proteção é limitado. “Muitos idosos sofrem em silêncio, sem saber a quem recorrer”, explica um dos autores do estudo.

    Para combater essa realidade, o relatório sugere a criação de mais canais de denúncia, o fortalecimento de políticas de cuidado e a capacitação de profissionais que lidam com idosos. Também destaca a importância de campanhas educativas para conscientizar a sociedade sobre o respeito e a proteção aos mais velhos.

    O Atlas da Violência 2024 deixa claro que a violência contra idosos é um desafio que precisa de atenção urgente, tanto do poder público quanto da sociedade.

  • Violência contra pessoas com deficiência cresce no Brasil, aponta Atlas da Violência

    Violência contra pessoas com deficiência cresce no Brasil, aponta Atlas da Violência

    Pessoas com deficiência estão entre os grupos mais vulneráveis à violência no país, segundo o Atlas da Violência 2024, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em 2022, foram registrados 10 mil casos de violência contra essa população, que incluem agressões físicas, abusos psicológicos e negligência.

    Os dados revelam um cenário alarmante: a taxa de violência contra pessoas com deficiência chega a 50 para cada 100 mil habitantes, muito acima da média nacional. Do total de casos, 60% foram de violência física, enquanto 30% envolveram negligência, principalmente em instituições de cuidado. Mulheres com deficiência são as mais afetadas, representando 55% das vítimas, muitas delas sofrendo violência dentro de casa.

    A falta de acessibilidade e o isolamento social aumentam a vulnerabilidade. “Essas pessoas muitas vezes não conseguem denunciar ou escapar dos agressores”, afirma um dos autores do estudo. A região Sudeste, especialmente São Paulo e Rio de Janeiro, concentra os maiores índices, refletindo a maior presença dessa população nesses estados.

    Outro ponto crítico é a violência em locais que deveriam ser seguros. Em 2022, 20% dos casos ocorreram em instituições como abrigos e clínicas, onde a falta de fiscalização abre espaço para abusos. “É uma questão silenciosa que exige ação imediata”, alerta uma especialista em direitos humanos.

    Para reverter esse quadro, o relatório propõe mais investimentos em inclusão e acessibilidade, campanhas de conscientização e fiscalização rigorosa de instituições. Também sugere a criação de canais de denúncia adaptados às necessidades dessa população.

    O Atlas da Violência 2024 reforça que garantir a segurança das pessoas com deficiência é um desafio urgente de direitos humanos no Brasil.