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  • Vorcaro troca de advogado no mesmo dia em que STF forma maioria pela prisão e abre caminho para delação

    Vorcaro troca de advogado e abre caminho para delação premiada | NINJAFSA
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    Judiciário

    Vorcaro troca de advogado no mesmo dia em que STF forma maioria pela prisão e abre caminho para delação

    Pierpaolo Bottini e Roberto Podval saem da defesa; entra José Luís Oliveira Lima, o “Juca”, criminalista com histórico de acordos de delação premiada na Lava Jato. Movimento é lido nos bastidores como sinal de que o dono do Banco Master se prepara para fechar colaboração com a PF.

    Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
    Daniel Vorcaro, fundador e ex-presidente do Banco Master, preso na Penitenciária Federal de Brasília. Crédito: InfoMoney
    3×0 Placar no STF pela manutenção da prisão
    8 Celulares de Vorcaro em perícia pela PF
    R$2,2bi Valor ocultado pelo pai do banqueiro, aponta PF
    Mudança na defesa — o que mudou
    Saem
    Pierpaolo Bottini
    Escritório Bottini & Tamasauskas. Tem entre seus clientes potenciais delatados por Vorcaro, especialmente políticos do Centrão. Subestabeleceu procuração alegando motivos pessoais.
    Roberto Podval
    Ainda avalia saída, mas tendência é deixar o caso por ter ligação próxima com o ministro Dias Toffoli, potencial delatado de Vorcaro.
    Entra
    José Luís Oliveira Lima (“Juca”)
    Um dos principais criminalistas do país. Na Lava Jato, fechou acordos de delação premiada. É também advogado de Walter Braga Netto e representou José Dirceu no mensalão. Perfil considerado mais agressivo.
    Sérgio Leonardo
    Permanece na equipe de defesa de Vorcaro.
     Resumo da matéria — clique para expandir

    No mesmo dia em que a Segunda Turma do STF formou maioria de 3×0 para manter Daniel Vorcaro preso na Penitenciária Federal de Brasília, o banqueiro dono do Banco Master trocou dois de seus três advogados. Saíram Pierpaolo Bottini e, possivelmente, Roberto Podval — ambos com conflitos de interesse que inviabilizariam a condução de um acordo de delação. Entrou José Luís Oliveira Lima, o “Juca”, criminalista com histórico de fechamento de acordos de colaboração premiada. Nos bastidores, a movimentação é interpretada por fontes do STF e da advocacia criminal como sinal de que Vorcaro prepara uma delação que pode atingir empresários, presidentes de partidos, ministros e políticos do Centrão. A PF já tem 8 celulares do banqueiro em análise pericial. A defesa oficial negou que qualquer tratativa de delação esteja em andamento.

    O mesmo dia que selou a maioria pela manutenção de sua prisão também marcou uma reviravolta silenciosa na estratégia de Daniel Vorcaro. Na tarde desta sexta-feira (13), enquanto os votos de André Mendonça, Luiz Fux e Kássio Nunes Marques se acumulavam no plenário virtual do STF, o dono do Banco Master promovia uma troca cirúrgica em sua equipe jurídica — movimento que, nos bastidores do Judiciário e da advocacia criminal, tem um único significado possível: o caminho para a delação premiada foi aberto.

    Pierpaolo Bottini, do escritório Bottini & Tamasauskas, formalizou sua saída subestabelecendo uma procuração para o novo defensor, alegando motivos pessoais. Roberto Podval ainda não assinou formalmente sua saída, mas a tendência, segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil e pelo Metrópoles, é de que ele também deixe o caso. O motivo da saída de ambos é o mesmo que torna sua presença incompatível com um eventual acordo de colaboração: entre os nomes que Vorcaro poderia citar em uma delação estão grandes empresários, presidentes de partidos e políticos influentes — alguns deles clientes dos próprios advogados que estão de saída.

    Quem assume a linha de frente da defesa é José Luís Oliveira Lima, o “Juca” — um dos criminalistas mais experientes do país em acordos de delação premiada. Na Lava Jato, foi o responsável por fechar colaborações premiadas que mudaram os rumos das investigações. No currículo recente, consta a defesa de Walter Braga Netto, o ex-candidato a vice-presidente de Bolsonaro preso pelas tentativas de golpe de Estado. Antes, representou José Dirceu no processo do mensalão. O perfil é descrito como “mais agressivo” pelos próprios pares — não apenas no sentido combativo, mas no sentido de avançar em estratégias que criminalistas mais tradicionais evitam.

    A motivação atribuída a Vorcaro para considerar a delação é objetiva. Aliados do banqueiro afirmam que ele começou a pesar a possibilidade de colaboração a partir do momento em que entendeu que a prisão colocava em risco não apenas sua liberdade, mas também a de familiares — seu cunhado Fabiano Zettel está preso, e a PF aponta que seu pai, Henrique Vorcaro, ocultou R$ 2,2 bilhões de vítimas do Master em seu nome na gestora Reag. Uma delação poderia, em tese, reduzir o tempo de pena e proteger o avanço das investigações sobre pessoas próximas.

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    Nos bastidores, há ainda um detalhe técnico que torna o caso incomum: a possível delação poderia ser negociada diretamente com a Polícia Federal — e não com a Procuradoria-Geral da República. A Lei das Organizações Criminosas prevê essa possibilidade, embora ela seja pouco utilizada. O criminalista Paulo Suzano, ouvido pelo Metrópoles, resumiu o cenário com precisão: “O caso de Vorcaro é muito singular, e um caso tão inédito também deve ter soluções inéditas.” A PF já tem oito celulares do banqueiro em análise pericial — três foram recolhidos no momento da segunda prisão, em 4 de março. Os aparelhos ainda não passaram por perícia técnica completa e devem revelar novas conversas com autoridades dos três poderes.

    “A pessoa só envereda pela colaboração premiada caso venha a colaborar com investigação e possa trazer, entre outras coisas, a dissolução de alguma organização criminosa.”
    — Paulo Suzano, advogado criminalista, ao Metrópoles

    O peso político do que Vorcaro pode revelar é o que torna a situação explosiva. As primeiras extrações de celulares já apontaram contatos com autoridades dos três poderes — incluindo uma mensagem em que o banqueiro, no dia em que foi preso pela primeira vez, em novembro de 2024, perguntava se alguém havia conseguido “bloquear” algo. O ministro Alexandre de Moraes negou ser o destinatário da mensagem. Além disso, um contrato de cerca de R$ 130 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes — esposa do ministro — já havia alimentado questionamentos sobre a proximidade entre as partes.

    O que uma delação de Vorcaro pode revelar

    Ministros do STFMensagens com Toffoli (suspeito no caso) e suposto contato com Moraes já estão no radar da PF.
    Presidentes de partidos e políticos do CentrãoFonte direta de conflito de interesses que motivou a saída de Bottini e Podval da defesa.
    Servidores do Banco CentralPF investiga acesso indevido de Vorcaro a informações sigilosas da autarquia durante as investigações.
    Grandes empresários e mercado financeiroA PF apura relações de Vorcaro com outros operadores e instituições bancárias em quatro núcleos de investigação.
    Nota oficial da defesa de Daniel Vorcaro “A defesa de Daniel Vorcaro declara que são inverídicas as notícias relacionadas à iniciativa de tratativas de delação premiada de Daniel Vorcaro. Essa informação jamais partiu de qualquer dos advogados envolvidos no caso, e sua divulgação tem o único objetivo de prejudicar o exercício da defesa nesse momento sensível.”

    A defesa formal nega qualquer tratativa em andamento. Mas a troca de advogados fala por si — e o mercado de informações de Brasília interpreta movimentos desse tipo antes mesmo das notas oficiais. O julgamento virtual no STF segue aberto até as 23h59 do dia 20 de março. Ainda falta o voto do ministro Gilmar Mendes, presidente da Segunda Turma. Com três votos a zero em favor da manutenção da prisão, o resultado final já não deve mudar — mas o que vem depois disso pode sacudir o País de um jeito muito mais profundo do que o placar de um julgamento.

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  • Bolsonaro está na UTI com broncopneumonia, diz boletim médico

    Bolsonaro está na UTI com broncopneumonia, diz boletim médico | NINJAFSA
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    Urgente Boletim médico confirmado pelo Hospital DF Star — 13 de março de 2026
    Saúde & Política

    Bolsonaro está na UTI com broncopneumonia, diz boletim médico

    Ex-presidente foi socorrido pela madrugada na Papudinha com febre alta, queda de saturação, vômitos e calafrios. SAMU e Corpo de Bombeiros fizeram o transporte. Hospital DF Star confirma diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral nos dois pulmões.

    Jair Bolsonaro internado com broncopneumonia
    Bolsonaro internado no Hospital DF Star, em Brasília, na manhã desta sexta-feira (13). Crédito: Diário do Centro do Mundo
    Boletim Médico Oficial — Hospital DF Star
    Brasília, 13 de março de 2026 · Assinado por Dr. Brasil Caiado, Dr. Antônio Aurélio Fagundes Jr. e Dr. Allisson Barcelos Borges
    Diagnóstico
    Broncopneumonia bacteriana bilateral — origem aspirativa
    Local de internação
    UTI — Unidade de Terapia Intensiva
    Sintomas de entrada
    Febre alta, queda de saturação de O₂, sudorese, calafrios e vômitos
    Tratamento em curso
    Antibioticoterapia venosa + suporte clínico não invasivo
    Previsão de alta
    Não divulgada
    Chegada ao hospital
    Aproximadamente 8h50 — via SAMU e Corpo de Bombeiros
     Resumo da matéria — clique para expandir

    O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, na manhã desta sexta-feira (13) com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Ele passou mal na Papudinha, unidade prisional onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses, durante a madrugada, com crises de vômito e falta de ar. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 7h40 e o SAMU realizou o transporte. O filho Flávio Bolsonaro, que visitou o pai no hospital, afirmou que esta é a pior internação do ex-presidente em relação ao volume de líquido nos pulmões. O ministro Alexandre de Moraes autorizou visitas dos filhos e determinou vigilância policial 24 horas, além de proibir celulares e computadores no quarto. Sem previsão de alta.

    Esta matéria está sendo atualizada em tempo real. As informações refletem o boletim médico oficial divulgado às 13h deste 13 de março de 2026.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro iniciou a manhã desta sexta-feira (13) sob cuidados intensivos. Internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star, em Brasília, ele foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa — uma infecção bacteriana grave que atingiu os dois pulmões simultaneamente. A informação consta em boletim médico oficial assinado por três médicos da instituição e divulgado no início da tarde, após ter sido antecipado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que publicou o documento em seu perfil do Instagram com a mensagem “Em oração”.

    A sequência de eventos começou durante a madrugada. Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses na Papudinha — unidade prisional do complexo penitenciário da Papuda, em Brasília —, apresentou crises de vômito e falta de ar enquanto dormia. Seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi o primeiro a tornar a informação pública, relatando nas redes sociais que o pai havia acordado com calafrios e episódios de vômito. O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal foi acionado por volta das 7h40 e realizou o primeiro atendimento no local. O SAMU então assumiu o transporte, e Bolsonaro chegou ao DF Star por volta das 8h50, acompanhado de equipes da Polícia Militar do Distrito Federal.

    Já no hospital, exames de imagem e laboratoriais confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral. A origem aspirativa sugere que o quadro foi provocado pela entrada de conteúdo gástrico — possivelmente em razão dos episódios de vômito — nas vias aéreas, o que pode desencadear inflamação severa e infecção em ambos os pulmões. O tratamento em curso inclui antibioticoterapia administrada diretamente na veia e suporte clínico não invasivo, o que indica que, ao menos até o momento, não houve necessidade de intubação ou ventilação mecânica. O hospital não divulgou previsão de alta.

    Ao sair do hospital após visitar o pai, Flávio Bolsonaro falou com jornalistas e não escondeu a preocupação com o estado de saúde do ex-presidente. Segundo o senador, os médicos informaram que esta é a pior internação de Bolsonaro no que diz respeito à quantidade de líquido acumulada nos pulmões. Flávio também aproveitou o momento para criticar as condições de encarceramento na Papudinha, insinuando que o ambiente poderia estar contribuindo para o agravamento da saúde do pai.

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    O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF, tomou providências imediatas. Autorizou que os filhos Jair Renan, Flávio, Carlos e Laura, além da enteada Letícia, possam visitar Bolsonaro durante o período de internação. O ministro também determinou que a vigilância do ex-presidente fique a cargo do Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da PMDF, com dois policiais militares na porta do quarto, além de equipes dentro e fora do hospital — 24 horas por dia. Celulares, computadores e quaisquer dispositivos eletrônicos foram expressamente proibidos no ambiente onde Bolsonaro está internado, com exceção de equipamentos médicos.

    “Essa perseguição parece não ter fim. Nós buscamos forças para continuar e eu confesso a vocês que está difícil.”
    — Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, em rede social

    A internação desta sexta não é episódio isolado. Bolsonaro apresenta problemas de saúde recorrentes desde a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018 em Juiz de Fora (MG), que causou complicações gastrointestinais sérias e o submeteu a múltiplas cirurgias ao longo dos anos seguintes. Em 20 de fevereiro, seu filho Carlos já havia comunicado nas redes sociais que o pai passara mal — sem detalhar se houve atendimento médico na ocasião.

    A defesa de Bolsonaro havia solicitado ao STF a transferência para prisão domiciliar, argumentando exatamente a fragilidade de seu estado de saúde e afirmando que a Papudinha não dispõe de estrutura suficiente para os cuidados necessários. No início de março, a Primeira Turma do STF rejeitou o pedido. O ministro Moraes sustentou, em seu voto, que o ex-presidente recebe atendimento médico contínuo na unidade prisional e registrou que a intensa agenda de visitas de parlamentares, governadores e aliados demonstra que Bolsonaro mantém plena atividade política de dentro da prisão — argumento usado para justificar que ele tem condições de permanecer na Papudinha.

    Histórico recente de saúde

    • 2018
      Bolsonaro é esfaqueado em Juiz de Fora (MG) durante campanha eleitoral. Sofre múltiplas cirurgias e complicações gastrointestinais que persistem até hoje.
    • Nov. 2024
      Condenado a 27 anos e 3 meses, começa a cumprir pena na Papudinha. Defesa já aponta problemas de saúde para pedir regime domiciliar.
    • 20 fev. 2026
      Carlos Bolsonaro informa que o pai passou mal, sem detalhar se houve atendimento médico.
    • 5 mar. 2026
      1ª Turma do STF rejeita pedido de prisão domiciliar por saúde. Moraes sustenta que Papudinha tem estrutura adequada.
    • 13 mar. 2026 · 7h40
      Bombeiros acionados na Papudinha após vômitos e falta de ar durante a madrugada.
    • 13 mar. 2026 · 8h50
      Bolsonaro chega ao Hospital DF Star via SAMU. Internado na UTI com broncopneumonia bacteriana bilateral.

    O médico Cláudio Birolini, que acompanha Bolsonaro há anos, informou que saiu de São Paulo com destino a Brasília assim que soube da internação, para avaliar pessoalmente o quadro clínico e acompanhar os exames solicitados pela equipe do DF Star. A equipe médica, por ora, não divulgou qualquer previsão para a alta hospitalar do ex-presidente.

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  • STF forma maioria para manter Vorcaro preso em julgamento da Segunda Turma

    STF forma maioria para manter Vorcaro preso | NINJAFSA
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    Judiciário

    STF forma maioria para manter Vorcaro preso em julgamento da Segunda Turma

    Mendonça, Fux e Nunes Marques votaram pela manutenção da prisão preventiva do banqueiro do Banco Master. Gilmar Mendes ainda não votou; Toffoli declarou suspeição e está fora do julgamento.

    Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, preso
    Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, preso pela segunda vez em 4 de março de 2026. Crédito: SAP-SP / EFE
    Ministros André Mendonça e Luiz Fux no STF
    Ministros André Mendonça (relator) e Luiz Fux, que votaram pela manutenção da prisão preventiva. Crédito: DGABC
    Julgamento em andamento — Plenário Virtual · até 20/03/2026
    Placar: STF — 2ª Turma referenda prisão de Vorcaro
    AM
    André Mendonça
    Mantém
    LF
    Luiz Fux
    Mantém
    KN
    Nunes Marques
    Mantém
    GM
    Gilmar Mendes
    Pendente
    DT
    Dias Toffoli
    Suspeito
    3 × 0
    Maioria formada pela manutenção da prisão.
    Votação segue aberta até 23h59 de 20/03.
     Resumo da matéria — clique para expandir

    A Segunda Turma do STF formou maioria nesta sexta-feira (13) para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, preso pela segunda vez em 4 de março durante a 5ª fase da Operação Compliance Zero. Os ministros André Mendonça (relator), Luiz Fux e Kássio Nunes Marques votaram pela manutenção da medida. Ainda falta o voto do presidente do colegiado, Gilmar Mendes. Dias Toffoli declarou suspeição e não participa do julgamento. Também foram mantidas as prisões preventivas de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e de Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado. A decisão sobre Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, perdeu eficácia em razão de seu falecimento na prisão.

    A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou nesta sexta-feira (13) a maioria necessária para manter Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, atrás das grades. Com votos favoráveis dos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Kássio Nunes Marques, o placar chegou a três a zero pela manutenção da prisão preventiva do banqueiro, preso pela segunda vez no início deste mês. O julgamento ocorre em plenário virtual e a sessão ficará aberta para registro de votos até as 23h59 da próxima sexta-feira (20).

    Mendonça é o relator do caso na Corte. Ao votar pelo referendo da sua própria decisão monocrática, o ministro sustentou que a prisão preventiva se justifica pela necessidade de garantir a ordem pública, a ordem econômica e o regular andamento das investigações. Segundo o relator, mensagens encontradas em aparelhos de Vorcaro e de seus aliados revelam a existência de um grupo organizado para monitorar e intimidar adversários do banqueiro — batizado internamente de “A Turma”. Entre os registros mais graves citados no processo, constam diálogos em que o empresário teria sugerido a simulação de um assalto contra o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, com o objetivo de violentá-lo e silenciar críticas ao seu conglomerado financeiro.

    Fux e Nunes Marques seguiram na íntegra o voto do relator, sem apresentar ressalvas. No julgamento em plenário virtual, os ministros depositam seus votos no sistema eletrônico e, muitas vezes, não acompanham justificativas. Ambos têm até o dia 20 para eventualmente alterar suas posições, caso queiram. Falta ainda o pronunciamento de Gilmar Mendes, decano da Corte e presidente da Segunda Turma, que não havia votado até o fechamento desta edição.

    A composição reduzida da turma gerou tensão nos dias anteriores ao julgamento. Com Toffoli fora da votação — que declarou suspeição por foro íntimo após a Polícia Federal apontar troca de mensagens entre ele e Vorcaro —, a turma passou a contar com apenas quatro ministros aptos a votar. Esse cenário abria espaço para um eventual empate em dois a dois, situação que, pela Lei 14.386/2024, beneficiaria automaticamente o investigado — o que poderia resultar em prisão domiciliar ou uso de tornozeleira eletrônica no lugar da detenção na Penitenciária Federal de Brasília.

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    A defesa de Vorcaro havia alimentado esperança justamente nesse cenário. Com a maioria agora formada, a estratégia perde força. A Procuradoria-Geral da República, sob comando de Paulo Gonet, havia sido contrária à prisão, argumentando que as mensagens que embasaram a decisão de Mendonça eram antigas e que o falecimento do “Sicário” — o operador do grupo — já havia reduzido o risco apontado pelo ministro. Mendonça, por sua vez, criticou a PGR abertamente no texto de seu voto, afirmando lamentar que o órgão não tivesse reconhecido risco imediato no caso.

    “Existem fortes indícios da existência de grupo destinado a intimidar adversários e a monitorar autoridades, o que revela risco concreto de interferência nas investigações.”
    — Ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF

    Além de Vorcaro, a decisão de Mendonça alcançou outros investigados. Fabiano Zettel — empresário, pastor e cunhado do banqueiro, apontado como operador financeiro do grupo —, e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado que teria atuado no esquema, permanecem presos. Apenas a medida relativa a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” — responsável por operacionalizar supostas ameaças e coações contra desafetos de Vorcaro —, perdeu eficácia automaticamente em razão de seu falecimento na prisão, na semana passada.

    Linha do tempo — Caso Master

    • Fev. 2025
      Primeiras fases da Operação Compliance Zero apuram fraudes bilionárias no Banco Master.
    • Fev. 2026
      PF aponta troca de mensagens entre Toffoli e Vorcaro. Ministro se afasta do caso; relação vai para Mendonça.
    • 4 mar. 2026
      5ª fase da Compliance Zero: Vorcaro é preso pela segunda vez junto de Zettel, “Sicário” e ex-policial federal.
    • 11 mar. 2026
      Toffoli declara suspeição formal. STF rejeita pedido de CPI do Banco Master.
    • 13 mar. 2026
      Segunda Turma inicia julgamento virtual. Maioria de 3×0 formada pela manutenção da prisão. Gilmar ainda vota.

    Vorcaro está recolhido na Penitenciária Federal de Brasília — a mesma que abriga chefes de facções criminosas como Marcos Williams Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC. Mendonça concedeu ao banqueiro o benefício de que as comunicações com seus advogados não sejam monitoradas pela administração do presídio, o que gerou contestação de advogados de outros detentos que tentaram obter o mesmo tratamento. A defesa de Vorcaro informou que só se pronunciará sobre o resultado do julgamento após o voto de Gilmar Mendes.

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  • Após zerar PIS e Cofins para conter alta, Petrobras anuncia reajuste de R 0,38 no litro do diesel

    Petrobras anuncia reajuste de R$ 0,38 no litro do diesel | NINJAFSA
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    Economia

    Após zerar PIS e Cofins para conter alta, Petrobras anuncia reajuste de R 0,38 no litro do diesel

    Primeiro aumento do combustível em mais de 400 dias passa a valer a partir deste sábado (14). Governo federal zerrou tributos e criou subvenção de R$ 0,32 por litro para amenizar o impacto nos postos, pressionados pela disparada do petróleo no mercado internacional.

    Posto de combustível com preço do diesel
    Reajuste afeta postos de todo o Brasil. Crédito: VTV News
    Medidas do governo federal sobre diesel
    Governo anunciou pacote de medidas para conter impacto. Crédito: Brasil 247
    R$ 0,38 Reajuste por litro nas distribuidoras
    R$ 3,65 Novo preço médio do diesel A
    +400 dias Desde o último aumento pelo estatal
     Resumo da matéria — clique para expandir

    A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) um reajuste de R$ 0,38 por litro no preço do diesel A vendido às distribuidoras, com vigência a partir de sábado (14). O ajuste de 11,6% é o primeiro aumento em mais de 400 dias e ocorre após a disparada do petróleo no mercado internacional, provocada pelo agravamento da guerra no Oriente Médio — o barril Brent saltou de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100 no início de março. Para amenizar o impacto nos postos, o governo federal zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel (redução equivalente a R$ 0,32 por litro) e criou um programa de subvenção econômica de R$ 0,32 por litro via MP 1.340/2026. A Petrobras também aprovou adesão ao programa. A gasolina não foi reajustada.

    A conta do petróleo caro chegou ao bolso do brasileiro. A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) o primeiro aumento no preço do diesel em mais de 400 dias: o reajuste de R$ 0,38 por litro — equivalente a 11,6% — passa a valer a partir deste sábado (14) para as distribuidoras em todo o Brasil. A decisão foi tomada após reunião da presidente da companhia, Magda Chambriard, com os diretores Financeiro e de Comercialização e Logística, seguindo os ritos de governança da estatal.

    O gatilho para o reajuste foi a escalada brutal do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent, referência global para precificação de combustíveis, disparou de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100 no início de março, impulsionado pelo agravamento do conflito no Oriente Médio e pela redução do tráfego de navios no Estreito de Ormuz — canal por onde passa aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Com a defasagem acumulada frente às cotações internacionais, a Petrobras não tinha mais como segurar o reajuste sem prejudicar o equilíbrio financeiro da empresa.

    Com o ajuste, o preço médio do diesel A — combustível puro, antes da mistura obrigatória — vendido às distribuidoras passa de R$ 3,27 para R$ 3,65 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A com 15% de biodiesel que forma o diesel B — o produto que chega nos postos —, o impacto estimado ao consumidor final é de R$ 0,32 por litro. A participação da Petrobras no preço final do diesel B nos postos passará a ser, em média, de R$ 3,10 por litro.

    Para tentar amortecer o impacto nos postos, o governo federal agiu na véspera. Na quinta-feira (12), o presidente Lula assinou um pacote de medidas emergenciais: zerou as alíquotas de PIS e Cofins incidentes sobre a comercialização do diesel por meio do Decreto 12.875 — alívio tributário estimado em R$ 0,32 por litro —, e publicou a Medida Provisória 1.340/2026, que cria um programa de subvenção econômica de R$ 0,32 por litro pago às empresas produtoras e importadoras de diesel. O pacote inclui ainda a taxação da exportação de petróleo para estimular o refino interno e a obrigação de os postos sinalizarem ao consumidor a redução de tributos nos preços.

    Impacto do reajuste — composição de preços

    ItemValor por litroEfeito
    Reajuste Petrobras (diesel A)+ R$ 0,38Aumento
    Impacto no diesel B (mistura 85/15)+ R$ 0,32Aumento ao consumidor
    Zeragem PIS/Cofins (Decreto 12.875)− R$ 0,32Redução tributária
    Subvenção econômica (MP 1.340/2026)− R$ 0,32Subsídio a produtores
    Novo preço médio diesel A (distribuidoras)R$ 3,65/litro—
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    O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a adesão ao programa de subvenção, embora a assinatura formal do termo ainda dependa da publicação das regras operacionais pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que deverá definir o preço de referência para operacionalização do benefício. Combinando o reajuste com o eventual recebimento da subvenção, o impacto financeiro para a estatal pode chegar a R$ 0,70 por litro — valor que a empresa considera mais adequado para cobrir a defasagem acumulada frente ao mercado externo.

    “Não iremos fazer nenhuma intervenção numa empresa de capital aberto como a Petrobras. É natural que haja conversas sobre reajuste neste momento.”
    — Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia

    A Petrobras fez questão de contextualizar o reajuste dentro de um horizonte maior. Segundo a empresa, o último aumento havia ocorrido em fevereiro de 2025 — há mais de 400 dias — e a última movimentação de qualquer natureza nos preços do diesel havia sido uma redução realizada em maio de 2025. Desde dezembro de 2022, mesmo com este reajuste, o diesel A acumula queda de R$ 0,84 por litro nas distribuidoras, equivalente a uma redução de 29,6% considerando a inflação do período. Os preços da gasolina e dos demais combustíveis não foram alterados neste momento.

    A cadeia de impactos tende a ser ampla. O diesel é o principal combustível do transporte de cargas no Brasil — caminhões que abastecem supermercados, feiras, indústrias e farmácias dependem diretamente do produto. Qualquer variação sensível no preço do diesel tem reflexos diretos no custo do frete e, consequentemente, nos preços dos alimentos e dos bens de consumo. Economistas e entidades do setor de transporte devem se pronunciar nas próximas horas sobre eventuais reajustes nas tabelas de frete, cujos efeitos poderão ser sentidos pelos consumidores ainda neste mês.

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  • Policial civil aposentado morre após reagir a assalto em zona rural de Santo Estêvão

    Policial civil aposentado morre após reagir a assalto em zona rural de Santo Estêvão | NINJAFSA
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    Segurança Pública

    Policial civil aposentado morre após reagir a assalto em zona rural de Santo Estêvão

    Antenor dos Santos Evangelista foi baleado ao tentar impedir o roubo de sua motocicleta na Fazenda Várzea Nova. Suspeitos fugiram com o veículo; caso é registrado como latrocínio.

    Delegacia de Polícia Civil - região de Feira de Santana
    Delegacia Territorial responsável pelas investigações do caso. Crédito: Central de Polícia / Ola Bahia
     Resumo da matéria — clique para expandir

    Um policial civil aposentado identificado como Antenor dos Santos Evangelista foi morto a tiros na manhã desta sexta-feira (13) ao reagir a uma tentativa de assalto na Fazenda Várzea Nova, zona rural de Santo Estêvão, no centro-norte baiano. O crime ocorreu por volta das 7h29. Os suspeitos fugiram levando a motocicleta da vítima. Policiais militares chegaram ao local e encontraram Antenor sem sinais vitais. O caso foi registrado como latrocínio — roubo seguido de morte — e será investigado pela Delegacia Territorial de Santo Estêvão.

    Uma manhã de trabalho terminou em tragédia para a família de Antenor dos Santos Evangelista, policial civil aposentado que perdeu a vida na manhã desta sexta-feira (13) após reagir a uma tentativa de roubo na zona rural de Santo Estêvão, município localizado no centro-norte da Bahia, a cerca de 140 quilômetros de Feira de Santana. A vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo e morreu no local do crime.

    De acordo com as informações repassadas ao Centro Integrado de Comunicações (Cicom), foi o próprio filho de Antenor quem acionou os serviços de emergência. Ele relatou que o pai havia sido abordado por criminosos armados nas proximidades de um parque de vaquejada na Fazenda Várzea Nova e que, ao tentar se defender, acabou atingido pelo disparo. O horário registrado do acionamento foi por volta das 7h29.

    Policiais militares deslocaram imediatamente para a fazenda e encontraram Antenor caído, já sem sinais vitais. Não houve tempo para socorro. Os suspeitos, cujo número não foi confirmado até o fechamento desta matéria, conseguiram fugir levando a motocicleta que pertencia à vítima — o bem que estava sendo disputado no momento do confronto.

    O caso foi registrado formalmente como latrocínio — a tipificação penal para roubo seguido de morte —, com boletim de ocorrência lavrado na Delegacia Territorial de Santo Estêvão, que assumiu as investigações. A autoridade policial responsável pelo caso deve ouvir testemunhas, analisar imagens de câmeras da região e realizar perícias para tentar reconstituir com precisão os momentos que antecederam o crime.

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    A morte de Antenor acende um alerta sobre a segurança em zonas rurais da Bahia, regiões que historicamente enfrentam maior dificuldade de patrulhamento preventivo em razão das distâncias e da capilaridade do território. Crimes como roubos de motocicletas e veículos têm crescido em estradas vicinais e fazendas do interior baiano, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do estado. A escolha de uma vítima que era agente da lei aposentada ressalta a ousadia dos criminosos e o desafio enfrentado pelas autoridades na contenção desse tipo de delito.

    “A morte de um agente de segurança representa um luto que atinge não só a família, mas cada cidadão que enxerga na Polícia um escudo de proteção.”
    — Associação dos Profissionais da Segurança Pública

    Até o momento, nenhum suspeito foi preso. A Delegacia Territorial de Santo Estêvão não divulgou detalhes sobre possíveis pistas ou o perfil dos criminosos. A reportagem do NINJAFSA tenta contato com a assessoria da Polícia Civil da Bahia para obter atualização sobre o andamento das buscas e o prazo das investigações — esta matéria será atualizada assim que houver retorno oficial.

    O caso chega dias depois de outra notícia que sacudiu a segurança pública regional: na última semana, um policial militar foi morto em confronto com suspeitos no interior do estado. A sequência de episódios trágicos envolvendo membros das forças de segurança tem gerado apelos de entidades da categoria por melhores condições de trabalho, maior efetivo nas regiões do interior e revisão dos protocolos de resposta a ocorrências em áreas rurais.

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  • Itamaraty revoga visto de assessor de Trump que visitaria Bolsonaro na cadeia

    Itamaraty revoga visto de assessor de Trump que visitaria Bolsonaro na cadeia | NINJAFSA
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    Política

    Itamaraty revoga visto de assessor de Trump que visitaria Bolsonaro na cadeia

    Darren Beattie, assessor sênior do governo norte-americano, teve acesso negado ao ex-presidente preso na Papudinha após o Ministério das Relações Exteriores apontar risco de ingerência estrangeira em ano eleitoral.

    Darren Beattie, assessor do governo Trump
    Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado dos EUA para políticas relacionadas ao Brasil. Crédito: SIPA USA / Reuters
     Resumo da matéria — clique para expandir

    O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) revogou o visto de Darren Beattie, assessor sênior do governo Trump designado para políticas sobre o Brasil. Beattie obteve o documento para participar de um evento sobre minerais críticos em São Paulo, mas pretendia visitar Jair Bolsonaro na Papudinha. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, que havia autorizado a visita inicialmente, voltou atrás após o Itamaraty alertar que o encontro poderia configurar indevida ingerência estrangeira em assuntos internos do Brasil, especialmente em ano eleitoral. O presidente Lula também declarou que proibiu a entrada de Beattie no país como medida de reciprocidade, enquanto os EUA mantêm bloqueio ao visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    O Ministério das Relações Exteriores brasileiro deu um passo incomum nesta sexta-feira (13): revogou o visto de entrada de Darren Beattie, assessor sênior do governo do presidente norte-americano Donald Trump para temas relacionados ao Brasil. O movimento ocorreu depois que o próprio ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconsiderou uma autorização que ele mesmo havia concedido dias antes, impedindo o encontro entre o americano e o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília.

    A defesa de Bolsonaro havia encaminhado ao STF, em 10 de março, uma solicitação formal para que Beattie pudesse visitar o ex-presidente. Em um primeiro momento, Moraes aceitou o pedido, mas fixou uma data distinta da pedida pelos advogados — o dia 18 de março, dentro do calendário regular de visitas do presídio. A defesa recorreu, pedindo a antecipação para os dias 16 ou 17, alegando que Beattie estaria em São Paulo na data originalmente marcada para participar do Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos.

    Foi justamente esse fórum que virou o centro do problema diplomático. O Itamaraty informou ao STF que o visto de Beattie havia sido concedido exclusivamente para o evento técnico em São Paulo, sem nenhuma menção à intenção de visitar Bolsonaro na prisão. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o pedido de visto foi encaminhado pelo Departamento de Estado dos EUA ao Consulado-Geral do Brasil em Washington no dia 6 de março — quatro dias antes de a defesa de Bolsonaro protocolar o pedido de visita ao STF.

    O chanceler Mauro Vieira assinou o ofício enviado ao STF no qual o governo brasileiro expressa que “a visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-Presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”. O argumento foi aceito por Moraes, que revogou a autorização citando o princípio da não-intervenção — norma presente tanto na Carta da Organização dos Estados Americanos quanto na Constituição Federal brasileira.

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    Na decisão revisada, o ministro foi enfático: “A realização da visita de Darren Beattie não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro, além de não ter sido comunicada, previamente, às autoridades diplomáticas brasileiras.” Para Moraes, isso por si só já seria suficiente para justificar a reanálise do visto concedido.

    “Aquele cara americano que disse que vinha pra cá visitar o Jair Bolsonaro foi proibido de visitar. E eu o proibo de vir ao Brasil enquanto não liberarem os vistos do meu ministro da Saúde.” — Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

    O presidente Lula foi além. Em evento realizado no Rio de Janeiro, declarou publicamente que revogou pessoalmente a entrada de Beattie no território nacional como medida de reciprocidade. O argumento presidencial está diretamente ligado ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos vistos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de sua esposa e de sua filha de 10 anos. O documento de Padilha não foi revogado formalmente — já estava vencido —, mas o governo americano não renovou o acesso.

    Beattie é uma figura bem conhecida no universo da direita internacional. Nomeado por Trump como assessor sênior do Departamento de Estado para políticas relacionadas ao Brasil, ele mantém vínculos estreitos com o clã Bolsonaro, especialmente com o deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde que o pai foi preso. Beattie já criticou publicamente Alexandre de Moraes e o governo Lula em diversas ocasiões, o que tornava o encontro na Papudinha ainda mais sensível do ponto de vista político.

    O Itamaraty formalizou a revogação do visto em comunicado oficial, afirmando que a medida se baseia em “omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington”. O ministério acrescentou que se trata de “princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional” — o mesmo princípio adotado pelo governo dos Estados Unidos ao bloquear vistos de brasileiros.

    A Embaixada dos EUA em Brasília só solicitou reuniões formais para Beattie na capital federal depois que Moraes pediu informações ao Itamaraty, o que reforçou a percepção do governo brasileiro de que a visita à Papudinha era o objetivo real da viagem, e não mero apêndice de uma agenda técnica. Por ora, o governo brasileiro acredita que o episódio não deve provocar um tensionamento grave nas relações diplomáticas entre os dois países, mas o desfecho final dependerá da reação oficial de Washington.

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  • Moraes volta atrás e nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro na cadeia

    Moraes volta atrás e nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro na cadeia
    POLÍTICA / JUSTIÇA

    Moraes volta atrás e nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro na cadeia

    O ministro do STF reconsiderou a autorização inicial após novos relatórios da Polícia Federal, elevando a tensão política e diplomática em torno da prisão do ex-presidente.

    Por Redação NINJAFSA
    Atualizado recentemente

    Montagem de Alexandre de Moraes e Jair Bolsonaro
    O recuo do STF gerou forte indignação entre aliados de Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, recuou da sua própria decisão nesta semana e vetou a visita de um assessor especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra preso.

    A visita do emissário norte-americano havia sido inicialmente autorizada nos últimos dias, sendo interpretada nos bastidores como um forte gesto de apoio político internacional da nova administração de Washington ao ex-mandatário brasileiro.

    O recuo de Moraes ocorreu após a análise de novos relatórios de segurança e de inteligência submetidos pela Polícia Federal (PF). Segundo a corporação, o encontro de Bolsonaro com um representante de alto escalão de um governo estrangeiro, nas atuais circunstâncias da sua prisão, poderia configurar riscos ao andamento das investigações e abrir espaço para articulações políticas não supervisionadas.

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    A decisão de proibir o encontro gerou uma onda imediata de indignação entre os parlamentares da oposição e advogados do ex-presidente. A defesa de Jair Bolsonaro classificou a medida como arbitrária, argumentando que a proibição viola as prerrogativas de visitação e o direito de contato com entidades internacionais e representantes diplomáticos.

    O episódio promete elevar ainda mais a temperatura não apenas em Brasília, mas também nas relações diplomáticas do Brasil com os Estados Unidos. Aliados do ex-presidente afirmam que levarão o caso aos organismos internacionais de direitos humanos, acusando o judiciário brasileiro de aplicar um isolamento excessivo a Bolsonaro.

    A defesa informou que vai recorrer da decisão do relator diretamente ao plenário do STF, na expectativa de que os demais ministros revertam o veto imposto e autorizem o encontro com o emissário de Trump nos próximos dias.

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  • IMAGENS FORTES: Ladrão de moto é capturado e espancado até a morte por populares na Chácara São Cosme em Feira de Santana

    URGENTE: Homem apontado como assaltante é morto a pedradas por populares na Chácara São Cosme em Feira de Santana
    URGENTE / POLÍCIA

    Homem apontado como assaltante é morto a pedradas por populares na Chácara São Cosme em Feira de Santana

    Suspeito de roubos na região foi perseguido pelos telhados por moradores revoltados e não resistiu às agressões. DPT realizou levantamento cadavérico; caso vai para a Delegacia de Homicídios.

    Por Redação NINJAFSA
    Atualizado em 13 mar. 2026 · 15h40 · Feira de Santana (BA)

    Matéria atualizada com novas imagens e vídeos da ocorrência — 13/03/2026 às 15h40
    Local do espancamento na Chácara São Cosme
    Imagem Forte Conteúdo sensível — impróprio para menores
    Clique para visualizar
    Local onde o caso de linchamento ocorreu no bairro Chácara São Cosme. (Foto: Reprodução)

    Um caso de violência extrema, marcado pela prática de justiça com as próprias mãos, chocou os moradores do bairro Chácara São Cosme, em Feira de Santana, na manhã desta sexta-feira (13). Um homem apontado por moradores da região como autor habitual de assaltos foi perseguido, alcançado e agredido com pedradas até a morte por populares revoltados.

    De acordo com informações apuradas pela reportagem, o caso ocorreu por volta das 10h48, na Rua Serra Talhada, nas proximidades de um mercadinho localizado na 1ª Travessa Caravelas. O suspeito, cuja identidade não foi divulgada oficialmente, tentou fugir pulando pelos telhados de residências do entorno após ser reconhecido como responsável por assaltos na área.

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    Perseguição pelos telhados e linchamento

    O clima de revolta tomou conta dos moradores que reconheceram o suspeito. Um grupo de pessoas passou a persegui-lo enquanto ele tentava escapar pelos telhados das casas do bairro. Alcançado antes da chegada das guarnições da Polícia Militar, o homem foi agredido com pedradas e não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito no local.

    Equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) foram acionadas para realizar o isolamento da área e o levantamento cadavérico. O caso será encaminhado para investigação pela Delegacia de Homicídios de Feira de Santana, que deverá abrir inquérito para apurar tanto as circunstâncias dos supostos assaltos quanto para identificar os autores das agressões — uma vez que linchamento configura crime de homicídio no Código Penal Brasileiro, independentemente dos antecedentes da vítima.

    Dados da Ocorrência

    Data e horário
    13/03/2026 · aprox. 10h48
    Local
    Rua Serra Talhada, 1ª Trav. Caravelas
    Bairro
    Chácara São Cosme — Feira de Santana (BA)
    Delegacia responsável
    Delegacia de Homicídios de FSA
    Perícia
    DPT realizou levantamento cadavérico
    Situação
    Vítima identificada como suspeito de assaltos

    Novas mídias do local

    Imagens e vídeos registrados por populares que estavam nas proximidades mostram a movimentação no local após o ocorrido. O conteúdo é de natureza sensível. Clique para visualizar cada item.

    Registro da ocorrência no Chácara São Cosme
    Imagem Forte Conteúdo sensível — impróprio para menores
    Clique para visualizar
    Registro feito por populares após o ocorrido no bairro. (Foto: Reprodução / WhatsApp)
    Vídeo 1 de 3
    Vídeo Forte Conteúdo sensível
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    Vídeo 2 de 3
    Vídeo Forte Conteúdo sensível
    Clique para exibir
    Vídeo 3 de 3
    Vídeo Forte Conteúdo sensível
    Clique para exibir
    Vídeos registrados por populares nas proximidades do local da ocorrência. (Reprodução / WhatsApp)

    As autoridades locais ressaltam que, independentemente dos antecedentes da vítima, a prática de linchamento é crime previsto no Código Penal Brasileiro como homicídio, podendo os envolvidos responder criminalmente. A Delegacia de Homicídios de Feira de Santana está à frente das investigações e deve ouvir testemunhas nos próximos dias.

    A matéria está em atualização. Novas informações serão adicionadas assim que a Polícia Civil emitir boletim oficial sobre a ocorrência.

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  • Diretrizes da Polícia Civil sobre divulgação de operações geram reação de jornalistas em Feira de Santana

    Diretrizes da Polícia Civil sobre divulgação de operações geram reação de jornalistas em Feira de Santana
    POLÍCIA / IMPRENSA

    Diretrizes da Polícia Civil sobre divulgação de operações geram reação de jornalistas em Feira de Santana

    Ofício da corporação tenta centralizar informações e restringe o acesso da imprensa aos complexos policiais. Sindicato classifica as medidas como “cerceamento” ao trabalho jornalístico.

    Por Redação NINJAFSA
    Atualizado recentemente

    Um ofício emitido pela Assessoria de Comunicação da Polícia Civil da Bahia (PCBA), que trata da padronização das rotinas de divulgação das atividades da instituição, gerou um clima de tensão e preocupação entre os profissionais da imprensa que atuam em Feira de Santana.

    O documento, datado de 3 de março de 2026 (ofício nº 090/2026), baseia-se na Lei Orgânica da corporação e numa portaria de setembro de 2025 para estabelecer novas e rigorosas normas que centralizam a divulgação de informações relacionadas com as operações policiais.

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    Acesso restrito e proibição de entrevistas

    De acordo com as novas diretrizes, todas as informações de interesse público sobre as atividades da Polícia Civil devem passar a ser divulgadas exclusivamente pela Assessoria de Comunicação Social (Ascom-PCBA) sediada na capital, ou por autoridades previamente autorizadas pelo Gabinete do Delegado-Geral.

    O ofício recomenda explicitamente evitar o acompanhamento de equipas de reportagem em ações e operações externas, a circulação de jornalistas nas dependências das unidades e a concessão de entrevistas por delegados sem o alinhamento prévio com a assessoria de comunicação.

    A justificativa da Polícia Civil para estas medidas é a necessidade de preservar procedimentos investigativos, evitar prejuízos ao sigilo das operações e proteger a imagem dos policiais e das pessoas envolvidas nas ocorrências. Está prevista ainda a criação de “Núcleos de Comunicação” nos departamentos operativos e diretorias regionais.

    A situação em Feira e a reação do Sindicato

    A região de Feira de Santana não foi poupada. Pelo contrário: foi mencionada no ofício como um dos “pontos mais críticos” do estado no que diz respeito ao fluxo de informações, acompanhada de sugestões para um “novo formato de atendimento” que impõe restrições severas à circulação de repórteres dentro dos complexos policiais.

    Diante do documento, o Sindicato dos Profissionais de Rádio e TV de Feira de Santana manifestou uma forte indignação. Em nota, a entidade revelou ter recebido o ofício com estranheza e classificou as diretrizes como um possível cerceamento ao exercício da atividade jornalística e uma ameaça à transparência pública.

    O sindicato enfatizou que o objetivo da imprensa não é exigir privilégios, mas sim garantir o respeito ao livre exercício do jornalismo e a manutenção do fluxo de informações essenciais à sociedade.

    Devido ao impasse, representantes da imprensa e da Polícia Civil reuniram-se na tarde desta quinta-feira (12) no Complexo do Sobradinho para debater a situação. Segundo o sindicato, o coordenador regional da 1ª Coorpin, delegado Rafael de Almeida Oliveira, chegou a admitir preliminarmente, por telefone, que a interpretação das normas poderia ter sido resultado de um “equívoco”. Contudo, até ao fechamento desta edição, a PCBA não divulgou nenhum posicionamento oficial que alterasse as ordens do ofício.

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  • MP junto ao TCU pede afastamento de presidente do IBGE por manipulação de dados e pesquisas

    MP junto ao TCU pede afastamento de presidente do IBGE por manipulação de dados e pesquisas
    POLÍTICA / ECONOMIA

    MP junto ao TCU pede afastamento de presidente do IBGE por manipulação de dados e pesquisas

    A representação aponta possíveis interferências políticas e metodológicas nos levantamentos oficiais do país, o que poderia comprometer severamente a credibilidade da instituição no cenário nacional e internacional.

    Por Redação NINJAFSA
    Atualizado recentemente

    Presidente do IBGE
    A atuação da presidência do instituto está a ser alvo de intenso escrutínio pelo Tribunal de Contas da União. (Foto: Reprodução)

    O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) protocolou uma representação contundente exigindo o afastamento cautelar e imediato do atual presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A ação baseia-se em graves denúncias de que a cúpula da instituição estaria a promover a manipulação deliberada de dados e a alterar metodologias históricas de pesquisas socioeconômicas para, alegadamente, favorecer narrativas do atual governo federal.

    O procurador responsável alertou que a interferência política nas estatísticas oficiais pode causar danos irreparáveis à credibilidade do Brasil, afetando desde a formulação de políticas públicas até a atração de investimentos estrangeiros que dependem de dados transparentes e fidedignos.

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    Nas últimas semanas, o IBGE tem sido palco de intensos atritos internos. Servidores de carreira e técnicos do instituto já haviam manifestado descontentamento com as recentes mudanças nos calendários de divulgação e na forma de apuração de indicadores cruciais, como os do mercado de trabalho e da inflação, apontando para um possível aparelhamento ideológico da autarquia.

    A representação do MPTCU é vista como um movimento jurídico robusto para proteger a autonomia técnica do instituto. O pedido argumenta que a permanência do atual presidente durante as investigações pode comprometer a recolha de provas e intimidar os servidores dispostos a testemunhar sobre as alterações metodológicas em curso.

    O pedido de afastamento cautelar será agora analisado por um ministro relator no TCU, que decidirá se concede a medida liminar enquanto o tribunal realiza auditorias profundas sobre as denúncias de adulteração nos dados da pesquisa.

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