Dólar cai abaixo de R$ 5 após 1º turno; Ibovespa supera 200 mil pontos
Mercado financeiro reage ao resultado das urnas, que colocou Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno da eleição presidencial

O mercado financeiro brasileiro abriu esta segunda-feira (5) em forte movimento após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais.
O dólar comercial caiu mais de 4% nas primeiras negociações e rompeu a barreira dos R$ 5. A moeda americana chegou a ser negociada na região de R$ 4,97 a R$ 4,99 durante a manhã.
Na Bolsa, a reação também foi expressiva. O Ibovespa ultrapassou pela primeira vez na história o patamar dos 200 mil pontos.
Mercado reage ao resultado das urnas
A movimentação acontece no primeiro pregão após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno da eleição presidencial à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
A diferença em relação às expectativas anteriores à votação surpreendeu parte dos investidores e levou a uma reavaliação do cenário político para 2027.
Ibovespa passa dos 200 mil pontos
O movimento da Bolsa ganhou ainda mais força ao longo da manhã.
Às 10h17, o Ibovespa avançava 5,55% e alcançava 208.778 pontos, superando pela primeira vez a marca de 200 mil pontos.
O índice havia encerrado a sexta-feira (2), último pregão antes da eleição, aos 192.114 pontos.
Bolsa acelera após o 1º turno
Dólar rompe a barreira dos R$ 5
O câmbio também apresentou uma mudança expressiva em relação ao último pregão.
Na sexta-feira, o dólar terminou próximo de R$ 5,22. Na abertura desta segunda, chegou a R$ 4,99 e posteriormente circulou pela região de R$ 4,97.
Queda após a eleição
Por que o mercado reagiu?
Analistas ouvidos por instituições financeiras e agências internacionais apontam que o desempenho de Flávio acima das expectativas aumentou a possibilidade, na avaliação dos investidores, de uma mudança na condução econômica a partir de 2027.
Durante a campanha, Flávio apresentou ao mercado uma agenda que inclui maior controle dos gastos públicos, privatizações e redução de impostos.
Isso não significa que o comportamento desta segunda-feira determine o que acontecerá até o segundo turno ou depois da eleição.
Câmbio, Bolsa e juros respondem diariamente a uma série de fatores internos e internacionais, e uma mudança nas expectativas eleitorais pode alterar rapidamente os preços dos ativos.
Segundo turno entra no radar
Com Lula e Flávio confirmados na próxima etapa da disputa, investidores devem acompanhar principalmente as propostas econômicas apresentadas pelas duas campanhas, as alianças políticas e os sinais sobre política fiscal.
O segundo turno da eleição presidencial acontece no dia 25 de outubro.