Pesquisa Genial/Quaest mostra desaprovação a Lula em 56%, maior patamar do mandato

A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 56% em março de 2025, o pior índice registrado desde o início de seu terceiro mandato, em janeiro de 2023. É o que mostra a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 2 de abril de 2025. O levantamento, realizado entre os dias 27 e 31 de março, entrevistou 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, em 120 municípios, e tem margem de erro de dois pontos percentuais. A aprovação ao governo, por sua vez, caiu para 41%, enquanto 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam. O aumento de sete pontos na desaprovação, que em janeiro era de 49%, reflete uma tendência de queda na popularidade de Lula, observada desde meados de 2024. Pela primeira vez, o índice de rejeição superou os 50%, marcando um desafio significativo para o governo. Entre os fatores apontados, estão a percepção de piora na economia – 56% dos entrevistados disseram que a situação econômica do país regrediu nos últimos 12 meses – e o aumento dos preços dos alimentos, notado por 88% dos participantes. A pesquisa também indica que 43% consideram a gestão atual pior que a de Jair Bolsonaro (PL), contra 39% que a veem como melhor. O Nordeste, tradicional reduto petista, registrou uma queda na aprovação de Lula, que passou de 59% em janeiro para 52%, enquanto a desaprovação subiu de 37% para 46%. Entre as mulheres, a desaprovação chegou a 53%, superando a aprovação (43%) pela primeira vez. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e reflete um momento de ajustes na comunicação do governo, que trocou o comando da Secom em janeiro, mas ainda não reverteu a percepção negativa.

Moraes encaminha à PGR pedido de prisão preventiva contra Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR), no dia 18 de março de 2025, uma notícia-crime que pede a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O despacho, assinado em Brasília, solicita que o procurador-geral, Paulo Gonet, se manifeste em até cinco dias sobre a necessidade da medida para “garantir a ordem pública e a instrução processual”. A ação tem como base uma denúncia protocolada pela vereadora Liana Cirne (PT), de Recife, e pelo advogado Victor Fialho Pedrosa, que acusam Bolsonaro de obstrução de Justiça e incitação a crimes contra instituições democráticas. A notícia-crime aponta que Bolsonaro usou suas redes sociais nos dias 9, 10 e 14 de março para convocar atos em favor da anistia aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas. Os autores argumentam que tais mobilizações, como a realizada em 16 de março em Copacabana, no Rio de Janeiro, configuram uma tentativa de interferir nas investigações e pressionar o Judiciário. Moraes também pediu que a PGR avalie a aplicação de medidas cautelares, como restrições a novas convocações, para evitar atos que possam comprometer a estabilidade democrática. O envio do pedido à PGR é um procedimento padrão no STF, mas ocorre em um momento delicado: na semana passada, a Primeira Turma da Corte aceitou denúncia contra Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, tornando-o réu. Até esta quarta-feira, 2 de abril de 2025, a PGR não havia apresentado seu parecer, embora o prazo tenha expirado. O caso segue sob análise, enquanto Bolsonaro planeja outro ato na Avenida Paulista, em São Paulo, no próximo domingo, 6 de abril.

VÍDEO: Senador bolsonarista Marcos do Val vai apresentar projeto de lei para proibir o direito ao voto para o público do Bolsa Família

O senador Marcos do Val (Podemos-ES), conhecido por sua alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciou que apresentará um projeto de lei para proibir o direito ao voto de beneficiários do Bolsa Família, programa social que atende milhões de famílias em situação de vulnerabilidade no Brasil. A proposta, ainda em fase de elaboração, já desperta controvérsia e promete reacender discussões sobre cidadania, democracia e o papel dos programas de transferência de renda. Marcos do Val, que recebe um salário mensal de aproximadamente R$ 44 mil como senador, justificou a ideia em falas recentes, sugerindo que o Bolsa Família seria uma forma de “compra de votos” por parte do governo. Ele também afirmou que “a população é que precisa fazer pelo Estado, e não o contrário”, invertendo a lógica tradicional de que o poder público deve servir aos cidadãos. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo, amplamente repercutida nas redes sociais, onde o parlamentar defendeu que benefícios sociais condicionam a liberdade de escolha eleitoral. O Bolsa Família, retomado em 2023 pelo governo Lula após substituir o Auxílio Brasil, atualmente beneficia cerca de 21 milhões de famílias com um valor mínimo de R$ 600 mensais, além de adicionais por criança. Para críticos da proposta, como parlamentares da base governista, a medida de Do Val é um ataque direto à democracia e aos direitos políticos de uma parcela significativa da população, majoritariamente pobre e historicamente excluída. A iniciativa não é a primeira polêmica do senador capixaba, que já protagonizou episódios como a sugestão de que os Estados Unidos “invadissem” o Brasil para “restaurar a democracia” e acusações de tentativa de golpe envolvendo Bolsonaro. Especialistas apontam que, caso o projeto seja formalizado, enfrentará barreiras legais, já que o artigo 14 da Constituição Federal garante o voto como direito universal e obrigatório para brasileiros maiores de 16 anos, sem distinção de renda ou condição social.

Moraes concede prisão domiciliar para mulher que pichou estátua da Justiça no 8 de janeiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar a Débora Rodrigues dos Santos, acusada de pichar a estátua da Justiça durante os atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A decisão, tomada nesta sexta-feira, atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou pela conversão da prisão preventiva em regime domiciliar. Débora, cabeleireira de São Paulo, foi detida após os ataques às sedes dos Três Poderes e ficou conhecida por usar batom para marcar a estátua que simboliza a Justiça, localizada em frente ao STF. Anteriormente, Moraes havia votado por uma pena de 14 anos de prisão em regime inicial fechado, justificando a “periculosidade social” da acusada. No entanto, a nova determinação reflete uma reavaliação do caso, alinhada à manifestação da PGR. A prisão domiciliar representa um abrandamento da medida cautelar, permitindo que Débora cumpra a restrição em sua residência, sob condições que ainda serão detalhadas. A mudança ocorre em meio a debates sobre o tratamento dado aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro, que resultaram em danos a prédios públicos e na prisão de centenas de pessoas. A decisão de Moraes não detalha os motivos específicos para o deferimento, mas segue a linha de pedidos recentes da PGR para revisar penas ou condições de detenção de alguns réus do caso. O julgamento dos atos de 8 de janeiro continua em andamento no STF, com desdobramentos que seguem gerando discussões sobre segurança, democracia e punição no país.

Vereador Galeguinho SPA cobra transparência em empréstimo de R$ 200 milhões para Prefeitura de Feira

Durante sessão na Câmara Municipal, o vereador Galeguinho SPA expressou apoio ao projeto de empréstimo de R$ 200 milhões para o município, mas cobrou transparência na aplicação dos recursos. Ele lembrou que outros financiamentos já foram aprovados pela Casa, mas muitas obras planejadas não foram concluídas, citando exemplos como o Novo Centro e o BRT. O parlamentar destacou a necessidade de priorizar bairros periféricos, que sofrem com a falta de saneamento básico, calçamento e acúmulo de lixo. Ele mencionou áreas como Baraúna, Queimadinha, Gabriela e Feira X, que enfrentam alagamentos recorrentes devido à precariedade da drenagem urbana. Galeguinho reforçou que espera a destinação correta dos recursos, diferente de empréstimos passados que, segundo ele, não trouxeram resultados concretos para a cidade.

Trompetista toca “Tá na Hora do Jair Já Ir Embora” enquanto ex-presidente Jair Bolsonaro comenta, em tom choroso, decisão do Supremo Tribunal Federal que o tornou réu por tentativa de golpe de Estado

Trompetista toca “Tá na Hora do Jair Já Ir Embora” enquanto ex-presidente Jair Bolsonaro comenta, em tom choroso, decisão do Supremo Tribunal Federal que o tornou réu por tentativa de golpe de Estado

Na tarde desta quarta-feira, 26 de março de 2025, um trompetista roubou a cena durante uma entrevista do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na saída do Senado Federal, em Brasília. Enquanto Bolsonaro falava com jornalistas sobre a decisão unânime da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que o tornou réu por tentativa de golpe de Estado, o músico Fabiano Leitão, conhecido como “Trompetista do PT”, começou a tocar a “Marcha Fúnebre” de Chopin, seguida pela canção “Tá na Hora do Jair Já Ir Embora”, um jingle popularizado nas eleições de 2022 por adversários do então presidente. Bolsonaro, visivelmente abalado, comentava em tom emocionado a restrição judicial que o impede de contatar aliados como Valdemar Costa Neto, presidente do PL, quando o som do trompete ecoou do estacionamento próximo. Ele interrompeu a fala, com os olhos marejados, e chegou a esboçar um sorriso ao dizer: “Saudade do meu tempo de quartel, esse toque de corneta”. A entrevista, que durou quase duas horas, abordava o julgamento que o coloca como réu por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa, связанных aos eventos pós-eleição de 2022 e aos atos de 8 de janeiro de 2023. Fabiano, posicionado na calçada do Congresso, continuou a performance até ser abordado por policiais legislativos, que tentaram afastá-lo. Ele justificou o ato como uma celebração da decisão do STF e uma homenagem às vítimas da ditadura militar. A cena, que viralizou rapidamente nas redes sociais, dividiu opiniões: alguns a viram como um protesto criativo, enquanto outros a consideraram um desrespeito. Bolsonaro encerrou a coletiva pouco depois, deixando o local sem responder diretamente à provocação.

João Campos compra livros superfaturados: R$ 1.690 a unidade

João Campos compra livros superfaturados: R$ 1.690 a unidade

A Prefeitura do Recife, sob a gestão de João Campos (PSB), adquiriu livros para professores da rede municipal ao custo de R$ 1.690 por unidade, conforme apontado em um relatório preliminar do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE). O documento, tornado público neste domingo, 23 de março de 2025, estima um sobrepreço superior a R$ 3,3 milhões entre 2023 e 2024, envolvendo materiais didáticos e licenças do programa Mente Inovadora, contratados sem licitação. Enquanto o kit para alunos saiu por R$ 58 cada, o de professores alcançou R$ 3.438, uma diferença que o TCE considera injustificável, apesar de variações discretas no conteúdo. A compra incluiu 300 kits para docentes, com cinco livros e uma jogateca, contra três livros e uma jogateca no kit dos estudantes. Somadas as licenças de uso, que custam R$ 2.602 para professores e R$ 189 para alunos, o valor total por docente chegou a R$ 6.040. O TCE sugere a responsabilização do ex-secretário de Educação Fred Amâncio, que deixou o cargo na semana passada, e da empresa Mind Lab, passível de multa de R$ 1,6 milhão. A prefeitura contesta, alegando que o cálculo do TCE errou ao associar os kits a 300 professores, quando na verdade atendem 300 escolas e mais de 4 mil docentes. O caso, ainda em análise pelo TCE, não foi julgado e já gera repercussão. A gestão Campos afirma que a contratação por inexigibilidade segue a lei e que os valores refletem a exclusividade do material socioemocional fornecido há 12 anos à rede municipal.

Governador Jerônimo Rodrigues renova cúpula da Segurança Pública na Bahia

Governador Jerônimo Rodrigues renova cúpula da Segurança Pública na Bahia

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), confirmou nesta segunda-feira, 24 de março de 2025, uma reformulação na cúpula da Segurança Pública do estado. Em coletiva de imprensa realizada no início da tarde, no Centro de Operações e Inteligência (COI), em Salvador, ele anunciou a substituição dos comandantes da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Civil. As mudanças, que entram em vigor nos próximos dias, ocorrem em meio a um cenário de ajustes estratégicos na gestão da segurança, diante de desafios como o aumento da violência em algumas regiões do estado. O coronel Paulo Coutinho, que liderava a PM-BA desde 2021, deixa o posto de comandante-geral e será substituído pelo coronel Antonio Carlos Silva Magalhães, até então à frente de uma das diretorias regionais da corporação. No Corpo de Bombeiros, o coronel Adson Marchesini dá lugar ao coronel Aloísio Mascarenhas Fernandes, que assume com a missão de reforçar as operações de prevenção e resposta a emergências. Já na Polícia Civil, a delegada-geral Heloísa Brito será sucedida pelo delegado André Viana, atual chefe da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Depin), conhecido por sua experiência em operações especiais. Durante o pronunciamento, Rodrigues agradeceu aos gestores que deixam os cargos, destacando o trabalho realizado, e afirmou que as nomeações seguem critérios técnicos para aprimorar as políticas de segurança. A troca ocorre após meses de especulações sobre possíveis mudanças, intensificadas por episódios de confrontos e pressão por resultados mais expressivos no combate ao crime. As novas lideranças terão o desafio de coordenar ações em áreas críticas, como Salvador e Feira de Santana, onde a presença de facções tem preocupado autoridades.

MBL faz live e ataca Zona Franca de Manaus “Coisa de retardado”

MBL faz live e ataca Zona Franca de Manaus “Coisa de retardado”

O Movimento Brasil Livre (MBL) realizou, nesta quinta-feira, 20 de março de 2025, uma transmissão ao vivo que causou controvérsia ao atacar a Zona Franca de Manaus, modelo econômico baseado em incentivos fiscais na capital do Amazonas. Durante a live, intitulada “Zona Franca de Manaus Precisa Acabar”, membros do grupo, incluindo nomes conhecidos como Ricardo Almeida e Renato Batista, classificaram o projeto como “coisa de retardado” e defenderam sua extinção. A transmissão, exibida no canal oficial do MBL no YouTube, alcançou milhares de espectadores e reacendeu o debate sobre os benefícios e custos do polo industrial para o Brasil. Os participantes argumentaram que a Zona Franca representa uma distorção logística e econômica, destacando que produtos fabricados em Manaus, como eletrônicos e motocicletas, enfrentam altos custos de transporte até os grandes centros consumidores, como São Paulo. Segundo eles, o modelo beneficia apenas uma pequena parcela da população local, concentrando 80% do faturamento em Manaus, enquanto o interior do Amazonas permanece subdesenvolvido. A fala mais contundente veio quando um dos debatedores sugeriu que São Paulo deveria ser priorizado como “a verdadeira zona franca do Brasil”, por sua infraestrutura e proximidade com o mercado consumidor. A live também incluiu críticas aos políticos da região, chamados de “representantes do cuscuz com açaí”, em referência pejorativa à influência do Norte e Nordeste no Congresso. A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) não se manifestou oficialmente até o momento, mas o tema já mobiliza lideranças locais. A transmissão ocorre em um contexto de discussões sobre a reforma tributária, que mantém os incentivos à Zona Franca até 2073, mas enfrenta resistência de setores que questionam sua eficiência.

Moraes cobra dados de Allan dos Santos de X e Meta em nova ofensiva contra foragido nos EUA

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (18) que as empresas X e Meta forneçam à Polícia Federal (PF), em até dez dias, dados e conteúdos de contas associadas ao blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, sob pena de multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. A ordem foi expedida no âmbito de investigações sobre a disseminação de fake news e ataques a instituições democráticas, reforçando a pressão sobre o influenciador, que está foragido nos Estados Unidos desde 2021. A decisão de Moraes exige que a Meta, dona do Instagram, envie dados cadastrais, registros de endereço IP e o conteúdo de postagens dos perfis @allanconta44 e @allanconta45, referentes ao período de 1º de junho de 2024 a 1º de fevereiro de 2025. Já o X, de Elon Musk, deve fornecer o conteúdo das publicações do perfil @allanconta no mesmo intervalo. A medida atende a um pedido da PF que apura a conduta de Santos, acusado de forjar mensagens contra a jornalista Juliana Dal Piva e de integrar uma rede de desinformação ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Allan dos Santos, ex-dono do canal Terça Livre, é alvo de duas ordens de prisão preventiva expedidas por Moraes — uma em outubro de 2021, no inquérito das milícias digitais, e outra em 2024, por ataques a investigadores. Foragido desde que deixou o Brasil com um visto de turista em 2020, ele vive nos EUA, onde busca asilo político, alegando perseguição. Apesar de pedidos de extradição do governo brasileiro, as autoridades americanas não o entregaram, pois os crimes apontados pelo STF, como incitação e difusão de fake news, não têm equivalência direta na legislação dos EUA. A determinação ocorre em um momento delicado para as big techs no Brasil. O X, que já foi multado em R$ 8,1 milhões em fevereiro por descumprir ordens semelhantes, enfrenta tensões com o STF desde o bloqueio da plataforma no país em 2024, resolvido após negociações. A Meta, por sua vez, tem cumprido decisões judiciais, mas ambas as empresas mostram alinhamento crescente com o governo de Donald Trump — Musk, dono do X, assumiu um cargo na administração americana, e Mark Zuckerberg, da Meta, suspendeu checagens de fatos nos EUA. Esse contexto pode influenciar o cumprimento da ordem de Moraes. A ação reacende o embate entre o Judiciário brasileiro e apoiadores de Bolsonaro, com Santos usando redes sociais para desafiar Moraes, como em vídeos onde o provoca dirigindo um Tesla. Enquanto o STF busca coibir suas atividades online, a falta de cooperação dos EUA mantém o blogueiro fora do alcance da Justiça brasileira, intensificando o debate sobre soberania digital e extradição.