71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, mostra Datafolha

71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, mostra Datafolha

71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, mostra Datafolha | NINJAFSA Link copiado! Economia & Trabalho 71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, mostra Datafolha Apoio cresceu 7 pontos percentuais desde dezembro de 2024. Mulheres (77%), jovens de 16 a 24 anos (83%) e eleitores de Lula (82%) lideram o suporte à mudança. PEC tramita no Congresso com prioridade do governo para o primeiro semestre. NF Por Redação NINJAFSA Atualizado em 15 mar. 2026 · Economia WhatsApp X Copiar link Manifestação pelo fim da escala 6×1 em São Paulo. Crédito: Blog do Magno / Reprodução Datafolha — Fim da escala 6×1 3–5 mar. 2026 · 2.004 entrevistados · 137 municípios · Margem de erro: ±2 p.p. 71% favoráveis Favoráveis à redução 71% Contrários 27% Não responderam 3% Evolução do apoio — dez/2024 × mar/2026 Favoráveis — dez/2024 64% Favoráveis — mar/2026 71% Contrários — dez/2024 33% Contrários — mar/2026 27% Apoio por perfil — % favoráveis 👩 Mulheres 77% a favor22% contra 👨 Homens 64% a favor34% contra 🧑 Jovens 16–24 anos 83% a favor16% contra 🧓 60 anos ou mais 55% a favor41% contra 🗳️ Eleitores de Lula (2022) 82% a favor16% contra 🗳️ Eleitores de Bolsonaro (2022) 55% a favor43% contra 💼 Trabalham 6–7 dias/semana 68% a favor31% contra 🏖️ Trabalham até 5 dias/semana 76% a favor22% contra Pesquisa Datafolha realizada entre 3 e 5 de março de 2026. Foram ouvidas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios brasileiros. Margem de erro: ±2 pontos percentuais. Nível de confiança: 95%. Divulgada pela Folha de S.Paulo em 14 de março.  Resumo da matéria — clique para expandir Uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado (14) confirma que sete em cada dez brasileiros querem o fim da escala 6×1. O apoio à redução da jornada máxima de trabalho saltou de 64% em dezembro de 2024 para 71% em março de 2026 — alta de 7 pontos percentuais em três meses. A rejeição caiu de 33% para 27% no mesmo período. O crescimento do apoio é transversal: cobre todos os gêneros, faixas etárias e preferências político-partidárias. Mulheres (77%), jovens de 16 a 24 anos (83%) e eleitores de Lula (82%) lideram. Mesmo entre eleitores de Bolsonaro, a maioria — 55% — é favorável. A proposta em debate no Congresso prevê a substituição da escala 6×1 por uma jornada de 40 horas semanais, em cinco dias, sem redução salarial, o chamado modelo 5×2. Sete em cada dez brasileiros querem trabalhar menos. Essa é, em resumo, a mensagem do mais recente levantamento do Datafolha sobre o fim da escala 6×1, pesquisa divulgada no sábado (14) pela Folha de S.Paulo. Com 71% de aprovação, o apoio à redução da jornada máxima de trabalho atingiu seu maior patamar desde que o tema entrou com força no debate público — em novembro de 2024, quando manifestações tomaram a Avenida Paulista com o empurrão do movimento criado pela influenciadora Rick Azevedo. O dado mais revelador da pesquisa não é o número em si, mas a sua velocidade de crescimento. Em apenas três meses — entre dezembro de 2024 e março de 2026 —, o apoio saltou de 64% para 71%, enquanto a rejeição despencou de 33% para 27%. São sete pontos de diferença em favor da proposta, conquistados em um trimestre em que o tema ainda não avançou concretamente no Congresso. A tendência sugere que, quanto mais o assunto é debatido, mais a população adere à ideia. O perfil de quem apoia a mudança revela um dado politicamente significativo: o apoio é majoritário em todos os grupos — mesmo naqueles historicamente associados a posições mais conservadoras sobre direitos trabalhistas. Entre os eleitores de Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022, 55% são favoráveis ao fim da escala e apenas 43% são contrários. No campo oposto, entre eleitores de Lula, o apoio chega a 82%. A leitura que fica é simples: esse não é um debate partidário. É um debate de quem trabalha muito e descansa pouco. Leia também PEC do fim da escala 6×1: veja em que pé está a votação no Congresso e o que falta para avançar O que muda para o trabalhador com o modelo 5×2: direitos, salário e jornada Empresários contra a escala 5×2: entenda os argumentos do setor produtivo sobre impacto nos custos Um recorte chama atenção pelo aparente paradoxo: quem trabalha seis ou sete dias por semana — ou seja, quem seria o mais direto beneficiário da mudança — apoia menos a medida (68%) do que quem já trabalha até cinco dias (76%). O Datafolha oferece uma explicação: entre os que cumprem jornadas mais longas, há maior proporção de autônomos e empresários, para os quais trabalhar mais dias pode significar ganhar mais. Entre os que já têm escala 5×2, predominam servidores públicos, cuja remuneração não varia com o número de horas trabalhadas. Publicidade A geração mais jovem empurra o debate com mais força. Entre os entrevistados de 16 a 24 anos, 83% são favoráveis ao fim da escala — o maior índice de qualquer faixa etária. Esse dado não é acidental: foi justamente a geração Z que protagonizou o movimento nas redes sociais e nas ruas em 2024, tornando o tema viral antes de ele sequer ser formalmente apresentado ao Congresso. À medida que essa geração envelhece e ocupa mais postos no mercado de trabalho, a pressão política por essa mudança tende a crescer. O recorte de gênero também é expressivo. As mulheres apoiam o fim da escala com mais intensidade do que os homens: 77% contra 64%. A diferença está alinhada com o argumento mais frequentemente usado pelo presidente Lula para justificar a proposta — o de que a redução da jornada beneficiaria especialmente as mulheres, que frequentemente acumulam o emprego com tarefas domésticas e cuidado de filhos, configurando a chamada dupla jornada. “A redução da jornada de trabalho pode beneficiar especialmente as mulheres, que muitas vezes saem do trabalho e ainda têm um segundo turno em casa.”— Presidente Luiz Inácio Lula

Ator Julio Rocha e equipe são abordados pela GCM ao simular assalto em vídeo com a mãe

Ator Julio Rocha e equipe são abordados pela GCM ao simular assalto em vídeo com a mãe

Ator Julio Rocha e equipe são abordados pela GCM ao simular assalto em vídeo | NINJAFSA Link copiado! Entretenimento Ator Julio Rocha e equipe são abordados pela GCM ao simular assalto em vídeo com a mãe Conhecido pela novela Três Graças, da Globo, o artista gravava conteúdo para as redes sociais em São Paulo quando guardas municipais reagiram à encenação. A situação foi controlada após a equipe provar a intenção artística. “Foi por pouco”, contou o ator. NF Por Redação NINJAFSA Atualizado em 13 mar. 2026 · São Paulo (SP) WhatsApp X Copiar link Momento em que a GCM aborda a equipe de Julio Rocha durante a gravação da encenação. Crédito: Metrópoles / Reprodução JR Julio Rocha, 45 anos Ator paulistano com carreira iniciada aos 15 anos. Ficou conhecido por Duas Caras (2007), Fina Estampa e Amor à Vida (2013). Retornou às novelas em 2025 após 11 anos de pausa, interpretando o capanga Edilberto em Três Graças, das 21h da TV Globo, escrita por Aguinaldo Silva. Três Graças (Globo) Duas Caras Fina Estampa Amor à Vida  Resumo da matéria — clique para expandir O ator Julio Rocha, atualmente no elenco de Três Graças (Globo), e sua equipe de produção foram abordados por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de São Paulo após simular um assalto em vídeo para as redes sociais. A encenação envolvia a mãe do ator como “vítima”. Transeuntes que assistiram à gravação acionaram a GCM acreditando ser um assalto real. Os guardas chegaram ao local já durante a cena, causando tensão. A situação foi resolvida pacificamente após a equipe explicar que se tratava de uma produção artística e exibir os equipamentos de gravação. O ator relatou a situação nas redes sociais com bom humor, dizendo que “foi por pouco” e alertando para a necessidade de comunicar previamente as autoridades em gravações de cenas sensíveis em locais públicos. A tarde desta sexta-feira (13) reservou uma cena que nenhum roteirista precisaria inventar: o ator Julio Rocha, conhecido pelo papel do capanga Edilberto na novela Três Graças, da TV Globo, se viu cercado por agentes da Guarda Civil Municipal de São Paulo enquanto gravava — com a própria mãe — uma encenação de assalto para publicar nas redes sociais. O que era conteúdo virou ocorrência. Ou quase. A situação ocorreu em uma rua de São Paulo quando Julio e sua equipe de produção montavam a cena: a mãe do ator seria abordada em uma simulação de roubo, com câmeras posicionadas para capturar a encenação de diferentes ângulos. O que a equipe não previu foi a reação dos passantes. Moradores que assistiram à cena de longe, sem perceber os equipamentos de gravação, acionaram a GCM acreditando estar testemunhando um assalto real. Os guardas chegaram ao local ainda com a cena em andamento. A abordagem foi tensa nos primeiros momentos. Os agentes não tinham como saber, a princípio, que se tratava de uma produção — e agiram conforme o protocolo. Julio e a equipe foram parados, identificados e precisaram explicar a situação, mostrando os equipamentos de filmagem, o roteiro e, provavelmente, o próprio rosto do ator, reconhecível pelo público da novela das nove. A confusão foi desfeita rapidamente e ninguém foi levado à delegacia. Seu navegador não suporta vídeo HTML5. Vídeo da encenação que gerou a abordagem da Guarda Civil Municipal de São Paulo. (Reprodução / NINJAFSA) Leia também Tres Graças: conheça Edilberto, o personagem de Julio Rocha na novela de Aguinaldo Silva Julio Rocha volta às novelas após 11 anos e fala sobre recomeço: “não enferrujei” GCM de SP: quando a abordagem policial vira viral — os casos mais comentados do ano Como a gravação virou abordagem policial Início da tarde Julio Rocha e equipe chegam ao local escolhido em São Paulo e posicionam câmeras para gravar a encenação de assalto. Durante a cena Transeuntes observam o que parece ser um assalto real. Sem perceber os equipamentos de filmagem, acionam a GCM. Abordagem Guardas municipais chegam ao local com a cena ainda em andamento e abordam o ator, a mãe e toda a equipe. Resolução Equipe exibe equipamentos, explica a proposta artística e a situação é resolvida pacificamente. Ninguém é detido. Repercussão Julio Rocha compartilha o episódio nas redes com bom humor, alerta sobre a necessidade de comunicar autoridades e o vídeo viraliza. Publicidade Nas redes sociais, Julio transformou o susto em conteúdo — o que, paradoxalmente, acabou sendo exatamente o que ele pretendia desde o início. O ator contou a história com bom humor, usou a expressão “foi por pouco” para descrever a tensão do momento e, de quebra, deixou um recado implícito para outros criadores de conteúdo: encenações que envolvem ações criminosas em locais públicos precisam de comunicação prévia às autoridades competentes. O conselho é prático — e legal: sem aviso formal, esse tipo de gravação pode ser enquadrada em perturbação da ordem pública ou, dependendo da reação dos envolvidos, em situações mais graves. “Foi por pouco. A gente não avisou a GCM e quase virou um barraco. Fica a lição: em São Paulo, se parecer assalto, vai ter abordagem.”— Julio Rocha, em publicação nas redes sociais após o episódio Julio Rocha está no ar desde outubro de 2025 em Três Graças, novela escrita por Aguinaldo Silva exibida nas 21h da TV Globo. O retorno à emissora encerrou um jejum de 11 anos desde sua última novela, Amor à Vida (2013). Na trama atual, interpreta Edilberto, capanga leal e enigmático do grande vilão Ferette, vivido por Murilo Benício — um personagem que, ironicamente, passa boa parte do tempo simulando ser algo que não é. A vida imita a arte, às vezes com a GCM presente. Publicidade

Vorcaro troca de advogado no mesmo dia em que STF forma maioria pela prisão e abre caminho para delação

Vorcaro troca de advogado no mesmo dia em que STF forma maioria pela prisão e abre caminho para delação

Vorcaro troca de advogado e abre caminho para delação premiada | NINJAFSA Link copiado! Judiciário Vorcaro troca de advogado no mesmo dia em que STF forma maioria pela prisão e abre caminho para delação Pierpaolo Bottini e Roberto Podval saem da defesa; entra José Luís Oliveira Lima, o “Juca”, criminalista com histórico de acordos de delação premiada na Lava Jato. Movimento é lido nos bastidores como sinal de que o dono do Banco Master se prepara para fechar colaboração com a PF. NF Por Redação NINJAFSA Atualizado em 13 mar. 2026 · Brasília (DF) WhatsApp X Copiar link Daniel Vorcaro, fundador e ex-presidente do Banco Master, preso na Penitenciária Federal de Brasília. Crédito: InfoMoney 3×0 Placar no STF pela manutenção da prisão 8 Celulares de Vorcaro em perícia pela PF R$2,2bi Valor ocultado pelo pai do banqueiro, aponta PF Mudança na defesa — o que mudou Saem Pierpaolo Bottini Escritório Bottini & Tamasauskas. Tem entre seus clientes potenciais delatados por Vorcaro, especialmente políticos do Centrão. Subestabeleceu procuração alegando motivos pessoais. Roberto Podval Ainda avalia saída, mas tendência é deixar o caso por ter ligação próxima com o ministro Dias Toffoli, potencial delatado de Vorcaro. Entra José Luís Oliveira Lima (“Juca”) Um dos principais criminalistas do país. Na Lava Jato, fechou acordos de delação premiada. É também advogado de Walter Braga Netto e representou José Dirceu no mensalão. Perfil considerado mais agressivo. Sérgio Leonardo Permanece na equipe de defesa de Vorcaro.  Resumo da matéria — clique para expandir No mesmo dia em que a Segunda Turma do STF formou maioria de 3×0 para manter Daniel Vorcaro preso na Penitenciária Federal de Brasília, o banqueiro dono do Banco Master trocou dois de seus três advogados. Saíram Pierpaolo Bottini e, possivelmente, Roberto Podval — ambos com conflitos de interesse que inviabilizariam a condução de um acordo de delação. Entrou José Luís Oliveira Lima, o “Juca”, criminalista com histórico de fechamento de acordos de colaboração premiada. Nos bastidores, a movimentação é interpretada por fontes do STF e da advocacia criminal como sinal de que Vorcaro prepara uma delação que pode atingir empresários, presidentes de partidos, ministros e políticos do Centrão. A PF já tem 8 celulares do banqueiro em análise pericial. A defesa oficial negou que qualquer tratativa de delação esteja em andamento. O mesmo dia que selou a maioria pela manutenção de sua prisão também marcou uma reviravolta silenciosa na estratégia de Daniel Vorcaro. Na tarde desta sexta-feira (13), enquanto os votos de André Mendonça, Luiz Fux e Kássio Nunes Marques se acumulavam no plenário virtual do STF, o dono do Banco Master promovia uma troca cirúrgica em sua equipe jurídica — movimento que, nos bastidores do Judiciário e da advocacia criminal, tem um único significado possível: o caminho para a delação premiada foi aberto. Pierpaolo Bottini, do escritório Bottini & Tamasauskas, formalizou sua saída subestabelecendo uma procuração para o novo defensor, alegando motivos pessoais. Roberto Podval ainda não assinou formalmente sua saída, mas a tendência, segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil e pelo Metrópoles, é de que ele também deixe o caso. O motivo da saída de ambos é o mesmo que torna sua presença incompatível com um eventual acordo de colaboração: entre os nomes que Vorcaro poderia citar em uma delação estão grandes empresários, presidentes de partidos e políticos influentes — alguns deles clientes dos próprios advogados que estão de saída. Quem assume a linha de frente da defesa é José Luís Oliveira Lima, o “Juca” — um dos criminalistas mais experientes do país em acordos de delação premiada. Na Lava Jato, foi o responsável por fechar colaborações premiadas que mudaram os rumos das investigações. No currículo recente, consta a defesa de Walter Braga Netto, o ex-candidato a vice-presidente de Bolsonaro preso pelas tentativas de golpe de Estado. Antes, representou José Dirceu no processo do mensalão. O perfil é descrito como “mais agressivo” pelos próprios pares — não apenas no sentido combativo, mas no sentido de avançar em estratégias que criminalistas mais tradicionais evitam. Leia também STF forma maioria 3×0 para manter Vorcaro preso — entenda o julgamento Os 8 celulares de Vorcaro: o que a PF encontrou e o que ainda está sendo periciado Quem é “Juca”, o novo advogado de Vorcaro que fechou delações na Lava Jato A motivação atribuída a Vorcaro para considerar a delação é objetiva. Aliados do banqueiro afirmam que ele começou a pesar a possibilidade de colaboração a partir do momento em que entendeu que a prisão colocava em risco não apenas sua liberdade, mas também a de familiares — seu cunhado Fabiano Zettel está preso, e a PF aponta que seu pai, Henrique Vorcaro, ocultou R$ 2,2 bilhões de vítimas do Master em seu nome na gestora Reag. Uma delação poderia, em tese, reduzir o tempo de pena e proteger o avanço das investigações sobre pessoas próximas. Publicidade Nos bastidores, há ainda um detalhe técnico que torna o caso incomum: a possível delação poderia ser negociada diretamente com a Polícia Federal — e não com a Procuradoria-Geral da República. A Lei das Organizações Criminosas prevê essa possibilidade, embora ela seja pouco utilizada. O criminalista Paulo Suzano, ouvido pelo Metrópoles, resumiu o cenário com precisão: “O caso de Vorcaro é muito singular, e um caso tão inédito também deve ter soluções inéditas.” A PF já tem oito celulares do banqueiro em análise pericial — três foram recolhidos no momento da segunda prisão, em 4 de março. Os aparelhos ainda não passaram por perícia técnica completa e devem revelar novas conversas com autoridades dos três poderes. “A pessoa só envereda pela colaboração premiada caso venha a colaborar com investigação e possa trazer, entre outras coisas, a dissolução de alguma organização criminosa.”— Paulo Suzano, advogado criminalista, ao Metrópoles O peso político do que Vorcaro pode revelar é o que torna a situação explosiva. As primeiras extrações de celulares já apontaram contatos com autoridades dos três poderes — incluindo uma mensagem em que o banqueiro, no dia em que foi preso pela primeira vez, em novembro de

STF forma maioria para manter Vorcaro preso em julgamento da Segunda Turma

STF forma maioria para manter Vorcaro preso em julgamento da Segunda Turma

STF forma maioria para manter Vorcaro preso | NINJAFSA Link copiado! Judiciário STF forma maioria para manter Vorcaro preso em julgamento da Segunda Turma Mendonça, Fux e Nunes Marques votaram pela manutenção da prisão preventiva do banqueiro do Banco Master. Gilmar Mendes ainda não votou; Toffoli declarou suspeição e está fora do julgamento. NF Por Redação NINJAFSA Atualizado em 13 mar. 2026 · Brasília (DF) WhatsApp X Copiar link Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, preso pela segunda vez em 4 de março de 2026. Crédito: SAP-SP / EFE Ministros André Mendonça (relator) e Luiz Fux, que votaram pela manutenção da prisão preventiva. Crédito: DGABC Julgamento em andamento — Plenário Virtual · até 20/03/2026 Placar: STF — 2ª Turma referenda prisão de Vorcaro AM André Mendonça Mantém LF Luiz Fux Mantém KN Nunes Marques Mantém GM Gilmar Mendes Pendente DT Dias Toffoli Suspeito 3 × 0 Maioria formada pela manutenção da prisão.Votação segue aberta até 23h59 de 20/03.  Resumo da matéria — clique para expandir A Segunda Turma do STF formou maioria nesta sexta-feira (13) para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, preso pela segunda vez em 4 de março durante a 5ª fase da Operação Compliance Zero. Os ministros André Mendonça (relator), Luiz Fux e Kássio Nunes Marques votaram pela manutenção da medida. Ainda falta o voto do presidente do colegiado, Gilmar Mendes. Dias Toffoli declarou suspeição e não participa do julgamento. Também foram mantidas as prisões preventivas de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e de Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado. A decisão sobre Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, perdeu eficácia em razão de seu falecimento na prisão. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou nesta sexta-feira (13) a maioria necessária para manter Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, atrás das grades. Com votos favoráveis dos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Kássio Nunes Marques, o placar chegou a três a zero pela manutenção da prisão preventiva do banqueiro, preso pela segunda vez no início deste mês. O julgamento ocorre em plenário virtual e a sessão ficará aberta para registro de votos até as 23h59 da próxima sexta-feira (20). Mendonça é o relator do caso na Corte. Ao votar pelo referendo da sua própria decisão monocrática, o ministro sustentou que a prisão preventiva se justifica pela necessidade de garantir a ordem pública, a ordem econômica e o regular andamento das investigações. Segundo o relator, mensagens encontradas em aparelhos de Vorcaro e de seus aliados revelam a existência de um grupo organizado para monitorar e intimidar adversários do banqueiro — batizado internamente de “A Turma”. Entre os registros mais graves citados no processo, constam diálogos em que o empresário teria sugerido a simulação de um assalto contra o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, com o objetivo de violentá-lo e silenciar críticas ao seu conglomerado financeiro. Fux e Nunes Marques seguiram na íntegra o voto do relator, sem apresentar ressalvas. No julgamento em plenário virtual, os ministros depositam seus votos no sistema eletrônico e, muitas vezes, não acompanham justificativas. Ambos têm até o dia 20 para eventualmente alterar suas posições, caso queiram. Falta ainda o pronunciamento de Gilmar Mendes, decano da Corte e presidente da Segunda Turma, que não havia votado até o fechamento desta edição. Leia também Entenda o caso Banco Master: fraudes, bilhões desviados e o esquema investigado pela Polícia Federal Toffoli e o Banco Master: por que o ministro declarou suspeição e o que isso muda no julgamento “Sicário” morto na prisão: quem era Luiz Phillipi Mourão e qual era o seu papel no grupo de Vorcaro A composição reduzida da turma gerou tensão nos dias anteriores ao julgamento. Com Toffoli fora da votação — que declarou suspeição por foro íntimo após a Polícia Federal apontar troca de mensagens entre ele e Vorcaro —, a turma passou a contar com apenas quatro ministros aptos a votar. Esse cenário abria espaço para um eventual empate em dois a dois, situação que, pela Lei 14.386/2024, beneficiaria automaticamente o investigado — o que poderia resultar em prisão domiciliar ou uso de tornozeleira eletrônica no lugar da detenção na Penitenciária Federal de Brasília. Publicidade A defesa de Vorcaro havia alimentado esperança justamente nesse cenário. Com a maioria agora formada, a estratégia perde força. A Procuradoria-Geral da República, sob comando de Paulo Gonet, havia sido contrária à prisão, argumentando que as mensagens que embasaram a decisão de Mendonça eram antigas e que o falecimento do “Sicário” — o operador do grupo — já havia reduzido o risco apontado pelo ministro. Mendonça, por sua vez, criticou a PGR abertamente no texto de seu voto, afirmando lamentar que o órgão não tivesse reconhecido risco imediato no caso. “Existem fortes indícios da existência de grupo destinado a intimidar adversários e a monitorar autoridades, o que revela risco concreto de interferência nas investigações.”— Ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF Além de Vorcaro, a decisão de Mendonça alcançou outros investigados. Fabiano Zettel — empresário, pastor e cunhado do banqueiro, apontado como operador financeiro do grupo —, e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado que teria atuado no esquema, permanecem presos. Apenas a medida relativa a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” — responsável por operacionalizar supostas ameaças e coações contra desafetos de Vorcaro —, perdeu eficácia automaticamente em razão de seu falecimento na prisão, na semana passada. Linha do tempo — Caso Master Fev. 2025 Primeiras fases da Operação Compliance Zero apuram fraudes bilionárias no Banco Master. Fev. 2026 PF aponta troca de mensagens entre Toffoli e Vorcaro. Ministro se afasta do caso; relação vai para Mendonça. 4 mar. 2026 5ª fase da Compliance Zero: Vorcaro é preso pela segunda vez junto de Zettel, “Sicário” e ex-policial federal. 11 mar. 2026 Toffoli declara suspeição formal. STF rejeita pedido de CPI do Banco Master. 13 mar. 2026 Segunda Turma inicia julgamento virtual. Maioria de 3×0 formada pela manutenção da prisão. Gilmar ainda vota. Vorcaro está recolhido na Penitenciária Federal de

Após zerar PIS e Cofins para conter alta, Petrobras anuncia reajuste de R 0,38 no litro do diesel

Após zerar PIS e Cofins para conter alta, Petrobras anuncia reajuste de R 0,38 no litro do diesel

Petrobras anuncia reajuste de R$ 0,38 no litro do diesel | NINJAFSA Link copiado! Economia Após zerar PIS e Cofins para conter alta, Petrobras anuncia reajuste de R 0,38 no litro do diesel Primeiro aumento do combustível em mais de 400 dias passa a valer a partir deste sábado (14). Governo federal zerrou tributos e criou subvenção de R$ 0,32 por litro para amenizar o impacto nos postos, pressionados pela disparada do petróleo no mercado internacional. NF Por Redação NINJAFSA Atualizado em 13 mar. 2026 · Economia WhatsApp X Copiar link Reajuste afeta postos de todo o Brasil. Crédito: VTV News Governo anunciou pacote de medidas para conter impacto. Crédito: Brasil 247 R$ 0,38 Reajuste por litro nas distribuidoras R$ 3,65 Novo preço médio do diesel A +400 dias Desde o último aumento pelo estatal  Resumo da matéria — clique para expandir A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) um reajuste de R$ 0,38 por litro no preço do diesel A vendido às distribuidoras, com vigência a partir de sábado (14). O ajuste de 11,6% é o primeiro aumento em mais de 400 dias e ocorre após a disparada do petróleo no mercado internacional, provocada pelo agravamento da guerra no Oriente Médio — o barril Brent saltou de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100 no início de março. Para amenizar o impacto nos postos, o governo federal zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel (redução equivalente a R$ 0,32 por litro) e criou um programa de subvenção econômica de R$ 0,32 por litro via MP 1.340/2026. A Petrobras também aprovou adesão ao programa. A gasolina não foi reajustada. A conta do petróleo caro chegou ao bolso do brasileiro. A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) o primeiro aumento no preço do diesel em mais de 400 dias: o reajuste de R$ 0,38 por litro — equivalente a 11,6% — passa a valer a partir deste sábado (14) para as distribuidoras em todo o Brasil. A decisão foi tomada após reunião da presidente da companhia, Magda Chambriard, com os diretores Financeiro e de Comercialização e Logística, seguindo os ritos de governança da estatal. O gatilho para o reajuste foi a escalada brutal do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent, referência global para precificação de combustíveis, disparou de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100 no início de março, impulsionado pelo agravamento do conflito no Oriente Médio e pela redução do tráfego de navios no Estreito de Ormuz — canal por onde passa aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Com a defasagem acumulada frente às cotações internacionais, a Petrobras não tinha mais como segurar o reajuste sem prejudicar o equilíbrio financeiro da empresa. Com o ajuste, o preço médio do diesel A — combustível puro, antes da mistura obrigatória — vendido às distribuidoras passa de R$ 3,27 para R$ 3,65 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A com 15% de biodiesel que forma o diesel B — o produto que chega nos postos —, o impacto estimado ao consumidor final é de R$ 0,32 por litro. A participação da Petrobras no preço final do diesel B nos postos passará a ser, em média, de R$ 3,10 por litro. Leia também Guerra no Oriente Médio e Estreito de Ormuz: entenda por que o conflito afeta o seu bolso na bomba PIS e Cofins zerados: o que muda na prática para o preço do diesel nos postos a partir de agora Inflação e combustíveis: economistas explicam o risco da alta do diesel para o IPCA em 2026 Para tentar amortecer o impacto nos postos, o governo federal agiu na véspera. Na quinta-feira (12), o presidente Lula assinou um pacote de medidas emergenciais: zerou as alíquotas de PIS e Cofins incidentes sobre a comercialização do diesel por meio do Decreto 12.875 — alívio tributário estimado em R$ 0,32 por litro —, e publicou a Medida Provisória 1.340/2026, que cria um programa de subvenção econômica de R$ 0,32 por litro pago às empresas produtoras e importadoras de diesel. O pacote inclui ainda a taxação da exportação de petróleo para estimular o refino interno e a obrigação de os postos sinalizarem ao consumidor a redução de tributos nos preços. Impacto do reajuste — composição de preços Item Valor por litro Efeito Reajuste Petrobras (diesel A) + R$ 0,38 Aumento Impacto no diesel B (mistura 85/15) + R$ 0,32 Aumento ao consumidor Zeragem PIS/Cofins (Decreto 12.875) − R$ 0,32 Redução tributária Subvenção econômica (MP 1.340/2026) − R$ 0,32 Subsídio a produtores Novo preço médio diesel A (distribuidoras) R$ 3,65/litro — Publicidade O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a adesão ao programa de subvenção, embora a assinatura formal do termo ainda dependa da publicação das regras operacionais pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que deverá definir o preço de referência para operacionalização do benefício. Combinando o reajuste com o eventual recebimento da subvenção, o impacto financeiro para a estatal pode chegar a R$ 0,70 por litro — valor que a empresa considera mais adequado para cobrir a defasagem acumulada frente ao mercado externo. “Não iremos fazer nenhuma intervenção numa empresa de capital aberto como a Petrobras. É natural que haja conversas sobre reajuste neste momento.”— Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia A Petrobras fez questão de contextualizar o reajuste dentro de um horizonte maior. Segundo a empresa, o último aumento havia ocorrido em fevereiro de 2025 — há mais de 400 dias — e a última movimentação de qualquer natureza nos preços do diesel havia sido uma redução realizada em maio de 2025. Desde dezembro de 2022, mesmo com este reajuste, o diesel A acumula queda de R$ 0,84 por litro nas distribuidoras, equivalente a uma redução de 29,6% considerando a inflação do período. Os preços da gasolina e dos demais combustíveis não foram alterados neste momento. A cadeia de impactos tende a ser ampla. O diesel é o principal combustível do transporte de cargas no Brasil

Policial civil aposentado morre após reagir a assalto em zona rural de Santo Estêvão

Policial civil aposentado morre após reagir a assalto em zona rural de Santo Estêvão

Policial civil aposentado morre após reagir a assalto em zona rural de Santo Estêvão | NINJAFSA Link copiado! Segurança Pública Policial civil aposentado morre após reagir a assalto em zona rural de Santo Estêvão Antenor dos Santos Evangelista foi baleado ao tentar impedir o roubo de sua motocicleta na Fazenda Várzea Nova. Suspeitos fugiram com o veículo; caso é registrado como latrocínio. NF Por Redação NINJAFSA Atualizado em 13 mar. 2026 · Santo Estêvão (BA) WhatsApp X Copiar link Delegacia Territorial responsável pelas investigações do caso. Crédito: Central de Polícia / Ola Bahia  Resumo da matéria — clique para expandir Um policial civil aposentado identificado como Antenor dos Santos Evangelista foi morto a tiros na manhã desta sexta-feira (13) ao reagir a uma tentativa de assalto na Fazenda Várzea Nova, zona rural de Santo Estêvão, no centro-norte baiano. O crime ocorreu por volta das 7h29. Os suspeitos fugiram levando a motocicleta da vítima. Policiais militares chegaram ao local e encontraram Antenor sem sinais vitais. O caso foi registrado como latrocínio — roubo seguido de morte — e será investigado pela Delegacia Territorial de Santo Estêvão. Uma manhã de trabalho terminou em tragédia para a família de Antenor dos Santos Evangelista, policial civil aposentado que perdeu a vida na manhã desta sexta-feira (13) após reagir a uma tentativa de roubo na zona rural de Santo Estêvão, município localizado no centro-norte da Bahia, a cerca de 140 quilômetros de Feira de Santana. A vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo e morreu no local do crime. De acordo com as informações repassadas ao Centro Integrado de Comunicações (Cicom), foi o próprio filho de Antenor quem acionou os serviços de emergência. Ele relatou que o pai havia sido abordado por criminosos armados nas proximidades de um parque de vaquejada na Fazenda Várzea Nova e que, ao tentar se defender, acabou atingido pelo disparo. O horário registrado do acionamento foi por volta das 7h29. Policiais militares deslocaram imediatamente para a fazenda e encontraram Antenor caído, já sem sinais vitais. Não houve tempo para socorro. Os suspeitos, cujo número não foi confirmado até o fechamento desta matéria, conseguiram fugir levando a motocicleta que pertencia à vítima — o bem que estava sendo disputado no momento do confronto. Leia também Onda de violência no campo: crimes contra moradores da zona rural da Bahia aumentam em 2026 Santo Estêvão registra três latrocínios em menos de seis meses; polícia reforça patrulhamento Bahia: famílias de policiais mortos em serviço cobram ampliação do seguro de vida da categoria O caso foi registrado formalmente como latrocínio — a tipificação penal para roubo seguido de morte —, com boletim de ocorrência lavrado na Delegacia Territorial de Santo Estêvão, que assumiu as investigações. A autoridade policial responsável pelo caso deve ouvir testemunhas, analisar imagens de câmeras da região e realizar perícias para tentar reconstituir com precisão os momentos que antecederam o crime. Publicidade A morte de Antenor acende um alerta sobre a segurança em zonas rurais da Bahia, regiões que historicamente enfrentam maior dificuldade de patrulhamento preventivo em razão das distâncias e da capilaridade do território. Crimes como roubos de motocicletas e veículos têm crescido em estradas vicinais e fazendas do interior baiano, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do estado. A escolha de uma vítima que era agente da lei aposentada ressalta a ousadia dos criminosos e o desafio enfrentado pelas autoridades na contenção desse tipo de delito. “A morte de um agente de segurança representa um luto que atinge não só a família, mas cada cidadão que enxerga na Polícia um escudo de proteção.”— Associação dos Profissionais da Segurança Pública Até o momento, nenhum suspeito foi preso. A Delegacia Territorial de Santo Estêvão não divulgou detalhes sobre possíveis pistas ou o perfil dos criminosos. A reportagem do NINJAFSA tenta contato com a assessoria da Polícia Civil da Bahia para obter atualização sobre o andamento das buscas e o prazo das investigações — esta matéria será atualizada assim que houver retorno oficial. O caso chega dias depois de outra notícia que sacudiu a segurança pública regional: na última semana, um policial militar foi morto em confronto com suspeitos no interior do estado. A sequência de episódios trágicos envolvendo membros das forças de segurança tem gerado apelos de entidades da categoria por melhores condições de trabalho, maior efetivo nas regiões do interior e revisão dos protocolos de resposta a ocorrências em áreas rurais. Publicidade

Itamaraty revoga visto de assessor de Trump que visitaria Bolsonaro na cadeia

Itamaraty revoga visto de assessor de Trump que visitaria Bolsonaro na cadeia

Itamaraty revoga visto de assessor de Trump que visitaria Bolsonaro na cadeia | NINJAFSA Link copiado! Política Itamaraty revoga visto de assessor de Trump que visitaria Bolsonaro na cadeia Darren Beattie, assessor sênior do governo norte-americano, teve acesso negado ao ex-presidente preso na Papudinha após o Ministério das Relações Exteriores apontar risco de ingerência estrangeira em ano eleitoral. NF Por Redação NINJAFSA Atualizado em 13 mar. 2026 WhatsApp X Copiar link Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado dos EUA para políticas relacionadas ao Brasil. Crédito: SIPA USA / Reuters  Resumo da matéria — clique para expandir O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) revogou o visto de Darren Beattie, assessor sênior do governo Trump designado para políticas sobre o Brasil. Beattie obteve o documento para participar de um evento sobre minerais críticos em São Paulo, mas pretendia visitar Jair Bolsonaro na Papudinha. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, que havia autorizado a visita inicialmente, voltou atrás após o Itamaraty alertar que o encontro poderia configurar indevida ingerência estrangeira em assuntos internos do Brasil, especialmente em ano eleitoral. O presidente Lula também declarou que proibiu a entrada de Beattie no país como medida de reciprocidade, enquanto os EUA mantêm bloqueio ao visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O Ministério das Relações Exteriores brasileiro deu um passo incomum nesta sexta-feira (13): revogou o visto de entrada de Darren Beattie, assessor sênior do governo do presidente norte-americano Donald Trump para temas relacionados ao Brasil. O movimento ocorreu depois que o próprio ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconsiderou uma autorização que ele mesmo havia concedido dias antes, impedindo o encontro entre o americano e o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília. A defesa de Bolsonaro havia encaminhado ao STF, em 10 de março, uma solicitação formal para que Beattie pudesse visitar o ex-presidente. Em um primeiro momento, Moraes aceitou o pedido, mas fixou uma data distinta da pedida pelos advogados — o dia 18 de março, dentro do calendário regular de visitas do presídio. A defesa recorreu, pedindo a antecipação para os dias 16 ou 17, alegando que Beattie estaria em São Paulo na data originalmente marcada para participar do Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos. Foi justamente esse fórum que virou o centro do problema diplomático. O Itamaraty informou ao STF que o visto de Beattie havia sido concedido exclusivamente para o evento técnico em São Paulo, sem nenhuma menção à intenção de visitar Bolsonaro na prisão. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o pedido de visto foi encaminhado pelo Departamento de Estado dos EUA ao Consulado-Geral do Brasil em Washington no dia 6 de março — quatro dias antes de a defesa de Bolsonaro protocolar o pedido de visita ao STF. Leia também Bolsonaro completa 60 dias preso: como está a rotina do ex-presidente na Papudinha Brasil e EUA travam guerra de vistos: quem está bloqueado e o que está em jogo Eduardo Bolsonaro e o exílio nos EUA: o papel do deputado na articulação trumpista O chanceler Mauro Vieira assinou o ofício enviado ao STF no qual o governo brasileiro expressa que “a visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-Presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”. O argumento foi aceito por Moraes, que revogou a autorização citando o princípio da não-intervenção — norma presente tanto na Carta da Organização dos Estados Americanos quanto na Constituição Federal brasileira. Publicidade Na decisão revisada, o ministro foi enfático: “A realização da visita de Darren Beattie não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro, além de não ter sido comunicada, previamente, às autoridades diplomáticas brasileiras.” Para Moraes, isso por si só já seria suficiente para justificar a reanálise do visto concedido. “Aquele cara americano que disse que vinha pra cá visitar o Jair Bolsonaro foi proibido de visitar. E eu o proibo de vir ao Brasil enquanto não liberarem os vistos do meu ministro da Saúde.” — Presidente Luiz Inácio Lula da Silva O presidente Lula foi além. Em evento realizado no Rio de Janeiro, declarou publicamente que revogou pessoalmente a entrada de Beattie no território nacional como medida de reciprocidade. O argumento presidencial está diretamente ligado ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos vistos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de sua esposa e de sua filha de 10 anos. O documento de Padilha não foi revogado formalmente — já estava vencido —, mas o governo americano não renovou o acesso. Beattie é uma figura bem conhecida no universo da direita internacional. Nomeado por Trump como assessor sênior do Departamento de Estado para políticas relacionadas ao Brasil, ele mantém vínculos estreitos com o clã Bolsonaro, especialmente com o deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde que o pai foi preso. Beattie já criticou publicamente Alexandre de Moraes e o governo Lula em diversas ocasiões, o que tornava o encontro na Papudinha ainda mais sensível do ponto de vista político. O Itamaraty formalizou a revogação do visto em comunicado oficial, afirmando que a medida se baseia em “omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington”. O ministério acrescentou que se trata de “princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional” — o mesmo princípio adotado pelo governo dos Estados Unidos ao bloquear vistos de brasileiros. A Embaixada dos EUA em Brasília só solicitou reuniões formais para Beattie na capital federal depois que Moraes pediu informações ao Itamaraty, o que reforçou a percepção do governo brasileiro de que a visita à Papudinha era o objetivo real da viagem, e não mero apêndice de uma agenda técnica. Por ora, o governo brasileiro acredita que o episódio não deve provocar um tensionamento grave nas relações diplomáticas entre os dois países, mas o desfecho final dependerá da reação oficial de Washington. Publicidade © 2026

Moraes volta atrás e nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro na cadeia

Moraes volta atrás e nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro na cadeia

Moraes volta atrás e nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro na cadeia POLÍTICA / JUSTIÇA Moraes volta atrás e nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro na cadeia O ministro do STF reconsiderou a autorização inicial após novos relatórios da Polícia Federal, elevando a tensão política e diplomática em torno da prisão do ex-presidente. Por Redação NINJAFSAAtualizado recentemente O recuo do STF gerou forte indignação entre aliados de Bolsonaro. (Foto: Reprodução) O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, recuou da sua própria decisão nesta semana e vetou a visita de um assessor especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra preso. A visita do emissário norte-americano havia sido inicialmente autorizada nos últimos dias, sendo interpretada nos bastidores como um forte gesto de apoio político internacional da nova administração de Washington ao ex-mandatário brasileiro. O recuo de Moraes ocorreu após a análise de novos relatórios de segurança e de inteligência submetidos pela Polícia Federal (PF). Segundo a corporação, o encontro de Bolsonaro com um representante de alto escalão de um governo estrangeiro, nas atuais circunstâncias da sua prisão, poderia configurar riscos ao andamento das investigações e abrir espaço para articulações políticas não supervisionadas. Publicidade A decisão de proibir o encontro gerou uma onda imediata de indignação entre os parlamentares da oposição e advogados do ex-presidente. A defesa de Jair Bolsonaro classificou a medida como arbitrária, argumentando que a proibição viola as prerrogativas de visitação e o direito de contato com entidades internacionais e representantes diplomáticos. Leia Também Moraes nega prisão domiciliar a Jair Bolsonaro em decisão monocrática no STF Lula e Flávio Bolsonaro empatam no 2º turno em nova pesquisa eleitoral O episódio promete elevar ainda mais a temperatura não apenas em Brasília, mas também nas relações diplomáticas do Brasil com os Estados Unidos. Aliados do ex-presidente afirmam que levarão o caso aos organismos internacionais de direitos humanos, acusando o judiciário brasileiro de aplicar um isolamento excessivo a Bolsonaro. A defesa informou que vai recorrer da decisão do relator diretamente ao plenário do STF, na expectativa de que os demais ministros revertam o veto imposto e autorizem o encontro com o emissário de Trump nos próximos dias. Publicidade

MP junto ao TCU pede afastamento de presidente do IBGE por manipulação de dados e pesquisas

MP junto ao TCU pede afastamento de presidente do IBGE por manipulação de dados e pesquisas

MP junto ao TCU pede afastamento de presidente do IBGE por manipulação de dados e pesquisas POLÍTICA / ECONOMIA MP junto ao TCU pede afastamento de presidente do IBGE por manipulação de dados e pesquisas A representação aponta possíveis interferências políticas e metodológicas nos levantamentos oficiais do país, o que poderia comprometer severamente a credibilidade da instituição no cenário nacional e internacional. Por Redação NINJAFSAAtualizado recentemente A atuação da presidência do instituto está a ser alvo de intenso escrutínio pelo Tribunal de Contas da União. (Foto: Reprodução) O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) protocolou uma representação contundente exigindo o afastamento cautelar e imediato do atual presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A ação baseia-se em graves denúncias de que a cúpula da instituição estaria a promover a manipulação deliberada de dados e a alterar metodologias históricas de pesquisas socioeconômicas para, alegadamente, favorecer narrativas do atual governo federal. O procurador responsável alertou que a interferência política nas estatísticas oficiais pode causar danos irreparáveis à credibilidade do Brasil, afetando desde a formulação de políticas públicas até a atração de investimentos estrangeiros que dependem de dados transparentes e fidedignos. Publicidade Nas últimas semanas, o IBGE tem sido palco de intensos atritos internos. Servidores de carreira e técnicos do instituto já haviam manifestado descontentamento com as recentes mudanças nos calendários de divulgação e na forma de apuração de indicadores cruciais, como os do mercado de trabalho e da inflação, apontando para um possível aparelhamento ideológico da autarquia. Leia Também Com apoio do governo, Senado aprova criação de novos cargos no Executivo com impacto de R$ 5,3 bilhões Lula e Flávio Bolsonaro empatam no 2º turno em nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg A representação do MPTCU é vista como um movimento jurídico robusto para proteger a autonomia técnica do instituto. O pedido argumenta que a permanência do atual presidente durante as investigações pode comprometer a recolha de provas e intimidar os servidores dispostos a testemunhar sobre as alterações metodológicas em curso. O pedido de afastamento cautelar será agora analisado por um ministro relator no TCU, que decidirá se concede a medida liminar enquanto o tribunal realiza auditorias profundas sobre as denúncias de adulteração nos dados da pesquisa. Publicidade

Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo

Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo

Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo ECONOMIA / GOVERNO FEDERAL Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo Ação emergencial visa mitigar os impactos da disparada do barril no mercado internacional devido à crise no Oriente Médio e evitar o encarecimento de fretes e alimentos. Por Redação NINJAFSA Atualizado recentemente O presidente Lula assinou a medida para tentar travar a escalada de preços nas bombas de combustível. (Foto: Agência Brasil/EBC) Resumo da Matéria O Governo Federal decidiu intervir ativamente para travar o aumento dos combustíveis. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma medida provisória que zera a alíquota dos impostos federais (PIS e COFINS) sobre o diesel e cria um subsídio direto. O objetivo é proteger os caminhoneiros e evitar que a alta do petróleo, provocada pelas recentes tensões militares envolvendo o Irã, se converta numa inflação descontrolada nos supermercados. O governo federal decidiu intervir de forma contundente para evitar um choque inflacionário no país. Em resposta à escalada vertiginosa do barril de petróleo no mercado externo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a isenção total e temporária dos impostos federais (PIS e COFINS) sobre o óleo diesel, além da criação de um programa de subsídio direto para amortecer os repasses nas refinarias. A medida de urgência surge na esteira do agravamento da crise militar no Oriente Médio. Após a morte do líder supremo do Irã em uma operação conjunta entre EUA e Israel, as incertezas em torno da navegação e do fornecimento de energia no Golfo Pérsico provocaram uma disparada imediata no custo internacional do petróleo, pressionando os preços praticados pela Petrobras. Publicidade Efeito dominó evitado A preocupação primária do Palácio do Planalto recai sobre a malha logística brasileira. Como o país depende essencialmente do transporte rodoviário, qualquer aumento expressivo no valor do diesel gera um perigoso “efeito dominó”. Quando o frete fica mais caro, os preços dos alimentos, materiais de construção, e passagens de transporte público disparam na mesma proporção, atingindo diretamente o bolso das famílias. Não podemos permitir que uma crise bélica do outro lado do mundo tire a comida da mesa do trabalhador brasileiro. O Estado vai atuar com firmeza para garantir a estabilidade do preço do frete, proteger os nossos caminhoneiros e blindar a nossa economia de um choque externo desproporcional. Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República O pacote económico adotado tem caráter provisório e, segundo o Ministério de Minas e Energia, as cotações serão monitorizadas diariamente para avaliar a necessidade de prolongar ou suspender o subsídio. Nos bastidores, o desafio principal agora está nas mãos do Ministério da Fazenda. Continue a Ler Guerra no Irã já começa a impactar preço dos combustíveis no país Ali Khamenei, líder supremo do Irã, é morto em ação dos EUA e Israel A equipa liderada pelo ministro Fernando Haddad trabalha a contra-relógio para calcular e encontrar fontes de receita alternativas que compensem a perda bilionária de arrecadação causada por esta isenção, com vista a manter as metas fiscais aprovadas para o orçamento de 2026. Publicidade Link copiado para a área de transferência!