71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, mostra Datafolha

71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, mostra Datafolha | NINJAFSA Link copiado! Economia & Trabalho 71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, mostra Datafolha Apoio cresceu 7 pontos percentuais desde dezembro de 2024. Mulheres (77%), jovens de 16 a 24 anos (83%) e eleitores de Lula (82%) lideram o suporte à mudança. PEC tramita no Congresso com prioridade do governo para o primeiro semestre. NF Por Redação NINJAFSA Atualizado em 15 mar. 2026 · Economia WhatsApp X Copiar link Manifestação pelo fim da escala 6×1 em São Paulo. Crédito: Blog do Magno / Reprodução Datafolha — Fim da escala 6×1 3–5 mar. 2026 · 2.004 entrevistados · 137 municípios · Margem de erro: ±2 p.p. 71% favoráveis Favoráveis à redução 71% Contrários 27% Não responderam 3% Evolução do apoio — dez/2024 × mar/2026 Favoráveis — dez/2024 64% Favoráveis — mar/2026 71% Contrários — dez/2024 33% Contrários — mar/2026 27% Apoio por perfil — % favoráveis 👩 Mulheres 77% a favor22% contra 👨 Homens 64% a favor34% contra 🧑 Jovens 16–24 anos 83% a favor16% contra 🧓 60 anos ou mais 55% a favor41% contra 🗳️ Eleitores de Lula (2022) 82% a favor16% contra 🗳️ Eleitores de Bolsonaro (2022) 55% a favor43% contra 💼 Trabalham 6–7 dias/semana 68% a favor31% contra 🏖️ Trabalham até 5 dias/semana 76% a favor22% contra Pesquisa Datafolha realizada entre 3 e 5 de março de 2026. Foram ouvidas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios brasileiros. Margem de erro: ±2 pontos percentuais. Nível de confiança: 95%. Divulgada pela Folha de S.Paulo em 14 de março. Resumo da matéria — clique para expandir Uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado (14) confirma que sete em cada dez brasileiros querem o fim da escala 6×1. O apoio à redução da jornada máxima de trabalho saltou de 64% em dezembro de 2024 para 71% em março de 2026 — alta de 7 pontos percentuais em três meses. A rejeição caiu de 33% para 27% no mesmo período. O crescimento do apoio é transversal: cobre todos os gêneros, faixas etárias e preferências político-partidárias. Mulheres (77%), jovens de 16 a 24 anos (83%) e eleitores de Lula (82%) lideram. Mesmo entre eleitores de Bolsonaro, a maioria — 55% — é favorável. A proposta em debate no Congresso prevê a substituição da escala 6×1 por uma jornada de 40 horas semanais, em cinco dias, sem redução salarial, o chamado modelo 5×2. Sete em cada dez brasileiros querem trabalhar menos. Essa é, em resumo, a mensagem do mais recente levantamento do Datafolha sobre o fim da escala 6×1, pesquisa divulgada no sábado (14) pela Folha de S.Paulo. Com 71% de aprovação, o apoio à redução da jornada máxima de trabalho atingiu seu maior patamar desde que o tema entrou com força no debate público — em novembro de 2024, quando manifestações tomaram a Avenida Paulista com o empurrão do movimento criado pela influenciadora Rick Azevedo. O dado mais revelador da pesquisa não é o número em si, mas a sua velocidade de crescimento. Em apenas três meses — entre dezembro de 2024 e março de 2026 —, o apoio saltou de 64% para 71%, enquanto a rejeição despencou de 33% para 27%. São sete pontos de diferença em favor da proposta, conquistados em um trimestre em que o tema ainda não avançou concretamente no Congresso. A tendência sugere que, quanto mais o assunto é debatido, mais a população adere à ideia. O perfil de quem apoia a mudança revela um dado politicamente significativo: o apoio é majoritário em todos os grupos — mesmo naqueles historicamente associados a posições mais conservadoras sobre direitos trabalhistas. Entre os eleitores de Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022, 55% são favoráveis ao fim da escala e apenas 43% são contrários. No campo oposto, entre eleitores de Lula, o apoio chega a 82%. A leitura que fica é simples: esse não é um debate partidário. É um debate de quem trabalha muito e descansa pouco. Leia também PEC do fim da escala 6×1: veja em que pé está a votação no Congresso e o que falta para avançar O que muda para o trabalhador com o modelo 5×2: direitos, salário e jornada Empresários contra a escala 5×2: entenda os argumentos do setor produtivo sobre impacto nos custos Um recorte chama atenção pelo aparente paradoxo: quem trabalha seis ou sete dias por semana — ou seja, quem seria o mais direto beneficiário da mudança — apoia menos a medida (68%) do que quem já trabalha até cinco dias (76%). O Datafolha oferece uma explicação: entre os que cumprem jornadas mais longas, há maior proporção de autônomos e empresários, para os quais trabalhar mais dias pode significar ganhar mais. Entre os que já têm escala 5×2, predominam servidores públicos, cuja remuneração não varia com o número de horas trabalhadas. Publicidade A geração mais jovem empurra o debate com mais força. Entre os entrevistados de 16 a 24 anos, 83% são favoráveis ao fim da escala — o maior índice de qualquer faixa etária. Esse dado não é acidental: foi justamente a geração Z que protagonizou o movimento nas redes sociais e nas ruas em 2024, tornando o tema viral antes de ele sequer ser formalmente apresentado ao Congresso. À medida que essa geração envelhece e ocupa mais postos no mercado de trabalho, a pressão política por essa mudança tende a crescer. O recorte de gênero também é expressivo. As mulheres apoiam o fim da escala com mais intensidade do que os homens: 77% contra 64%. A diferença está alinhada com o argumento mais frequentemente usado pelo presidente Lula para justificar a proposta — o de que a redução da jornada beneficiaria especialmente as mulheres, que frequentemente acumulam o emprego com tarefas domésticas e cuidado de filhos, configurando a chamada dupla jornada. “A redução da jornada de trabalho pode beneficiar especialmente as mulheres, que muitas vezes saem do trabalho e ainda têm um segundo turno em casa.”— Presidente Luiz Inácio Lula
Ator Julio Rocha e equipe são abordados pela GCM ao simular assalto em vídeo com a mãe

Ator Julio Rocha e equipe são abordados pela GCM ao simular assalto em vídeo | NINJAFSA Link copiado! Entretenimento Ator Julio Rocha e equipe são abordados pela GCM ao simular assalto em vídeo com a mãe Conhecido pela novela Três Graças, da Globo, o artista gravava conteúdo para as redes sociais em São Paulo quando guardas municipais reagiram à encenação. A situação foi controlada após a equipe provar a intenção artística. “Foi por pouco”, contou o ator. NF Por Redação NINJAFSA Atualizado em 13 mar. 2026 · São Paulo (SP) WhatsApp X Copiar link Momento em que a GCM aborda a equipe de Julio Rocha durante a gravação da encenação. Crédito: Metrópoles / Reprodução JR Julio Rocha, 45 anos Ator paulistano com carreira iniciada aos 15 anos. Ficou conhecido por Duas Caras (2007), Fina Estampa e Amor à Vida (2013). Retornou às novelas em 2025 após 11 anos de pausa, interpretando o capanga Edilberto em Três Graças, das 21h da TV Globo, escrita por Aguinaldo Silva. Três Graças (Globo) Duas Caras Fina Estampa Amor à Vida Resumo da matéria — clique para expandir O ator Julio Rocha, atualmente no elenco de Três Graças (Globo), e sua equipe de produção foram abordados por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de São Paulo após simular um assalto em vídeo para as redes sociais. A encenação envolvia a mãe do ator como “vítima”. Transeuntes que assistiram à gravação acionaram a GCM acreditando ser um assalto real. Os guardas chegaram ao local já durante a cena, causando tensão. A situação foi resolvida pacificamente após a equipe explicar que se tratava de uma produção artística e exibir os equipamentos de gravação. O ator relatou a situação nas redes sociais com bom humor, dizendo que “foi por pouco” e alertando para a necessidade de comunicar previamente as autoridades em gravações de cenas sensíveis em locais públicos. A tarde desta sexta-feira (13) reservou uma cena que nenhum roteirista precisaria inventar: o ator Julio Rocha, conhecido pelo papel do capanga Edilberto na novela Três Graças, da TV Globo, se viu cercado por agentes da Guarda Civil Municipal de São Paulo enquanto gravava — com a própria mãe — uma encenação de assalto para publicar nas redes sociais. O que era conteúdo virou ocorrência. Ou quase. A situação ocorreu em uma rua de São Paulo quando Julio e sua equipe de produção montavam a cena: a mãe do ator seria abordada em uma simulação de roubo, com câmeras posicionadas para capturar a encenação de diferentes ângulos. O que a equipe não previu foi a reação dos passantes. Moradores que assistiram à cena de longe, sem perceber os equipamentos de gravação, acionaram a GCM acreditando estar testemunhando um assalto real. Os guardas chegaram ao local ainda com a cena em andamento. A abordagem foi tensa nos primeiros momentos. Os agentes não tinham como saber, a princípio, que se tratava de uma produção — e agiram conforme o protocolo. Julio e a equipe foram parados, identificados e precisaram explicar a situação, mostrando os equipamentos de filmagem, o roteiro e, provavelmente, o próprio rosto do ator, reconhecível pelo público da novela das nove. A confusão foi desfeita rapidamente e ninguém foi levado à delegacia. Seu navegador não suporta vídeo HTML5. Vídeo da encenação que gerou a abordagem da Guarda Civil Municipal de São Paulo. (Reprodução / NINJAFSA) Leia também Tres Graças: conheça Edilberto, o personagem de Julio Rocha na novela de Aguinaldo Silva Julio Rocha volta às novelas após 11 anos e fala sobre recomeço: “não enferrujei” GCM de SP: quando a abordagem policial vira viral — os casos mais comentados do ano Como a gravação virou abordagem policial Início da tarde Julio Rocha e equipe chegam ao local escolhido em São Paulo e posicionam câmeras para gravar a encenação de assalto. Durante a cena Transeuntes observam o que parece ser um assalto real. Sem perceber os equipamentos de filmagem, acionam a GCM. Abordagem Guardas municipais chegam ao local com a cena ainda em andamento e abordam o ator, a mãe e toda a equipe. Resolução Equipe exibe equipamentos, explica a proposta artística e a situação é resolvida pacificamente. Ninguém é detido. Repercussão Julio Rocha compartilha o episódio nas redes com bom humor, alerta sobre a necessidade de comunicar autoridades e o vídeo viraliza. Publicidade Nas redes sociais, Julio transformou o susto em conteúdo — o que, paradoxalmente, acabou sendo exatamente o que ele pretendia desde o início. O ator contou a história com bom humor, usou a expressão “foi por pouco” para descrever a tensão do momento e, de quebra, deixou um recado implícito para outros criadores de conteúdo: encenações que envolvem ações criminosas em locais públicos precisam de comunicação prévia às autoridades competentes. O conselho é prático — e legal: sem aviso formal, esse tipo de gravação pode ser enquadrada em perturbação da ordem pública ou, dependendo da reação dos envolvidos, em situações mais graves. “Foi por pouco. A gente não avisou a GCM e quase virou um barraco. Fica a lição: em São Paulo, se parecer assalto, vai ter abordagem.”— Julio Rocha, em publicação nas redes sociais após o episódio Julio Rocha está no ar desde outubro de 2025 em Três Graças, novela escrita por Aguinaldo Silva exibida nas 21h da TV Globo. O retorno à emissora encerrou um jejum de 11 anos desde sua última novela, Amor à Vida (2013). Na trama atual, interpreta Edilberto, capanga leal e enigmático do grande vilão Ferette, vivido por Murilo Benício — um personagem que, ironicamente, passa boa parte do tempo simulando ser algo que não é. A vida imita a arte, às vezes com a GCM presente. Publicidade
Vorcaro troca de advogado no mesmo dia em que STF forma maioria pela prisão e abre caminho para delação

Vorcaro troca de advogado e abre caminho para delação premiada | NINJAFSA Link copiado! Judiciário Vorcaro troca de advogado no mesmo dia em que STF forma maioria pela prisão e abre caminho para delação Pierpaolo Bottini e Roberto Podval saem da defesa; entra José Luís Oliveira Lima, o “Juca”, criminalista com histórico de acordos de delação premiada na Lava Jato. Movimento é lido nos bastidores como sinal de que o dono do Banco Master se prepara para fechar colaboração com a PF. NF Por Redação NINJAFSA Atualizado em 13 mar. 2026 · Brasília (DF) WhatsApp X Copiar link Daniel Vorcaro, fundador e ex-presidente do Banco Master, preso na Penitenciária Federal de Brasília. Crédito: InfoMoney 3×0 Placar no STF pela manutenção da prisão 8 Celulares de Vorcaro em perícia pela PF R$2,2bi Valor ocultado pelo pai do banqueiro, aponta PF Mudança na defesa — o que mudou Saem Pierpaolo Bottini Escritório Bottini & Tamasauskas. Tem entre seus clientes potenciais delatados por Vorcaro, especialmente políticos do Centrão. Subestabeleceu procuração alegando motivos pessoais. Roberto Podval Ainda avalia saída, mas tendência é deixar o caso por ter ligação próxima com o ministro Dias Toffoli, potencial delatado de Vorcaro. Entra José Luís Oliveira Lima (“Juca”) Um dos principais criminalistas do país. Na Lava Jato, fechou acordos de delação premiada. É também advogado de Walter Braga Netto e representou José Dirceu no mensalão. Perfil considerado mais agressivo. Sérgio Leonardo Permanece na equipe de defesa de Vorcaro. Resumo da matéria — clique para expandir No mesmo dia em que a Segunda Turma do STF formou maioria de 3×0 para manter Daniel Vorcaro preso na Penitenciária Federal de Brasília, o banqueiro dono do Banco Master trocou dois de seus três advogados. Saíram Pierpaolo Bottini e, possivelmente, Roberto Podval — ambos com conflitos de interesse que inviabilizariam a condução de um acordo de delação. Entrou José Luís Oliveira Lima, o “Juca”, criminalista com histórico de fechamento de acordos de colaboração premiada. Nos bastidores, a movimentação é interpretada por fontes do STF e da advocacia criminal como sinal de que Vorcaro prepara uma delação que pode atingir empresários, presidentes de partidos, ministros e políticos do Centrão. A PF já tem 8 celulares do banqueiro em análise pericial. A defesa oficial negou que qualquer tratativa de delação esteja em andamento. O mesmo dia que selou a maioria pela manutenção de sua prisão também marcou uma reviravolta silenciosa na estratégia de Daniel Vorcaro. Na tarde desta sexta-feira (13), enquanto os votos de André Mendonça, Luiz Fux e Kássio Nunes Marques se acumulavam no plenário virtual do STF, o dono do Banco Master promovia uma troca cirúrgica em sua equipe jurídica — movimento que, nos bastidores do Judiciário e da advocacia criminal, tem um único significado possível: o caminho para a delação premiada foi aberto. Pierpaolo Bottini, do escritório Bottini & Tamasauskas, formalizou sua saída subestabelecendo uma procuração para o novo defensor, alegando motivos pessoais. Roberto Podval ainda não assinou formalmente sua saída, mas a tendência, segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil e pelo Metrópoles, é de que ele também deixe o caso. O motivo da saída de ambos é o mesmo que torna sua presença incompatível com um eventual acordo de colaboração: entre os nomes que Vorcaro poderia citar em uma delação estão grandes empresários, presidentes de partidos e políticos influentes — alguns deles clientes dos próprios advogados que estão de saída. Quem assume a linha de frente da defesa é José Luís Oliveira Lima, o “Juca” — um dos criminalistas mais experientes do país em acordos de delação premiada. Na Lava Jato, foi o responsável por fechar colaborações premiadas que mudaram os rumos das investigações. No currículo recente, consta a defesa de Walter Braga Netto, o ex-candidato a vice-presidente de Bolsonaro preso pelas tentativas de golpe de Estado. Antes, representou José Dirceu no processo do mensalão. O perfil é descrito como “mais agressivo” pelos próprios pares — não apenas no sentido combativo, mas no sentido de avançar em estratégias que criminalistas mais tradicionais evitam. Leia também STF forma maioria 3×0 para manter Vorcaro preso — entenda o julgamento Os 8 celulares de Vorcaro: o que a PF encontrou e o que ainda está sendo periciado Quem é “Juca”, o novo advogado de Vorcaro que fechou delações na Lava Jato A motivação atribuída a Vorcaro para considerar a delação é objetiva. Aliados do banqueiro afirmam que ele começou a pesar a possibilidade de colaboração a partir do momento em que entendeu que a prisão colocava em risco não apenas sua liberdade, mas também a de familiares — seu cunhado Fabiano Zettel está preso, e a PF aponta que seu pai, Henrique Vorcaro, ocultou R$ 2,2 bilhões de vítimas do Master em seu nome na gestora Reag. Uma delação poderia, em tese, reduzir o tempo de pena e proteger o avanço das investigações sobre pessoas próximas. Publicidade Nos bastidores, há ainda um detalhe técnico que torna o caso incomum: a possível delação poderia ser negociada diretamente com a Polícia Federal — e não com a Procuradoria-Geral da República. A Lei das Organizações Criminosas prevê essa possibilidade, embora ela seja pouco utilizada. O criminalista Paulo Suzano, ouvido pelo Metrópoles, resumiu o cenário com precisão: “O caso de Vorcaro é muito singular, e um caso tão inédito também deve ter soluções inéditas.” A PF já tem oito celulares do banqueiro em análise pericial — três foram recolhidos no momento da segunda prisão, em 4 de março. Os aparelhos ainda não passaram por perícia técnica completa e devem revelar novas conversas com autoridades dos três poderes. “A pessoa só envereda pela colaboração premiada caso venha a colaborar com investigação e possa trazer, entre outras coisas, a dissolução de alguma organização criminosa.”— Paulo Suzano, advogado criminalista, ao Metrópoles O peso político do que Vorcaro pode revelar é o que torna a situação explosiva. As primeiras extrações de celulares já apontaram contatos com autoridades dos três poderes — incluindo uma mensagem em que o banqueiro, no dia em que foi preso pela primeira vez, em novembro de
STF forma maioria para manter Vorcaro preso em julgamento da Segunda Turma

STF forma maioria para manter Vorcaro preso | NINJAFSA Link copiado! Judiciário STF forma maioria para manter Vorcaro preso em julgamento da Segunda Turma Mendonça, Fux e Nunes Marques votaram pela manutenção da prisão preventiva do banqueiro do Banco Master. Gilmar Mendes ainda não votou; Toffoli declarou suspeição e está fora do julgamento. NF Por Redação NINJAFSA Atualizado em 13 mar. 2026 · Brasília (DF) WhatsApp X Copiar link Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, preso pela segunda vez em 4 de março de 2026. Crédito: SAP-SP / EFE Ministros André Mendonça (relator) e Luiz Fux, que votaram pela manutenção da prisão preventiva. Crédito: DGABC Julgamento em andamento — Plenário Virtual · até 20/03/2026 Placar: STF — 2ª Turma referenda prisão de Vorcaro AM André Mendonça Mantém LF Luiz Fux Mantém KN Nunes Marques Mantém GM Gilmar Mendes Pendente DT Dias Toffoli Suspeito 3 × 0 Maioria formada pela manutenção da prisão.Votação segue aberta até 23h59 de 20/03. Resumo da matéria — clique para expandir A Segunda Turma do STF formou maioria nesta sexta-feira (13) para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, preso pela segunda vez em 4 de março durante a 5ª fase da Operação Compliance Zero. Os ministros André Mendonça (relator), Luiz Fux e Kássio Nunes Marques votaram pela manutenção da medida. Ainda falta o voto do presidente do colegiado, Gilmar Mendes. Dias Toffoli declarou suspeição e não participa do julgamento. Também foram mantidas as prisões preventivas de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e de Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado. A decisão sobre Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, perdeu eficácia em razão de seu falecimento na prisão. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou nesta sexta-feira (13) a maioria necessária para manter Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, atrás das grades. Com votos favoráveis dos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Kássio Nunes Marques, o placar chegou a três a zero pela manutenção da prisão preventiva do banqueiro, preso pela segunda vez no início deste mês. O julgamento ocorre em plenário virtual e a sessão ficará aberta para registro de votos até as 23h59 da próxima sexta-feira (20). Mendonça é o relator do caso na Corte. Ao votar pelo referendo da sua própria decisão monocrática, o ministro sustentou que a prisão preventiva se justifica pela necessidade de garantir a ordem pública, a ordem econômica e o regular andamento das investigações. Segundo o relator, mensagens encontradas em aparelhos de Vorcaro e de seus aliados revelam a existência de um grupo organizado para monitorar e intimidar adversários do banqueiro — batizado internamente de “A Turma”. Entre os registros mais graves citados no processo, constam diálogos em que o empresário teria sugerido a simulação de um assalto contra o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, com o objetivo de violentá-lo e silenciar críticas ao seu conglomerado financeiro. Fux e Nunes Marques seguiram na íntegra o voto do relator, sem apresentar ressalvas. No julgamento em plenário virtual, os ministros depositam seus votos no sistema eletrônico e, muitas vezes, não acompanham justificativas. Ambos têm até o dia 20 para eventualmente alterar suas posições, caso queiram. Falta ainda o pronunciamento de Gilmar Mendes, decano da Corte e presidente da Segunda Turma, que não havia votado até o fechamento desta edição. Leia também Entenda o caso Banco Master: fraudes, bilhões desviados e o esquema investigado pela Polícia Federal Toffoli e o Banco Master: por que o ministro declarou suspeição e o que isso muda no julgamento “Sicário” morto na prisão: quem era Luiz Phillipi Mourão e qual era o seu papel no grupo de Vorcaro A composição reduzida da turma gerou tensão nos dias anteriores ao julgamento. Com Toffoli fora da votação — que declarou suspeição por foro íntimo após a Polícia Federal apontar troca de mensagens entre ele e Vorcaro —, a turma passou a contar com apenas quatro ministros aptos a votar. Esse cenário abria espaço para um eventual empate em dois a dois, situação que, pela Lei 14.386/2024, beneficiaria automaticamente o investigado — o que poderia resultar em prisão domiciliar ou uso de tornozeleira eletrônica no lugar da detenção na Penitenciária Federal de Brasília. Publicidade A defesa de Vorcaro havia alimentado esperança justamente nesse cenário. Com a maioria agora formada, a estratégia perde força. A Procuradoria-Geral da República, sob comando de Paulo Gonet, havia sido contrária à prisão, argumentando que as mensagens que embasaram a decisão de Mendonça eram antigas e que o falecimento do “Sicário” — o operador do grupo — já havia reduzido o risco apontado pelo ministro. Mendonça, por sua vez, criticou a PGR abertamente no texto de seu voto, afirmando lamentar que o órgão não tivesse reconhecido risco imediato no caso. “Existem fortes indícios da existência de grupo destinado a intimidar adversários e a monitorar autoridades, o que revela risco concreto de interferência nas investigações.”— Ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF Além de Vorcaro, a decisão de Mendonça alcançou outros investigados. Fabiano Zettel — empresário, pastor e cunhado do banqueiro, apontado como operador financeiro do grupo —, e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado que teria atuado no esquema, permanecem presos. Apenas a medida relativa a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” — responsável por operacionalizar supostas ameaças e coações contra desafetos de Vorcaro —, perdeu eficácia automaticamente em razão de seu falecimento na prisão, na semana passada. Linha do tempo — Caso Master Fev. 2025 Primeiras fases da Operação Compliance Zero apuram fraudes bilionárias no Banco Master. Fev. 2026 PF aponta troca de mensagens entre Toffoli e Vorcaro. Ministro se afasta do caso; relação vai para Mendonça. 4 mar. 2026 5ª fase da Compliance Zero: Vorcaro é preso pela segunda vez junto de Zettel, “Sicário” e ex-policial federal. 11 mar. 2026 Toffoli declara suspeição formal. STF rejeita pedido de CPI do Banco Master. 13 mar. 2026 Segunda Turma inicia julgamento virtual. Maioria de 3×0 formada pela manutenção da prisão. Gilmar ainda vota. Vorcaro está recolhido na Penitenciária Federal de
Após zerar PIS e Cofins para conter alta, Petrobras anuncia reajuste de R 0,38 no litro do diesel

Petrobras anuncia reajuste de R$ 0,38 no litro do diesel | NINJAFSA Link copiado! Economia Após zerar PIS e Cofins para conter alta, Petrobras anuncia reajuste de R 0,38 no litro do diesel Primeiro aumento do combustível em mais de 400 dias passa a valer a partir deste sábado (14). Governo federal zerrou tributos e criou subvenção de R$ 0,32 por litro para amenizar o impacto nos postos, pressionados pela disparada do petróleo no mercado internacional. NF Por Redação NINJAFSA Atualizado em 13 mar. 2026 · Economia WhatsApp X Copiar link Reajuste afeta postos de todo o Brasil. Crédito: VTV News Governo anunciou pacote de medidas para conter impacto. Crédito: Brasil 247 R$ 0,38 Reajuste por litro nas distribuidoras R$ 3,65 Novo preço médio do diesel A +400 dias Desde o último aumento pelo estatal Resumo da matéria — clique para expandir A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) um reajuste de R$ 0,38 por litro no preço do diesel A vendido às distribuidoras, com vigência a partir de sábado (14). O ajuste de 11,6% é o primeiro aumento em mais de 400 dias e ocorre após a disparada do petróleo no mercado internacional, provocada pelo agravamento da guerra no Oriente Médio — o barril Brent saltou de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100 no início de março. Para amenizar o impacto nos postos, o governo federal zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel (redução equivalente a R$ 0,32 por litro) e criou um programa de subvenção econômica de R$ 0,32 por litro via MP 1.340/2026. A Petrobras também aprovou adesão ao programa. A gasolina não foi reajustada. A conta do petróleo caro chegou ao bolso do brasileiro. A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) o primeiro aumento no preço do diesel em mais de 400 dias: o reajuste de R$ 0,38 por litro — equivalente a 11,6% — passa a valer a partir deste sábado (14) para as distribuidoras em todo o Brasil. A decisão foi tomada após reunião da presidente da companhia, Magda Chambriard, com os diretores Financeiro e de Comercialização e Logística, seguindo os ritos de governança da estatal. O gatilho para o reajuste foi a escalada brutal do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent, referência global para precificação de combustíveis, disparou de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100 no início de março, impulsionado pelo agravamento do conflito no Oriente Médio e pela redução do tráfego de navios no Estreito de Ormuz — canal por onde passa aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Com a defasagem acumulada frente às cotações internacionais, a Petrobras não tinha mais como segurar o reajuste sem prejudicar o equilíbrio financeiro da empresa. Com o ajuste, o preço médio do diesel A — combustível puro, antes da mistura obrigatória — vendido às distribuidoras passa de R$ 3,27 para R$ 3,65 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A com 15% de biodiesel que forma o diesel B — o produto que chega nos postos —, o impacto estimado ao consumidor final é de R$ 0,32 por litro. A participação da Petrobras no preço final do diesel B nos postos passará a ser, em média, de R$ 3,10 por litro. Leia também Guerra no Oriente Médio e Estreito de Ormuz: entenda por que o conflito afeta o seu bolso na bomba PIS e Cofins zerados: o que muda na prática para o preço do diesel nos postos a partir de agora Inflação e combustíveis: economistas explicam o risco da alta do diesel para o IPCA em 2026 Para tentar amortecer o impacto nos postos, o governo federal agiu na véspera. Na quinta-feira (12), o presidente Lula assinou um pacote de medidas emergenciais: zerou as alíquotas de PIS e Cofins incidentes sobre a comercialização do diesel por meio do Decreto 12.875 — alívio tributário estimado em R$ 0,32 por litro —, e publicou a Medida Provisória 1.340/2026, que cria um programa de subvenção econômica de R$ 0,32 por litro pago às empresas produtoras e importadoras de diesel. O pacote inclui ainda a taxação da exportação de petróleo para estimular o refino interno e a obrigação de os postos sinalizarem ao consumidor a redução de tributos nos preços. Impacto do reajuste — composição de preços Item Valor por litro Efeito Reajuste Petrobras (diesel A) + R$ 0,38 Aumento Impacto no diesel B (mistura 85/15) + R$ 0,32 Aumento ao consumidor Zeragem PIS/Cofins (Decreto 12.875) − R$ 0,32 Redução tributária Subvenção econômica (MP 1.340/2026) − R$ 0,32 Subsídio a produtores Novo preço médio diesel A (distribuidoras) R$ 3,65/litro — Publicidade O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a adesão ao programa de subvenção, embora a assinatura formal do termo ainda dependa da publicação das regras operacionais pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que deverá definir o preço de referência para operacionalização do benefício. Combinando o reajuste com o eventual recebimento da subvenção, o impacto financeiro para a estatal pode chegar a R$ 0,70 por litro — valor que a empresa considera mais adequado para cobrir a defasagem acumulada frente ao mercado externo. “Não iremos fazer nenhuma intervenção numa empresa de capital aberto como a Petrobras. É natural que haja conversas sobre reajuste neste momento.”— Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia A Petrobras fez questão de contextualizar o reajuste dentro de um horizonte maior. Segundo a empresa, o último aumento havia ocorrido em fevereiro de 2025 — há mais de 400 dias — e a última movimentação de qualquer natureza nos preços do diesel havia sido uma redução realizada em maio de 2025. Desde dezembro de 2022, mesmo com este reajuste, o diesel A acumula queda de R$ 0,84 por litro nas distribuidoras, equivalente a uma redução de 29,6% considerando a inflação do período. Os preços da gasolina e dos demais combustíveis não foram alterados neste momento. A cadeia de impactos tende a ser ampla. O diesel é o principal combustível do transporte de cargas no Brasil
Policial civil aposentado morre após reagir a assalto em zona rural de Santo Estêvão

Policial civil aposentado morre após reagir a assalto em zona rural de Santo Estêvão | NINJAFSA Link copiado! Segurança Pública Policial civil aposentado morre após reagir a assalto em zona rural de Santo Estêvão Antenor dos Santos Evangelista foi baleado ao tentar impedir o roubo de sua motocicleta na Fazenda Várzea Nova. Suspeitos fugiram com o veículo; caso é registrado como latrocínio. NF Por Redação NINJAFSA Atualizado em 13 mar. 2026 · Santo Estêvão (BA) WhatsApp X Copiar link Delegacia Territorial responsável pelas investigações do caso. Crédito: Central de Polícia / Ola Bahia Resumo da matéria — clique para expandir Um policial civil aposentado identificado como Antenor dos Santos Evangelista foi morto a tiros na manhã desta sexta-feira (13) ao reagir a uma tentativa de assalto na Fazenda Várzea Nova, zona rural de Santo Estêvão, no centro-norte baiano. O crime ocorreu por volta das 7h29. Os suspeitos fugiram levando a motocicleta da vítima. Policiais militares chegaram ao local e encontraram Antenor sem sinais vitais. O caso foi registrado como latrocínio — roubo seguido de morte — e será investigado pela Delegacia Territorial de Santo Estêvão. Uma manhã de trabalho terminou em tragédia para a família de Antenor dos Santos Evangelista, policial civil aposentado que perdeu a vida na manhã desta sexta-feira (13) após reagir a uma tentativa de roubo na zona rural de Santo Estêvão, município localizado no centro-norte da Bahia, a cerca de 140 quilômetros de Feira de Santana. A vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo e morreu no local do crime. De acordo com as informações repassadas ao Centro Integrado de Comunicações (Cicom), foi o próprio filho de Antenor quem acionou os serviços de emergência. Ele relatou que o pai havia sido abordado por criminosos armados nas proximidades de um parque de vaquejada na Fazenda Várzea Nova e que, ao tentar se defender, acabou atingido pelo disparo. O horário registrado do acionamento foi por volta das 7h29. Policiais militares deslocaram imediatamente para a fazenda e encontraram Antenor caído, já sem sinais vitais. Não houve tempo para socorro. Os suspeitos, cujo número não foi confirmado até o fechamento desta matéria, conseguiram fugir levando a motocicleta que pertencia à vítima — o bem que estava sendo disputado no momento do confronto. Leia também Onda de violência no campo: crimes contra moradores da zona rural da Bahia aumentam em 2026 Santo Estêvão registra três latrocínios em menos de seis meses; polícia reforça patrulhamento Bahia: famílias de policiais mortos em serviço cobram ampliação do seguro de vida da categoria O caso foi registrado formalmente como latrocínio — a tipificação penal para roubo seguido de morte —, com boletim de ocorrência lavrado na Delegacia Territorial de Santo Estêvão, que assumiu as investigações. A autoridade policial responsável pelo caso deve ouvir testemunhas, analisar imagens de câmeras da região e realizar perícias para tentar reconstituir com precisão os momentos que antecederam o crime. Publicidade A morte de Antenor acende um alerta sobre a segurança em zonas rurais da Bahia, regiões que historicamente enfrentam maior dificuldade de patrulhamento preventivo em razão das distâncias e da capilaridade do território. Crimes como roubos de motocicletas e veículos têm crescido em estradas vicinais e fazendas do interior baiano, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do estado. A escolha de uma vítima que era agente da lei aposentada ressalta a ousadia dos criminosos e o desafio enfrentado pelas autoridades na contenção desse tipo de delito. “A morte de um agente de segurança representa um luto que atinge não só a família, mas cada cidadão que enxerga na Polícia um escudo de proteção.”— Associação dos Profissionais da Segurança Pública Até o momento, nenhum suspeito foi preso. A Delegacia Territorial de Santo Estêvão não divulgou detalhes sobre possíveis pistas ou o perfil dos criminosos. A reportagem do NINJAFSA tenta contato com a assessoria da Polícia Civil da Bahia para obter atualização sobre o andamento das buscas e o prazo das investigações — esta matéria será atualizada assim que houver retorno oficial. O caso chega dias depois de outra notícia que sacudiu a segurança pública regional: na última semana, um policial militar foi morto em confronto com suspeitos no interior do estado. A sequência de episódios trágicos envolvendo membros das forças de segurança tem gerado apelos de entidades da categoria por melhores condições de trabalho, maior efetivo nas regiões do interior e revisão dos protocolos de resposta a ocorrências em áreas rurais. Publicidade
Itamaraty revoga visto de assessor de Trump que visitaria Bolsonaro na cadeia
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Itamaraty revoga visto de assessor de Trump que visitaria Bolsonaro na cadeia | NINJAFSA Link copiado! Política Itamaraty revoga visto de assessor de Trump que visitaria Bolsonaro na cadeia Darren Beattie, assessor sênior do governo norte-americano, teve acesso negado ao ex-presidente preso na Papudinha após o Ministério das Relações Exteriores apontar risco de ingerência estrangeira em ano eleitoral. NF Por Redação NINJAFSA Atualizado em 13 mar. 2026 WhatsApp X Copiar link Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado dos EUA para políticas relacionadas ao Brasil. Crédito: SIPA USA / Reuters Resumo da matéria — clique para expandir O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) revogou o visto de Darren Beattie, assessor sênior do governo Trump designado para políticas sobre o Brasil. Beattie obteve o documento para participar de um evento sobre minerais críticos em São Paulo, mas pretendia visitar Jair Bolsonaro na Papudinha. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, que havia autorizado a visita inicialmente, voltou atrás após o Itamaraty alertar que o encontro poderia configurar indevida ingerência estrangeira em assuntos internos do Brasil, especialmente em ano eleitoral. O presidente Lula também declarou que proibiu a entrada de Beattie no país como medida de reciprocidade, enquanto os EUA mantêm bloqueio ao visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O Ministério das Relações Exteriores brasileiro deu um passo incomum nesta sexta-feira (13): revogou o visto de entrada de Darren Beattie, assessor sênior do governo do presidente norte-americano Donald Trump para temas relacionados ao Brasil. O movimento ocorreu depois que o próprio ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconsiderou uma autorização que ele mesmo havia concedido dias antes, impedindo o encontro entre o americano e o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília. A defesa de Bolsonaro havia encaminhado ao STF, em 10 de março, uma solicitação formal para que Beattie pudesse visitar o ex-presidente. Em um primeiro momento, Moraes aceitou o pedido, mas fixou uma data distinta da pedida pelos advogados — o dia 18 de março, dentro do calendário regular de visitas do presídio. A defesa recorreu, pedindo a antecipação para os dias 16 ou 17, alegando que Beattie estaria em São Paulo na data originalmente marcada para participar do Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos. Foi justamente esse fórum que virou o centro do problema diplomático. O Itamaraty informou ao STF que o visto de Beattie havia sido concedido exclusivamente para o evento técnico em São Paulo, sem nenhuma menção à intenção de visitar Bolsonaro na prisão. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o pedido de visto foi encaminhado pelo Departamento de Estado dos EUA ao Consulado-Geral do Brasil em Washington no dia 6 de março — quatro dias antes de a defesa de Bolsonaro protocolar o pedido de visita ao STF. Leia também Bolsonaro completa 60 dias preso: como está a rotina do ex-presidente na Papudinha Brasil e EUA travam guerra de vistos: quem está bloqueado e o que está em jogo Eduardo Bolsonaro e o exílio nos EUA: o papel do deputado na articulação trumpista O chanceler Mauro Vieira assinou o ofício enviado ao STF no qual o governo brasileiro expressa que “a visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-Presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”. O argumento foi aceito por Moraes, que revogou a autorização citando o princípio da não-intervenção — norma presente tanto na Carta da Organização dos Estados Americanos quanto na Constituição Federal brasileira. Publicidade Na decisão revisada, o ministro foi enfático: “A realização da visita de Darren Beattie não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro, além de não ter sido comunicada, previamente, às autoridades diplomáticas brasileiras.” Para Moraes, isso por si só já seria suficiente para justificar a reanálise do visto concedido. “Aquele cara americano que disse que vinha pra cá visitar o Jair Bolsonaro foi proibido de visitar. E eu o proibo de vir ao Brasil enquanto não liberarem os vistos do meu ministro da Saúde.” — Presidente Luiz Inácio Lula da Silva O presidente Lula foi além. Em evento realizado no Rio de Janeiro, declarou publicamente que revogou pessoalmente a entrada de Beattie no território nacional como medida de reciprocidade. O argumento presidencial está diretamente ligado ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos vistos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de sua esposa e de sua filha de 10 anos. O documento de Padilha não foi revogado formalmente — já estava vencido —, mas o governo americano não renovou o acesso. Beattie é uma figura bem conhecida no universo da direita internacional. Nomeado por Trump como assessor sênior do Departamento de Estado para políticas relacionadas ao Brasil, ele mantém vínculos estreitos com o clã Bolsonaro, especialmente com o deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde que o pai foi preso. Beattie já criticou publicamente Alexandre de Moraes e o governo Lula em diversas ocasiões, o que tornava o encontro na Papudinha ainda mais sensível do ponto de vista político. O Itamaraty formalizou a revogação do visto em comunicado oficial, afirmando que a medida se baseia em “omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington”. O ministério acrescentou que se trata de “princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional” — o mesmo princípio adotado pelo governo dos Estados Unidos ao bloquear vistos de brasileiros. A Embaixada dos EUA em Brasília só solicitou reuniões formais para Beattie na capital federal depois que Moraes pediu informações ao Itamaraty, o que reforçou a percepção do governo brasileiro de que a visita à Papudinha era o objetivo real da viagem, e não mero apêndice de uma agenda técnica. Por ora, o governo brasileiro acredita que o episódio não deve provocar um tensionamento grave nas relações diplomáticas entre os dois países, mas o desfecho final dependerá da reação oficial de Washington. Publicidade © 2026
Moraes volta atrás e nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro na cadeia

Moraes volta atrás e nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro na cadeia POLÍTICA / JUSTIÇA Moraes volta atrás e nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro na cadeia O ministro do STF reconsiderou a autorização inicial após novos relatórios da Polícia Federal, elevando a tensão política e diplomática em torno da prisão do ex-presidente. Por Redação NINJAFSAAtualizado recentemente O recuo do STF gerou forte indignação entre aliados de Bolsonaro. (Foto: Reprodução) O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, recuou da sua própria decisão nesta semana e vetou a visita de um assessor especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra preso. A visita do emissário norte-americano havia sido inicialmente autorizada nos últimos dias, sendo interpretada nos bastidores como um forte gesto de apoio político internacional da nova administração de Washington ao ex-mandatário brasileiro. O recuo de Moraes ocorreu após a análise de novos relatórios de segurança e de inteligência submetidos pela Polícia Federal (PF). Segundo a corporação, o encontro de Bolsonaro com um representante de alto escalão de um governo estrangeiro, nas atuais circunstâncias da sua prisão, poderia configurar riscos ao andamento das investigações e abrir espaço para articulações políticas não supervisionadas. Publicidade A decisão de proibir o encontro gerou uma onda imediata de indignação entre os parlamentares da oposição e advogados do ex-presidente. A defesa de Jair Bolsonaro classificou a medida como arbitrária, argumentando que a proibição viola as prerrogativas de visitação e o direito de contato com entidades internacionais e representantes diplomáticos. Leia Também Moraes nega prisão domiciliar a Jair Bolsonaro em decisão monocrática no STF Lula e Flávio Bolsonaro empatam no 2º turno em nova pesquisa eleitoral O episódio promete elevar ainda mais a temperatura não apenas em Brasília, mas também nas relações diplomáticas do Brasil com os Estados Unidos. Aliados do ex-presidente afirmam que levarão o caso aos organismos internacionais de direitos humanos, acusando o judiciário brasileiro de aplicar um isolamento excessivo a Bolsonaro. A defesa informou que vai recorrer da decisão do relator diretamente ao plenário do STF, na expectativa de que os demais ministros revertam o veto imposto e autorizem o encontro com o emissário de Trump nos próximos dias. Publicidade
MP junto ao TCU pede afastamento de presidente do IBGE por manipulação de dados e pesquisas

MP junto ao TCU pede afastamento de presidente do IBGE por manipulação de dados e pesquisas POLÍTICA / ECONOMIA MP junto ao TCU pede afastamento de presidente do IBGE por manipulação de dados e pesquisas A representação aponta possíveis interferências políticas e metodológicas nos levantamentos oficiais do país, o que poderia comprometer severamente a credibilidade da instituição no cenário nacional e internacional. Por Redação NINJAFSAAtualizado recentemente A atuação da presidência do instituto está a ser alvo de intenso escrutínio pelo Tribunal de Contas da União. (Foto: Reprodução) O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) protocolou uma representação contundente exigindo o afastamento cautelar e imediato do atual presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A ação baseia-se em graves denúncias de que a cúpula da instituição estaria a promover a manipulação deliberada de dados e a alterar metodologias históricas de pesquisas socioeconômicas para, alegadamente, favorecer narrativas do atual governo federal. O procurador responsável alertou que a interferência política nas estatísticas oficiais pode causar danos irreparáveis à credibilidade do Brasil, afetando desde a formulação de políticas públicas até a atração de investimentos estrangeiros que dependem de dados transparentes e fidedignos. Publicidade Nas últimas semanas, o IBGE tem sido palco de intensos atritos internos. Servidores de carreira e técnicos do instituto já haviam manifestado descontentamento com as recentes mudanças nos calendários de divulgação e na forma de apuração de indicadores cruciais, como os do mercado de trabalho e da inflação, apontando para um possível aparelhamento ideológico da autarquia. Leia Também Com apoio do governo, Senado aprova criação de novos cargos no Executivo com impacto de R$ 5,3 bilhões Lula e Flávio Bolsonaro empatam no 2º turno em nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg A representação do MPTCU é vista como um movimento jurídico robusto para proteger a autonomia técnica do instituto. O pedido argumenta que a permanência do atual presidente durante as investigações pode comprometer a recolha de provas e intimidar os servidores dispostos a testemunhar sobre as alterações metodológicas em curso. O pedido de afastamento cautelar será agora analisado por um ministro relator no TCU, que decidirá se concede a medida liminar enquanto o tribunal realiza auditorias profundas sobre as denúncias de adulteração nos dados da pesquisa. Publicidade
Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo
Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo ECONOMIA / GOVERNO FEDERAL Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo Ação emergencial visa mitigar os impactos da disparada do barril no mercado internacional devido à crise no Oriente Médio e evitar o encarecimento de fretes e alimentos. Por Redação NINJAFSA Atualizado recentemente O presidente Lula assinou a medida para tentar travar a escalada de preços nas bombas de combustível. (Foto: Agência Brasil/EBC) Resumo da Matéria O Governo Federal decidiu intervir ativamente para travar o aumento dos combustíveis. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma medida provisória que zera a alíquota dos impostos federais (PIS e COFINS) sobre o diesel e cria um subsídio direto. O objetivo é proteger os caminhoneiros e evitar que a alta do petróleo, provocada pelas recentes tensões militares envolvendo o Irã, se converta numa inflação descontrolada nos supermercados. O governo federal decidiu intervir de forma contundente para evitar um choque inflacionário no país. Em resposta à escalada vertiginosa do barril de petróleo no mercado externo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a isenção total e temporária dos impostos federais (PIS e COFINS) sobre o óleo diesel, além da criação de um programa de subsídio direto para amortecer os repasses nas refinarias. A medida de urgência surge na esteira do agravamento da crise militar no Oriente Médio. Após a morte do líder supremo do Irã em uma operação conjunta entre EUA e Israel, as incertezas em torno da navegação e do fornecimento de energia no Golfo Pérsico provocaram uma disparada imediata no custo internacional do petróleo, pressionando os preços praticados pela Petrobras. Publicidade Efeito dominó evitado A preocupação primária do Palácio do Planalto recai sobre a malha logística brasileira. Como o país depende essencialmente do transporte rodoviário, qualquer aumento expressivo no valor do diesel gera um perigoso “efeito dominó”. Quando o frete fica mais caro, os preços dos alimentos, materiais de construção, e passagens de transporte público disparam na mesma proporção, atingindo diretamente o bolso das famílias. Não podemos permitir que uma crise bélica do outro lado do mundo tire a comida da mesa do trabalhador brasileiro. O Estado vai atuar com firmeza para garantir a estabilidade do preço do frete, proteger os nossos caminhoneiros e blindar a nossa economia de um choque externo desproporcional. Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República O pacote económico adotado tem caráter provisório e, segundo o Ministério de Minas e Energia, as cotações serão monitorizadas diariamente para avaliar a necessidade de prolongar ou suspender o subsídio. Nos bastidores, o desafio principal agora está nas mãos do Ministério da Fazenda. Continue a Ler Guerra no Irã já começa a impactar preço dos combustíveis no país Ali Khamenei, líder supremo do Irã, é morto em ação dos EUA e Israel A equipa liderada pelo ministro Fernando Haddad trabalha a contra-relógio para calcular e encontrar fontes de receita alternativas que compensem a perda bilionária de arrecadação causada por esta isenção, com vista a manter as metas fiscais aprovadas para o orçamento de 2026. Publicidade Link copiado para a área de transferência!