X (ex-Twitter) encerra remuneração por engajamento para frear conteúdos gerados por inteligência artificial

X (ex-Twitter) encerra remuneração por engajamento para frear conteúdos gerados por inteligência artificial

X (ex-Twitter) encerra remuneração por engajamento para frear conteúdos gerados por inteligência artificial Publicidade Foto: Reprodução Tecnologia X (ex-Twitter) encerra remuneração por engajamento para frear conteúdos gerados por inteligência artificial Plataforma substituirá atual modelo de monetização pelo ‘Programa de Recompensas por Conteúdo Original’. Mudança visa combater o excesso de postagens caça-cliques criadas por robôs. Brasil está temporariamente fora das novas regras. A plataforma X (antigo Twitter) anunciou mudanças drásticas em suas políticas de monetização para usuários. A empresa confirmou a desativação do atual programa de repasse de receitas e a introdução do chamado “Programa de Recompensas por Conteúdo Original”. Com a medida, a rede social deixará de pagar produtores de conteúdo com base no volume de engajamento e passará a remunerar exclusivamente postagens inéditas e de autoria comprovada. Até então, o modelo vigente distribuía pagamentos com base nas visualizações de anúncios exibidos nas seções de respostas das publicações. De acordo com analistas do setor de tecnologia, essa estrutura de incentivos acabou gerando um efeito colateral prejudicial à plataforma: a proliferação desenfreada do chamado “ragebait” (conteúdos polêmicos feitos apenas para gerar raiva e interações) e a republicação de material viral por contas automatizadas. Combate à automação de baixa qualidade O foco central da reformulação promovida pela gestão da plataforma é combater o “AI slop” — termo que designa o volume massivo de conteúdos repetitivos e de baixa qualidade gerados por ferramentas de inteligência artificial. A partir da nova política, o X recompensará financeiramente apenas perfis que trouxerem textos originais, reportagens, além de imagens ou materiais gráficos autorais. Estimativas de mercado apontam que cerca de uma em cada cinco contas ativas hoje no X é operada por algum nível de automação ou apresenta conteúdos gerados por inteligência artificial. O novo programa de remuneração tenta forçar o retorno a um ambiente de publicações concebidas por criadores humanos. O movimento da rede controlada por Elon Musk não é isolado no Vale do Silício. Outras gigantes da tecnologia, como a Snap Inc. (responsável pelo Snapchat), também têm implementado filtros e atualizado suas regras financeiras para restringir a distribuição de receita para materiais artificialmente produzidos em massa. Impacto no Brasil e histórico financeiro Em um primeiro momento, os criadores de conteúdo baseados no Brasil não estarão qualificados para aderir ao “Programa de Recompensas por Conteúdo Original”. A empresa não divulgou um prazo oficial para a expansão territorial do novo modelo de repasses. Desde que o programa de compartilhamento de receita de anúncios foi lançado, há quase três anos, calcula-se que a plataforma tenha distribuído pouco mais de US$ 45 milhões (cerca de R$ 250 milhões na cotação atual) globalmente para criadores de conteúdo elegíveis. As próximas semanas servirão de teste para avaliar se o fim dos incentivos a cliques fáceis será suficiente para melhorar a qualidade do debate público na rede social. Publicidade

Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula e lidera simulação de segundo turno, aponta agregador de pesquisas da BBC Brasil

Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula e lidera simulação de segundo turno, aponta agregador de pesquisas da BBC Brasil

Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula e lidera simulação de segundo turno, aponta agregador de pesquisas da BBC Brasil Foto: Reprodução / Montagem Política Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula e lidera simulação de segundo turno, aponta agregador de pesquisas da BBC Brasil Em uma disputa antecipada para as eleições presidenciais de 2026, o senador pelo Rio de Janeiro desponta numericamente à frente do atual presidente. Metodologia consolida dados de diversos institutos de pesquisa para traçar tendências do eleitorado. Um novo levantamento consolidado pelo agregador de pesquisas da BBC News Brasil, divulgado nesta semana, indica uma reviravolta nas simulações de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece numericamente à frente do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um eventual confronto direto. A ferramenta estatística utilizada pela emissora britânica não realiza entrevistas próprias. Em vez disso, ela compila, pondera e analisa os resultados das principais pesquisas de intenção de voto realizadas por diferentes institutos no país. O objetivo é reduzir as margens de erro individuais e apresentar uma média móvel que reflita tendências mais consistentes do eleitorado. Resultados do agregador De acordo com os dados consolidados, Flávio Bolsonaro assumiu a liderança na simulação de segundo turno. Embora as margens costumem ser estreitas, indicando um cenário de forte polarização política, o movimento de ascensão do senador em relação ao atual mandatário marca uma mudança no panorama eleitoral captado até os meses anteriores. Especialistas em ciência política apontam que o crescimento do senador pode estar atrelado à consolidação de seu nome como o principal herdeiro político da base de apoio de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível. Além disso, as oscilações na avaliação do governo federal — influenciadas por fatores econômicos e pautas de costume — também refletem diretamente nas intenções de voto para a reeleição de Lula. Próximos passos e cautela analítica O agregador da BBC Brasil é atualizado periodicamente à medida que novos levantamentos são registrados e publicados pelos institutos de pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e na mídia. É importante ressaltar que pesquisas eleitorais, especialmente aquelas realizadas a meses de distância do pleito oficial, representam um retrato momentâneo da opinião pública e não uma previsão definitiva dos resultados. Os partidos agora devem intensificar suas estratégias e articulações. Enquanto a base governista busca ações para melhorar a percepção da economia e da gestão pública, a oposição trabalha para manter o engajamento de seu eleitorado e consolidar Flávio Bolsonaro como o nome viável para a disputa presidencial do próximo ano.

Petrobras encerra desconto da gasolina, mas governo corta impostos para evitar alta nas bombas

Petrobras encerra desconto da gasolina, mas governo corta impostos para evitar alta nas bombas

Petrobras encerra desconto da gasolina, mas governo corta impostos para evitar alta nos postos Foto: Reuters / Reprodução Economia Petrobras encerra desconto da gasolina, mas governo corta impostos para evitar alta nas bombas Estatal deixou de aplicar subvenção de R$ 0,44 por litro após fim de medida provisória. Para compensar consumidor final, governo federal editou decreto que corta R$ 0,63 no PIS/Cofins do combustível. A Petrobras informou que, a partir desta quinta-feira (10), deixou de aplicar o desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A vendida às distribuidoras. A mudança ocorreu devido ao encerramento da vigência da Medida Provisória nº 1.358/2026, que garantia o subsídio aos produtores e importadores em meio à recente crise nos preços de energia no mercado global. Apesar do fim do benefício concedido pela estatal, os motoristas não devem sentir impacto nos postos de combustíveis. Isso porque, de forma coordenada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto cortando em R$ 0,63 os tributos federais (PIS/Pasep e Cofins) incidentes sobre a gasolina. Confusão no anúncio e correção da Petrobras A comunicação sobre os novos preços gerou confusão na noite de quarta-feira (9). Inicialmente, a Petrobras havia anunciado que a retirada do desconto de R$ 0,44 seria somada a um aumento direto de R$ 0,19, elevando o preço médio para as distribuidoras de R$ 2,61 para R$ 3,24 (alta de R$ 0,63 no total). No entanto, na manhã desta quinta-feira (10), a Petrobras voltou atrás e publicou uma correção. A estatal cancelou o reajuste que havia sido anunciado e informou que a alteração nos preços corresponde apenas à suspensão do desconto de R$ 0,44. Dessa forma, o preço médio de venda da gasolina A para as distribuidoras passou a ser de R$ 3,05 por litro. Com a desoneração de R$ 0,63 em impostos feita pelo governo sendo maior do que a retirada do desconto de R$ 0,44 da Petrobras, o efeito final percebido pelas distribuidoras — considerando o preço do combustível mais os tributos — será, na verdade, de uma redução de R$ 0,19 por litro. Resta agora acompanhar se essa pequena margem de queda será repassada pelas distribuidoras e donos de postos ao consumidor final nas bombas. Medidas para o Etanol e Diesel Além da desoneração da gasolina, o pacote de medidas do governo federal para o setor de combustíveis inclui benefícios para outros produtos. O decreto editado zerou totalmente os impostos federais (redução de R$ 0,19 por litro) sobre o etanol hidratado, buscando tornar o biocombustível mais competitivo para os proprietários de veículos flex. As desonerações valem, inicialmente, até 9 de outubro. Para o óleo diesel, essencial para o transporte de cargas, o governo anunciou uma nova subvenção de até R$ 1,00 por litro. Contudo, a Petrobras comunicou que essa medida ainda não entrou em prática em suas refinarias. A companhia aguarda a publicação oficial e a regulamentação das regras desse novo subsídio antes de aplicá-lo nos preços repassados às distribuidoras.

Justiça Federal adia audiência de ação penal contra ex-prefeito Thiago Gilleno e prefeita de Ponto Novo

Justiça Federal adia audiência de ação penal contra ex-prefeito Thiago Gilleno e prefeita de Ponto Novo

Justiça Federal adia audiência de ação penal contra ex-prefeito Thiago Gilleno e prefeita de Ponto Novo Foto: Reprodução Política Justiça Federal adia audiência de ação penal contra ex-prefeito Thiago Gilleno e prefeita de Ponto Novo Decisão da Vara Federal de Campo Formoso transferiu oitivas para 19 de outubro, após o período eleitoral. Processo apura supostas irregularidades na contratação de serviços médicos entre 2013 e 2016. A Justiça Federal decidiu adiar para o dia 19 de outubro de 2026, às 14h, a audiência de instrução e julgamento de uma ação penal que tem como réus o ex-prefeito de Ponto Novo e candidato a deputado estadual, Thiago Gilleno (Republicanos), e a atual prefeita do município, Fabiane Azevedo (PSD). A sessão, que estava inicialmente prevista para o mês de setembro, foi remarcada por determinação do juiz federal Diogo da Mota Santos, titular da Vara Federal de Campo Formoso. O magistrado deferiu um pedido formal da defesa, que apresentou documentos atestando a impossibilidade de comparecimento de Thiago Gilleno na data originalmente agendada. Com a mudança, o prosseguimento das oitivas ocorrerá somente após a conclusão do pleito eleitoral. A origem da investigação A ação penal em curso é desdobramento de uma investigação que apura indícios de irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de Ponto Novo entre os anos de 2013 e 2016. Segundo os autos do Ministério Público Federal, há suspeitas de que tenham ocorrido contratações diretas de serviços médicos fora das hipóteses legais que autorizam a dispensa ou a inexigibilidade de licitação. A denúncia aponta especificamente para um suposto favorecimento à empresa Serviços Médicos Acácia no período investigado. Fabiane Azevedo também figura no processo porque, à época dos fatos narrados pela acusação, exercia o cargo de secretária municipal de Saúde. Fase processual e próximos passos Atualmente, o processo encontra-se na fase de instrução. Esta é a etapa do rito processual dedicada à coleta de provas, apresentação de documentos, depoimentos de testemunhas e interrogatório dos réus. É fundamental destacar que, até o presente momento, não existe qualquer condenação contra Thiago Gilleno ou Fabiane Azevedo decorrente desta ação. A audiência remarcada para o mês de outubro dará continuidade a essa fase probatória. Após o encerramento das oitivas e a apresentação das alegações finais tanto pela acusação quanto pelas defesas dos acusados, o processo será encaminhado para análise final do magistrado, que então proferirá a sentença.

Proposta de delação aponta que ACM Neto e Antônio Rueda teriam cobrado comissões sobre aportes no Banco Master

Proposta de delação aponta que ACM Neto e Antônio Rueda teriam cobrado comissões sobre aportes no Banco Master

Proposta de delação aponta que ACM Neto e Antônio Rueda teriam cobrado comissões sobre aportes no Banco Master Foto: Reprodução Política Proposta de delação aponta que ACM Neto e Antônio Rueda teriam cobrado comissões sobre aportes no Banco Master Em documento rejeitado pela PF e PGR, ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirma que dirigentes do União Brasil intermediaram investimentos de institutos de previdência. Políticos negam irregularidades e classificam acusações como “fantasiosas”. Uma proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro aponta que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, e o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, teriam cobrado comissões para viabilizar investimentos de fundos de previdência pública no Banco Master. A informação foi revelada pela imprensa nesta quinta-feira (10). Segundo os relatos de Vorcaro em sua tentativa de firmar um acordo de colaboração, os dois políticos teriam direito a uma comissão de 10% sobre o valor de cada aplicação, ou de 1% ao ano enquanto os recursos permanecessem investidos na instituição financeira. O ex-banqueiro sustenta que as supostas vantagens indevidas, somadas, poderiam chegar à cifra de R$ 200 milhões. Aportes de institutos de previdência A proposta de delação menciona que a suposta intermediação atribuída aos dirigentes partidários teria garantido aportes bilionários ao Banco Master vindos de entidades estaduais. O documento cita o Rioprevidência (R$ 2,97 bilhões), a Amprev do Amapá (R$ 400 milhões), a Cedae (R$ 200 milhões) e a Amazonprev (R$ 50 milhões). Além disso, Vorcaro relata uma suposta cobrança de 10% sobre operações de compra de ativos do Master pelo Banco de Brasília (BRB). Para registrar os valores que supostamente seriam devidos aos políticos, o ex-banqueiro afirma que mantinha uma “conta-corrente gerencial”. As investigações também contam com relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que identificaram transações financeiras formais. Os dados apontam que escritórios ligados a Antônio Rueda receberam R$ 6,4 milhões do Banco Master entre 2022 e 2025. Já uma empresa de consultoria ligada a ACM Neto registrou o recebimento de R$ 5,4 milhões entre 2023 e 2025. Delação rejeitada e posição das defesas A proposta de delação de Daniel Vorcaro não foi aceita pela Polícia Federal (PF) nem pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Os órgãos avaliaram que os relatos não traziam informações suficientemente inéditas e não ofereciam garantias adequadas para o ressarcimento dos valores relacionados às fraudes. Além disso, o documento apresentado não detalha quanto teria sido efetivamente pago a cada um dos políticos de forma individualizada, tratando-se, no momento, da versão de um investigado em busca de benefícios penais. Ambos os citados negam veementemente as acusações. Em nota oficial, ACM Neto classificou as insinuações como “absurdas, completamente fantasiosas e mentirosas”, destacando que não teve acesso aos documentos da investigação para uma análise mais profunda. Antônio Rueda também negou qualquer tipo de irregularidade. O presidente do União Brasil e seu escritório de advocacia sustentam a total regularidade de suas atividades profissionais, afirmando que os valores recebidos pelo escritório são fruto de serviços jurídicos técnicos e lícitos prestados ao conglomerado financeiro. O caso segue sob investigação. As autoridades competentes continuam analisando documentos, mensagens apreendidas, contratos e movimentações financeiras para verificar se existem provas independentes capazes de corroborar ou afastar definitivamente as acusações feitas pelo ex-banqueiro.

 Moraes acusa Mendonça de crimes e pede investigação no inquérito das fake news

 Moraes acusa Mendonça de crimes e pede investigação no inquérito das fake news

Tensão no STF: Moraes acusa Mendonça de crimes Justiça Tensão no STF: Moraes acusa Mendonça de crimes e pede investigação no inquérito das fake news Em novo capítulo da crise no Supremo, Alexandre de Moraes aponta abuso de autoridade e direcionamento de relatórios da Polícia Federal pelo colega; caso foi enviado ao presidente Edson Fachin. N Redação NinjaFSA Publicado em 3 de setembro de 2026, às 22:50 Compartilhar Foto: Antonio Augusto/STF / Reprodução UOL O clima no Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu um nível inédito de embate político e jurídico nesta quinta-feira (3). O ministro Alexandre de Moraes partiu para a ofensiva e usou o inquérito das fake news para acusar formalmente o colega de plenário, André Mendonça, de cometer crimes na condução de apurações da Polícia Federal. A crise institucional tem como pano de fundo o vazamento de mensagens da Operação Compliance Zero, que revelou diálogos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um contato atribuído a Moraes. Após Mendonça liberar o sigilo das conversas e mandar investigar os envolvidos, Moraes revidou apontando indícios de abuso de autoridade, improbidade administrativa, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos por parte de Mendonça. Direcionamento e falha no sigilo Segundo o documento assinado por Alexandre de Moraes, as regras básicas de tratamento de informações sigilosas foram quebradas durante as Operações Sem Desconto e Compliance Zero. O ministro acusa a existência de um esquema em que discos com extrações de celulares e acessos ao sistema de movimentações bancárias ficaram concentrados nas mãos de uma única servidora da PF. Para Moraes, a ausência de uma “trilha de auditoria” nos sistemas foi desenhada para dificultar a identificação de quem estava vazando informações confidenciais para a imprensa. Ele argumenta que esse controle individual facilitou a exposição de membros da Corte nas últimas semanas. “As suspeitas recaem sobre a condução de relatórios de inteligência que, de forma supostamente direcionada, trazem citações indevidas a outros magistrados para gerar constrangimento público.” O nível de acirramento aumenta ao detalhar que Mendonça teria afirmado a investigadores que “não confia na Procuradoria-Geral da República”. De acordo com Moraes, o relator cogitou aplicar benefícios não previstos em lei a Maurício Camisotti, um delator apontado como operador de fraudes bilionárias, apenas a partir de proposições diretas da Polícia Federal, escanteando a PGR. Clima pesado e próximos passos Além do próprio Moraes, o relatório enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, aponta que os documentos controlados por Mendonça também citam os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques. O envolvimento de tantos nomes agravou a insatisfação nos bastidores da Corte. Ao despachar sua decisão, Moraes retirou o sigilo do documento e determinou que a Procuradoria-Geral da República seja informada sobre os supostos crimes de Mendonça. A bola agora está nas mãos do presidente Edson Fachin, que terá o desafio de administrar uma investigação criminal cruzada envolvendo dois ministros do próprio tribunal. Até a publicação desta matéria, a assessoria de André Mendonça não havia se pronunciado oficialmente. Leia também Citado em mensagens, Gonet pede nulidade de relatório da PF sobre Vorcaro O Procurador-Geral da República argumenta que investigação mirou autoridades com foro sem autorização legal. Imprensa internacional repercute crise política no Supremo Tribunal Federal Jornais apontam instabilidade com o vazamento de conversas às vésperas de uma nova eleição nacional.

Coaf aponta que Vorcaro repassou valor superior ao admitido por Flávio Bolsonaro para filme ‘Dark Horse’

Coaf aponta que Vorcaro repassou valor superior ao admitido por Flávio Bolsonaro para filme ‘Dark Horse’

Coaf aponta que Vorcaro repassou valor superior ao admitido por Flávio Bolsonaro para filme ‘Dark Horse’ Política Coaf aponta que Vorcaro repassou valor superior ao admitido por Flávio Bolsonaro para filme ‘Dark Horse’ Relatório revela nova transferência de US$ 1,6 milhão ao fundo do longa-metragem após cobranças do senador, contrariando versão de que pagamentos haviam cessado. Por Redação NINJAFSA 01 de setembro de 2026 WhatsApp X (Twitter) Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) articulou repasses para a produção do longa-metragem | Crédito: Reprodução O financiamento de “Dark Horse”, projeto cinematográfico focado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou a ser alvo de apurações. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), tornado público nesta terça-feira (1º), mostra que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro fez repasses milionários à produção que ultrapassam o montante admitido publicamente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A nova documentação revela uma transferência de US$ 1,66 milhão (aproximadamente R$ 9 milhões) efetuada em setembro de 2025. O repasse ocorreu exatamente oito dias depois de o senador cobrar de Vorcaro a regularização de parcelas que estariam atrasadas. Essa constatação contraria a versão apresentada anteriormente pelo parlamentar, que sustentava que as injeções financeiras do ex-dono do Banco Master haviam sido encerradas em maio do ano passado. Com esse pagamento adicional, o total comprovadamente enviado por Vorcaro para a produção do filme salta de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões — o equivalente a mais de R$ 65 milhões, na cotação da época. Os recursos tiveram como destino o Havengate Development Fund, um fundo sediado no estado do Texas, nos Estados Unidos, que é administrado por pessoas próximas à família Bolsonaro. As investigações também apontam indícios de um oitavo pagamento. Em trocas de mensagens interceptadas em outubro de 2025, o publicitário Thiago Miranda, responsável por ajudar na captação de recursos, perguntou ao banqueiro sobre a liberação de mais dinheiro. Vorcaro respondeu de forma direta: “Sim. Liberei mais uma hoje”, e ainda pediu que Miranda apresentasse desculpas a Flávio Bolsonaro pela demora na transferência. Caso esse novo repasse seja confirmado pela quebra de sigilo, o desembolso total de Vorcaro pode encostar na casa dos R$ 72 milhões. O acordo inicial negociado pelo senador Flávio Bolsonaro com o banqueiro previa um aporte ainda maior para o projeto, estimado em US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões). A Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), tenta agora rastrear o caminho final do dinheiro enviado ao exterior. Uma das principais linhas de investigação apura se o montante milionário foi integralmente utilizado na produção e finalização do filme, ou se parte dos recursos acabou sendo desviada para custear despesas pessoais do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em solo americano. Procurada pela imprensa para explicar a divergência nas informações e os novos valores apontados pelo Coaf, a equipe de Flávio Bolsonaro optou por não entrar em detalhes. A assessoria do senador declarou apenas que o assunto “não é com a gente” e orientou que os questionamentos sobre os valores sejam direcionados à produtora responsável pelo longa-metragem. Leia também Entenda a operação que prendeu Daniel Vorcaro e liquidou o Banco Master STF autoriza inquérito da Polícia Federal para rastrear verbas do filme de Bolsonaro

Empresário ligado ao Feira FC tem nome retirado de investigação do Ministério Público

Empresário ligado ao Feira FC tem nome retirado de investigação do Ministério Público

Empresário ligado ao Feira FC tem nome retirado de investigação do Ministério Público Publicidade Institucional Foto: Reprodução Justiça Empresário ligado ao Feira FC tem nome retirado de investigação do Ministério Público Bruno Karttos comprovou não possuir vínculos com empresa alvo da Operação Aposta Suja. Justiça determinou a liberação de suas contas bancárias e a devolução integral dos bens apreendidos. O empresário e investidor do Feira Futebol Clube, Bruno Karttos, foi oficialmente retirado da investigação conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). A decisão ocorreu após a defesa comprovar que ele não possui qualquer ligação com as operações irregulares apuradas pelas autoridades no mercado de apostas. A determinação judicial encerra o envolvimento de Karttos na “Operação Aposta Suja”, que havia deflagrado mandados de busca e apreensão no mês de agosto. Em 13 de agosto, a residência do empresário foi alvo de buscas, ocasião em que foram recolhidos veículos de alto padrão, equipamentos eletrônicos e dinheiro em espécie. Com a exclusão de seu nome do inquérito, a Justiça ordenou o desbloqueio imediato de suas contas bancárias e a restituição de todos os bens retidos. Contexto da investigação A Operação Aposta Suja investiga um amplo esquema suspeito de movimentar mais de R$ 1,4 bilhão através de plataformas de apostas não regulamentadas. Segundo o Ministério Público, as suspeitas recaíam sobre a ocultação e dissimulação de valores originários de contravenções, sendo que uma única empresa investigada teria movimentado cerca de R$ 100 milhões. A inclusão temporária de Bruno Karttos nas fases iniciais do inquérito deveu-se à sua forte atuação no segmento de investimentos esportivos e apostas, sobre os quais o empresário costuma produzir conteúdo em suas redes sociais para milhares de seguidores. Posicionamento e desdobramentos Durante o andamento das investigações, a diretoria do Feira Futebol Clube divulgou nota pública prestando solidariedade e afirmando ter total confiança na inocência do seu investidor e embaixador. A defesa de Karttos agiu rapidamente para apresentar os documentos contábeis e empresariais que afastaram a sua associação com o núcleo investigado. As investigações do Ministério Público referentes à Operação Aposta Suja seguem em andamento para identificar e responsabilizar os reais operadores do esquema interestadual, enquanto as medidas judiciais contra o empresário baiano foram integralmente revogadas. Publicidade Institucional

Engavetamento entre carreta, cinco carros e ônibus congestiona BR-324 em Feira de Santana

Engavetamento entre carreta, cinco carros e ônibus congestiona BR-324 em Feira de Santana Publicidade Institucional Foto: Reprodução / Redes Sociais Feira de Santana Publicado em 26/08/2026  |  Atualizado hoje Engavetamento entre carreta, cinco carros e ônibus congestiona BR-324 em Feira de Santana Acidente ocorreu durante a tarde nas proximidades do viaduto da Pirelli e forçou a interdição parcial da rodovia. Apesar do grande impacto envolvendo sete veículos, as autoridades confirmaram que não houve registro de feridos. Um engavetamento de grandes proporções provocou um longo congestionamento no trecho urbano da rodovia BR-324, em Feira de Santana. O acidente, registrado na tarde de quarta-feira (26), envolveu um total de sete veículos: uma carreta de carga, cinco carros de passeio e um ônibus interestadual. De acordo com os registros da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a colisão múltipla ocorreu por volta das 16h10, na altura do quilômetro 521,8, nas proximidades da fábrica da Pirelli. O choque sequencial gerou pânico entre os motoristas, além de causar danos materiais severos à lataria de alguns dos automóveis de menor porte que ficaram espremidos no fluxo da rodovia. Dinâmica do trânsito e resgate Apesar da gravidade aparente da cena e da grande quantidade de veículos envolvidos, equipes de resgate que se deslocaram ao trecho confirmaram que o acidente não deixou vítimas. Todos os condutores e passageiros envolvidos sofreram apenas escoriações leves ou saíram ilesos, não havendo necessidade de transferência para unidades hospitalares. O engavetamento, no entanto, gerou forte impacto na mobilidade urbana e rodoviária. A pista principal da BR-324 precisou ser parcialmente interditada para o trabalho das autoridades e a remoção segura dos destroços. Como medida de contingência, a PRF e as equipes da concessionária que administra a via desviaram o tráfego de veículos pesados e leves para a pista marginal, o que causou fluxo lento e longas filas ao longo do fim da tarde. Liberação da via A Polícia Rodoviária Federal informou que o trabalho de desobstrução durou aproximadamente uma hora e meia. Por volta das 17h40, todos os veículos foram rebocados para o acostamento e a pista principal foi gradativamente liberada, permitindo a normalização do trânsito no sentido Salvador – Feira de Santana. As circunstâncias que provocaram a colisão inicial ainda serão avaliadas, mas a suspeita é de que uma frenagem brusca de um dos veículos pesados, aliada à falta de distância de segurança adequada por parte dos demais condutores, tenha desencadeado o engavetamento em cadeia. Publicidade Institucional

Os irmãos Batista entram no setor de defesa com aquisição da Avibras

Os irmãos Batista entram no setor de defesa com aquisição da Avibras Publicidade Institucional Foto: Reprodução Economia Os irmãos Batista entram no setor de defesa com aquisição da Avibras Grupo J&F adquire controle total da fabricante estratégica de mísseis e foguetes das Forças Armadas. Negócio encerra período de grave crise financeira da companhia paulista, que se encontrava em recuperação judicial desde 2022. A holding J&F Investimentos, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista — empresários também responsáveis pela JBS —, concluiu as tratativas para a aquisição de 100% da Avibras Indústria Aeroespacial, uma das principais empresas da Base Industrial de Defesa do Brasil. O movimento marca a entrada oficial do grupo empresarial no setor de armamentos pesados e tecnologia militar. A transação foi oficializada por meio da empresa Globe Investimentos e notificada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Com a aquisição por um grupo nacional, o acordo mantém o controle de tecnologias militares de interesse de Estado em território brasileiro, afastando o risco de a companhia ser vendida a investidores estrangeiros. Os valores exatos da operação não foram divulgados publicamente pelas partes. Crise financeira e valor estratégico A Avibras é a desenvolvedora do sistema de artilharia de foguetes Astros 2020 e do Míssil Tático de Cruzeiro (MTC-300), projetos prioritários e estratégicos do Exército Brasileiro. Apesar da relevância tecnológica e militar, a empresa enfrentava uma severa crise financeira nos últimos anos. Em 2022, a companhia entrou em recuperação judicial acumulando dívidas estimadas em cerca de R$ 600 milhões. Como reflexo do esgotamento de caixa, a fabricante acumulou paralisações produtivas e lidou com uma extensa greve de funcionários em sua fábrica localizada em Jacareí, no interior de São Paulo. A entrada do grupo J&F tem como objetivo imediato a injeção de capital para quitar dívidas operacionais e passivos trabalhistas acumulados, permitindo que a linha de montagem volte a operar em sua capacidade regular. Próximos passos Após a formalização e o aval definitivo dos órgãos reguladores, o passo seguinte será a completa reestruturação gerencial da fábrica paulista. A expectativa do Ministério da Defesa e do setor industrial é de que a nova gestão assegure a entrega de suprimentos bélicos contratados pelo governo federal e retome a competitividade internacional da empresa. Historicamente, a Avibras já exportou seus sistemas avançados de defesa para dezenas de países, com destaque para nações do Oriente Médio, e a retomada da saúde financeira é vista como fundamental para honrar contratos de exportação já estabelecidos e buscar novos mercados globais. Publicidade