Política | Eleições 2026

Após derrota de Haddad, PT reorganiza campanha de Lula em São Paulo para o segundo turno

Partido tenta ampliar mobilização no maior colégio eleitoral do país. Haddad, Alckmin e Boulos entram na articulação, enquanto Tarcísio e Ricardo Nunes atuam pelo adversário.

Por NINJAFSA | 9 de outubro de 2026

Entenda a notícia em poucos pontos
  • PT reorganiza a campanha de Lula em São Paulo após derrota de Fernando Haddad para Tarcísio.
  • Geraldo Alckmin e Guilherme Boulos participam das articulações.
  • A legenda busca ampliar a presença de apoiadores nas ruas e melhorar a comunicação regional.
  • Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes mobilizam lideranças em apoio a Flávio Bolsonaro.

O Partido dos Trabalhadores (PT) iniciou nesta semana uma reorganização da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo, após a derrota de Fernando Haddad na disputa pelo governo estadual. O movimento busca recuperar a capacidade de mobilização da legenda no maior colégio eleitoral do Brasil durante o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.

Segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (9), Haddad assumiu a coordenação dos esforços em território paulista, enquanto aliados como Geraldo Alckmin (PSB) e Guilherme Boulos (PSOL) passaram a integrar ações voltadas ao fortalecimento da campanha.

A reorganização ocorre em meio à mobilização de adversários no estado. Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito governador, e Ricardo Nunes (MDB), prefeito da capital, articulam apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL).

PT tenta reconstruir mobilização local

A campanha de Lula enfrenta o desafio de aumentar sua presença nas ruas e de organizar estruturas partidárias após o encerramento da disputa pelo governo paulista.

De acordo com os relatos obtidos pela Folha, integrantes do partido avaliam que é necessário reforçar a articulação entre diretórios, parlamentares, lideranças comunitárias e militantes.

A estratégia inclui atos presenciais, distribuição de materiais eleitorais e maior coordenação das atividades regionais.

O objetivo declarado pelos organizadores é ampliar a comunicação com eleitores que votaram em outras candidaturas no primeiro turno, além de mobilizar a base já identificada.

Haddad, Alckmin e Boulos ganham espaço

Fernando Haddad, derrotado por Tarcísio de Freitas na eleição estadual, continua entre as principais lideranças petistas em São Paulo.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, ex-governador paulista, também participa da articulação política e de atividades de campanha.

Guilherme Boulos, ligado a movimentos sociais e à esquerda paulista, é outro nome mobilizado para atos e iniciativas de aproximação com diferentes regiões.

As três lideranças têm trajetórias e bases políticas distintas, o que permite ao grupo atuar em diferentes segmentos do eleitorado.

Por que São Paulo é tão importante?

O estado reúne o maior número de eleitores do país.

Além da capital, a campanha presidencial disputa votos em cidades do interior, na região metropolitana e em municípios industriais.

A distribuição territorial dos votos pode ter relevância no resultado nacional, mas a votação só será conhecida após a apuração do segundo turno.

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Adversários também reforçam campanha

No campo de Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes trabalham para ampliar o envolvimento de lideranças municipais na campanha presidencial.

Segundo a Folha, Nunes articula um encontro com prefeitos da região metropolitana de São Paulo e mantém contato com integrantes de partidos que apoiam o candidato do PL.

Tarcísio, que venceu a disputa pelo governo estadual, participa da mobilização política de aliados em defesa de Flávio.

Mobilização de Lula

Principais nomes: Haddad, Alckmin e Boulos.

Atividades: reorganização partidária, atos e campanhas regionais.

Mobilização de Flávio

Principais nomes: Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes.

Atividades: articulação de prefeitos, lideranças e partidos aliados.

Disputa ocorre em bairros e municípios

As campanhas também observam regiões em que a diferença de votos no primeiro turno foi menor.

Entre as áreas mencionadas na reportagem está Sapopemba, na zona leste da capital paulista, citada no planejamento das ações de campanha.

A presença de candidatos e apoiadores nas regiões pode ajudar na divulgação de propostas e na mobilização política.

Isso não garante, entretanto, alterações no comportamento eleitoral, que depende de diversos fatores individuais.

Comunicação digital também está em pauta

Além da mobilização presencial, o PT discute formas de aprimorar sua comunicação digital e ampliar a atuação de aliados nas plataformas.

As estratégias incluem vídeos, publicações e ações direcionadas a diferentes públicos, mas a campanha também tenta organizar melhor a coordenação entre suas equipes.

As mudanças ocorrem em um período curto, com pouco mais de duas semanas entre o início do segundo turno e a votação definitiva.

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Campanhas seguem até 25 de outubro

Tanto o PT quanto o grupo de Flávio Bolsonaro pretendem intensificar as atividades no estado nos próximos dias.

As articulações mostram a importância das alianças locais para campanhas nacionais, especialmente em um estado com grande quantidade de eleitores.

O segundo turno presidencial será realizado em 25 de outubro, quando os eleitores escolherão entre Lula e Flávio Bolsonaro.

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