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Sindicato ligado a irmão de Lula é alvo de operação da PF por fraudes no INSS

Sindicato ligado a irmão de Lula é alvo de operação da PF por fraudes no INSS

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (23) a operação “Sem Desconto”, que investiga um esquema de fraudes bilionárias envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Entre os alvos está o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), cuja vice-presidência é ocupada por José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A operação cumpriu 211 mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária em 14 estados e no Distrito Federal. As investigações apontam que, entre 2019 e 2024, cerca de R$ 6,3 bilhões foram desviados por meio de descontos não autorizados em benefícios previdenciários, com a participação de pelo menos 11 sindicatos. O Sindnapi, com sede em São Paulo e aproximadamente 350 mil filiados, é suspeito de descontar mensalidades sem o consentimento dos beneficiários ou mediante informações enganosas. A Controladoria-Geral da União (CGU) suspendeu administrativamente a entidade, que também pode responder criminalmente pelas fraudes. Frei Chico, filiado ao sindicato desde 2008 e membro da diretoria desde o ano passado, não foi alvo direto da operação. Em declaração à imprensa, afirmou esperar que a Polícia Federal investigue “toda a sacanagem que tem” no INSS. O presidente do Sindnapi, Milton Baptista de Souza Filho, é citado nas investigações. A entidade divulgou nota afirmando apoiar as apurações e destacando a trajetória de seus dirigentes no movimento sindical. A operação “Sem Desconto” é conduzida pela Polícia Federal em parceria com a CGU e o Ministério da Previdência Social. As autoridades continuam as investigações para identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados.

Presidente do INSS é afastado após operação da PF que investiga fraudes bilionárias

Presidente do INSS é afastado após operação da PF que investiga fraudes bilionárias

A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de fraudes em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigação aponta que, entre 2019 e 2024, entidades e sindicatos aplicaram descontos associativos não autorizados nos benefícios de aposentados e pensionistas, resultando em prejuízos estimados em R$ 6,3 bilhões.​, A operação mobilizou cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da Controladoria-Geral da União (CGU), que cumpriram 211 mandados judiciais de busca e apreensão, além de seis mandados de prisão temporária, em 13 estados e no Distrito Federal. Também foram determinadas ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão.​ O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado do cargo por decisão judicial, juntamente com outros cinco servidores do órgão. A operação visa desarticular uma estrutura criminosa que se aproveitava da vulnerabilidade dos beneficiários da Previdência Social.​ O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, levou o assunto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião no Palácio da Alvorada. As investigações continuam em andamento para responsabilizar os envolvidos e recuperar os valores desviados.​

Megaoperação da PF mira esquema bilionário de descontos indevidos no INSS​

Megaoperação da PF mira esquema bilionário de descontos indevidos no INSS​

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (23) a Operação Sem Desconto, visando desarticular um esquema de fraudes em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigação aponta que, entre 2019 e 2024, entidades e sindicatos aplicaram descontos associativos não autorizados nos benefícios de aposentados e pensionistas, resultando em prejuízos estimados em R$ 6,3 bilhões.​ A ação mobilizou cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da Controladoria-Geral da União (CGU), que cumpriram 211 mandados judiciais de busca e apreensão, além de seis mandados de prisão temporária, em 13 estados e no Distrito Federal. Também foram determinadas ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão.​ O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado do cargo por decisão judicial, juntamente com outros cinco servidores do órgão. A operação visa desarticular uma estrutura criminosa que se aproveitava da vulnerabilidade dos beneficiários da Previdência Social.​ O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, levou o assunto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião no Palácio da Alvorada. As investigações continuam em andamento para responsabilizar os envolvidos e recuperar os valores desviados.

Moraes cobra dados de Allan dos Santos de X e Meta em nova ofensiva contra foragido nos EUA

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (18) que as empresas X e Meta forneçam à Polícia Federal (PF), em até dez dias, dados e conteúdos de contas associadas ao blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, sob pena de multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. A ordem foi expedida no âmbito de investigações sobre a disseminação de fake news e ataques a instituições democráticas, reforçando a pressão sobre o influenciador, que está foragido nos Estados Unidos desde 2021. A decisão de Moraes exige que a Meta, dona do Instagram, envie dados cadastrais, registros de endereço IP e o conteúdo de postagens dos perfis @allanconta44 e @allanconta45, referentes ao período de 1º de junho de 2024 a 1º de fevereiro de 2025. Já o X, de Elon Musk, deve fornecer o conteúdo das publicações do perfil @allanconta no mesmo intervalo. A medida atende a um pedido da PF que apura a conduta de Santos, acusado de forjar mensagens contra a jornalista Juliana Dal Piva e de integrar uma rede de desinformação ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Allan dos Santos, ex-dono do canal Terça Livre, é alvo de duas ordens de prisão preventiva expedidas por Moraes — uma em outubro de 2021, no inquérito das milícias digitais, e outra em 2024, por ataques a investigadores. Foragido desde que deixou o Brasil com um visto de turista em 2020, ele vive nos EUA, onde busca asilo político, alegando perseguição. Apesar de pedidos de extradição do governo brasileiro, as autoridades americanas não o entregaram, pois os crimes apontados pelo STF, como incitação e difusão de fake news, não têm equivalência direta na legislação dos EUA. A determinação ocorre em um momento delicado para as big techs no Brasil. O X, que já foi multado em R$ 8,1 milhões em fevereiro por descumprir ordens semelhantes, enfrenta tensões com o STF desde o bloqueio da plataforma no país em 2024, resolvido após negociações. A Meta, por sua vez, tem cumprido decisões judiciais, mas ambas as empresas mostram alinhamento crescente com o governo de Donald Trump — Musk, dono do X, assumiu um cargo na administração americana, e Mark Zuckerberg, da Meta, suspendeu checagens de fatos nos EUA. Esse contexto pode influenciar o cumprimento da ordem de Moraes. A ação reacende o embate entre o Judiciário brasileiro e apoiadores de Bolsonaro, com Santos usando redes sociais para desafiar Moraes, como em vídeos onde o provoca dirigindo um Tesla. Enquanto o STF busca coibir suas atividades online, a falta de cooperação dos EUA mantém o blogueiro fora do alcance da Justiça brasileira, intensificando o debate sobre soberania digital e extradição.

Suspeita de venda de sentenças atinge 5 tribunais. Investigação avança até sobre gabinetes do STF

A Polícia Federal (PF) intensificou as investigações sobre um suposto esquema de venda de sentenças que alcança cinco tribunais de justiça estaduais no Brasil. As apurações, que já resultaram no afastamento de magistrados e servidores, agora se estendem a gabinetes do Supremo Tribunal Federal (STF), levantando novas questões sobre a extensão do caso. Tribunais da Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Maranhão estão entre os alvos, com operações que miram desembargadores, juízes e até funcionários administrativos. A investigação ganhou destaque após a Operação Ultima Ratio, deflagrada em outubro de 2024, que afastou cinco desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul por 180 dias. Eles são suspeitos de negociar decisões judiciais em troca de vantagens financeiras, com indícios de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A PF apreendeu mais de R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo na casa de um desembargador aposentado, além de armas e valores em moedas estrangeiras. O caso tomou um rumo ainda mais amplo quando indícios apontaram possíveis conexões com o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Documentos e mensagens interceptadas sugerem que um lobista, identificado como Andreson de Oliveira Gonçalves, teria atuado como intermediário em negociações de sentenças, com ramificações que chegam ao STF. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo, assumiu a relatoria do inquérito que agora abrange suspeitas envolvendo assessores de ministros do STJ e, mais recentemente, indícios que alcançam o próprio STF. A Procuradoria-Geral da República (PGR), sob o comando de Paulo Gonet, solicitou que as investigações permaneçam no Supremo para esclarecer se autoridades com foro privilegiado estão implicadas. Até o momento, não há confirmação de envolvimento direto de ministros do STF ou do STJ, mas a PF segue analisando movimentações financeiras e provas coletadas, como diálogos encontrados no celular de Roberto Zampieri, advogado assassinado em 2023, que revelou detalhes do esquema. Nos tribunais estaduais, pelo menos 16 desembargadores e sete juízes de primeira instância foram afastados provisoriamente. As ações também sobrecarregam o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que conduz apurações administrativas paralelas. Em Mato Grosso do Sul, filhos de desembargadores, muitos deles advogados, estão na mira da PF por supostamente usarem seus escritórios para facilitar o recebimento de propinas. A investigação, que deve ter parte de seus resultados concluída até meados de 2025, continua sob sigilo em vários pontos. A PF ainda busca identificar todos os envolvidos e possíveis elos entre os esquemas regionais e as instâncias superiores do Judiciário brasileiro.