Operação Miragem: PF mira Banco Digimais, de Edir Macedo, e bloqueia R$ 670 milhões por suspeita de fraude

Operação Miragem: PF mira Banco Digimais, de Edir Macedo, e bloqueia R$ 670 milhões por suspeita de fraude Publicidade POLÍCIA FEDERAL / ECONOMIA Operação Miragem: PF mira Banco Digimais, de Edir Macedo, e bloqueia R$ 670 milhões por suspeita de fraude Investigações baseadas em relatórios do Banco Central apontam manipulação sistêmica de balanços para ocultar prejuízos. A instituição ligada à Igreja Universal virou alvo de buscas em São Paulo. Por Redação NINJAFSA Atualizado recentemente Partilhar Resumo da Operação A Polícia Federal deflagrou a “Operação Miragem” para investigar suspeitas de fraudes bilionárias contra o Sistema Financeiro Nacional. O foco é o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo. A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 670 milhões após o Banco Central identificar a inserção de R$ 199 milhões em “rendas fictícias” para maquiar a real situação da instituição. Agentes da PF cumprem mandados na sede do banco e em empresas ligadas ao grupo em São Paulo. (Foto: Reprodução / Correio da Manhã) O sistema financeiro brasileiro amanheceu sob forte turbulência. A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira a Operação Miragem, com o objetivo de desarticular um suposto esquema de fraudes e crimes milionários contra o sistema financeiro nacional. O alvo principal e central da ofensiva é o Banco Digimais, instituição financeira controlada desde 2020 pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário do Grupo Record. A pedido da PF, a Justiça Federal autorizou a quebra imediata dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além de decretar o bloqueio preventivo de bens que podem alcançar a cifra de R$ 670 milhões. Mais de 50 agentes cumprem mandados de busca e apreensão na sede administrativa do banco, na ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários, e em fundos de investimento ligados ao grupo, todos em São Paulo. Foco na “Maquiagem Contábil” A investigação criminal teve origem em relatórios rigorosos produzidos pelo Banco Central do Brasil (BC), que detectaram graves indícios de irregularidades e operações de crédito vedadas pela legislação na gestão da instituição. A Ilusão Financeira: Segundo a PF, a principal linha de investigação aponta que diretores e executivos do Digimais promoveram uma fraude contábil organizada e sistemática. Para ludibriar os órgãos fiscalizadores e continuar operando no mercado de crédito (especialmente financiamento de veículos e consignado), o esquema teria inserido uma “renda fictícia” de cerca de R$ 199 milhões nos demonstrativos do banco, ocultando a sua verdadeira situação de prejuízo e insolvência. Os investigadores notaram que os executivos do Digimais teriam replicado uma estratégia fraudulenta muito semelhante à utilizada pelo Banco Master — que também é alvo de operações eCPIs recentes —, aproveitando-se indevidamente da proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Leia Também no NinjaFSA Líder do governo, Jaques Wagner é alvo da PF em caso do Banco Master Vorcaro é preso em nova fase da operação sobre fraudes e lavagem de dinheiro ÁUDIO: Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Vorcaro para filme Rebaixamento e Dificuldades O impacto da fraude e das investigações foi imediato no mercado. A agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou drasticamente a nota do Digimais nas últimas horas, citando “incertezas sobre a situação financeira” e a ausência de informações confiáveis, prevendo um risco real de falência (default). A situação financeira da instituição chegou a um ponto tão crítico que, segundo a PF, em abril de 2026, o banco negociou apressadamente a venda do seu controle para o BTG Pactual devido à extrema dificuldade de liquidez para honrar os compromissos diários. O que diz a defesa Embora conste no inquérito como proprietário direto da instituição desde que comprou a parte de outros acionistas minoritários, o bispo Edir Macedo não foi alvo de mandados de busca e apreensão porque reside atualmente fora do Brasil. No entanto, ele figura na lista de investigados pela Polícia Federal. Em nota oficial divulgada à imprensa, o Banco Digimais e a Igreja Universal afirmaram que confiam na lisura das apurações e que permanecem à inteira disposição das autoridades. “A instituição reafirma o seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com os órgãos competentes. Os advogados acompanham o processo de perto para garantir a rápida elucidação da verdade”, declarou a empresa. Link copiado para a área de transferência!
‘Sicário’ de Vorcaro morre em BH; PF diz que ele se suicidou na prisão

‘Sicário’ de Vorcaro morre em BH; PF diz que ele se suicidou na prisão POLÍCIA FEDERAL / INVESTIGAÇÃO ‘Sicário’ de Vorcaro morre em BH; PF diz que ele se suicidou na prisão O homem apontado como responsável por planejar agressões a mando do empresário foi encontrado morto na sua cela. A corporação abriu um inquérito para apurar as circunstâncias. PorRedação NINJAFSAAtualizado recentemente Partilhar RESUMO DA MATÉRIA O homem apontado pelas investigações como o “sicário” do empresário Pedro Vorcaro foi encontrado morto na carceragem da Polícia Federal em Belo Horizonte (MG). A corporação informou preliminarmente que se trata de um caso de suicídio, mas a morte de uma peça-chave no escândalo levanta suspeitas e questionamentos. O suspeito estava custodiado nas instalações da PF em Belo Horizonte. (Foto: Reprodução) Um desdobramento sombrio adicionou ainda mais tensão às investigações do “Caso Master”. O homem identificado pela Polícia Federal como o “sicário” (capanga ou matador de aluguer) ligado ao empresário Pedro Vorcaro foi encontrado sem vida na sua cela, nas instalações da PF em Belo Horizonte, Minas Gerais. O indivíduo havia sido detido recentemente, logo após a descoberta de mensagens que revelavam um plano para forjar um assalto com a intenção de agredir e intimidar o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. Segundo as interceptações, o ataque seria uma retaliação encomendada por Vorcaro devido a reportagens publicadas sobre as suas atividades empresariais. Publicidade A versão oficial e as suspeitas Em nota oficial, a Polícia Federal afirmou que as evidências preliminares no local indicam que o detido cometeu suicídio. No entanto, a morte repentina de uma figura central do inquérito levanta graves questionamentos nos bastidores políticos e policiais. Queima de Arquivo? O falecido era considerado um “arquivo vivo”. Como executor direto dos planos atribuídos a Vorcaro, um possível acordo de delação premiada por parte dele poderia implicar não apenas o empresário, mas também outras figuras de poder ligadas ao esquema de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro que é alvo da operação. Leia Também Vorcaro planejou falso assalto para agredir o jornalista Lauro Jardim Vorcaro é preso em nova fase da operação da PF sobre o caso Master A direção da Polícia Federal determinou a abertura imediata de uma sindicância interna para apurar as circunstâncias exatas da morte dentro da carceragem de segurança máxima. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames periciais rigorosos para confirmar a causa do óbito e descartar a hipótese de homicídio. Publicidade Link copiado para a área de transferência!
Gabinete de Toffoli reage e diz que PF não tem legitimidade para pedir suspeição no caso Master
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Aparelhos de Vorcaro citam Toffoli; PF aciona Fachin POLÍTICA / JUDICIÁRIO Gabinete de Toffoli reage e diz que PF não tem legitimidade para pedir suspeição no caso Master Em nota contundente, assessoria do ministro do STF classifica pedido da Polícia Federal como “ilações” e cita o Código de Processo Civil para deslegitimar a ação da corporação. Por Redação NINJAFSA 11/02/2026 • 23:35 Partilhar RESUMO DA MATÉRIA Um forte embate institucional marca o novo capítulo da investigação sobre o Banco Master. Após a Polícia Federal pedir a suspeição do ministro Dias Toffoli com base em mensagens encontradas nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, o gabinete do magistrado reagiu duramente. Em nota oficial, Toffoli deslegitimou a PF para fazer tal pedido, baseando-se no Código de Processo Civil, e chamou as acusações de “ilações”. A investigação sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro, transformou-se em um embate direto entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal (PF). Após peritos encontrarem menções ao ministro Dias Toffoli nos aparelhos do banqueiro, a corporação policial protocolou um pedido para que o magistrado fosse declarado suspeito no caso. A reação do STF, no entanto, foi imediata e incisiva. Publicidade Nesta quarta-feira (11), o gabinete do ministro Dias Toffoli emitiu uma nota oficial desqualificando a ação da Polícia Federal e questionando sua base legal. A assessoria do magistrado foi enfática ao afirmar que a PF não possui amparo jurídico para solicitar o afastamento de um ministro da Suprema Corte. A Nota Oficial: “O gabinete do Ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte.” A defesa institucional do ministro baseia-se no argumento técnico de que a Polícia Federal atua estritamente como órgão investigativo. Pela legislação brasileira (art. 145 do CPC), apenas as “partes” do processo — como a Procuradoria-Geral da República (PGR) ou a defesa dos investigados — teriam a legitimidade para apresentar um pedido formal de suspeição ou impedimento contra um juiz. Leia Também Mulher de Moraes assume defesa de sócio de Vorcaro no STF Governo articula para blindar CPI do caso Master no Congresso PF aponta irregularidades do Banco Master na Previdência do Amapá Publicidade Diante da menção a uma autoridade com foro por prerrogativa de função, o material apreendido pela PF foi remetido ao ministro Edson Fachin, que é o relator dos inquéritos conexos. Sobre o mérito das mensagens encontradas nos dispositivos do banqueiro, Toffoli optou por não dar explicações públicas, reservando-se a prestar os esclarecimentos devidos diretamente ao Presidente do STF.
PF aponta que Instituto de Previdência do Amapá rejeitou ‘bancos de primeira linha’ e preferiu o Master, apesar de alertas

PF: Amprev rejeitou bancos de primeira linha pelo Master POLÍTICA / ECONOMIA PF aponta que Instituto de Previdência do Amapá rejeitou ‘bancos de primeira linha’ e preferiu o Master, apesar de alertas Investigação revela que gestores do Amprev ignoraram avisos de risco e recusaram ofertas de instituições tradicionais para concentrar recursos no Banco Master. Por Redação NINJAFSA 09/02/2026 • 23:10 Partilhar RESUMO DA MATÉRIA Relatório da Polícia Federal aponta indícios de gestão temerária no Instituto de Previdência do Amapá (Amprev). Segundo as investigações, gestores teriam recusado propostas de instituições financeiras de “primeira linha” para privilegiar investimentos no Banco Master, mesmo diante de alertas técnicos sobre os riscos envolvidos na operação. A Polícia Federal (PF) concluiu em um novo relatório que a diretoria do Instituto de Previdência do Amapá (Amprev) ignorou deliberadamente ofertas de instituições financeiras tradicionais e sólidas — classificadas como “bancos de primeira linha” — para fechar negócios com o Banco Master. A decisão teria sido tomada a despeito de pareceres técnicos internos que alertavam para os riscos da concentração de recursos em uma única instituição de menor porte. Publicidade O documento, anexado às investigações que apuram desvios e má gestão em fundos de pensão municipais e estaduais, destaca que a preferência pelo Master não se justificava pelas taxas de mercado oferecidas na época. Segundo a PF, a recusa a bancos maiores configura um indício forte de direcionamento e gestão temerária dos recursos que deveriam garantir a aposentadoria dos servidores públicos do estado. Contexto do Banco Master: O Banco Master tem estado no centro do noticiário econômico e policial recente. A instituição enfrentou intervenção e liquidação de braços financeiros ligados ao grupo, como o Will Bank, decretada pelo Banco Central. Além disso, operações suspeitas envolvendo a instituição são alvo de pedidos de CPI no Congresso Nacional. A investigação aponta que a movimentação atípica de fundos previdenciários para bancos médios e pequenos, muitas vezes em troca de vantagens indevidas para gestores e políticos locais, é um modus operandi recorrente em esquemas de corrupção investigados pela PF em diversos estados. Leia Também Governo articula para não assinar CPI do caso Master Banco Central liquida Will Bank, ligado ao Grupo Master Esposa de Moraes assume defesa de sócio de dono do Master Publicidade O Instituto de Previdência do Amapá ainda não se pronunciou sobre o conteúdo do relatório da Polícia Federal. O caso segue sob investigação e pode resultar em novas operações e bloqueios de bens dos envolvidos.
Toffoli autoriza PGR a analisar material apreendido em investigação envolvendo a Master; Polícia Federal se diz “perplexa”
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu uma decisão nesta quarta-feira (14) que repercutiu negativamente entre a cúpula da Polícia Federal (PF). O magistrado atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizou o órgão a analisar diretamente o material apreendido no âmbito da investigação que envolve a empresa Master (ligada ao setor financeiro e de investimentos). A Reação da PF A decisão foi recebida com “perplexidade” por investigadores e delegados envolvidos no caso. Segundo interlocutores da corporação, o procedimento padrão em inquéritos dessa natureza prevê que a Polícia Federal realize a perícia criminal e a análise financeira dos documentos e dispositivos apreendidos, elaborando um relatório final que, só então, é remetido ao Ministério Público para a formação da “opinião delitiva”. A autorização para que a PGR acesse e analise o material bruto, concomitantemente ou antes da conclusão do trabalho policial, é vista pela PF como uma quebra da cadeia de custódia e um desprestígio à competência técnica da polícia judiciária. Contexto da Investigação O caso envolvendo a Master apura supostas irregularidades e movimentações financeiras atípicas. A defesa da empresa nega qualquer ilicitude e afirma que tem colaborado com as autoridades. A decisão de Toffoli, no entanto, coloca em evidência mais um capítulo do embate institucional sobre os limites de atuação da PF e da PGR em inquéritos que tramitam na Corte Suprema. Até o fechamento desta edição, o STF não emitiu nota oficial comentando a reação da Polícia Federal.
Haddad classifica megaoperação contra PCC como exemplar por alcançar ‘andar de cima’ do crime
Fraudes de R$ 52 bilhões em fintechs e lavagem de dinheiro foram desmanteladas O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou a megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), realizada nesta quinta-feira (28 de agosto de 2025), como exemplar por ter conseguido chegar ao “andar de cima” do crime organizado. A ação, uma força-tarefa envolvendo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o Ministério Público Federal (MPF) e as polícias Federal, Civil e Militar, cumpriu mandados em 10 estados contra uma rede ligada ao PCC que adulterava combustíveis e lavava dinheiro, com investigações por fraudes fiscais, ambientais e econômicas. Haddad informou que R$ 52 bilhões de organizações criminosas transitaram por fintechs nos últimos quatro anos, destacando a importância da “desmonetização” para combater o crime. Ele anunciou que, a partir de sexta-feira (29), a Receita Federal enquadrará as fintechs como instituições financeiras, sujeitando-as às mesmas obrigações dos grandes bancos para aumentar o potencial de fiscalização. “Essa operação inaugura uma nova forma de trabalhar, com troca de informações entre órgãos do Estado”, afirmou o ministro, durante entrevista coletiva no Ministério da Justiça. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, complementou que o Brasil observa a migração do crime organizado da ilegalidade para a legalidade, um fenômeno mundial que se intensificou nos últimos anos. Ele ressaltou que para combater isso não basta uma operação isolada, mas uma atividade integrada de todos os órgãos governamentais, com os fazendários sendo imprescindíveis. “Os órgãos fazendários, como a Receita Federal, são essenciais nessa tarefa”, declarou.
PF apura uso indevido de viatura em escolta a procurador do INSS em aeroporto
Agente afastado após conduzir Virgílio de Oliveira Filho por área restrita A Polícia Federal (PF) investiga uma escolta irregular prestada por um agente ao ex-procurador-geral do INSS, Virgílio de Oliveira Filho, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em 28 de novembro de 2024. O caso, revelado pelo portal O Globo, está ligado à Operação Sem Desconto, que apura fraudes de R$ 6,3 bilhões em descontos indevidos de aposentadorias. Imagens de câmeras mostram o agente Philipe Roters Coutinho conduzindo Virgílio e o empresário Danilo Trento, investigado na CPI da Covid, por uma área restrita de embarque remoto. Eles usaram uma viatura da PF, exclusiva para serviço oficial, até o hangar de aviação executiva, onde Virgílio embarcou para Curitiba. A PF aponta que Trento pagou a passagem de Virgílio de Brasília a São Paulo, sugerindo irregularidades. Coutinho foi afastado e teve US$ 199,6 mil (R$ 1,1 milhão), joias e armas apreendidos em seu apartamento em 23 de abril de 2025. A PF investiga suas viagens “atípicas” a Brasília, suspeitando de envolvimento no esquema. Coutinho nega vínculo com o INSS e diz que a escolta foi um favor a Trento, alegando coincidência no encontro com Virgílio. Virgílio, afastado do INSS, é suspeito de receber propina no esquema. A defesa dele não se manifestou. Trento nega ter pago a passagem e diz que o encontro foi casual. Em Feira de Santana, onde uma aposentada denunciou as fraudes, o caso reforça a cobrança por transparência.
Servidores do INSS receberam propina milionária de associações, aponta PF
Operação Sem Desconto revela esquema de R$ 6,3 bilhões em descontos indevidos A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, em 23 de abril de 2025, a Operação Sem Desconto, que expôs um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) envolvendo propinas milionárias pagas a servidores por associações. A investigação, iniciada em 2023, revelou que 11 entidades associativas realizaram descontos indevidos de até R$ 6,3 bilhões em aposentadorias e pensões entre 2019 e 2024, sem autorização dos beneficiários. Segundo a PF, servidores do INSS forneciam dados cadastrais de aposentados em troca de pagamentos, permitindo que associações como a Ambec e o Sindnapi/FS cobrassem mensalidades de forma ilícita. A operação resultou no afastamento de seis servidores, incluindo o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que foi demitido, e na prisão de cinco pessoas ligadas a entidades de Sergipe. Foram cumpridos 211 mandados de busca e apreensão em 13 estados e no Distrito Federal, com apreensão de carros de luxo, joias e dinheiro vivo. Um lobista conhecido como “careca do INSS”, Antonio Carlos Camilo Antunes, teria recebido R$ 12 milhões para facilitar o acesso aos dados. A CGU apontou que 97% dos aposentados entrevistados desconheciam os descontos, e 72% das associações não apresentaram documentação para justificar os acordos com o INSS. O Ministério da Previdência anunciou que os descontos foram suspensos, e a devolução dos valores começará em maio de 2025. A PF orienta que vítimas consultem o extrato no Meu INSS ou pela Central 135 para bloquear cobranças indevidas.
Concurso da PF oferece 192 oportunidades com salários atrativos
Edital prevê vagas para níveis médio e superior; inscrições começam em 29 de abril A Polícia Federal (PF) lançou um novo concurso público com 192 vagas disponíveis para cargos de níveis médio e superior, oferecendo salários que podem chegar a R$ 11 mil. O edital foi publicado em 25 de abril de 2025, e as inscrições estarão abertas a partir de 29 de abril, com encerramento às 18h de 21 de maio, pelo horário de Brasília. Organizado pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), o processo seletivo promete atrair muitos candidatos devido aos benefícios e à reputação da instituição. O certame é voltado para candidatos com diferentes formações. As vagas de nível superior abrangem diversas áreas de especialização, enquanto as de nível médio também oferecem oportunidades atrativas. A remuneração inicial varia conforme o cargo, mas o teto de R$ 11 mil é um dos grandes destaques, além da estabilidade garantida por se tratar de um emprego público federal. As inscrições serão realizadas exclusivamente pelo site do Cebraspe, com taxas de R$ 110,00 para cargos de nível superior e R$ 90,00 para os de nível médio. Candidatos inscritos no CadÚnico ou doadores de medula óssea reconhecidos pelo Ministério da Saúde podem solicitar isenção, conforme regras do edital. O concurso terá várias etapas, incluindo provas objetivas marcadas para 29 de junho de 2025, além de avaliação biopsicossocial (para candidatos com deficiência), procedimento de heteroidentificação (para candidatos negros) e avaliação médica. Só serão empossados aqueles considerados aptos física e mentalmente. A validade do concurso é de dois anos, contados a partir da homologação do resultado final, com possibilidade de prorrogação por mais dois anos. A PF, conhecida por atuar no combate ao crime organizado, segurança de fronteiras e crimes ambientais, vê no certame uma chance de reforçar seu quadro funcional, atendendo melhor às necessidades do país. Cronograma do Concurso Aqui está o cronograma oficial divulgado no edital: Os interessados devem consultar o edital completo no site do Cebraspe para detalhes sobre os cargos, conteúdos programáticos e requisitos específicos. A preparação antecipada é essencial, já que o Cebraspe é conhecido por suas provas rigorosas, e a concorrência deve ser alta. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, celebrou o lançamento do concurso, destacando sua importância para fortalecer a capacidade operacional da corporação em todo o Brasil. Para os concurseiros, é uma oportunidade única de ingressar em uma das instituições mais prestigiadas do serviço público, combinando estabilidade, bons salários e a chance de contribuir para a segurança nacional.
TCU apontou falhas no INSS em 2024
Em 2024, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas significativas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), especialmente relacionadas a descontos indevidos nas folhas de pagamento de aposentados e pensionistas. A auditoria revelou que o INSS permitia descontos com base apenas em listas mensais de segurados fornecidas à Dataprev, sem a devida verificação documental exigida pelas normas internas. Essa prática resultou em descontos não autorizados por parte dos beneficiários, comprometendo a integridade dos pagamentos. Além disso, a fiscalização analisou R$ 91 bilhões em descontos de empréstimos consignados e mensalidades associativas, constatando que nem todos os valores foram aprovados pelos titulares. Em quase 36% dos casos examinados, a documentação necessária não estava de acordo com o exigido, indicando falhas nos procedimentos de autorização. Em resposta, o TCU recomendou que novos descontos só fossem realizados mediante assinatura eletrônica avançada e biometria, ou com a confirmação da existência dos documentos exigidos. Determinou também o bloqueio automático para todos os novos descontos e a implementação de medidas administrativas para identificar e responsabilizar entidades associativas e sindicais suspeitas de fraudes nas autorizações de descontos. Essas descobertas do TCU precederam operações da Polícia Federal que investigam esquemas de fraudes no INSS, destacando a importância das auditorias para a identificação de irregularidades e a proteção dos direitos dos beneficiários.