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Alta da dívida pública põe em xeque futuro do arcabouço fiscal de Haddad

Alta da dívida pública põe em xeque futuro do arcabouço fiscal de Haddad

Alta da dívida pública põe em xeque futuro do arcabouço fiscal Análise Econômica Alta da dívida pública põe em xeque futuro do arcabouço fiscal de Haddad Crescimento acelerado do endividamento e dificuldades na arrecadação pressionam meta de déficit zero e acendem alerta no mercado financeiro. Por Redação NINJAFSA • 15/02/2026 • 15:50 Ministro Fernando Haddad em coletiva sobre resultados fiscais (Foto: UOL) O cenário fiscal brasileiro volta a ser motivo de apreensão em Brasília e na Faria Lima. Dados recentes divulgados pelo Banco Central mostram que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu um novo patamar preocupante, superando as projeções da equipe econômica para o início de 2026. Publicidade A escalada do endividamento coloca sob forte pressão o arcabouço fiscal, regra desenhada pelo ministro Fernando Haddad para substituir o antigo teto de gastos. A âncora, que depende fundamentalmente do aumento de receitas para zerar o déficit primário, enfrenta obstáculos com a frustração na arrecadação federal e a resistência do Congresso em aprovar novas medidas tributárias. “Se o governo não conseguir entregar o déficit zero prometido, a credibilidade do arcabouço fiscal pode ruir, elevando os juros futuros e a inflação.” Economistas alertam que a relação Dívida/PIB, principal termômetro de solvência do país, caminha para níveis que podem afugentar investimentos. O mercado financeiro já precifica um cenário de descumprimento da meta fiscal, o que exigiria do governo o acionamento de gatilhos de contenção de despesas — medidas impopulares em ano eleitoral. Aprofunde-se no Tema Haddad defende legado e critica gestão anterior Paradoxo: Juros altos x Desemprego baixo Dólar cai para R$ 5,18 apesar do risco fiscal Publicidade Diante do impasse, o Ministério da Fazenda prepara um novo pacote de revisão de gastos e combate a subsídios ineficientes, na tentativa de reverter a trajetória da dívida e acalmar os ânimos do mercado antes da próxima reunião do Copom.

Toffoli atribui a Lula entrega de relatório da PF sobre celular de Vorcaro

Toffoli atribui a Lula entrega de relatório da PF sobre celular de Vorcaro

Toffoli atribui a Lula entrega de relatório da PF sobre celular de Vorcaro POLÍTICA / JUDICIÁRIO Toffoli atribui a Lula entrega de relatório da PF sobre celular de Vorcaro Ministro do STF afirma que documento com menções a ele nos aparelhos do banqueiro foi entregue diretamente ao presidente da República, e não ao Supremo, o que gerou desconforto institucional. Por Redação NINJAFSA 15/02/2026 • 09:30 Partilhar RESUMO DA MATÉRIA O ministro Dias Toffoli, do STF, declarou que o relatório da Polícia Federal contendo menções ao seu nome nos celulares de Daniel Vorcaro foi entregue diretamente ao presidente Lula, e não aos órgãos competentes do Judiciário. A afirmação coloca em xeque a autonomia da PF e intensifica a crise institucional em torno do caso Banco Master. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma revelação que agita os bastidores de Brasília neste domingo (15). Segundo o magistrado, o relatório da Polícia Federal que aponta menções ao seu nome em dispositivos eletrônicos apreendidos com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria sido entregue em mãos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antes mesmo de chegar ao conhecimento da Corte. Publicidade A declaração de Toffoli sugere uma quebra na cadeia de custódia e no fluxo institucional das investigações. Pela regra, descobertas envolvendo autoridades com foro privilegiado devem ser remetidas imediatamente ao STF para análise. O envio direto ao Executivo levanta suspeitas sobre o uso político das informações obtidas pela corporação. Tensão Institucional: O episódio agrava o conflito entre o ministro e a direção da Polícia Federal. Toffoli já havia classificado o pedido de suspeição feito pela PF como “ilação” e questionado a legitimidade da polícia para tal ato. Agora, ao envolver o presidente da República na trama, o caso ganha contornos de crise entre os poderes. Até o momento, o Palácio do Planalto não confirmou o recebimento do documento. O ministro André Mendonça, novo relator do caso após o afastamento voluntário de Toffoli, deve analisar os desdobramentos dessa nova acusação. A defesa de Daniel Vorcaro nega irregularidades e afirma desconhecer o teor das conversas citadas. Leia Também André Mendonça assume relatoria do inquérito do Banco Master Toffoli deixa caso Master após polêmica com a PF Gabinete de Toffoli chama denúncias da PF de “ilações” Publicidade

Lula veta idade máxima unificada de 35 anos para concursos da PM e Bombeiros

Lula veta idade máxima unificada de 35 anos para concursos da PM e Bombeiros

Presidência alega inconstitucionalidade e defende autonomia dos estados para definir critérios de ingresso; proposta original fixava teto de 35 anos em todo o país Conteúdo: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou, nesta quarta-feira (07), o Projeto de Lei nº 1.469/2020, que buscava estabelecer um padrão nacional para a idade máxima de ingresso nas Polícias Militares (PM) e Corpos de Bombeiros Militares (CBM). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e repercute diretamente na vida de milhares de candidatos a carreiras de segurança pública. O que dizia o projeto O texto aprovado anteriormente pelo Legislativo determinava que todos os estados brasileiros adotassem os seguintes limites etários nos editais de concurso: Motivação do Veto Na mensagem de veto enviada ao Congresso, o Executivo argumentou que a proposta é inconstitucional e contrária ao interesse público. O principal ponto levantado foi a violação da autonomia administrativa dos estados e do Distrito Federal. Segundo o Planalto, as unidades federativas devem ter a prerrogativa de definir os requisitos de acesso aos cargos, levando em conta as peculiaridades regionais e as necessidades operacionais de cada corporação. Próximos Passos O veto presidencial não encerra a tramitação. A matéria agora retorna ao Congresso Nacional, onde deputados e senadores analisarão a decisão em sessão conjunta. Para que o veto seja derrubado e a lei entre em vigor conforme o texto original, é necessária a maioria absoluta dos votos (257 deputados e 41 senadores). Até lá, permanecem válidas as legislações estaduais atuais, que variam significativamente em todo o país.

Taxa das Blusinhas não gera emprego, onera pobres e reduz arrecadação de estados, diz estudo da LCA

Taxa das Blusinhas não gera emprego, onera pobres e reduz arrecadação de estados, diz estudo da LCA

Análise da LCA Consultores contesta os pilares de defesa da nova taxação de 20% sobre importações de baixo valor, indicando que a medida falha em estimular o emprego nacional, impacta desproporcionalmente a baixa renda e pode, paradoxalmente, diminuir a arrecadação de ICMS nos estados. Um novo estudo da LCA Consultores coloca em xeque a eficácia e a justiça da nova regra que impõe 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “Taxa das Blusinhas”. O levantamento técnico contraria os principais argumentos usados por setores da indústria nacional e do governo para justificar a medida. As conclusões do estudo apontam para três efeitos negativos principais: 1. Falha na Geração de Empregos O principal argumento para a taxação era proteger a indústria nacional e, consequentemente, gerar empregos no setor têxtil. A LCA, no entanto, projeta que o efeito sobre o emprego será insignificante. Isso ocorre porque o perfil dos produtos importados (que têm preços muito mais baixos) não compete diretamente com a produção brasileira em grande escala. A taxação deve apenas elevar o custo final para o consumidor, sem impulsionar a criação de vagas em um setor que exige investimentos complexos e de longo prazo. 2. Oneração Regressiva O estudo classifica a medida como regressiva, pois o impacto da taxação recai principalmente sobre a população de menor renda. Esses consumidores, que já possuem poder de compra limitado, são os que mais se beneficiam das plataformas internacionais para adquirir itens essenciais e de vestuário a preços acessíveis. Ao aumentar em 20% o custo desses produtos, o governo penaliza justamente quem depende da importação para equilibrar o orçamento doméstico. 3. Redução da Arrecadação Estadual Outro ponto levantado é o impacto na arrecadação dos estados. O estudo prevê que a taxação levará a uma queda no volume de compras importadas. Consequentemente, a arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que incide sobre o valor da mercadoria (incluindo o imposto federal), pode ser reduzida. Ao diminuir o volume total de vendas internacionais, os estados podem ver uma perda de receita, contrariando a expectativa inicial de aumento de arrecadação total com a medida. O estudo da LCA Consultores reforça a divisão de opiniões no Congresso e no mercado, adicionando dados concretos ao debate sobre o futuro da política de tributação de importações no Brasil.

Ministro de Israel chama Lula de ‘antissemita apoiador do Hamas’ e associa presidente a líder do Irã

Ministro de Israel chama Lula de ‘antissemita apoiador do Hamas’ e associa presidente a líder do Irã

Declaração agrava tensão diplomática após rebaixamento de relações entre os países O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, criticou nesta terça-feira (26 de agosto de 2025) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamando-o de “antissemita declarado e apoiador do Hamas” e associando-o ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Em uma postagem nas redes sociais, escrita em português e com uma imagem gerada por IA de Lula como marionete controlada por Khamenei, Katz reagiu à retirada do Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), que combate o antissemitismo e o ódio contra Israel. “Agora, ele [Lula] revelou sua verdadeira face, colocando o país ao lado de regimes como o Irã, que nega o Holocausto e ameaça destruir Israel”, afirmou Katz. A publicação intensifica o mal-estar diplomático entre Brasil e Israel, agravado pela guerra em Gaza. O Ministério das Relações Exteriores israelense anunciou na quarta-feira (20) o “rebaixamento” das relações, ignorando a indicação de embaixador brasileiro e reafirmando Lula como “persona non grata” desde fevereiro de 2024, quando ele comparou as ações de Israel aos nazistas. Em resposta, o assessor internacional Celso Amorim disse: “Eles humilharam nosso embaixador lá, uma humilhação pública. Depois daquilo, o que eles queriam?”. O Itamaraty manteve o cargo vago desde a retirada do embaixador Frederico Meyer em maio de 2024. O governo brasileiro é crítico da operação israelense em Gaza, que causou uma grave crise humanitária, ao mesmo tempo que condena o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixou mais de 1.200 israelenses mortos e cerca de 250 reféns. A tensão persiste, com o Brasil ignorando a indicação de embaixador e Israel mantendo uma postura firme contra críticas ao conflito.

Governo Trump pune Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky

Governo Trump pune Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky

Decisão inédita do governo americano acusa ministro do STF de ‘minar a democracia’ e ‘perseguição política’. Governo Lula reage com fúria e fala em ‘violação da soberania’. Em um ato de repercussões diplomáticas e jurídicas imensuráveis, o governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira, 30 de julho, a imposição de sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A medida, sem precedentes na história das relações entre os dois países, foi baseada na Lei Global Magnitsky, um instrumento legal que os EUA utilizam para punir estrangeiros envolvidos em graves violações de direitos humanos e corrupção. A justificativa do governo americano O anúncio foi feito pelo Departamento do Tesouro, em coordenação com o Departamento de Estado. Em um comunicado duro, o governo americano acusou Moraes de ter tomado ações que “minaram processos ou instituições democráticas” e de se engajar em “perseguição política” contra opositores do atual governo. A nota cita nominalmente os inquéritos conduzidos por Moraes contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados como exemplos dessas ações. O que é a Lei Magnitsky e quais as consequências A Lei Global Magnitsky permite ao presidente dos EUA impor sanções financeiras e restrições de viagem a qualquer estrangeiro responsável por violações de direitos humanos ou atos de corrupção significativa. Para o ministro Alexandre de Moraes, as sanções resultam no congelamento imediato de quaisquer bens que ele possua sob jurisdição americana (como contas bancárias ou propriedades) e na proibição de sua entrada nos Estados Unidos. A reação do Brasil A resposta do governo brasileiro foi imediata e severa. O Palácio do Itamaraty divulgou uma nota na qual classifica as sanções como uma “violação inaceitável da soberania brasileira e do princípio de não intervenção”. O comunicado afirma ainda que a medida é um “ataque direto à independência do Poder Judiciário brasileiro”. O STF também se manifestou em nota, prestando solidariedade a Moraes e repudiando a decisão americana. Em contrapartida, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, como a deputada Carla Zambelli, comemoraram a sanção nas redes sociais, afirmando que “o mundo finalmente enxergou os abusos cometidos no Brasil”. A decisão do governo Trump de sancionar um ministro da mais alta corte brasileira abre a mais grave crise diplomática entre os dois países em décadas. As consequências da medida ainda são incertas, mas devem aprofundar a polarização política no Brasil e colocar em xeque as relações bilaterais com os Estados Unidos.

Diplomatas defendem acerto antes de eventual telefonema para que Trump não repita com Lula o que fez com Zelensky

Diplomatas defendem acerto antes de eventual telefonema para que Trump não repita com Lula o que fez com Zelensky

Receio no Itamaraty é que presidente americano use um eventual telefonema para pressionar Lula, como no caso que levou ao seu primeiro impeachment. Sugestão é que conversa só ocorra com roteiro previamente negociado. Diplomatas de carreira do Itamaraty estão aconselhando o Palácio do Planalto a só realizar um eventual telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump após um detalhado “acerto prévio” entre as equipes dos dois países. O objetivo da cautela, segundo a reportagem do G1, é evitar a repetição do controverso episódio de 2019 envolvendo Trump e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que resultou no primeiro processo de impeachment do presidente americano. O fantasma da ligação com Zelensky A preocupação dos diplomatas brasileiros remete à ligação de julho de 2019, na qual Donald Trump pressionou Zelensky a anunciar uma investigação de corrupção contra Joe Biden, então seu principal adversário político, e seu filho, Hunter Biden. A conversa, cujo teor veio a público, foi a base para a acusação de abuso de poder que levou ao primeiro impeachment de Trump. O receio no Itamaraty é que o presidente americano possa tentar usar uma conversa com Lula para fazer pedidos inadequados ou para fins de política doméstica, colocando o presidente brasileiro em uma situação delicada. A necessidade de um roteiro Para evitar armadilhas, a recomendação é que a conversa só aconteça se houver um roteiro detalhadamente negociado entre os assessores diplomáticos dos dois presidentes. Neste modelo, o telefonema não seria um espaço para negociação, mas para a formalização de entendimentos já costurados previamente, sem espaço para improvisos ou “surpresas”. A discussão sobre uma possível ligação entre os dois líderes ganhou força após a recente escalada na tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos, iniciada pela decisão de Trump de dobrar as tarifas sobre o aço e o alumínio, e a subsequente ameaça de Lula de uma “guerra tarifária”. A cautela da diplomacia brasileira evidencia o estilo pouco ortodoxo e imprevisível de Donald Trump nas relações internacionais. A decisão sobre a realização do telefonema e, principalmente, sobre os termos em que ele ocorreria, será um importante teste para a relação entre os dois presidentes em um momento de atrito bilateral.

Produtores de laranja avaliam deixar frutas apodrecerem devido a tarifas de Trump

Produtores de laranja avaliam deixar frutas apodrecerem devido a tarifas de Trump

Exportações para os EUA, que consomem 42% do suco brasileiro, podem ser inviabilizadas O setor citrícola brasileiro enfrenta uma crise iminente com o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto de 2025. Produtores de laranja, especialmente no cinturão citrícola de Minas Gerais e São Paulo, estão considerando deixar as frutas apodrecerem nos pomares devido à queda acentuada nos preços e à possibilidade de perder o mercado americano, que absorve 42% do suco de laranja exportado pelo Brasil – um comércio avaliado em cerca de US$ 1,31 bilhão na safra encerrada em junho. “Eu vejo que pode realmente já ficar fruto no pé por não ter mercado e você não vai gastar para tirar e não ter para quem vender”, afirmou o produtor Fabrício Vidal, em sua fazenda em Formoso (MG). Os preços da laranja no Brasil despencaram para R$ 44 por caixa neste mês, quase metade do valor praticado há um ano, conforme dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da USP. Essa redução reflete a incerteza gerada pelas políticas comerciais de Trump, que podem inviabilizar as exportações antes mesmo de entrarem em vigor. A ansiedade cresce a cada dia, como destacou Ibiapaba Netto, diretor-presidente da CitrusBR, associação que representa os exportadores de suco de laranja, em entrevista à Reuters: “Cada dia que vai chegando mais perto da entrada em vigor das tarifas aumenta a preocupação”. Nos Estados Unidos, a produção de suco de laranja caiu para o menor nível em meio século na safra 2024/25, com apenas 108,3 milhões de galões, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA. Isso faz com que as importações, das quais o Brasil responde por 90% do abastecimento até setembro, sejam cruciais. Metade do suco consumido pelos americanos vem do Brasil, distribuído por marcas como Tropicana, Minute Maid e Simply Orange. A nova tarifa, que representa um aumento de 533% sobre os atuais US$ 415 por tonelada, ameaça essa dependência, afetando não apenas produtores brasileiros, mas também consumidores e empresas americanas. A Johanna Foods, distribuidora de Nova Jersey, já moveu uma ação judicial nos EUA contra a tarifa, alegando danos financeiros significativos. Grandes marcas como Coca-Cola e Pepsi, que controlam 60% do mercado de suco nos EUA, também podem enfrentar dificuldades, embora não tenham se pronunciado. Para o Brasil, substituir o mercado americano é um desafio. Com exportações limitadas a cerca de 40 países – bem menos que outros produtos como carne –, e com a União Europeia já absorvendo 52% das vendas, opções como a Costa Rica são inviáveis devido a restrições da OCDE. Produtores como Ederson Kogler, de Formoso, veem a busca por novos mercados como a única saída, mas alertam: “São coisas que não acontecem do dia para a noite”.

Moraes determina bloqueio de bens de Eduardo Bolsonaro e investiga ações nos EUA

Moraes determina bloqueio de bens de Eduardo Bolsonaro e investiga ações nos EUA

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio de contas bancárias, chaves Pix, bens móveis e imóveis, além da suspensão do recebimento de salário de Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado que reside nos Estados Unidos. A medida foi tomada dentro do contexto de uma investigação que busca dificultar as ações do deputado em solo norte-americano, relacionadas principalmente a articulações políticas em favor de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro tem buscado apoio de aliados internacionais, principalmente do governo de Donald Trump, e tem pressionado o STF e o governo brasileiro com o objetivo de obter sanções contra o Brasil. Recentemente, o deputado comemorou o anúncio das tarifas de 50% impostas por Trump a produtos brasileiros, tratando-a como uma vitória para seus aliados políticos. A decisão de Moraes foi tomada em resposta a um inquérito que investiga a possível interferência estrangeira nos assuntos internos do Brasil. Além do bloqueio de bens e contas, o ministro determinou a investigação de possíveis negociações de dólar feitas por Eduardo Bolsonaro, com base em suspeitas de uso de informações privilegiadas relacionadas ao anúncio das tarifas. A medida gerou reações imediatas de parte do governo dos Estados Unidos, que através do secretário de Estado Marco Rubio, revogou o visto de Moraes e de outros envolvidos na decisão. O governo americano alegou que o Brasil estava agindo contra a liberdade de expressão e acusou o país de realizar perseguições políticas.

Governo Lula analisa medidas contra Israel, afirma Celso Amorim

Governo Lula analisa medidas contra Israel, afirma Celso Amorim

Assessor sugere ações em relações militares em meio a tensões com Tel Aviv O assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Celso Amorim, informou nesta quinta-feira, 12 de junho de 2025, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está avaliando medidas contra Israel, com ênfase nas relações militares. A declaração foi feita após uma reunião com cerca de 20 deputados aliados no Palácio do Planalto, onde Amorim discutiu o tema com Lula e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A decisão reflete o agravamento das tensões diplomáticas, motivadas pelas críticas do governo brasileiro à atuação de Israel no conflito com o Hamas em Gaza. Amorim destacou que as possíveis ações visam as parcerias militares, consideradas estratégicas para Israel tanto militar quanto economicamente. Ele indicou que o anúncio oficial caberá a Vieira, sem especificar prazos ou detalhes. O assessor reforçou o compromisso do Brasil com a paz e os direitos humanos, alinhado ao direito internacional e às resoluções da ONU, mas descartou um rompimento completo das relações para evitar impactos sobre brasileiros que vivem na região. A postura do governo brasileiro segue o tom adotado por Lula, que já chamou as ações de Israel de “genocídio” e foi declarado “persona non grata” por Tel Aviv em fevereiro de 2024, levando à retirada do embaixador Frederico Meyer, cujo posto segue vago. A reunião também abordou preocupações humanitárias na Faixa de Gaza, com parlamentares pressionando por sanções mais duras.