Resumo da Notícia
- O Sistema Cantareira registrou 51,2% de volume útil no final de outubro de 2025.
- Mesmo com a recuperação em relação a maio, a operação segue na faixa de atenção durante novembro.
- A Sabesp precisa limitar a retirada de água para proteger os reservatórios.
Quem abre a torneira na Região Metropolitana de São Paulo e em Campinas depende de uma operação cautelosa que seguirá firme no horizonte das próximas semanas. Com o fechamento de outubro em 31 de outubro de 2025, o volume útil do Sistema Cantareira alcançou 51,2% da capacidade, um patamar que traz alívio após o armazenamento de 52,7% registrado em maio de 2025, mas que ainda não permite relaxar os cuidados com o uso da água.
Para garantir que o complexo formado pelos reservatórios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro — que abastece cerca de metade da população da região metropolitana e Campinas — continue seguro, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) mantêm as regras preventivas. O sistema permanece enquadrado na faixa de atenção, que compreende marcas entre 40% e 60% da capacidade total de 981,56 bilhões de litros.
Essa precaução tem um motivo histórico: as diretrizes seguem a Resolução Conjunta nº 925/2017, estabelecida após o período crítico de escassez vivido nos anos de 2014 e 2015. Com a manutenção do alerta, a Sabesp, companhia privada administradora do sistema, precisa limitar a captação de água em até 31 metros cúbicos por segundo. Em condições de normalidade, esse limite de captação poderia chegar a 33 metros cúbicos por segundo.
O cenário atual só foi possível graças a chuvas recordes que caíram nos meses de setembro e outubro de 2025, revertendo o quadro preocupante do início do ano. Ainda não há uma previsão exata cravada pelos órgãos reguladores sobre quando o manancial retornará à faixa de normalidade total, deixando a evolução dependente do clima.