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  • Economia de Cuba entra em “queda livre” e país atravessa pior crise desde a Revolução

    Economia de Cuba entra em “queda livre” e país atravessa pior crise desde a Revolução

    A economia de Cuba atravessa, neste início de janeiro de 2026, o que economistas e analistas internacionais classificam como o seu pior momento em quase sete décadas. Superando as privações do chamado “Período Especial” da década de 1990 — que se seguiu ao colapso da União Soviética —, a ilha caribenha enfrenta agora uma convergência de crises que colocou o país em uma situação de “queda livre” econômica.

    Colapso Energético e Fator Venezuela Um dos pilares da atual deterioração é a crise energética sem precedentes. Relatos de moradores indicam que os cortes de eletricidade (apagões) alcançam até 15 horas por dia em diversas províncias, paralisando a indústria e afetando a conservação de alimentos nas residências. A situação se agravou dramaticamente com a recente instabilidade na Venezuela, que interrompeu o envio de barris de petróleo subsidiados, historicamente vitais para a geração de energia na ilha.

    Inflação e Escassez A vida cotidiana dos cubanos é marcada pela escassez crônica. Dados indicam que a cesta básica de medicamentos do país sofre com a falta de centenas de itens essenciais. A inflação, impulsionada pela desvalorização do Peso Cubano (CUP) frente ao Dólar no mercado informal, corrói o poder de compra da população. O governo de Miguel Díaz-Canel implementou medidas de “economia de guerra”, incluindo controles rígidos de preços e combate à evasão fiscal, mas a eficácia tem sido limitada diante da falta de divisas estrangeiras.

    Queda do PIB e Turismo O Produto Interno Bruto (PIB) de Cuba encolheu consecutivamente nos últimos três anos e as projeções para 2026 permanecem pessimistas, com risco de estagnação ou nova recessão. O turismo, tradicional motor da economia, ainda opera abaixo dos níveis de 2019, prejudicado pela infraestrutura precária e pela concorrência regional.

    Diferente dos anos 90, o país enfrenta hoje um cenário demográfico mais adverso, com uma onda migratória recorde de jovens e mão de obra qualificada deixando a ilha em busca de oportunidades no exterior, principalmente nos Estados Unidos.

  • Lula veta idade máxima unificada de 35 anos para concursos da PM e Bombeiros

    Lula veta idade máxima unificada de 35 anos para concursos da PM e Bombeiros

    Presidência alega inconstitucionalidade e defende autonomia dos estados para definir critérios de ingresso; proposta original fixava teto de 35 anos em todo o país

    Conteúdo: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou, nesta quarta-feira (07), o Projeto de Lei nº 1.469/2020, que buscava estabelecer um padrão nacional para a idade máxima de ingresso nas Polícias Militares (PM) e Corpos de Bombeiros Militares (CBM). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e repercute diretamente na vida de milhares de candidatos a carreiras de segurança pública.

    O que dizia o projeto O texto aprovado anteriormente pelo Legislativo determinava que todos os estados brasileiros adotassem os seguintes limites etários nos editais de concurso:

    • 35 anos para os quadros de oficiais e praças;
    • 40 anos para oficiais médicos, de saúde ou outras especializações.

    Motivação do Veto Na mensagem de veto enviada ao Congresso, o Executivo argumentou que a proposta é inconstitucional e contrária ao interesse público. O principal ponto levantado foi a violação da autonomia administrativa dos estados e do Distrito Federal. Segundo o Planalto, as unidades federativas devem ter a prerrogativa de definir os requisitos de acesso aos cargos, levando em conta as peculiaridades regionais e as necessidades operacionais de cada corporação.

    Próximos Passos O veto presidencial não encerra a tramitação. A matéria agora retorna ao Congresso Nacional, onde deputados e senadores analisarão a decisão em sessão conjunta. Para que o veto seja derrubado e a lei entre em vigor conforme o texto original, é necessária a maioria absoluta dos votos (257 deputados e 41 senadores). Até lá, permanecem válidas as legislações estaduais atuais, que variam significativamente em todo o país.

  • Barracas de praia em Itacaré são proibidas de cobrar taxa de consumação mínima de clientes

    Barracas de praia em Itacaré são proibidas de cobrar taxa de consumação mínima de clientes

    Fiscalização alerta que a prática configura venda casada e viola o Código de Defesa do Consumidor; estabelecimentos podem cobrar aluguel de cadeiras, mas não exigir gastos com alimentação

    Conteúdo: Nesta quarta-feira (07), ações de fiscalização em Itacaré, um dos destinos turísticos mais procurados do sul da Bahia, reforçaram a proibição da cobrança de consumação mínima em barracas de praia e estabelecimentos comerciais à beira-mar. A medida ganha destaque devido ao grande fluxo de turistas na região durante a alta estação de janeiro.

    De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), impor um valor mínimo de gastos em petiscos ou bebidas para que o cliente possa utilizar a estrutura do local (como mesas, cadeiras e guarda-sóis) é considerado uma prática abusiva, tipificada como “venda casada” (Artigo 39, inciso I).

    Direitos e Deveres É fundamental que o consumidor entenda a distinção entre as cobranças:

    • Consumação Mínima: É ilegal. O cliente tem o direito de consumir apenas o que desejar, sem restrições de valor.
    • Aluguel de Equipamentos: É permitido. O comerciante pode cobrar um valor fixo pelo uso da cadeira ou do guarda-sol, caso o cliente não esteja consumindo. No entanto, essa informação deve estar clara, visível e ser comunicada previamente ao consumidor antes que ele se sente.

    As autoridades orientam que, caso o estabelecimento insista na cobrança ilegal de consumação mínima, o cliente solicite a nota fiscal discriminando o valor ou registre a ocorrência junto ao Procon e à Delegacia do Consumidor. Os estabelecimentos autuados estão sujeitos a multas administrativas.

    A ação visa democratizar o acesso às praias e evitar abusos econômicos contra turistas e moradores locais que buscam lazer no litoral baiano neste início de 2026.

  • BC recorre contra inspeção do TCU no caso Banco Master

    BC recorre contra inspeção do TCU no caso Banco Master

    Autarquia alega que decisão monocrática de ministro relator fere regimento interno; setor financeiro demonstra preocupação com autonomia técnica

    BRASÍLIA – O Banco Central do Brasil (BC) protocolou, nesta terça-feira (6 de janeiro de 2026), um recurso junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) contestando a decisão que determinou uma inspeção presencial na sede da autoridade monetária. O foco da auditoria é o processo de liquidação extrajudicial do Banco Master, anunciado pelo BC em novembro do ano passado.

    No recurso, o Banco Central afirma que a determinação de inspeção proferida pelo ministro Jhonatan de Jesus não respeitou os ritos internos da Corte de Contas. Segundo a defesa do BC, o regimento do TCU estabelece que diligências e inspeções em órgãos federais devem ser aprovadas por um colegiado — neste caso, a Primeira Câmara — e não apenas por uma decisão individual (monocrática) do relator.

    Entenda o conflito

    A crise institucional escalou após o ministro Jhonatan de Jesus considerar “insuficientes” as notas técnicas enviadas pelo BC para justificar a insolvência do Banco Master. A inspeção autorizada permitiria que técnicos do TCU tivessem acesso direto a documentos sigilosos e sistemas de fiscalização do Banco Central para verificar:

    • A evolução dos alertas de risco desde 2019;
    • Se o BC ignorou propostas de mercado que poderiam evitar a liquidação;
    • A fundamentação técnica da decisão de novembro de 2025.
    © Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

    O relator também sinalizou a possibilidade de adotar medidas cautelares para impedir a venda de ativos e bens do banco liquidado, visando preservar o patrimônio da massa falida até o fim da auditoria.

    Reação do Mercado

    O embate gerou forte reação no mercado financeiro. Mais de 700 instituições, representadas por entidades como a Febraban, assinaram notas de apoio ao Banco Central, defendendo a “independência técnica” e a “autoridade de supervisão” da autarquia. Analistas alertam que a interferência do TCU em decisões de liquidação pode criar um precedente perigoso para a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional.

    O ministro Jhonatan de Jesus deve analisar o recurso do BC nos próximos dias. Caso mantenha sua posição, o caso deverá ser levado ao plenário do tribunal após o fim do recesso oficial.

  • Semob convoca Conselho Municipal de Transportes para discutir nova tarifa do transporte coletivo em Feira de Santana

    Semob convoca Conselho Municipal de Transportes para discutir nova tarifa do transporte coletivo em Feira de Santana

    Reunião está marcada para 13 de janeiro e visa análise técnica dos custos do sistemaA Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Feira de Santana convocou os membros do Conselho Municipal de Transportes (CMT) para uma reunião ordinária que será realizada no dia 13 de janeiro de 2026, às 9h, no Gabinete do Secretário.

    A informação foi publicada na edição do Diário Oficial do Município desta terça-feira, 6 de janeiro de 2026.De acordo com a convocação, a pauta principal é a análise dos custos operacionais do Sistema de Transporte Coletivo Urbano do município, com foco na discussão sobre possíveis mudanças na tarifa do transporte público para o ano de 2026. O objetivo é promover um debate aberto e técnico, considerando todos os fatores que influenciam a composição da tarifa.

    O Conselho Municipal de Transportes é formado por representantes do poder público municipal, incluindo secretarias de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, além de integrantes de entidades como o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Casa do Estudante, Associação Comercial de Feira de Santana, sindicatos do comércio, comerciários, condutores rodoviários e autônomos, bem como representantes das empresas de transporte coletivo urbano e dos sistemas de transporte alternativo e individual complementar.

    Até o momento, não há definição sobre reajuste ou valores específicos para a tarifa em 2026, que segue em fase de estudos pela Semob.

  • Brasil entra em 2026 com 80,6 milhões de inadimplentes, recorde histórico

    Brasil entra em 2026 com 80,6 milhões de inadimplentes, recorde histórico

    Dados da Serasa mostram persistência do aperto financeiro mesmo com melhora no mercado de trabalho

    O Brasil inicia 2026 carregando o peso de 80,6 milhões de pessoas com nomes negativados, de acordo com o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, com referência a novembro de 2025. Esse é o maior número registrado na série histórica do indicador, alcançado após 11 meses seguidos de aumento na inadimplência.

    O crescimento em novembro foi de 0,22% em relação a outubro, com a adição de 173 mil novos inadimplentes, marcando a menor alta mensal do ano e sinalizando uma possível desaceleração. No acumulado de 2025, o número de inadimplentes subiu de 74,6 milhões em janeiro para 80,6 milhões em novembro, um aumento de cerca de 6 milhões de pessoas.O perfil dos inadimplentes revela que a faixa etária de 41 a 60 anos concentra 35,4% dos casos, seguida pela de 26 a 40 anos, com 33,4%. Pessoas acima de 60 anos representam cerca de 20%, e os jovens de 18 a 25 anos, aproximadamente 11%.

    O país acumula 321 milhões de dívidas negativadas, totalizando R$ 511 bilhões em débitos, com dívida média de cerca de R$ 6.345 por pessoa.Apesar de indicadores positivos no mercado de trabalho, como redução do desemprego, o cenário reflete pressões persistentes sobre o orçamento familiar, incluindo inflação acumulada e custos elevados de crédito. Plataformas como o Serasa Limpa Nome registraram acordos com descontos significativos em novembro, mas o desafio da inadimplência permanece elevado no início do ano.

  • Ataques com deepfake crescem 126% no Brasil e podem influenciar eleições de 2026

    Ataques com deepfake crescem 126% no Brasil e podem influenciar eleições de 2026

    Especialistas destacam acessibilidade da tecnologia e desafios para detecção em ano eleitoralOs ataques utilizando deepfake, técnica de inteligência artificial que forja rostos, vozes, vídeos e documentos de forma hiper-realista, registraram aumento de 126% no Brasil ao longo de 2025. Os dados constam do relatório “Identity Fraud Report 2025-2026”, divulgado pela empresa Sumsubs. A tecnologia, que antes exigia equipamentos potentes e conhecimento técnico avançado, tornou-se mais acessível, permitindo a criação de conteúdos falsos com ferramentas simples.

    Nas eleições municipais de 2024, o Digital Forensic Research Lab (DFRLab) identificou 78 casos de materiais confirmados ou alegadamente gerados por IA. Para 2026, ano de eleições presidenciais e gerais em meio a um cenário de polarização política, há expectativa de maior incidência de deepfakes, com potencial para comprometer a formação de opinião dos eleitores e impactar o processo democrático.

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) instituiu, em junho de 2025, um grupo de trabalho para propor medidas contra desinformação eleitoral. Uma resolução aprovada em 2024 proíbe o uso de IA para criar e disseminar conteúdos falsos em campanhas, com mecanismos para remoção rápida e responsabilização de candidatos e plataformas. As normas específicas para as eleições de 2026 devem ser aprovadas pelo TSE até março de 2026, após audiências públicas.

    Especialistas consultados apontam desafios na detecção. Antônio Netto, especialista em IA, explica que deepfakes visam simular a realidade para enganar, como alterar vídeos para inserir falas falsas em políticos ou celebridades. Ele destaca que os algoritmos de detecção não acompanham o ritmo de evolução da tecnologia falsificadora. Arthur Richardisson, vice-presidente do Observatório Nacional da Abracrim, defende a necessidade de tipos penais específicos para deepfakes, um marco regulatório geral de IA integrado à legislação eleitoral e maior regulação das plataformas digitais.

    O TSE não detalhou mecanismos em estudo específicos para deepfakes em 2026, mas reforça a aplicação das regras existentes para preservar a integridade eleitoral.

  • Receita Federal desmente fake news sobre taxação de transações acima de R$5 mil por mês

    Receita Federal desmente fake news sobre taxação de transações acima de R$5 mil por mês

    Polícia e autoridades alertam para disseminação de desinformação que pode levar a golpes e decisões financeiras erradas

    A Receita Federal emitiu um comunicado oficial na segunda-feira, 29 de dezembro de 2025, desmentindo boatos que circulam nas redes sociais sobre uma suposta taxação em transações financeiras acima de R$5 mil por mês.

    correiobraziliense.com.br De acordo com o órgão, não existe qualquer previsão legal para cobrança de tributos sobre movimentações financeiras como transferências ou Pix, e a Constituição Federal proíbe a tributação direta sobre tais operações.Os boatos, que ganharam tração em perfis bolsonaristas nas redes sociais, incluindo o do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), alegam que haveria uma alíquota de 27,5% sobre transações mensais superiores a R$5 mil, além de uma multa de 150% para quem não pagasse o suposto imposto.

    correiobraziliense.com.br A Receita Federal classificou essas informações como mentiras inventadas para enganar as pessoas e destacou que a disseminação de fake news e pânico financeiro “interessa apenas a criminosos”.O contexto da desinformação parece surgir de uma má interpretação de regras existentes sobre monitoramento financeiro. Instituições financeiras já informam movimentações à Receita para fins de fiscalização, mas isso não implica cobrança automática de impostos.

    correiobraziliense.com.br Recentemente, a Instrução Normativa RFB nº 2219/2024 elevou o limite para declaração de movimentações de R$2 mil para R$5 mil em contas de pessoas físicas, e de R$6 mil para R$15 mil em pessoas jurídicas, com o objetivo de melhorar o gerenciamento de riscos e serviços como a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda.

    gov.br No entanto, essa medida não cria novos tributos e entra em vigor a partir de janeiro de 2025, com entregas de dados programadas para agosto de 2025 e fevereiro de 2026.A Receita Federal orienta a população a consultar apenas canais oficiais para informações tributárias e alerta que boatos como esse podem levar a decisões financeiras equivocadas ou abrir espaço para golpes. Não há registros de investigações específicas mencionadas sobre a origem dos boatos, mas o governo reforça a importância de combater a desinformação.

  • China inicia megaoperação militar e cerca Taiwan na véspera de Ano Novo; tensão na Ásia dispara

    China inicia megaoperação militar e cerca Taiwan na véspera de Ano Novo; tensão na Ásia dispara

    Pequim mobiliza Marinha e Aeronáutica em exercícios de “bloqueio total” ao redor da ilha; Taipé aciona defesas e comunidade internacional pede cautela.

    A China elevou drasticamente o tom nas relações diplomáticas e militares no Pacífico ao deflagrar, nas primeiras horas desta quarta-feira (31), uma operação militar de larga escala ao redor de Taiwan. O Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular (ELP) descreveu as manobras como “patrulhas de prontidão de combate” e exercícios conjuntos de “cerco total”.

    De acordo com o Ministério da Defesa de Taiwan, foram detectadas mais de 60 aeronaves militares chinesas, incluindo caças J-20 e bombardeiros H-6, além de 25 navios de guerra operando em áreas que circundam o norte, sul e leste da ilha. As forças taiwanesas afirmam que os exercícios simulam um bloqueio marítimo e aéreo efetivo, cortando rotas de comunicação essenciais.

    O motivo da escalada Porta-vozes de Pequim afirmaram que a operação é uma “punição necessária” e um “aviso severo” contra recentes interações políticas entre a liderança de Taiwan e governos ocidentais. A China reivindica Taiwan como parte de seu território e nunca descartou o uso da força para retomar o controle da ilha autogovernada.

    Reação e Impacto O governo de Taiwan condenou veementemente a ação, classificando-a como uma tentativa de intimidação militar que ameaça a estabilidade regional. “Nossas forças estão monitorando a situação em tempo real e preparadas para defender nossa soberania sem buscar a escalada”, diz a nota oficial de Taipé.

    A operação causou impacto imediato no tráfego comercial. Voos civis e navios mercantes estão sendo alertados a evitar seis zonas de exclusão demarcadas pela China para exercícios de tiro real, o que pode gerar atrasos na cadeia logística global em um dos corredores marítimos mais movimentados do mundo.

    Os Estados Unidos e o Japão expressaram “grave preocupação” e pediram contenção imediata, alertando que erros de cálculo durante as manobras podem levar a um conflito acidental.

  • Beneficiários do Bolsa Família em Feira de Santana correm risco de perder benefício se não comparecerem às unidades de saúde até 31 de dezembro

    Com mais de 133 mil famílias inscritas no Bolsa Família em Feira de Santana, cerca de 60 mil ainda não cumpriram uma exigência fundamental para manter o benefício: o acompanhamento de saúde. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o prazo para que os beneficiários compareçam às unidades termina em 31 de dezembro.

    O acompanhamento é obrigatório para crianças de até sete anos, mulheres em idade fértil (14 a 44 anos) e gestantes. Nessas visitas, são verificados dados como peso, altura, vacinas em dia e, no caso das grávidas, o andamento do pré-natal. O objetivo é garantir que a assistência do Bolsa Família esteja aliada ao cuidado com a saúde das famílias.

    De acordo com Sebastião Oliveira, diretor da Rede Própria de Saúde, quem não realizar o acompanhamento dentro do prazo pode ter o benefício bloqueado, suspenso ou até mesmo cancelado. “O exame de rotina é pré-requisito para a manutenção do Bolsa Família. Ao deixar de cumprir, a pessoa corre risco imediato de perder o benefício”, alerta.

    O atendimento nas unidades de saúde não exige agendamento prévio. Basta comparecer com documento pessoal, cartão do Bolsa Família e caderneta de vacinação das crianças, lembrando que o movimento costuma aumentar nas últimas semanas do prazo. Para pessoas com dificuldade de mobilidade ou que moram em locais distantes, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para tentar alternativas como horários especiais de atendimento ou visita domiciliar.

    A recomendação da Secretaria é que os beneficiários não deixem para a última hora, pois a procura tende a ser maior em dezembro, o que pode dificultar o atendimento. Apesar de campanhas de divulgação, muitos ainda não se apresentaram para o acompanhamento, o que ameaça diretamente o acesso ao benefício para milhares de famílias vulneráveis da cidade.