Resumo da Notícia
- A ONU registrou 189 mortes de jornalistas ao redor do mundo entre 2024 e 2025.
- A data de 2 de novembro marca o combate global à impunidade em crimes contra a imprensa.
- Entidades cobram respostas concretas sobre quem planejou e ordenou as execuções.
Imagine ligar a televisão ou abrir o celular e perceber que ninguém tem coragem de investigar desvios de verbas, abusos de poder ou escândalos de corrupção. A segurança de quem trabalha para apurar os fatos reflete diretamente na qualidade da informação que chega até a sua casa todos os dias, garantindo que o cidadão saiba o que realmente acontece ao seu redor.
Como isso afeta você
Quando um jornalista é silenciado, quem perde o direito à verdade e à fiscalização do poder público é você. Sem profissionais protegidos para atuar nas ruas, a sociedade fica vulnerável à desinformação e aos abusos, pois o direito à informação livre e segura deixa de ser garantido.
O alerta urgente sobre essa realidade partiu da Organização das Nações Unidas (ONU), que registrou 189 jornalistas mortos no mundo entre 2024 e 2025. Ao marcar o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas, o secretário-geral da entidade, António Guterres, resumiu a gravidade do cenário atual.
“Em todo o mundo, jornalistas continuam pagando um preço exorbitante por dizerem a verdade”, declarou António Guterres.
Essa data simbólica foi estabelecida em memória aos repórteres franceses Ghislaine Dupont e Claude Verlon, assassinados no Mali em 2 de novembro de 2013. De lá para cá, o avanço de armamentos modernos em zonas de conflito e o uso de novas tecnologias ampliaram os riscos, enquanto a impunidade continua a desafiar governos e autoridades internacionais.
Entenda o que significa
O Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas serve para cobrar investigações rigorosas e lembrar que deixar crimes contra a imprensa sem punição abre portas para novos ataques, enfraquecendo a democracia e os direitos humanos.
No Brasil, a cobrança por justiça também ecoa com força através da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). A presidente da entidade, Samira de Castro, destaca que a impunidade alimenta um ciclo perigoso de violência que exige respostas concretas dos governos.
“Quem ordenou o assassinato? Quem Planejou? Quem é o responsável final? Essas são perguntas que não podem ficar sem resposta”, cobrou Samira de Castro ao repercutir a campanha da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ).
A exigência central das Nações Unidas, da Unesco, da Fenaj e de organizações da sociedade civil é clara: governos precisam investigar e processar rigorosamente os mandantes e executores, assegurando que a imprensa possa exercer seu papel sem o medo constante de represálias fatais.
- Pauta apurada a partir de: agenciabrasil.ebc.com.br
- Crédito de Imagem: Foto: Ipea / Wikimedia Commons — Licença CC BY 2.0.