Obra da Praça do Tropeiro se estende há mais de um ano e comerciantes reclamam de prejuízos
A requalificação da Praça do Tropeiro, um importante ponto comercial situado no Centro de Feira de Santana, transformou-se em motivo de apreensão para os trabalhadores locais. Iniciada com a autorização da prefeitura em julho de 2025, a obra já se estende por mais de um ano, gerando reclamações constantes entre os comerciantes que dependem do espaço para garantir sua renda.
De acordo com o planejamento inicial divulgado pelo poder público municipal, a intervenção deveria ocorrer por etapas, um modelo pensado justamente para minimizar os impactos nas atividades diárias do comércio. No entanto, o cronograma acabou se prolongando além do esperado, impondo uma rotina de poeira, tapumes e interdições que afasta a clientela.
Prejuízos e queda nas vendas
Os transtornos são sentidos no bolso de quem trabalha no local há décadas. Em entrevista concedida ao portal Acorda Cidade, o comerciante conhecido como Didiu da Banana, que atua na Praça do Tropeiro há mais de 60 anos, relatou a dura realidade enfrentada nos últimos meses. Ele destacou que a dificuldade de acesso e a estrutura da obra têm afetado diretamente o fluxo de clientes.
“Estou perdendo tudo. As bananas estão perdendo”, desabafou o comerciante. “As bananas estão perdendo porque não tem ninguém para comprar. Está tudo fechado aqui.” Segundo Didiu, o acesso aos boxes está severamente prejudicado, com partes do entorno da praça totalmente bloqueadas para a circulação de pedestres.
Falta de prazos definidos
Outra queixa frequente entre os comerciantes é a falta de comunicação clara por parte da prefeitura sobre a data de conclusão dos serviços. Os trabalhadores afirmam não ter recebido um prazo oficial e definitivo para a entrega da praça modernizada. Entre os permissionários, circula apenas a especulação de que os tapumes só deverão ser retirados após o encerramento do período eleitoral.
Até o momento, a Prefeitura de Feira de Santana não emitiu uma nota oficial justificando o atraso no cronograma da requalificação ou estipulando uma nova data para a reinauguração do espaço.