Problema no aterro de viaduto provocou 20 quilômetros de fila, interdição parcial e desvios obrigatórios para caminhões nesta semana.
Ver resumo
- Trecho do KM 603 sofreu erosão após chuvas, exigindo interdição parcial e desvio para veículos pesados.
- Motoristas enfrentaram congestionamento de até 20 quilômetros no sentido Salvador na última segunda-feira.
- DNIT iniciou obras de recomposição na terça-feira, mas ainda não há prazo para liberação total.
Quem pegou a estrada rumo à capital baiana nos últimos dias teve que exercitar a paciência logo cedo. Uma erosão registrada no aterro de um viaduto da BR-324, em Simões Filho, bagunçou a rotina de quem viaja diariamente ou precisa escoar mercadorias entre Feira de Santana e Salvador. O estrago na pista transformou o trajeto em um verdadeiro teste de resistência, com reflexos diretos no tempo de viagem e no bolso de quem depende do transporte rodoviário.
Como isso afeta você
Se você precisa trafegar pelo sentido Salvador da BR-324, programe-se para sair mais cedo. Caminhões e veículos pesados são obrigados a seguir por desvios na via lateral, o que torna o fluxo mais lento para todos os tipos de automóveis.
O tamanho do problema na rodovia
A situação começou a se desenhar na segunda-feira (2), por volta das 10h50, quando o problema estrutural no KM 603 foi identificado. Com a necessidade de isolar o trecho para garantir a segurança dos motoristas, o tráfego despencou de ritmo. No fim da tarde do mesmo dia, por volta das 18h40, a fila de veículos atingiu a marca impressionante de 20 quilômetros de congestionamento.
Para amenizar o caos, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) liberou uma faixa para a passagem de veículos leves ao longo da tarde de segunda-feira, enquanto os caminhões e carretas foram direcionados obrigatoriamente para a via lateral, na antiga estrada do Derba.
Entenda o que significa
Erosão no aterro: É o desgaste da terra compactada que sustenta a pista de rolamento. Quando chove forte, a água que não consegue escoar corretamente acaba lavando esse material, deixando o asfalto sem base e criando riscos de desabamento.
O que dizem os órgãos responsáveis
A principal suspeita para o estrago aponta para falhas no sistema de drenagem, agravadas pelo volume de chuvas que atingiu a região na semana anterior. Apesar do susto e do transtorno, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) trouxe um alívio para os motoristas.
“A avaliação inicial aponta para falha no sistema de drenagem e que, até o momento, não foram identificados danos à estrutura do viaduto.”
— Roberto Alcântara, Superintendente do DNIT na BahiaDesde a terça-feira (3), equipes técnicas do DNIT atuam no local para realizar a recomposição do aterro e recuperar o trecho danificado. No entanto, o órgão ainda não cravou um prazo definitivo para a conclusão das intervenções e a liberação total da pista.
Linha do tempo da ocorrência
Identificação da erosão no KM 603 e interdição inicial da rodovia.
PRF libera uma faixa para veículos leves e desvia o tráfego pesado.
Pico de congestionamento atinge cerca de 20 quilômetros de fila.
Vale lembrar que o trecho fica próximo a outra área que sofreu com a abertura de uma cratera em julho deste ano, situação que gerou decreto de emergência em agosto. Embora o DNIT reforce que os dois episódios não possuem ligação direta, a recorrência de problemas na infraestrutura da rodovia acende o alerta sobre a manutenção preventiva das estradas que cortam a Bahia.