Carregando data... --:--:--
Carregando clima...
Jornalismo local Feira de Santana, BA
Publicidade Publicidade
Feira de Santana / Política

Deyvid Bacelar reage a Marcos Lima, critica uso da Procuradoria da Câmara e cobra explicações de José Carneiro

Em entrevista à Rádio Princesa FM, ex-candidato a deputado federal questionou reação da Câmara a denúncia sobre suposta compra de votos e citou apoio eleitoral ao deputado Dal Barreto.

Por NINJAFSA | 17 de outubro de 2026

Deyvid Bacelar, ex-candidato a deputado federal pelo PT na Bahia
Deyvid Bacelar, natural de Feira de Santana, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PT em 2026. Foto: reprodução; autoria a confirmar.

O ex-candidato a deputado federal Deyvid Bacelar (PT) reagiu às declarações do presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, Marcos Lima (União Brasil), e do vereador José Carneiro (União Brasil). Durante entrevista à Rádio Princesa FM, Bacelar criticou a utilização da Procuradoria da Câmara para tratar de acusações feitas por ele e cobrou explicações sobre o apoio eleitoral prestado ao deputado federal Dal Barreto.

A reação ocorre depois que Marcos Lima anunciou medidas judiciais em resposta a uma declaração anterior de Bacelar, segundo a qual um vereador de Feira de Santana teria oferecido R$ 300 mil em troca da garantia de 1.500 votos nas eleições de 2026.

O petista não identificou publicamente o parlamentar mencionado naquela denúncia. Marcos Lima e outros vereadores passaram a cobrar a apresentação de provas e a identificação do suposto envolvido.

Críticas à Procuradoria da Câmara

Na entrevista à Princesa FM, Deyvid Bacelar questionou a decisão do presidente do Legislativo municipal de recorrer à estrutura jurídica da Casa para tratar de suas declarações.

“A Procuradoria é pra servir os vereadores, pra eles fiscalizarem o Poder Executivo.”
Deyvid Bacelar, em entrevista à Rádio Princesa FM.

Bacelar argumentou que a Procuradoria deveria concentrar sua atuação no apoio ao trabalho parlamentar e à fiscalização do Executivo, em vez de ser mobilizada contra um cidadão que fez declarações públicas.

A fala representa a avaliação política do entrevistado. A legalidade e as atribuições da Procuradoria dependem das normas que regulamentam o órgão e da natureza das medidas efetivamente adotadas.

O ex-candidato também mencionou as obras do anexo da Câmara Municipal, questionando a demora na conclusão do empreendimento.

“Porque essa obra da Câmara não acaba nunca? É o anexo que nunca acaba.”
Deyvid Bacelar, ao cobrar explicações sobre a obra do Legislativo.

O entrevistado não apresentou, nesse trecho da conversa, documentos, valores ou informações técnicas sobre a execução da obra.

Entenda a denúncia dos R$ 300 mil por votos

A controvérsia começou após uma participação de Bacelar no podcast TopNews Brasil. Na ocasião, ele afirmou que um vereador de Feira de Santana teria proposto um acordo envolvendo R$ 300 mil para garantir aproximadamente 1.500 votos.

A declaração repercutiu na Câmara Municipal. Em 13 de outubro, Marcos Lima informou que havia encaminhado o assunto à Procuradoria-Geral da Casa para avaliar providências judiciais.

O presidente afirmou que o vereador citado deveria ser identificado e que a acusação precisava ser acompanhada de provas, por envolver uma suspeita grave de irregularidade eleitoral.

José Carneiro também se pronunciou sobre o episódio na tribuna da Câmara, cobrando de Bacelar o nome do parlamentar que teria feito a proposta.

A denúncia permanece sem comprovação pública

A suposta oferta de R$ 300 mil por 1.500 votos foi relatada por Deyvid Bacelar. As informações públicas consultadas não identificam o vereador mencionado nem demonstram que a proposta tenha ocorrido. A cobrança de esclarecimentos feita por Marcos Lima e José Carneiro também integra a controvérsia.

Deyvid cobra José Carneiro sobre apoio a Dal Barreto

Em outro momento da entrevista, Bacelar dirigiu críticas ao vereador José Carneiro e questionou o apoio eleitoral prestado ao deputado federal Dal Barreto (União Brasil).

O petista mencionou investigações envolvendo o setor de combustíveis e pediu explicações sobre os recursos empregados na campanha eleitoral.

Bacelar questionou quais estruturas teriam sido utilizadas, citando veículos, combustível, materiais e pessoal de campanha. Ele também sugeriu que os dados fossem examinados nas prestações de contas eleitorais.

A declaração ocorreu após José Carneiro cobrar publicamente provas sobre a suposta oferta de votos.

Em manifestação divulgada pelo site Bahia na Política em 14 de outubro, José Carneiro afirmou ter recebido R$ 98 mil de recursos do fundo eleitoral vinculados à campanha de Dal Barreto em 2024. O vereador declarou que o apoio político ao deputado não era escondido.

A existência de apoio eleitoral e de repasses declarados não constitui, por si só, prova de irregularidade. A legalidade das despesas depende dos registros e das regras da Justiça Eleitoral.

Publicidade Espaço publicitário

Investigações envolvendo o deputado Dal Barreto

Na entrevista, Bacelar associou suas críticas ao deputado Dal Barreto a investigações sobre combustíveis, adulteração e lavagem de dinheiro.

Dal Barreto foi alvo da Operação Overclean, da Polícia Federal, que apura suspeitas de desvio de recursos públicos, inclusive por meio de emendas parlamentares. Em outubro de 2025, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao deputado, que teve o celular apreendido no aeroporto de Salvador.

O parlamentar afirmou, na ocasião, que não havia tido acesso integral ao inquérito e reafirmou seu compromisso com a legalidade.

Já a Operação Carbono Oculto é uma investigação sobre a infiltração do crime organizado na cadeia de combustíveis, incluindo suspeitas de adulteração, sonegação e lavagem de dinheiro.

Embora Bacelar tenha mencionado essa operação na entrevista, as informações públicas consultadas não permitem afirmar que Dal Barreto seja investigado especificamente na Carbono Oculto, nem que tenha participação comprovada em esquemas ligados ao PCC.

As investigações devem ser tratadas separadamente, sem atribuir ao deputado suspeitas não confirmadas por documentos oficiais.

Entrevistado também critica apoios políticos de Marcos Lima

Deyvid Bacelar ainda dirigiu críticas a Marcos Lima pelo apoio a um candidato ligado à família do presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz.

Segundo o entrevistado, Marcos Lima deveria buscar apoio jurídico de seus aliados políticos caso pretendesse processá-lo, em vez de recorrer à Procuradoria da Câmara de Feira de Santana.

A declaração foi feita em tom de confronto político. Bacelar indicou que pretende responder às medidas judiciais caso elas sejam efetivamente apresentadas.

Disputa política segue sem esclarecimento sobre vereador citado

A entrevista amplia o embate entre Deyvid Bacelar e integrantes da Câmara Municipal de Feira de Santana, iniciado após a denúncia de uma suposta negociação de votos.

Marcos Lima e José Carneiro cobram a identificação do parlamentar mencionado e provas da acusação. Bacelar, por sua vez, contesta a reação do Legislativo e direciona críticas à atuação política dos dois vereadores.

Até o momento, não há comprovação pública da oferta de R$ 300 mil relatada pelo ex-candidato. Também não foi apresentado, no material da entrevista, documento que demonstre irregularidade nos apoios eleitorais questionados por Bacelar.

Publicidade Publicidade Bahia Gás

Participe da conversa

NINJAFSA

Compartilhe sua opinião sobre esta reportagem. Os comentários são publicados automaticamente após validação.

Responsabilidade pelo conteúdo: Ao comentar, você se responsabiliza pelo conteúdo enviado. Não são permitidos ameaças, discriminação, divulgação indevida de dados pessoais, acusações sem fundamento ou outros conteúdos ilícitos. O NINJAFSA poderá ocultar ou remover comentários que violem a legislação ou suas regras. A publicação automática não significa endosso do portal.

Comentários

Carregando comentários...