Inscrição milenar encontrada em estrutura pré-colombiana revela cálculos astronômicos e nome de estudioso em antigo idioma.
Resumo da Notícia
- Pesquisadores identificam assinatura atribuída a um astrônomo maia em parede pré-colombiana.
- Registro milenar contém cálculos astronômicos detalhados e fórmula de fechamento de texto.
- Estrutura onde a inscrição foi localizada funcionava possivelmente como uma biblioteca antiga.
A história da ciência ganhou um novo capítulo com a identificação do que os pesquisadores acreditam ser a primeira assinatura de um astrônomo do povo maia antes da chegada dos europeus. O registro foi localizado nas paredes de uma antiga estrutura pré-colombiana e surpreendeu especialistas pela precisão dos cálculos astronômicos deixados no local.
A inscrição traz fórmulas matemáticas voltadas para a observação do céu e uma frase no idioma maia que funciona como uma assinatura, equivalente à expressão popular ‘assim diz Raposa do Peito Branco’. Para os arqueólogos e historiadores, o achado joga luz sobre a identidade dos intelectuais que moldaram o conhecimento daquela civilização, tradicionalmente tratada de forma coletiva, sem nomes próprios destacados em registros escritos.
Entenda o que significa
O termo ‘pré-colombiano’ refere-se ao período da história das Américas anterior à chegada de Cristóvão Colombo em 1492 e ao subsequente processo de colonização europeia, época em que civilizações como os maias desenvolveram sistemas avançados de escrita, matemática e astronomia de forma independente.
Antiga biblioteca e mistérios em aberto
O local onde a inscrição foi descoberta apresenta características arquitetônicas e de armazenamento que levam os pesquisadores a acreditar que funcionava como uma biblioteca da época. No entanto, a função exata do edifício ainda é alvo de análises e debates na comunidade científica.
Embora a descoberta não traga impactos práticos para o cotidiano moderno, ela amplia de forma significativa a compreensão sobre como a ciência e a astronomia eram registradas e valorizadas pelos povos originários das Américas, permitindo dar rosto e nome a mentes brilhantes que viveram séculos atrás.