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Israel realiza ataque aéreo em Doha, visando líderes do Hamas

Israel realiza ataque aéreo em Doha, visando líderes do Hamas

Em uma operação inédita, as Forças de Defesa de Israel (FDI) realizaram um ataque aéreo na tarde de terça-feira (9) em Doha, capital do Catar, visando líderes do Hamas que estavam reunidos para discutir uma proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos. A operação, denominada “Pisgat HaEsh”, resultou na morte de seis pessoas, incluindo Himam al-Hayya, filho de Khalil al-Hayya, líder do Hamas em Gaza, e um oficial de segurança catariano. Apesar das baixas, a liderança principal do Hamas sobreviveu ao ataque. O governo israelense justificou a ação como uma resposta ao atentado em Jerusalém Oriental ocorrido no dia anterior, no qual seis israelenses foram mortos. O Catar condenou o ataque como uma violação de sua soberania e do direito internacional, chamando-o de “terrorismo de Estado”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também criticou a ação, destacando o papel construtivo do Catar nas negociações de paz. O presidente dos EUA, Donald Trump, expressou desaprovação em relação ao ataque, afirmando que ele não avança os objetivos de Israel ou dos Estados Unidos. O incidente gerou tensões adicionais na região e complicou os esforços para um acordo de paz duradouro.

‘Taxa das blusinhas’ reduz consumo de 14 milhões e impacta classes C e D no Brasil

‘Taxa das blusinhas’ reduz consumo de 14 milhões e impacta classes C e D no Brasil

Levantamento da consultoria Plano CDE mostra que maioria dos consumidores que abandonaram sites como Shein e Shopee são de menor renda. Cálculo em cascata de impostos federais e estaduais explica a alta carga tributária. A implementação da “taxa das blusinhas” sobre compras internacionais de até US$ 50 não apenas mudou o hábito de consumo de 14 milhões de brasileiros, mas também gerou uma carga tributária final muito superior à anunciada, podendo chegar a mais de 90% do valor do produto, dependendo da compra. É o que revela uma pesquisa da consultoria Plano CDE, que também apontou que a arrecadação com a medida frustrou as expectativas do governo, ficando quatro vezes abaixo do previsto. O peso real do imposto no bolso do consumidor Embora a nova alíquota federal seja de 20%, o valor pago pelo consumidor é consideravelmente maior. Isso ocorre porque, além do imposto de importação, incide sobre a compra o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com alíquota de 17% na maioria dos estados. O cálculo é feito em “cascata”: o ICMS é aplicado sobre o valor do produto somado ao imposto de importação, o que eleva a carga tributária efetiva. Essa alta carga tributária foi percebida por 74% dos consumidores, segundo a pesquisa. Impacto concentrado nas classes C e D O levantamento da Plano CDE revela que o impacto da taxação foi sentido de forma desproporcional pela população de menor renda. Dos 14 milhões de consumidores que abandonaram as compras nesses sites, 80% pertencem às classes C e D. Deste grupo que deixou de comprar, 47% afirmaram ter migrado para o varejo nacional. No entanto, a maioria, 53%, declarou que simplesmente deixou de consumir esses tipos de produtos, indicando um corte de gastos que não foi revertido para o mercado brasileiro. Arrecadação abaixo do esperado Além do impacto sobre o consumidor, a medida também não atingiu as metas financeiras do governo. A matéria do R7 informa que a arrecadação gerada pela “taxa das blusinhas” foi quatro vezes menor do que a previsão inicial da equipe econômica, frustrando a expectativa de que o novo imposto pudesse gerar uma receita significativa para equilibrar as contas públicas.

Apostador do Rio de Janeiro leva sozinho R$ 33,7 milhões na Mega-Sena

Apostador do Rio de Janeiro leva sozinho R$ 33,7 milhões na Mega-Sena

Sorteio realizado na terça-feira (26) teve uma aposta vencedora única na cidade do Rio Um apostador do Rio de Janeiro acertou sozinho as seis dezenas do concurso 2.899 da Mega-Sena, realizado na terça-feira (26). O prêmio total foi de R$ 33.735.000,00. Os números sorteados foram: 17 – 33 – 37 – 41 – 46 – 49. O vencedor fez uma aposta simples de seis números, com custo de R$ 5. O prêmio será pago em parcela única, sujeito à tributação do Imposto de Renda. O prazo para resgatar o prêmio é de 90 dias após a data do sorteio. Este é mais um exemplo de como a Mega-Sena pode transformar a vida de um único apostador. O próximo sorteio da Mega-Sena está previsto para ocorrer na quinta-feira (28), com prêmio estimado em R$ 3,5 milhões.

Governo federal lançará programa “Gás do Povo” para fornecer gás de cozinha gratuito a famílias de baixa renda

Governo federal lançará programa “Gás do Povo” para fornecer gás de cozinha gratuito a famílias de baixa renda

Iniciativa substituirá o Auxílio Gás e atenderá cerca de 17 milhões de famílias em todo o país O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que, na próxima semana, será lançado o programa Gás do Povo, que substituirá o atual Auxílio Gás. A iniciativa visa fornecer gás de cozinha gratuito a famílias de baixa renda em todo o Brasil. O novo modelo beneficiará cerca de 17 milhões de famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal de até meio salário mínimo. Ao invés de um subsídio financeiro, o programa fornecerá um vale crédito que poderá ser trocado por botijões de gás de cozinha em revendedores cadastrados. Essa mudança busca garantir que o valor seja suficiente para cobrir o custo do produto, especialmente em regiões onde o preço do botijão ultrapassa R$ 160,00. O lançamento oficial ocorrerá em Belo Horizonte, com a presença do presidente no Aglomerado da Serra. A implementação será gradual, com previsão de atendimento total até março de 2026. A iniciativa visa não apenas aliviar o orçamento das famílias, mas também reduzir riscos de acidentes domésticos relacionados ao uso de combustíveis alternativos para cozinhar.

PCC controla 40 fundos de investimentos com patrimônio superior a R$ 30 bilhões, diz Receita Federal

PCC controla 40 fundos de investimentos com patrimônio superior a R$ 30 bilhões, diz Receita Federal

Megaoperação nacional desarticula esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal envolvendo o setor de combustíveis e o sistema financeiro A Receita Federal revelou nesta quinta-feira (28) que o Primeiro Comando da Capital (PCC) controla ao menos 40 fundos de investimentos no Brasil, com patrimônio superior a R$ 30 bilhões. Esses fundos, classificados como multimercado e imobiliários, eram utilizados pela organização criminosa para ocultar a origem ilícita dos recursos e movimentá-los por meio de contas bancárias e operações financeiras complexas. Segundo os auditores fiscais, os fundos operavam no mercado financeiro de São Paulo, especialmente na região da Faria Lima, e funcionavam como estruturas de ocultação de patrimônio. Muitos desses fundos eram fechados com um único cotista, geralmente outro fundo de investimento, criando camadas adicionais de ocultação do dinheiro criminoso. Os recursos provenientes desses fundos financiaram a aquisição de diversos ativos no Brasil, incluindo um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool, mais de 1.600 caminhões para transporte de combustíveis e mais de 100 imóveis, como fazendas milionárias no interior de São Paulo. Entre os bens adquiridos estão seis fazendas avaliadas em R$ 31 milhões e uma residência em Trancoso (BA), adquirida por R$ 13 milhões. A principal fintech investigada, BK Bank, atuava como um banco paralelo da organização criminosa e movimentou sozinha R$ 46 bilhões não rastreáveis no período. Outras empresas envolvidas no esquema incluem o Grupo Aster/Copape, donos de usinas, formuladoras, distribuidoras e rede de postos de combustíveis usada pela organização criminosa, e o fundo Reag, utilizado na compra de empresas, usinas e para blindagem do patrimônio dos envolvidos. Essas empresas financeiras também financiavam outras companhias importadoras que atuavam na compra, no exterior, de produtos como nafta, hidrocarbonetos e diesel, com recursos de formuladoras e distribuidoras vinculadas à organização criminosa. Esses produtos eram comercializados em uma rede de mais de 1.000 postos de combustíveis, que atuavam em dez estados brasileiros: São Paulo, Bahia, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins. A maioria desses postos tinha o papel de receber dinheiro em espécie ou via maquininhas de cartão e transitar recursos do crime para a organização criminosa por meio de suas contas bancárias no esquema de lavagem de dinheiro. Somente entre 2020 e 2024, foram importados mais de R$ 10 bilhões em combustíveis pelos investigados. As formuladoras, distribuidoras e postos de combustíveis também eram usados para lavar dinheiro de origem ilícita. Lojas de conveniência e administradoras de postos, além de padarias, participavam do esquema. No mesmo período, a movimentação financeira desses postos foi de R$ 52 bilhões, mas o recolhimento de tributos foi muito baixo e considerado incompatível com as atividades. Esses estabelecimentos já foram autuados pela Receita Federal em mais de R$ 891 milhões. Ainda há cerca de 140 postos que eram usados de outra forma. Eles não tiveram qualquer movimentação no período, mas, mesmo assim, foram destinatários de mais de R$ 2 bilhões em notas fiscais de combustíveis. Possivelmente, essas compras simuladas serviram para ocultar o trânsito de valores ilícitos depositados nas distribuidoras vinculadas à organização criminosa. A megaoperação desta quinta-feira (28), composta por três operações distintas — ‘Quasar’, ‘Tank’ e ‘Carbono Oculto’ — envolveu cerca de 1.400 agentes que cumpriram mandados de busca, apreensão e prisão em oito estados brasileiros para desarticular o esquema criminoso no setor de combustíveis, comandado por integrantes do PCC. Mais de 350 alvos — pessoas físicas e jurídicas — são suspeitos da prática de crimes contra a ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato. As autoridades estimam que o esquema criminoso sonegou mais de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais. A Operação Carbono Oculto é integrada por membros do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Ministério Público Federal (MPF), e das Polícias Federal, Civil e Militar de São Paulo. Órgãos como Receita Federal do Brasil, Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP) — por meio do Grupo de Atuação Especial para Recuperação Fiscal (GAERFIS) — também participam da megaoperação. A organização criminosa PCC está associada a uma rede de organizações criminosas, cujos vínculos são estabelecidos de forma permanente ou eventual, e convergente, de modo a assegurar a efetividade das atividades econômicas ilícitas, notadamente por meio da sua inserção na economia formal, como é o setor de combustível e o sistema financeiro.

Hytalo Santos e Euro deixam prisão em SP para serem transferidos à penitenciária na PB

Hytalo Santos e Euro deixam prisão em SP para serem transferidos à penitenciária na PB

Influenciadores digitais são investigados por crimes relacionados à exploração de menores e tráfico humano Os influenciadores digitais Hytalo Santos e Israel Vicente, conhecido como Euro, deixaram o Centro de Detenção Provisória 1 (CDP-1) de Pinheiros, em São Paulo, para serem transferidos à Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, em João Pessoa, Paraíba. A decisão foi determinada pela Justiça da Paraíba e confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Hytalo e Euro respondem a um processo da Justiça de Bayeux, município da Região Metropolitana de João Pessoa. Eles são investigados por exploração sexual de menores, trabalho infantil e tráfico humano em conteúdos produzidos para redes sociais. As apurações são conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba (MP-PB) em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT). A transferência para a penitenciária na capital paraibana já foi autorizada, e o procedimento será coordenado pelas autoridades dos dois estados. A determinação prevê que o deslocamento seja feito por avião da Força Aérea Brasileira (FAB) ou em voo comercial. De acordo com os documentos anexados ao processo no TJ-SP, caberá às polícias paulista e paraibana avaliar as condições de segurança do trajeto. A escolta e a logística da transferência também serão definidas levando em conta a repercussão do caso. A Justiça reforça que a remoção do casal de influenciadores busca garantir o andamento do processo em Bayeux. Até a definição da data de transferência, Hytalo e Euro permanecem detidos no CDP-1 de Pinheiros.

Candidato é convocado 13 anos após aprovação em concurso público de Feira de Santana

Candidato é convocado 13 anos após aprovação em concurso público de Feira de Santana

Mateus de Souza Silva assume cargo de agente de trânsito por decisão judicial Um candidato aprovado no concurso público de 2012 em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, foi convocado para assumir o cargo de agente de trânsito. A nomeação de Mateus de Souza Silva foi publicada no Diário Oficial do Município na quarta-feira (27 de agosto de 2025), em cumprimento a uma decisão judicial proferida pela 2ª Vara de Fazenda Pública da comarca. A convocação marca o fim de uma espera de mais de uma década para o candidato, que alcançara a pontuação de 70,40 na ampla concorrência na época do certame. De acordo com o edital, Mateus tem o prazo de 30 dias para apresentar os documentos e exames médicos exigidos para tomar posse no cargo. Caso o prazo não seja cumprido, ele perderá o direito à vaga. Não foi informado se o candidato ainda reside em Feira de Santana ou se já tomou ciência oficial da convocação, o que pode gerar desafios logísticos após tanto tempo. A nomeação reflete uma determinação judicial, mas também reacende debates sobre a demora na chamada de aprovados em concursos públicos. A prefeitura não detalhou os motivos da longa espera, mas a decisão indica um esforço para corrigir atrasos administrativos.

Haddad classifica megaoperação contra PCC como exemplar por alcançar ‘andar de cima’ do crime

Haddad classifica megaoperação contra PCC como exemplar por alcançar ‘andar de cima’ do crime

Fraudes de R$ 52 bilhões em fintechs e lavagem de dinheiro foram desmanteladas O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou a megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), realizada nesta quinta-feira (28 de agosto de 2025), como exemplar por ter conseguido chegar ao “andar de cima” do crime organizado. A ação, uma força-tarefa envolvendo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o Ministério Público Federal (MPF) e as polícias Federal, Civil e Militar, cumpriu mandados em 10 estados contra uma rede ligada ao PCC que adulterava combustíveis e lavava dinheiro, com investigações por fraudes fiscais, ambientais e econômicas. Haddad informou que R$ 52 bilhões de organizações criminosas transitaram por fintechs nos últimos quatro anos, destacando a importância da “desmonetização” para combater o crime. Ele anunciou que, a partir de sexta-feira (29), a Receita Federal enquadrará as fintechs como instituições financeiras, sujeitando-as às mesmas obrigações dos grandes bancos para aumentar o potencial de fiscalização. “Essa operação inaugura uma nova forma de trabalhar, com troca de informações entre órgãos do Estado”, afirmou o ministro, durante entrevista coletiva no Ministério da Justiça. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, complementou que o Brasil observa a migração do crime organizado da ilegalidade para a legalidade, um fenômeno mundial que se intensificou nos últimos anos. Ele ressaltou que para combater isso não basta uma operação isolada, mas uma atividade integrada de todos os órgãos governamentais, com os fazendários sendo imprescindíveis. “Os órgãos fazendários, como a Receita Federal, são essenciais nessa tarefa”, declarou.

Trump anuncia demissão de diretora do Fed por suposta fraude hipotecária

Trump anuncia demissão de diretora do Fed por suposta fraude hipotecária

Decisão ampliação pressão sobre banco central americano após denúncia de aliado O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (25 de agosto de 2025) a destituição da diretora do Federal Reserve Lisa Cook de seu cargo, alegando uma suposta fraude na documentação de uma hipoteca. A decisão foi divulgada em uma carta direcionada a Cook e publicada nas redes sociais do presidente, onde ele enfatizou a necessidade de confiança na integridade dos membros do Fed. “O povo americano precisa ter plena confiança na honestidade dos membros encarregados de definir políticas e supervisionar o Federal Reserve”, escreveu Trump. Cook, indicada em 2022 pelo ex-presidente Joe Biden e primeira mulher negra na diretoria do Fed, estava no alvo de Trump desde a semana passada, quando ele indicou que pediria sua renúncia. Na quarta-feira (20), Cook respondeu que não tinha “nenhuma intenção de ser intimidada a renunciar”. A denúncia veio de William Pulte, aliado de Trump e diretor da Agência Federal de Financiamento da Habitação, que alegou que Cook designou um condomínio em Atlanta como residência principal após tomar um empréstimo em sua casa no Michigan, declarada da mesma forma, além de uma propriedade em Massachusetts. Pulte agradeceu Trump pela decisão, dizendo que fraude hipotecária será perseguida independentemente de quem seja. A demissão de Cook intensifica a pressão de Trump sobre o Fed, que manteve os juros entre 4,25% e 4,5% na reunião de julho, com voto favorável dela, apesar das demandas do presidente por cortes de três pontos percentuais. Após o anúncio, os futuros do S&P 500 e o índice do dólar caíram, enquanto os rendimentos do título do Tesouro de 10 anos subiram. Trump já indicou aliados ao Fed, como Stephen Miran temporariamente para a diretoria, pendente de aprovação no Senado.

Ministro de Israel chama Lula de ‘antissemita apoiador do Hamas’ e associa presidente a líder do Irã

Ministro de Israel chama Lula de ‘antissemita apoiador do Hamas’ e associa presidente a líder do Irã

Declaração agrava tensão diplomática após rebaixamento de relações entre os países O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, criticou nesta terça-feira (26 de agosto de 2025) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamando-o de “antissemita declarado e apoiador do Hamas” e associando-o ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Em uma postagem nas redes sociais, escrita em português e com uma imagem gerada por IA de Lula como marionete controlada por Khamenei, Katz reagiu à retirada do Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), que combate o antissemitismo e o ódio contra Israel. “Agora, ele [Lula] revelou sua verdadeira face, colocando o país ao lado de regimes como o Irã, que nega o Holocausto e ameaça destruir Israel”, afirmou Katz. A publicação intensifica o mal-estar diplomático entre Brasil e Israel, agravado pela guerra em Gaza. O Ministério das Relações Exteriores israelense anunciou na quarta-feira (20) o “rebaixamento” das relações, ignorando a indicação de embaixador brasileiro e reafirmando Lula como “persona non grata” desde fevereiro de 2024, quando ele comparou as ações de Israel aos nazistas. Em resposta, o assessor internacional Celso Amorim disse: “Eles humilharam nosso embaixador lá, uma humilhação pública. Depois daquilo, o que eles queriam?”. O Itamaraty manteve o cargo vago desde a retirada do embaixador Frederico Meyer em maio de 2024. O governo brasileiro é crítico da operação israelense em Gaza, que causou uma grave crise humanitária, ao mesmo tempo que condena o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixou mais de 1.200 israelenses mortos e cerca de 250 reféns. A tensão persiste, com o Brasil ignorando a indicação de embaixador e Israel mantendo uma postura firme contra críticas ao conflito.