Vagas de Telemarketing vs Denúncias em Feira
ECONOMIA

Prefeitura divulga 300 vagas de telemarketing em meio a denúncias de assédio e “blindagem política”

Enquanto TEL Telemática lidera mutirão de empregos, trabalhadores relatam adoecimento em massa, pressão psicológica e processos travados no MPT.

Por Redação NINJAFSA 08/02/2026 • 09:30

RESUMO DA MATÉRIA

A Secretaria de Trabalho e Turismo de Feira de Santana anunciou um mutirão com 300 vagas de emprego para a TEL Telemática. No entanto, a iniciativa contrasta fortemente com uma onda de denúncias de trabalhadores sobre assédio moral, condições insalubres e uma suposta “blindagem política” que estaria impedindo a fiscalização eficaz das empresas de call center na cidade.

Prefeitura de Feira divulga centenas de vagas para telemarketing enquanto trabalhadores denunciam assédio e adoecimento em massa

A Secretaria de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico de Feira de Santana divulgou, nesta quinta-feira (15), a realização de um mutirão de empregos liderado pela empresa TEL Telemática, oferecendo cerca de 300 vagas imediatas. A ação, intermediada pela Casa do Trabalhador, visa aquecer o mercado local, mas ocorre em um momento de tensão e revolta por parte da categoria.

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Enquanto o poder público fomenta as contratações, os atuais e ex-colaboradores das empresas de telemarketing que operam na cidade (incluindo TEL e Atento) utilizam as redes sociais e canais de denúncia para expor um cenário de “caos” e precarização. As queixas vão além das condições estruturais. Relatos enviados à nossa redação apontam para práticas sistemáticas de assédio moral, cobranças abusivas, humilhações públicas, ameaças e perseguições a quem reclama.

Adoecimento e Suspeita de “Lobby”: Há casos relatados de funcionários sofrendo de transtornos mentais graves, depressão e até Acidente Vascular Cerebral (AVC) devido ao estresse. Uma das denúncias mais graves que circula entre os trabalhadores sugere a existência de uma “blindagem política”.

“Sinceramente, eu acho que essa empresa é de algum juiz ou político ‘casca grossa’, porque vejo gente morrer e ninguém faz nada”, diz um relato viralizado. A crítica central é a de que, apesar do volume de infrações, os processos trabalhistas parecem não avançar com a celeridade necessária nos órgãos competentes.

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O contraste entre o incentivo público à ocupação dessas vagas e a realidade descrita por quem vive o dia a dia nos “headsets” levanta questionamentos sobre a qualidade dos empregos gerados e a eficácia da fiscalização do trabalho em Feira de Santana.

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