Governo Lula gasta mais de R$ 1,4 bilhão no cartão corporativo até 2025, diz site
Levantamento aponta que despesas da Presidência e de ministérios atingiram cifras expressivas nos três primeiros anos de mandato; oposição cobra abertura de dados sob sigilo.

O
s gastos do governo federal com os Cartões de Pagamento do Governo Federal (CPGF), popularmente conhecidos como “cartões corporativos”, voltaram ao centro do debate político. Um levantamento recente divulgado por um portal especializado em transparência pública revelou que, entre o início do mandato em 2023 e o fim de 2025, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faturou mais de R$ 1,4 bilhão nessas ferramentas de crédito.
Entenda a Cifra
- Montante Total: R$ 1,4 bilhão distribuído entre todos os ministérios, autarquias e Presidência da República ao longo de 36 meses.
- Onde se gasta mais: Logística de segurança institucional, hospedagens, deslocamentos de comitivas presidenciais e suprimentos de rotina.
- Polêmica do Sigilo: Grande parte das faturas da Presidência da República está sob sigilo por razões de “segurança nacional”, limitando o detalhamento das compras.
Reação da Oposição e Comparativos
A divulgação dos números forneceu combustível imediato para a oposição no Congresso Nacional. Parlamentares já articulam requerimentos de informação exigindo a abertura imediata dos dados classificados como sigilosos. A crítica central baseia-se na promessa de campanha de 2022, quando o atual governo criticava duramente a falta de transparência nos gastos do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apesar do valor absoluto alto, especialistas em contas públicas alertam que comparações diretas precisam considerar a inflação acumulada no período e o escopo das despesas. Historicamente, os cartões não pagam apenas contas pessoais de líderes políticos, mas sustentam as operações de campo da Polícia Federal, ações de defesa civil, viagens de ministros e a pesada estrutura de segurança que acompanha o chefe de Estado, tanto no Brasil quanto no exterior.

O que diz o Governo
Procurada pela imprensa, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) minimizou o impacto das cifras, afirmando que “os gastos estão rigorosamente dentro da média histórica e proporcional ao tamanho da máquina pública”.
A Secom também justificou que, durante os anos de 2023 e 2024, houve um número excepcional de viagens internacionais realizadas pelo presidente Lula para “reconstruir a imagem diplomática e as relações comerciais do Brasil”, o que naturalmente eleva os custos de segurança, hotelaria e transporte das comitivas, pagos via cartão corporativo por questões de logística internacional.
