NOVA REGRA: Primeira CNH na Bahia passa a exigir exame toxicológico a partir deste mês
Mudança impacta milhares de futuros motoristas em Feira de Santana e em todo o estado; medida visa aumentar a segurança viária, mas encarece o processo de habilitação.
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O Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) implementou uma nova exigência para quem deseja tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH): a realização obrigatória do exame toxicológico. A medida, que antes era restrita apenas aos motoristas profissionais (categorias C, D e E), agora também é obrigatória para os candidatos às categorias A (moto) e B (carro), alterando os custos e os prazos nas autoescolas.

As regras para se tornar um motorista habilitado na Bahia acabam de ficar mais rigorosas. A partir de agosto deste ano de 2026, todos os candidatos que derem entrada no processo para tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) precisarão passar por um exame toxicológico de “larga janela de detecção”.
A decisão coordenada pelos órgãos de trânsito estaduais pegou de surpresa muitos jovens e adultos que planejavam iniciar as aulas teóricas e práticas nos Centros de Formação de Condutores (CFCs) de Feira de Santana e região nas próximas semanas.
Foco na Segurança e Impacto no Bolso
Até então, a exigência deste teste laboratorial era restrita aos motoristas profissionais — aqueles habilitados nas categorias C, D e E, que dirigem caminhões, ônibus e carretas. Contudo, com a atualização normativa, mesmo quem busca apenas a habilitação para pilotar motos ou dirigir carros de passeio (categorias A e B) precisará comprovar que não fez uso de substâncias psicoativas nos últimos 90 dias.
Para as autoescolas, a mudança exige rápida adaptação na comunicação com os novos alunos. Além das taxas habituais do Detran-BA, do exame médico, do teste psicotécnico (psicológico) e das aulas obrigatórias, o candidato terá de agendar e pagar pelo exame em um laboratório credenciado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
O exame toxicológico é realizado a partir da coleta de amostras de cabelo ou pelos do corpo. Com a nova exigência em vigor, estima-se que o processo para tirar a primeira habilitação na Bahia encareça entre R$ 130 e R$ 200, dependendo do laboratório escolhido pelo candidato.
O resultado do exame é inserido de forma automática e direta pelos laboratórios no sistema central do Detran. É importante ressaltar que, caso o laudo dê positivo para substâncias proibidas, o candidato ficará impedido de dar continuidade ao processo de habilitação por um período de 90 dias (três meses), quando poderá realizar um novo teste.
A medida já está valendo em todo o estado e especialistas em segurança viária acreditam que ela servirá como um filtro importante para garantir que os condutores recém-formados assumam o volante com mais responsabilidade e preparo mental e físico.
