
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou, neste sábado (07), uma multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras devido a um incidente ambiental registrado na Bacia da Foz do Amazonas. A autuação refere-se ao vazamento de fluido hidráulico ocorrido durante manobras de teste pré-operacional em uma das sondas alocadas na região.
De acordo com o relatório técnico do órgão ambiental, o vazamento, embora de proporções controladas, expôs fragilidades no plano de resposta a emergências da estatal para aquela área sensível. O Ibama alega que a comunicação do incidente não ocorreu com a celeridade exigida pelos protocolos de licenciamento, o que motivou a sanção administrativa.
Em nota oficial, a Petrobras minimizou os impactos do ocorrido. A companhia afirmou que o fluido vazado é de “classe biodegradável”, projetado especificamente para operações offshore, e que não houve danos à fauna marinha ou manchas de óleo na superfície. A estatal informou ainda que recorrerá da multa, classificando a punição como “desproporcional” diante da natureza técnica do incidente.
O episódio ocorre em um momento politicamente delicado. A exploração da Margem Equatorial é alvo de uma disputa interna no governo federal, opondo a ala energética, que vê na região o “novo pré-sal”, e a ala ambiental, que teme riscos irreversíveis a ecossistemas únicos. Especialistas avaliam que este vazamento, mesmo pequeno, pode ser usado pelo Ibama como argumento técnico para endurecer ainda mais as exigências para a concessão da licença definitiva de perfuração no bloco FZA-M-59.