Haddad diz que Bolsonaro desorganizou contas públicas e afirma que economia melhorou

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, subiu o tom das críticas contra a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro nesta semana. Em declaração contundente sobre a situação fiscal herdada pelo atual governo, Haddad afirmou que o governo anterior “estuprou” as contas públicas, referindo-se às medidas eleitoreiras adotadas em 2022 que geraram um rombo bilionário no orçamento.
Segundo o ministro, a atual administração teve que lidar com um cenário de desorganização orçamentária sem precedentes, citando o calote dos precatórios e a desoneração artificial de combustíveis às vésperas da eleição como exemplos de irresponsabilidade fiscal que comprometeram o primeiro ano do governo Lula.
Oposição em “Maus Lençóis”
Apesar das críticas à herança maldita, Haddad demonstrou otimismo com o cenário econômico atual de 2026. Para o ministro, os indicadores positivos — como o controle da inflação, o crescimento do PIB acima do esperado e a reforma tributária em andamento — deixam a oposição sem argumentos sólidos para atacar a gestão econômica.
“A oposição vai ter muito trabalho para criticar a economia, porque os números não mentem. O Brasil voltou a crescer, o emprego está em alta e a credibilidade internacional foi recuperada. O discurso do caos que eles tentaram vender não se concretizou”, completou Haddad.
As declarações acirram ainda mais o clima político em Brasília, com aliados de Bolsonaro rebatendo as acusações e alegando que o atual governo busca culpados para justificar o aumento de gastos. No entanto, o Ministério da Fazenda sustenta que o ajuste fiscal está sendo feito com responsabilidade, corrigindo as distorções do passado.