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Governo aumenta imposto de importação de celulares para evitar colapso
ECONOMIA / TECNOLOGIA Atualizado em 23/02/2026 • 16:15

Governo aumenta imposto de importação de celulares para evitar “colapso” da indústria nacional

Medida visa proteger fabricantes locais frente à concorrência agressiva do mercado asiático, mas gera preocupação entre consumidores sobre o aumento inevitável dos preços dos aparelhos.

Por Redação NINJAFSA

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governo federal confirmou nesta semana um reajuste tarifário que promete pesar no bolso do consumidor. Uma nova alíquota do Imposto de Importação para smartphones e dispositivos eletrônicos semelhantes entrou em vigor com a publicação no Diário Oficial da União. A decisão é uma resposta direta à pressão do setor produtivo local, que alerta para uma concorrência desleal e predatória liderada pelo varejo internacional, especialmente os e-commerces asiáticos.

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) vinha intensificando as cobranças junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior nas últimas semanas. Segundo a entidade, a inundação de aparelhos importados, muitas vezes beneficiados por subsídios em seus países de origem e isenções tributárias no Brasil, criou um cenário de concorrência insustentável. A Abinee argumentava que o parque industrial nacional caminhava para um “colapso” irreversível, com fechamento de fábricas e demissões em massa se o governo não interviesse.

“A indústria nacional de eletroeletrônicos gera milhares de empregos diretos e indiretos. Não podemos permitir que o Brasil se torne apenas um grande importador, destruindo nossa capacidade produtiva instalada.”

A elevação da tarifa será aplicada gradualmente. No entanto, o impacto final recairá inevitavelmente sobre o consumidor final. Especialistas em varejo alertam que a medida encarecerá os smartphones logo nas próximas semanas. Os aparelhos de entrada e intermediários, amplamente consumidos pelas classes C e D, deverão sofrer o maior impacto proporcional nos preços.

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A decisão acende novamente o polêmico debate sobre a política protecionista no Brasil. Enquanto defensores afirmam que o “imposto salva empregos”, associações de defesa do consumidor argumentam que a solução ideal passaria pela redução do Custo Brasil e desonerações para a produção interna, e não simplesmente pelo aumento de barreiras tarifárias que punem o poder de compra da população.

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