Governo aumenta tarifas de embarque em 14 aeroportos brasileiros
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) autorizou os reajustes em Guarulhos, Viracopos e mais 12 terminais regionais. Os novos valores foram atualizados conforme a inflação e regras contratuais.

Resumo dos Novos Valores
- Guarulhos (SP): Doméstico (R$ 35,75) | Internacional (R$ 68,61)
- Viracopos (Campinas-SP): Doméstico (R$ 33,44) | Internacional (R$ 59,17)
- Aeroportos Regionais (AmpliAR): Doméstico (R$ 48,80) | Internacional (R$ 86,42)
Viajar de avião pelo Brasil e para o exterior vai ficar um pouco mais caro. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) autorizou, nesta semana, o reajuste nos tetos das tarifas aeroportuárias em 14 terminais, incluindo dois dos maiores hubs do país: os aeroportos internacionais de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, e outros 12 terminais regionais integrantes do programa AmpliAR.
As alterações foram devidamente publicadas no Diário Oficial da União (DOU). No entanto, quem já tem viagens marcadas para os próximos dias pode respirar de alívio: os novos valores só poderão ser repassados e cobrados dos passageiros após um prazo de 30 dias contados a partir da divulgação formal feita pelas concessionárias.
Impacto direto no bolso do passageiro
As tarifas de embarque são o valor repassado diretamente aos aeroportos, embora sejam recolhidas pelas companhias aéreas na altura da compra do bilhete. Este montante destina-se, segundo a agência, a remunerar a prestação de serviços e a infraestrutura oferecida aos passageiros, como climatização, escadas rolantes e as salas de embarque.
Com as novas portarias, os tetos das tarifas foram fixados da seguinte forma:
Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP)
- Embarque doméstico: passa para R$ 35,75
- Embarque internacional: passa para R$ 68,61
Aeroporto Internacional de Viracopos (Campinas – SP)
- Embarque doméstico: passa para R$ 33,44
- Embarque internacional: passa para R$ 59,17
Terminais do Programa AmpliAR (12 aeroportos)
- Embarque doméstico: passa para R$ 48,80
- Embarque internacional: passa para R$ 86,42
Os reajustes seguem fórmulas matemáticas rigorosas previstas nos contratos de concessão, funcionando como um mecanismo para preservar o equilíbrio económico-financeiro perante a inflação acumulada.
Além da taxa de embarque que afeta diretamente o consumidor final, a portaria da ANAC também atualizou os valores de tarifas como pouso, permanência, capatazia e armazenagem de cargas — que são cobradas aos operadores de aeronaves e às próprias companhias aéreas, impactando diretamente os custos logísticos e de importação.
