Fim da escala 6×1: Câmara aprova PEC que reduz jornada de trabalho
POLÍTICA NACIONAL / TRABALHO

Fim da escala 6×1: Câmara aprova PEC que reduz jornada de trabalho

Em uma votação que varou a noite, deputados federais deram o aval definitivo à Proposta de Emenda à Constituição. O texto, que assegura a manutenção dos salários, segue agora para o Senado.

Por Redação NINJAFSA 27/05/2026 • Atualizado

RESUMO DA MATÉRIA

Vitória histórica para os trabalhadores. O plenário da Câmara dos Deputados aprovou em definitivo a PEC que extingue a escala 6×1. O projeto reduz a jornada máxima para 40 horas semanais, estabelece uma transição de até 14 meses para as empresas e proíbe cortes salariais.

Painel eletrônico da Câmara dos Deputados com o resultado da votação
O painel do plenário registrou o momento histórico para as leis trabalhistas do país. (Foto: Reprodução / G1)

Um marco nas relações de trabalho do Brasil. Após meses de intenso debate, pressão popular nas redes sociais e mobilização de sindicatos, a Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a exaustiva escala de trabalho 6×1 — em que o funcionário trabalha seis dias para folgar apenas um.

A votação, que uniu deputados de diferentes espectros políticos pressionados pela opinião pública, consolidou a redução do limite constitucional da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo o direito a, no mínimo, dois dias de descanso remunerado para os trabalhadores sob o regime da CLT.

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Garantias ao trabalhador e adaptação para empresas

O texto aprovado manteve as principais vitórias articuladas pelo relator e pelo Governo Federal. A mais comemorada pelos trabalhadores é a cláusula que proíbe expressamente qualquer tipo de redução salarial. Ou seja, mesmo trabalhando menos horas por semana, o ordenado mensal do empregado deverá permanecer intacto, o que na prática significa um aumento no valor da hora trabalhada.

O prazo de transição:
Para vencer a forte resistência das frentes empresariais e do setor de comércio e serviços — que temiam falências e demissões em massa —, o Congresso aprovou um período de transição de até 14 meses. Este será o tempo limite para que os empregadores reorganizem os seus quadros de funcionários, ajustem escalas para o formato 5×2 ou 4×3 e absorvam os custos de novas contratações.

Vale lembrar que, em discussões anteriores, a equipe econômica do Ministério da Fazenda já havia descartado a criação de desonerações tributárias ou subsídios estatais para compensar as empresas, argumentando que o país não possui margem fiscal para tal.

Com a aprovação definitiva na Câmara dos Deputados, a PEC segue agora para o Senado Federal, onde também precisará passar por duas votações. Se não houver alterações no texto original, a matéria será finalmente promulgada pelo Congresso Nacional, sem necessidade de sanção presidencial.

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