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Fim da 6×1: CEO do Assaí defende maior flexibilidade para trabalhadores
ECONOMIA E NEGÓCIOS

Fim da 6×1: CEO do Assaí defende maior flexibilidade para trabalhadores

Belmiro Gomes, presidente da gigante atacadista, manifestou-se sobre a PEC que tramita no Congresso e apontou a necessidade de equilibrar a qualidade de vida do colaborador com as operações do varejo.

PorRedação NINJAFSAAtualizado recentemente

RESUMO DA MATÉRIA

O setor de supermercados, um dos mais dependentes da escala 6×1, começou a posicionar-se sobre a proposta de fim dessa jornada de trabalho. Belmiro Gomes, CEO do Assaí Atacadista, defendeu que as empresas precisam ter maior flexibilidade para adaptar as escalas, reconhecendo a demanda dos trabalhadores por melhor qualidade de vida.

Belmiro Gomes, CEO do Assaí
Belmiro Gomes durante entrevista onde abordou as perspectivas do setor varejista. (Foto: Reprodução/CNN Brasil)

O debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 (seis dias trabalhados para um de descanso) chegou de forma incisiva ao alto escalão do varejo nacional. Belmiro Gomes, CEO do Assaí Atacadista, uma das maiores redes de supermercados do Brasil, abordou o tema recentemente, apontando caminhos para o futuro das relações laborais no setor.

O setor supermercadista é historicamente um dos mais afetados por eventuais mudanças na jornada de trabalho, uma vez que a operação das lojas exige funcionamento ininterrupto, atendendo os consumidores de domingo a domingo. Diante da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tramita no Congresso, Gomes defendeu que a palavra-chave para o impasse é a “flexibilidade”.

Qualidade de vida x Operação

O executivo reconheceu que as demandas dos trabalhadores por mais tempo de descanso e qualidade de vida são legítimas e precisam ser ouvidas pelo setor empresarial. Contudo, alertou que uma mudança brusca e engessada na legislação pode gerar graves desequilíbrios operacionais para as empresas que prestam serviços essenciais com horários alargados.

A visão do CEO:
Gomes sugeriu que, em vez de uma proibição absoluta, o ideal seria permitir a negociação de escalas mais flexíveis — como modelos 5×2 ou até mesmo 4×3 em determinados departamentos —, desde que haja segurança jurídica para as empresas implementarem as alterações sem o risco de gerar um aumento drástico de custos que acabe sendo repassado diretamente para os preços nas prateleiras.

A declaração do CEO do Assaí reflete o sentimento de parte do setor produtivo, que busca um meio-termo na discussão legislativa. Representantes do varejo e do comércio temem que a extinção da jornada 6×1 sem contrapartidas ou regras adaptáveis force cortes no quadro de funcionários ou encareça as folhas de pagamento em níveis insustentáveis para o pequeno e médio empreendedor.

Enquanto o debate continua polarizado em Brasília, a manifestação de líderes de grandes empregadores como o Assaí pode sinalizar o início de uma articulação do setor privado para propor textos alternativos aos deputados federais nas próximas comissões.

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