Trump aumenta tarifa global para 15% após decisão da Suprema Corte
Medida extrema entra em vigor imediatamente após o tribunal derrubar liminares de estados opositores; aumento da taxação atinge em cheio as exportações do Brasil e sacode mercados mundiais.
Pontos-Chave da Medida
- Suprema Corte dos EUA formou maioria e derrubou liminares que impediam a nova taxação.
- Tarifa de importação linear sobe para 15% sobre produtos de todos os países (exceto os do Nafta revisado).
- Dólar tem forte alta no mercado global; exportações do agronegócio e aço brasileiro serão as mais penalizadas.

A promessa mais agressiva da campanha econômica de Donald Trump acaba de se tornar realidade. Em uma decisão histórica e controversa proferida na tarde deste sábado (21), a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as dezenas de liminares movidas por estados democratas e associações de comércio, autorizando o governo federal a implementar uma tarifa linear de 15% sobre todas as importações globais.
Minutos após o anúncio do tribunal, a Casa Branca publicou o decreto presidencial determinando que a nova taxa entre em vigor a partir da meia-noite de segunda-feira. A medida, tratada pela administração republicana como a “salvação da manufatura americana”, gerou um choque imediato nos mercados financeiros globais.

A decisão da Suprema Corte baseou-se na prerrogativa do Executivo em determinar políticas de segurança nacional e comércio exterior. A Casa Branca argumentou com sucesso que a dependência excessiva de produtos estrangeiros representa uma vulnerabilidade crítica para os Estados Unidos.
Impacto devastador no Brasil
Para o Brasil, a notícia acende um alerta vermelho. Sendo os EUA o segundo maior parceiro comercial do país, a tarifa de 15% atinge em cheio as exportações de aço, aviões (Embraer), celulose, café e carne bovina. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior já convocou uma reunião de emergência para avaliar o estrago na balança comercial.
No mercado de câmbio offshore (funcionando aos fins de semana), o dólar já opera em forte alta contra moedas de países emergentes, sinalizando que a “super segunda-feira” que havia derrubado o dólar para R$ 5,18 há poucos dias deverá ser revertida por uma onda de aversão ao risco.
