PF aponta que Instituto de Previdência do Amapá rejeitou ‘bancos de primeira linha’ e preferiu o Master, apesar de alertas
Investigação revela que gestores do Amprev ignoraram avisos de risco e recusaram ofertas de instituições tradicionais para concentrar recursos no Banco Master.
RESUMO DA MATÉRIA
Relatório da Polícia Federal aponta indícios de gestão temerária no Instituto de Previdência do Amapá (Amprev). Segundo as investigações, gestores teriam recusado propostas de instituições financeiras de “primeira linha” para privilegiar investimentos no Banco Master, mesmo diante de alertas técnicos sobre os riscos envolvidos na operação.

A Polícia Federal (PF) concluiu em um novo relatório que a diretoria do Instituto de Previdência do Amapá (Amprev) ignorou deliberadamente ofertas de instituições financeiras tradicionais e sólidas — classificadas como “bancos de primeira linha” — para fechar negócios com o Banco Master. A decisão teria sido tomada a despeito de pareceres técnicos internos que alertavam para os riscos da concentração de recursos em uma única instituição de menor porte.

O documento, anexado às investigações que apuram desvios e má gestão em fundos de pensão municipais e estaduais, destaca que a preferência pelo Master não se justificava pelas taxas de mercado oferecidas na época. Segundo a PF, a recusa a bancos maiores configura um indício forte de direcionamento e gestão temerária dos recursos que deveriam garantir a aposentadoria dos servidores públicos do estado.
A investigação aponta que a movimentação atípica de fundos previdenciários para bancos médios e pequenos, muitas vezes em troca de vantagens indevidas para gestores e políticos locais, é um modus operandi recorrente em esquemas de corrupção investigados pela PF em diversos estados.

O Instituto de Previdência do Amapá ainda não se pronunciou sobre o conteúdo do relatório da Polícia Federal. O caso segue sob investigação e pode resultar em novas operações e bloqueios de bens dos envolvidos.