Dados da Serasa mostram persistência do aperto financeiro mesmo com melhora no mercado de trabalho
O Brasil inicia 2026 carregando o peso de 80,6 milhões de pessoas com nomes negativados, de acordo com o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, com referência a novembro de 2025. Esse é o maior número registrado na série histórica do indicador, alcançado após 11 meses seguidos de aumento na inadimplência.

O crescimento em novembro foi de 0,22% em relação a outubro, com a adição de 173 mil novos inadimplentes, marcando a menor alta mensal do ano e sinalizando uma possível desaceleração. No acumulado de 2025, o número de inadimplentes subiu de 74,6 milhões em janeiro para 80,6 milhões em novembro, um aumento de cerca de 6 milhões de pessoas.O perfil dos inadimplentes revela que a faixa etária de 41 a 60 anos concentra 35,4% dos casos, seguida pela de 26 a 40 anos, com 33,4%. Pessoas acima de 60 anos representam cerca de 20%, e os jovens de 18 a 25 anos, aproximadamente 11%.
O país acumula 321 milhões de dívidas negativadas, totalizando R$ 511 bilhões em débitos, com dívida média de cerca de R$ 6.345 por pessoa.Apesar de indicadores positivos no mercado de trabalho, como redução do desemprego, o cenário reflete pressões persistentes sobre o orçamento familiar, incluindo inflação acumulada e custos elevados de crédito. Plataformas como o Serasa Limpa Nome registraram acordos com descontos significativos em novembro, mas o desafio da inadimplência permanece elevado no início do ano.
