Parlamentares prometem resistência a taxação de exportações e ajustes tributários
A bancada ruralista e a oposição no Congresso Nacional expressaram forte rejeição às novas medidas fiscais apresentadas pelo governo federal nesta segunda-feira, 9 de junho de 2025. O plano, que busca substituir a alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) parcialmente recuada, inclui a taxação de exportações agrícolas, como soja e carne, além de ajustes em incentivos fiscais. Parlamentares já sinalizam resistência, com o deputado Alceu Moreira (MDB-RS), líder da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), afirmando que não aceitarão a proposta.

O governo havia desistido de elevar o IOF para fundos de investimento após pressão do mercado, mantendo o aumento para transações da população, como compras internacionais. Para compensar a perda de arrecadação e alcançar cerca de R$ 18 bilhões em 2025, propôs taxar o agronegócio, setor vital para a economia. Moreira destacou que isso comprometeria a competitividade do Brasil no exterior, enquanto a oposição, liderada por figuras como Marcel van Hattem (Novo-RS), planeja obstruir as votações no plenário.
A medida reflete um esforço do governo para equilibrar as contas públicas, mas o embate com o Congresso promete se intensificar. Com 223 deputados e 15 senadores, a bancada ruralista tem peso político para dificultar a aprovação. A discussão deve ganhar força nas próximas semanas, impactando a agenda econômica nacional.
Publicado por NINJAFSA – Notícias Independentes de Feira de Santana e Além
