Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo

Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo

Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo ECONOMIA / GOVERNO FEDERAL Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo Ação emergencial visa mitigar os impactos da disparada do barril no mercado internacional devido à crise no Oriente Médio e evitar o encarecimento de fretes e alimentos. Por Redação NINJAFSA Atualizado recentemente O presidente Lula assinou a medida para tentar travar a escalada de preços nas bombas de combustível. (Foto: Agência Brasil/EBC) Resumo da Matéria O Governo Federal decidiu intervir ativamente para travar o aumento dos combustíveis. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma medida provisória que zera a alíquota dos impostos federais (PIS e COFINS) sobre o diesel e cria um subsídio direto. O objetivo é proteger os caminhoneiros e evitar que a alta do petróleo, provocada pelas recentes tensões militares envolvendo o Irã, se converta numa inflação descontrolada nos supermercados. O governo federal decidiu intervir de forma contundente para evitar um choque inflacionário no país. Em resposta à escalada vertiginosa do barril de petróleo no mercado externo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a isenção total e temporária dos impostos federais (PIS e COFINS) sobre o óleo diesel, além da criação de um programa de subsídio direto para amortecer os repasses nas refinarias. A medida de urgência surge na esteira do agravamento da crise militar no Oriente Médio. Após a morte do líder supremo do Irã em uma operação conjunta entre EUA e Israel, as incertezas em torno da navegação e do fornecimento de energia no Golfo Pérsico provocaram uma disparada imediata no custo internacional do petróleo, pressionando os preços praticados pela Petrobras. Publicidade Efeito dominó evitado A preocupação primária do Palácio do Planalto recai sobre a malha logística brasileira. Como o país depende essencialmente do transporte rodoviário, qualquer aumento expressivo no valor do diesel gera um perigoso “efeito dominó”. Quando o frete fica mais caro, os preços dos alimentos, materiais de construção, e passagens de transporte público disparam na mesma proporção, atingindo diretamente o bolso das famílias. Não podemos permitir que uma crise bélica do outro lado do mundo tire a comida da mesa do trabalhador brasileiro. O Estado vai atuar com firmeza para garantir a estabilidade do preço do frete, proteger os nossos caminhoneiros e blindar a nossa economia de um choque externo desproporcional. Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República O pacote económico adotado tem caráter provisório e, segundo o Ministério de Minas e Energia, as cotações serão monitorizadas diariamente para avaliar a necessidade de prolongar ou suspender o subsídio. Nos bastidores, o desafio principal agora está nas mãos do Ministério da Fazenda. Continue a Ler Guerra no Irã já começa a impactar preço dos combustíveis no país Ali Khamenei, líder supremo do Irã, é morto em ação dos EUA e Israel A equipa liderada pelo ministro Fernando Haddad trabalha a contra-relógio para calcular e encontrar fontes de receita alternativas que compensem a perda bilionária de arrecadação causada por esta isenção, com vista a manter as metas fiscais aprovadas para o orçamento de 2026. Publicidade Link copiado para a área de transferência!

Zanin nega pedido para obrigar Câmara a instalar CPI do Master

Zanin nega pedido para obrigar Câmara a instalar CPI do Master

Zanin nega pedido para obrigar Câmara a instalar CPI do Master JUSTIÇA / POLÍTICA NACIONAL Zanin nega pedido para obrigar Câmara a instalar CPI do Master Ministro do STF rejeitou mandado de segurança impetrado por parlamentares que buscavam forçar a criação da comissão para investigar fraudes atreladas ao grupo financeiro. Por Redação NINJAFSA Atualizado recentemente O ministro avaliou que o Judiciário não deve interferir em pautas internas do Legislativo. (Foto: Reprodução / Valor) Resumo da Matéria O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido apresentado por deputados da oposição que visava obrigar a presidência da Câmara a instalar imediatamente a CPI do Master. Zanin argumentou que a ordem e a decisão sobre a criação de comissões são assuntos internos do Legislativo (“interna corporis”), preservando a separação dos poderes. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, proferiu uma decisão que arrefece, pelo menos temporariamente, a pressão de parte da oposição na Câmara dos Deputados. O magistrado rejeitou um mandado de segurança que tinha como objetivo obrigar a presidência da Casa a instalar de forma imediata a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do “Caso Master”. O pedido havia sido impetrado por um grupo de parlamentares sob o argumento de que o requerimento para a criação da CPI já reunia o número mínimo de assinaturas exigido pela Constituição — um terço dos membros da Câmara. Para os autores da ação, uma vez atingido o quórum, a instalação deveria ser automática, sem depender da vontade discricionária ou do momento político ditado pelo presidente da Câmara. Publicidade Separação de Poderes No entanto, a fundamentação de Zanin para rejeitar o pedido baseou-se fortemente no princípio basilar da separação dos poderes. Na sua deliberação, o ministro explicou que as questões relacionadas com a ordem de instalação, organização da pauta e o funcionamento das comissões parlamentares são consideradas assuntos “interna corporis”. Não cabe ao Poder Judiciário intervir em atos que digam respeito, de forma exclusiva, à interpretação e aplicação do Regimento Interno das Casas Legislativas, sob pena de violação à independência dos Poderes. Trecho da decisão do Ministro Cristiano Zanin A “CPI do Master” tornou-se uma das principais bandeiras de um setor do Congresso Nacional após os recentes e explosivos desdobramentos de operações conduzidas pela Polícia Federal. Continue a Ler Vorcaro é preso em nova fase da operação da PF sobre Master ‘Sicário’ de Vorcaro morre em BH; PF diz que ele se suicidou na prisão Vorcaro prestava contas a Moraes para tentar salvar o Master no dia em que foi preso O caso ganhou contornos ainda mais graves com a recente prisão preventiva do empresário Pedro Vorcaro, as suspeitas de que este teria planejado forjar um assalto para agredir o jornalista Lauro Jardim, e o misterioso episódio da morte de um homem apontado como “sicário” da organização, ocorrida dentro de uma carceragem da PF em Belo Horizonte. Com a negativa do STF em forçar a abertura da investigação pelo Congresso, a criação da comissão parlamentar volta a estar dependente, de forma exclusiva, das intensas negociações políticas de bastidores e da conveniência da presidência da Câmara dos Deputados. Publicidade Link copiado para a área de transferência!

“Disputado”: José Ronaldo revela convites de Jerônimo e ACM Neto para vice, mas reafirma permanência na Prefeitura

“Disputado”: José Ronaldo revela convites de Jerônimo e ACM Neto para vice, mas reafirma permanência na Prefeitura

“Disputado”: José Ronaldo revela convites de Jerônimo e ACM Neto para vice, mas reafirma permanência na Prefeitura Política / Eleições 2026 “Disputado”: José Ronaldo revela convites de Jerônimo e ACM Neto para vice, mas reafirma permanência na Prefeitura Em entrevista ao programa Acorda Cidade, o prefeito de Feira de Santana detalhou os bastidores políticos e explicou a sua decisão irredutível de cumprir os quatro anos de mandato no município. Por Redação NINJAFSA Atualizado recentemente O prefeito abriu o jogo sobre as articulações para a chapa majoritária de 2026. (Foto: PMFS) Resumo da Entrevista Durante entrevista ao radialista Dilton Coutinho, no programa Acorda Cidade, José Ronaldo revelou: Os Convites: Foi oficialmente chamado para ser candidato a vice-governador tanto na chapa de ACM Neto (União Brasil) quanto na de Jerônimo Rodrigues (PT). A Decisão: Rejeitou ambas as propostas para honrar o seu compromisso de quatro anos com a população de Feira de Santana. O Encontro com Geddel: Esclareceu que a reunião com o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) foi nostálgica e não focou na vaga de vice, embora tenha recebido um convite aberto para se filiar ao partido. O xadrez político baiano para as eleições de 2026 está em pleno movimento, e o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (União Brasil), confirmou ser uma das peças mais cobiçadas do tabuleiro. Na manhã desta quarta-feira (11), durante uma entrevista exclusiva ao radialista Dilton Coutinho, âncora do programa Acorda Cidade, o gestor revelou ter recebido convites formais para compor a chapa como vice-governador nos dois principais campos políticos do estado: ao lado de Jerônimo Rodrigues (PT) e de ACM Neto (União Brasil). Publicidade Ao abordar as especulações que dominavam os bastidores, José Ronaldo não escondeu a satisfação pelo reconhecimento da sua trajetória política, mas manteve a postura firme que o caracteriza. “Um dia, Dilton, você disse que eu estava me sentindo a ‘cocada puxa’, sendo disputado por todos os dois, tanto Jerônimo como ACM Neto, mas não é a questão de sentir ou não”, comentou, bem-humorado, durante o programa. O prefeito fez questão de refletir sobre a sua longa caminhada na vida pública: “Com toda humildade, tenho 74 anos e cheguei em Feira no final de 1969. No dia seguinte, fui trabalhar na prefeitura como datilógrafo. Aquele menino jamais saberia que iria acontecer tudo isso na vida dele. Ser vereador, deputado federal, deputado estadual, prefeito e diretor do Hospital Dom Pedro. Eu acho que isso é de grande importância na minha vida, isso me fortalece”, complementou. José Ronaldo e ACM Neto durante campanha anterior. (Foto: Reprodução / BNews) O mistério dos articuladores e a decisão final Embora tenha confirmado os convites de ambos os lados, José Ronaldo preservou a identidade dos emissários que tentaram convencê-lo até ao último momento. Segundo ele, as inúmeras conversas de bastidores, descritas como legítimas e salutares na vida de um homem público, ficarão “guardadas a sete chaves”. “Ser convidado por pessoas que são respeitadas na Bahia, por pessoas que têm história no nosso estado ou no país, é positivo. Então, você se sente feliz e agradecido a Deus por todo esse momento. Mas é uma decisão bem analisada. Não vou dizer que houve pressão, porque conversa é uma coisa legítima”, explicou o gestor municipal ao Acorda Cidade. O prefeito também confirmou o assédio por parte da base do governador Jerônimo Rodrigues. (Foto: Reprodução) Apesar da honraria de ser disputado pelos polos opostos da política baiana, a resposta de José Ronaldo foi um claro e sonoro “não”. O motivo central da recusa, segundo ele, é a promessa feita aos eleitores feirenses nas últimas eleições municipais. Eu tinha assumido um compromisso com o povo de Feira de Santana, no meu horário eleitoral, de que eu faria o cumprimento de todo o mandato. Em nenhum momento da minha campanha eu disse que haveria possibilidade de renunciar para assumir alguma outra ação. Ficarei os quatro anos do governo. José Ronaldo, Prefeito de Feira de Santana Ele lembrou ainda o impacto da sua decisão passada, quando renunciou à prefeitura para concorrer ao governo estadual: “Todo mundo sabe que eu já deixei uma vez. Então eu, comigo mesmo, com a minha própria consciência e vontade, disse que não sairia do governo”, arrematou. O encontro com Geddel Vieira Lima Durante a sabatina com Dilton Coutinho, José Ronaldo também foi instado a esclarecer os rumores sobre o recente encontro com o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), ocorrido em janeiro. Havia forte especulação de que a reunião seria mais uma tentativa de levá-lo à majoritária de Jerônimo Rodrigues. O prefeito, contudo, foi categórico ao afirmar que a vaga de vice não foi tema da conversa, que se pautou mais pelo passado e por análises gerais do momento político. “Claro, num dado momento, ele disse-me que, se eu quisesse, poderia filiar-me ao partido dele. ‘O partido está às suas ordens’, mas isso é uma coisa extremamente normal de acontecer. Tem dirigente que chegou até a me oferecer a presidência do partido, mas eu não tenho essa vontade”, concluiu Ronaldo, colocando um ponto final nas especulações. Continue a Ler Com José Ronaldo fora da chapa, quem ganha força para ser o vice de ACM Neto em 2026? Lula e Flávio Bolsonaro empatam no 2º turno em nova pesquisa eleitoral Publicidade Link copiado com sucesso!

Com apoio do governo, Senado aprova criação de novos cargos no Executivo; impacto é de R$ 5,3 bilhões

Com apoio do governo, Senado aprova criação de novos cargos no Executivo; impacto é de R$ 5,3 bilhões

Senado aprova criação de 17,8 mil cargos no Executivo com impacto de R$ 5,3 bilhões Política / Economia Com apoio do governo, Senado aprova criação de novos cargos no Executivo; impacto é de R$ 5,3 bilhões Projeto reestrutura o funcionalismo, cria a carreira de Analista Técnico (ATE) e desmembra o IFPB. Entidades criticam as desigualdades de até 150% nos salários do setor público. Por Redação NINJAFSA Atualizado recentemente A matéria, aprovada no Senado, segue agora para a sanção do presidente Lula. (Foto: Reprodução) Resumo Interativo da Medida O Senado aprovou nesta terça-feira (10) um projeto de lei do governo federal que traz mudanças profundas na estrutura do funcionalismo público: Criação de Cargos: 17,8 mil novas vagas para o MEC e MGI. Impacto Financeiro: R$ 5,3 mil milhões previstos para 2026. Beneficiados: Cerca de 270 mil servidores públicos. Novas Carreiras: Criação do cargo de Analista Técnico do Poder Executivo (ATE), com salários de até R$ 9.716,48. Educação: Criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano. O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (10) um projeto de grande impacto para os cofres e a estrutura da administração pública. A matéria autoriza a criação de 17,8 mil cargos direcionados aos Ministérios da Educação (MEC) e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). Com o aval do Congresso, o texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apresentado pelo próprio governo federal e articulado intensamente na Casa, o projeto terá um impacto orçamental estimado em R$ 5,3 bilhões no ano de 2026. O montante foi confirmado tanto pelo MGI quanto pelo líder do governo no Congresso e relator da proposta, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). Segundo o relator, as medidas propostas beneficiarão diretamente cerca de 270 mil servidores. Randolfe ressaltou ainda que os valores já estão previstos na Lei Orçamentária deste ano, devendo ser incorporados aos balanços dos próximos exercícios financeiros. Divisão do Impacto Financeiro (R$ Bilhões) Passe o rato sobre o gráfico para ver os detalhes. O Ministério da Gestão fez uma ressalva técnica importante: apesar de o valor total constar na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, ele não será, obrigatoriamente, executado na íntegra num único ano. A despesa está condicionada à implementação prática de novos Institutos Federais de Educação e à conclusão dos concursos públicos que preencherão estas vagas. Publicidade Reestruturação de Carreiras e o “Super Salário” Um dos pontos mais sensíveis da matéria é a profunda reestruturação de carreiras federais. O texto cria, por exemplo, a carreira de Analista Técnico do Poder Executivo (ATE). Esta nova categoria unificará servidores de nível superior de diversas áreas com a promessa de “simplificar a gestão”. Com a mudança, o salário do topo desta carreira dará um salto considerável: passará de R$ 4.620,50 para R$ 9.716,48 a partir de abril deste ano. Além da criação da ATE, o projeto abrange uma longa lista de alterações e reajustes: MEC e MGI: O custo exclusivo para a criação dos 17,8 mil cargos é de R$ 1,1 bilhão. Reajustes Gerais: Foram destinados R$ 4,2 bilhões apenas para reajustar outras carreiras já existentes no Executivo. Plano Especial: R$ 91,2 milhões alocados para um plano especial de cargos do MEC. Auditoria e Receita: Reajustes salariais garantidos para as carreiras tributária e aduaneira da Receita Federal e para auditores fiscais do Trabalho. Saúde e Educação: Aumento na remuneração de médicos e médicos veterinários que atuam como técnicos administrativos em Educação. Cultura: Transformação de cargos de nível superior e médio em analistas de atividades culturais e assistentes técnico-administrativos. Incentivo à qualificação e Novo Instituto Federal O projeto muda as regras para incentivar a qualificação dos servidores. Professores que atuam em instituições federais (escolas básicas e universidades) terão aumento de remuneração sempre que obtiverem formação académica acima da exigida pelo concurso original. Um facto que chamou a atenção foi a flexibilização do programa de incentivos, que passará a incluir até servidores com o ensino fundamental incompleto. Fatores como participação em grupos de pesquisa, recebimento de prémios, produção de conhecimento científico e exercício de cargos de direção passarão a somar pontos na remuneração. No campo estrutural, a matéria prevê a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano, fruto do desmembramento do atual Instituto Federal da Paraíba (IFPB). A iniciativa foi fortemente patrocinada pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que acompanhou a votação de perto no plenário do Senado. Algumas carreiras chegam a ganhar 150% a mais que outras, com as mesmas atribuições. A administração pública federal tem cerca de 290 tabelas salariais diferentes. É preciso mirar uma reestruturação ampla de todas as carreiras para garantir regras mais simples. Instituição República.org Apesar de o governo classificar a proposta como um avanço necessário, a organização apartidária República.org teceu críticas à forma como o funcionalismo está estruturado no Brasil. A entidade avalia que a revisão de carreiras é essencial, mas alerta que os ajustes aprovados devem, em primeiro lugar, combater a brutal desigualdade salarial que existe entre funcionários públicos que exercem funções semelhantes. Publicidade Link copiado!

Com José Ronaldo fora da chapa, quem ganha força para ser o vice de ACM Neto em 2026?

Com José Ronaldo fora da chapa, quem ganha força para ser o vice de ACM Neto em 2026?

Com José Ronaldo fora da chapa, quem ganha força para ser o vice de ACM Neto em 2026? Eleições 2026 / Bahia Com José Ronaldo fora da chapa, quem ganha força para ser o vice de ACM Neto em 2026? A decisão do prefeito de Feira de Santana de honrar o mandato municipal agita os bastidores da oposição, que agora avalia nomes como João Roma, Sheila Lemos, Zé Cocá e Tarcísio Pedreira. Por Redação NINJAFSA Atualizado recentemente A definição do vice será crucial para o xadrez político da oposição no estado. (Foto: Reprodução) Resumo da Matéria A confirmação de que José Ronaldo (União Brasil) não deixará a prefeitura de Feira de Santana para ser candidato a vice-governador movimentou o tabuleiro político baiano. Sem o seu principal articulador no interior, ACM Neto precisará buscar um novo nome capaz de agregar votos e capilaridade regional para enfrentar o grupo governista nas urnas em 2026. A política baiana não para. A confirmação de que o atual prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), optou por permanecer no cargo e cumprir integralmente o seu mandato jogou um balde de água fria nas especulações de que ele seria o vice natural na chapa de ACM Neto na corrida pelo Governo do Estado em 2026. Publicidade A decisão, embora elogiada por eleitores feirenses que cobraram o compromisso firmado nas urnas, obriga o grupo de oposição a recalcular a rota. José Ronaldo possui um peso histórico na Princesa do Sertão e um forte poder de articulação. Sem ele na majoritária, ACM Neto precisa agora de um perfil que traga densidade eleitoral no interior e capacidade de agregar alianças. O cenário aponta para quatro nomes em destaque nos bastidores. Não serei candidato a vice-governador em 2026. Tenho um compromisso com o povo de Feira de Santana de trabalhar por quatro anos e vou honrá-lo até o último dia. José Ronaldo, Prefeito de Feira de Santana Os Quatro Nomes na Mesa A escolha do vice na Bahia raramente é feita apenas por afinidade pessoal; trata-se de um complexo cálculo de geopolítica estadual. Veja o que cada um dos principais cotados pode oferecer à chapa liderada pelo ex-prefeito de Salvador: 1. João Roma (PL) – O Peso Ideológico O presidente estadual do Partido Liberal (PL) e ex-ministro da Cidadania é o nome natural para tentar unificar a direita baiana. A presença de Roma na chapa garantiria, em tese, o alinhamento com a base bolsonarista, evitando a divisão de votos que prejudicou ACM Neto no 1º turno de 2022. O desafio de Neto, no entanto, seria equilibrar este aceno ideológico com o eleitorado mais moderado e de centro. 2. Sheila Lemos (União Brasil) – A Força do Sudoeste A prefeita reeleita de Vitória da Conquista, a terceira maior cidade da Bahia, desponta como uma opção de enorme peso estratégico. Sheila Lemos possui alta aprovação no Sudoeste baiano, uma região fundamental para o xadrez eleitoral. Além disso, a sua presença traria uma importante representatividade feminina para a chapa majoritária, um fator que pode ser decisivo na captação de votos indecisos. 3. Zé Cocá (PP) – O Articulador Municipalista O prefeito de Jequié é, hoje, um dos políticos mais bem avaliados do interior da Bahia. Zé Cocá demonstrou uma capacidade gigantesca de aglutinação política e goza de excelente trânsito entre os prefeitos da União dos Municípios da Bahia (UPB). A sua entrada na chapa traria não só os votos do Médio Rio de Contas, mas também o apoio de dezenas de gestores insatisfeitos com a base governista. 4. Tarcísio Pedreira (Solidariedade) – O Polo do Recôncavo O prefeito de São Gonçalo dos Campos, Tarcísio Pedreira, representa uma liderança em ascensão no Recôncavo Baiano e Região Metropolitana de Feira de Santana. Com um perfil enérgico e popular, Tarcísio poderia ser a peça-chave para garantir que ACM Neto mantenha a capilaridade na região feirense, compensando parcialmente a ausência do nome de José Ronaldo na urna. Continue a Ler Lula e Flávio Bolsonaro empatam no 2º turno em nova pesquisa eleitoral PL vai tentar barrar fim da escala 6×1, afirma Valdemar Costa Neto A definição final ainda deve demorar, mas a largada para 2026 já foi dada. ACM Neto sabe que a escolha certa para a vice-governadoria será fundamental para tentar quebrar a hegemonia de mais de duas décadas do PT no estado da Bahia. Publicidade Link copiado para a área de transferência!

“Vai surfar, curtir o Mickey”: Alessandro Vieira rebate Eduardo Bolsonaro sobre CPI

“Vai surfar, curtir o Mickey”: Alessandro Vieira rebate Eduardo Bolsonaro sobre CPI

“Vai surfar, curtir o Mickey”: Alessandro Vieira rebate Eduardo Bolsonaro sobre CPI Política Nacional / Bastidores “Vai surfar, curtir o Mickey”: Alessandro Vieira rebate Eduardo Bolsonaro sobre CPI O senador criticou duramente a postura do deputado federal nas redes sociais, lembrando que o seu próprio irmão, Flávio Bolsonaro, já assinou o requerimento de investigação. Por Redação NINJAFSA Atualizado recentemente A troca de farpas ocorreu publicamente na plataforma X (antigo Twitter). (Foto: Reprodução) Resumo da Matéria O clima esquentou nas redes sociais entre o senador Alessandro Vieira e o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Durante uma discussão sobre a recém-proposta CPI no Senado, Vieira não poupou palavras e mandou o filho do ex-presidente “curtir o Mickey”, apontando a hipocrisia nas críticas, já que o próprio irmão de Eduardo assinou o requerimento de investigação. Os ânimos continuam exaltados nos bastidores de Brasília em torno da recém-proposta Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado. A tensão transbordou para as redes sociais, protagonizando um bate-boca afiado e direto entre o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Publicidade A discussão teve início após Eduardo Bolsonaro utilizar a sua conta na plataforma X (antigo Twitter) para fazer críticas e levantar suspeitas sobre a efetividade da CPI. O deputado sugeriu tratar-se de uma movimentação política voltada para o espetáculo e sem resultados práticos para o país. O senador Alessandro Vieira, um dos articuladores da medida, não hesitou em responder de forma dura e irónica à provocação do colega de parlamento. “Teatrinho” e contradição familiar Na sua resposta, Vieira relembrou as antigas comissões instaladas em 2019 e expôs o que considerou uma enorme contradição na postura do deputado: o facto de que o seu próprio irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi um dos principais signatários do atual pedido de investigação que Eduardo estava a criticar. Cara, vai surfar, curtir o Mickey ou coisa parecida. Deixa quem está trabalhando em paz. Vocês fizeram esse mesmo teatrinho em 2019 e o resultado todo mundo sabe. Seu irmão já assinou a CPI, foi a assinatura 29, já estamos em 35. Você já atrapalhou o Brasil demais, tá na hora de descansar. Alessandro Vieira, Senador da República O embate chamou a atenção de eleitores e agitou a base política de ambos os lados. (Foto: Reprodução) Continue a Ler CPI para investigar Moraes e Toffoli atinge número mínimo de assinaturas no Senado Gilmar Mendes suspende quebra de sigilos de empresa ligada à família de Toffoli A troca de mensagens públicas reflete a profunda divisão de opiniões que a CPI — que visa investigar, entre outras coisas, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — tem causado, evidenciando fissuras até mesmo entre membros que partilham o mesmo espectro político. O requerimento já ultrapassou as 27 assinaturas necessárias e aguarda agora o aval e a leitura por parte do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para ser oficialmente instalado. Publicidade Link copiado para a área de transferência!

Lula defende reforço nas Forças Armadas: “se a gente não se preparar, alguém invade a gente”

Lula defende reforço nas Forças Armadas: “se a gente não se preparar, alguém invade a gente”

Lula defende reforço nas Forças Armadas: “se a gente não se preparar, alguém invade a gente” POLÍTICA NACIONAL / DEFESA Lula defende reforço nas Forças Armadas: “se a gente não se preparar, alguém invade a gente” Durante um discurso, o presidente adotou um tom mais pragmático e destacou a necessidade de investimento na Defesa Nacional para garantir a soberania do país perante as crescentes tensões globais. Por Redação NINJAFSA Atualizado recentemente Partilhar RESUMO DA MATÉRIA O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou um tom incisivo ao falar sobre a segurança e a soberania do país. Em discurso recente, o mandatário afirmou que o Brasil é uma nação pacífica, mas destacou a necessidade urgente de reforçar o equipamento e as capacidades das Forças Armadas para dissuadir possíveis ameaças externas. Lula enfatizou a importância de modernizar as Forças Armadas brasileiras. (Foto: Reprodução) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma declaração forte e contundente sobre a soberania e a segurança do Brasil. Num discurso recente, Lula defendeu abertamente a necessidade urgente de reforçar a Defesa Nacional e de investir na modernização tecnológica das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica). Publicidade Historicamente conhecido por adotar discursos mais voltados para a diplomacia multilateral e o pacifismo, o presidente utilizou um tom mais pragmático e realista face ao atual cenário de instabilidade geopolítica. “Nós somos um país de paz, mas se a gente não se preparar, alguém invade a gente”, declarou o mandatário, justificando que uma nação com dimensões continentais e riquezas naturais vastas precisa de ter um forte poder de dissuasão. O Cenário Global como Pano de Fundo A fala do presidente ocorre num momento em que o mundo acompanha de perto conflitos abertos de grande proporção, como as guerras no Leste Europeu e as recentes e perigosas escaladas de tensão no Oriente Médio, além da acirrada disputa por influência estratégica entre as maiores potências mundiais na América Latina e em outras regiões do sul global. Poder de Dissuasão: A estratégia central da Defesa mencionada pelo presidente baseia-se na dissuasão. Trata-se de possuir Forças Armadas tão bem equipadas, treinadas e preparadas que qualquer tentativa de agressão, invasão ou exploração ilegal por parte de forças estrangeiras seja prontamente desencorajada pelo altíssimo custo de um conflito. Leia Também Comissão dos EUA acusa China de operar instalações militares no Brasil Ali Khamenei, líder supremo do Irã, é morto em ação dos EUA e Israel, diz Trump Nos bastidores políticos de Brasília, a declaração de Lula é lida como um importante aceno institucional aos militares. O governo federal tem debatido a viabilidade de projetos estratégicos de longo prazo para a Defesa, que envolvem a proteção cibernética das fronteiras, a renovação da frota aérea e o desenvolvimento tecnológico naval. Estes projetos, no entanto, demandam a garantia de orçamentos expressivos e contínuos para o Ministério da Defesa ao longo dos próximos anos, independentemente de contingenciamentos fiscais. Publicidade Link copiado para a área de transferência!

TJ mantém passarelas do Colégio Helyos e encerra ação após anos de disputa judicial

TJ mantém passarelas do Colégio Helyos e encerra ação após anos de disputa judicial

TJ mantém passarelas do Colégio Helyos e encerra ação após anos de disputa judicial CIDADE / JUSTIÇA TJ mantém passarelas do Colégio Helyos e encerra ação após anos de disputa judicial A decisão do Tribunal de Justiça da Bahia põe fim a um imbróglio de oito anos sobre a legalidade das estruturas que ligam os prédios da instituição de ensino sobre via pública em Feira de Santana. PorRedação NINJAFSAAtualizado recentemente Partilhar RESUMO DA MATÉRIA O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) decidiu manter as passarelas do Colégio Helyos, em Feira de Santana, reformando uma sentença de 2025 que exigia a demolição das estruturas e o pagamento de multa. A 5ª Câmara Cível considerou a medida extrema, julgou a ação improcedente e deu 180 dias para a Prefeitura concluir o licenciamento. As passarelas foram construídas em 2017 e tornaram-se alvo de longa disputa nos tribunais. (Foto: Reprodução/Correio 24h) A disputa judicial envolvendo as passarelas aéreas que interligam prédios do Colégio Helyos, em Feira de Santana, teve finalmente um desfecho. O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), através da 5ª Câmara Cível, decidiu manter as estruturas e reformar integralmente a sentença de primeira instância que determinava a sua demolição. A decisão representa o capítulo mais recente — e definitivo no âmbito da Justiça baiana — de um processo que se arrasta há anos, originado a partir de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público (MP), que questionava a legalidade da obra construída sobre vias públicas. Publicidade A reviravolta no Tribunal O caso ganhou contornos drásticos em 2025, quando o juiz Nunisvaldo dos Santos, da 2ª Vara da Fazenda Pública, declarou nulo o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o colégio e a prefeitura. A sentença havia determinado a demolição das estruturas num prazo de até 90 dias e condenado a empresa responsável ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos, sob a justificativa de ausência de licenciamento prévio e irregularidades na legislação urbanística. Contudo, ao julgar a apelação do Colégio Helyos, o Tribunal reformou completamente a sentença. No seu voto, o relator desembargador José Cícero Landin Neto — que também presidiu o julgamento — destacou que a ordem de demolição contrariava uma decisão anterior já transitada em julgado, proferida pela desembargadora Lisbete Maria Teixeira Almeida Cézar Santos. Esse entendimento prévio havia determinado que o município concluísse o processo administrativo de licenciamento das passarelas e vedado a sua demolição após a regularização. Medida Extrema e Desproporcional: A decisão final considerou que a demolição seria uma medida extrema e desproporcional, especialmente diante da inexistência de risco estrutural e da clara possibilidade de regularização administrativa das obras perante os órgãos municipais. Leia Também Prefeitura de Feira divulga resultado preliminar do Processo Seletivo REDA para professores SOMA suspende temporariamente manutenção de estradas em função das chuvas Com o novo entendimento, o TJ-BA determinou a manutenção das passarelas e fixou um prazo de 180 dias para que a prefeitura de Feira de Santana conclua os procedimentos de licenciamento. Além disso, o Tribunal afastou a condenação de R$ 100 mil por danos morais coletivos e julgou improcedente a ação civil pública inicial, encerrando assim o processo. Publicidade Link copiado para a área de transferência!

Ônibus é sequestrado após sair do Terminal Central de Feira de Santana

Ônibus é sequestrado após sair do Terminal Central de Feira de Santana

Seprev vai recorrer a imagens de câmeras para tentar identificar criminoso em assalto a ônibus coletivo SEGURANÇA PÚBLICA Ônibus é sequestrado após sair do Terminal Central de Feira de Santana Seprev vai recorrer a imagens de câmeras para tentar identificar criminoso em assalto a ônibus coletivo Por Redação NINJAFSA 09/03/2026 • Atualizado Partilhar RESUMO DA MATÉRIA Passageiros de um ônibus do transporte coletivo urbano de Feira de Santana viveram momentos de pânico na manhã desta segunda-feira (9). Um criminoso assumiu o controle da rota e saqueou as vítimas. A Secretaria de Prevenção à Violência (Seprev) analisa imagens das câmeras de segurança para tentar identificar o assaltante. O assalto ocorreu logo após o veículo deixar o Terminal Central. (Foto: Divulgação/PMFS) O Governo Municipal de Feira de Santana informou que está prestando todo o apoio necessário ao motorista e aos passageiros que foram vítimas de um violento assalto a um ônibus coletivo no início da manhã desta segunda-feira (09). O crime aconteceu pouco tempo depois de o veículo ter deixado a Estação de Transbordo Central. Conforme as informações prestadas pelo secretário de Mobilidade Urbana (Semob), Rodolfo Suzarte, o alvo do criminoso foi o veículo de número de ordem 12002. O ônibus operava a linha 013 – Km 14 (Ipuaçu) na sua viagem matinal, com saída do Terminal Central programada para as 6h50min. O suspeito infiltrou-se no coletivo passando-se por um passageiro comum. Desvio de Rota e Ameaças O secretário Municipal de Prevenção à Violência (Seprev), Luziel Andrade, detalhou a dinâmica da ação. De acordo com o depoimento prestado pelas vítimas, o assalto foi anunciado quando o veículo já trafegava pela Avenida de Contorno, nas imediações do supermercado Atacadão. Pânico a bordo: “Sob grave ameaça, segundo relatou o motorista, o assaltante exigiu que ele alterasse o roteiro do ônibus, enquanto subtraía os pertences dos passageiros e dele. Em seguida, já nas proximidades da entrada do bairro Nova Esperança, o autor do assalto desceu do ônibus e evadiu-se do local”, relatou Andrade. As vítimas registraram a ocorrência no Complexo Policial do Sobradinho. (Foto: Divulgação/PMFS) Após a fuga do suspeito, o ônibus, juntamente com o motorista e as vítimas que estavam a bordo, foi encaminhado para a Delegacia de Polícia localizada no Complexo Policial do bairro Sobradinho, onde foi formalizado o registo da ocorrência criminal. Leia Também Homem é preso pela PRF após atirar contra mulher em tentativa de feminicídio Câmeras de videomonitoramento identificam suspeitos de furto de fiação no BRT Numa tentativa de localizar e deter o responsável pela ação, imagens das câmeras de segurança do próprio ônibus e do trajeto estão a ser analisadas minuciosamente pela Seprev. Todo o material será encaminhado para auxiliar a Polícia Civil na identificação do criminoso e na realização das diligências necessárias. Publicidade Link copiado para a área de transferência!

CPI para investigar Moraes e Toffoli tem número mínimo de assinaturas, com senadores de 9 partidos

CPI para investigar Moraes e Toffoli tem número mínimo de assinaturas, com senadores de 9 partidos

CPI para investigar Moraes e Toffoli tem número mínimo de assinaturas, com senadores de 9 partidos POLÍTICA / BRASÍLIA CPI para investigar Moraes e Toffoli tem número mínimo de assinaturas, com senadores de 9 partidos O requerimento, que procura apurar supostos abusos de poder e irregularidades na condução de inquéritos, eleva a tensão institucional entre o Senado e o Supremo Tribunal Federal. Por Redação NINJAFSA Atualizado recentemente Partilhar RESUMO DA MATÉRIA O requerimento para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar os ministros do STF, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, alcançou as 27 assinaturas necessárias no Senado Federal. O apoio partiu de senadores de nove partidos diferentes, indicando um alargamento da pressão política sobre o Judiciário. Ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes tornam-se o principal alvo de investigação no Senado. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABR) A crise institucional entre os poderes em Brasília acaba de ganhar um novo e decisivo capítulo. Um grupo de senadores conseguiu reunir o número mínimo de 27 assinaturas exigido pela Constituição para protocolar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) focada em investigar a atuação de dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O que mais chamou a atenção dos observadores políticos não foi apenas o alcance do número regimental, mas a diversidade do apoio. O requerimento conta com o aval de parlamentares filiados a nove partidos políticos diferentes. Este facto demonstra que a insatisfação com certas decisões da Suprema Corte ultrapassou as fronteiras da oposição mais ferrenha e começou a encontrar eco em fatias do centro político. Publicidade Os motivos do pedido O texto do requerimento aponta para supostas irregularidades e abusos de poder na condução de inquéritos sob a alçada dos ministros. Os parlamentares que encabeçam a iniciativa questionam decisões monocráticas, prolongamentos de prisões preventivas e bloqueios de contas que, na sua perspetiva, teriam violado o devido processo legal e as prerrogativas do legislativo. O movimento ganhou força extra após polémicas recentes envolverem as figuras centrais do pedido. O debate acendeu-se, por exemplo, após vir a público que a Polícia Federal extraiu mensagens temporárias trocadas entre Moraes e empresários investigados. Paralelamente, o ministro Gilmar Mendes determinou recentemente a suspensão da quebra de sigilo de uma empresa ligada à família de Dias Toffoli, o que alimentou ainda mais os discursos de falta de transparência no tribunal. O que acontece agora? Atingir as 27 assinaturas é apenas o primeiro passo. A instalação efetiva da CPI não é automática. A decisão de ler o requerimento em plenário e ordenar o início dos trabalhos cabe, exclusivamente, ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, que tem o poder de ditar o ritmo da pauta política na Casa. Leia Também Gilmar Mendes suspende quebra de sigilos de empresa da família Toffoli PF extrai e pericia mensagens de “visualização única” trocadas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes Até ao momento, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, bem como a presidência do STF, não se manifestaram oficialmente sobre o avanço do pedido de investigação no Congresso Nacional. Publicidade Link copiado para a área de transferência!